quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Casa à venda em Barrancos - na Rua NS da Conceição (e Passeo) nº 25

Alçado principal, Rua Nossa Srª Conceição nº 25 - Barrancos
alçado lateral e quintal, para a rua do Passêo, nº 33
Casa de r/c, com quintal, a necessitar de obras: Preço (a negociar): 15 mil euros
Informação/contactos: Tmv 966236364
(Fotos: Google maps)

Seca extrema - Água de Encinasola é abastecida por camião cisterna

A população de Encinasola (Huelva, Espanha), está a receber água para abastecimento público através de camiões cisternas, provenientes dos depósitos centrais da Amareleja, fornecida a partir de Alqueva.
Os camiões cisternas, da foto, fazem duas a três viagens diárias, colocando a água directamente nos depósitos de Encinasola.
camiões cisterna de abastecimento a Encinasola
(Foto: eB, 29-10-2019)

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Casa à venda em Barrancos - rua de Moçambique, nº 25

casa de r/c e 1º andar (T2) - preço (a negociar): 25 mil euros
Informação/contacto: 966236364
(Fotos: eB, 2017)

Caminhada Solidária contra o cancro da mama - amanhã às 16h30 em Montes Claros


Universidade Popular Túlio Espanca (Polo de Barrancos) - ano letivo começa hoje


Registo de cães, gatos e furões custa € 2,5

A partir de dia 25 de outubro, o registo de animais de companhia vai passar a custar 2,5 euros.  Esta taxa só será aplicada aos novos registos. Os animais já registados no Sistema de Informaçãode Animais de Companhia (SIAC) não estão sujeitos a este pagamento. 
Este valor está previsto para 2019 e para 2020, não havendo informações acerca dos valores a praticar a partir de 2021. Sempre que o animal mude de dono é expectável que se tenha de proceder a novo registo.
(daqui)

Regulada a modalidade de ensino à distância para os 2º e 3º do ensino básico

Foi regulamentada a modalidade de ensino a distância, prevista na alínea a) do n.º 1 do artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, definindo as regras e procedimentos relativos à organização e operacionalização do currículo, bem como o regime de frequência.
O ensino a distância destina-se aos alunos dos 2º e 3º ciclos do ensino básico geral, dos cursos científico-humanísticos e dos cursos profissionais que, comprovadamente, se encontrem impossibilitados de frequentar presencialmente uma escola, designadamente:
a) Filhos ou educandos de profissionais itinerantes, dada a constante mobilidade geográfica das famílias;
b) Alunos-atletas a frequentar a modalidade de ensino a distância na rede de escolas com Unidades de Apoio de Alto Rendimento na Escola (UAARE);
c) Alunos que, por razões de saúde ou outras consideradas relevantes, não possam frequentar presencialmente a escola por um período superior a dois meses e tenham obtido parecer favorável da DGEstE, em articulação com a DGE e, no caso dos cursos profissionais, com a ANQEP;
d) Alunos que se encontram integrados em entidades ou em instituições públicas, particulares e cooperativas que estabeleçam acordos de cooperação com uma escola E@D, com vista a assegurar o cumprimento da escolaridade obrigatória.
2 - Os alunos a que se refere a alínea c) do número anterior mantêm-se na escola E@D até ao final do ano letivo, independentemente da alteração da situação que permitiu a frequência do ensino a distância.

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

A albufeira do Bufo - a água começa a escassear

Começa a ser muito preocupante o nível da água na albufeira, que desceu muito desde o início de outubro, conforme o eB aqui divulgou.
A seca extrema agrava-se, colocando em risco todo o ecossistema. Os chuviscos dos últimos dias não molharam nem as folhas das árvores.
regolfo da albufeira do Bufo, a nível muito baixo (quota 4 a 6%)
(Fotos: Cortesia ER, 22-10-2019)

domingo, 27 de outubro de 2019

PEPAL (6ª edição - 2ª tentativa) - agora só para engenheiro(a) civil arquitecto(a) (m/f)

Encontra-se aberto, novamente, concurso de procedimento para recrutamento de estagiário/a no âmbito do Programa Estágios Profissionais na Administração Local (PEPAL), na área de "Arquitetura" e “Engenharia Civil”, pelo Município de Barrancos.
ver aqui o 2º aviso da oferta de estágio, cuja candidatura termina a 07/11/2019
Informação e candidaturas na CMB - Telef 285 950 630 ou email: geral@cm-barrancos.pt

Casa à venda em Barrancos - Rua 25 de Abril

Rua 25 de abril, nº 17 (preço: 60 mil euros)
(Mais informação aqui)

sábado, 26 de outubro de 2019

A Discoteca Parra - sede da Comissão de Festas de Barrancos 2020

Foi inaugurada esta tarde, por volta das 17h00, a sede da Comissão de Festas de Nossa Senhora da Conceição de Barrancos 2019/2020. Às 18h00, a comissão oferece um beberete de boas-vindas. A pista de dança "abre" às 22h00, sob o comando da dj Xica P., neste primeiro dia com os sucessos musicais dos anos 80 e 90! Para os nostálgicos.
Quem conhecia o local e o visitar hoje, com toda a certeza que vai ter "flashes" de memória sobre episódios ou acontecimentos vividos nesse espaço: à entrada, na portaria, estaria o Pires, a vender bilhetes ou simplesmente o cartão de consumo mínimo; no balcão, onde se pedia a cubata, o barcardy, o gin ou cerveja, seria atendido pelo tio Zé Pinto, que estava sempre a entrar e a sair, ou pelo Zé Gavino, "co-gerente" e amigo do proprietário; sentado nos bancos corridos, com mesa ao centro, ou no pequeno reservado do canto, vai sentir-se "incomodado" pelo zigue-zaguear do Domingos Xiri-Biri que, de lanterna na mão, recolherá os copos; na zona frente ao balcão, de copo na mão, poderia estar à espera da mudança da música na pista, ou simplesmente a conversar; na pista de dança,  sozinho/a ou acompanhada/o  estaria desfrutando do momento; pode, também, entrar ou sair das minúsculas casas-de-banho, dos homens junto ao som e das mulheres mesmo ao lado, com uma amiga de controlo sempre na porta; pode também relembrar quantas vezes o "ir e vir" entre a Parra e a Talisca e desta nova novamente à Parra, num vai-vem quase ritual!
Entretanto, na cabina de som, nos primeiros anos podes ver o Catarino, mais tarde e/ou ao mesmo tempo, a Xica Porta, os Djs de serviço rodando o vinil (discos LP ou singles), porque o CD só muito mais tarde chegaria!
(pequeno vídeo)
parte do balcão com garrafeira atrás
balcão/parte de garrafeira da entrada
pequeno hall de entrada frente ao balcão
(vídeo/fotos: eB, 24-10-2019)

Esta noite muda hora - entramos na hora de inverno


Na madrugada de 27 de outubro de 2019 (domingo), a Hora Legal muda do regime de Verão para o regime de Inverno.
– Em Portugal continental e na Região Autónoma da Madeira, às 2h00 da manhã atrasamos o relógio de 60 minutos, passando para a 1h00 da manhã.
– Na Região Autónoma dos Açores a mudança será feita à 1:00 hora da madrugada de domingo, dia 28 de outubro, passando para a meia-noite (00h00), do mesmo dia.

Discoteca Parra - tesouros de uma época para recordar esta tarde/noite...

... durante a inauguração da sede da Comissão de Festas de NSC Barrancos 2020...
Entretanto, mais logo, por volta das 17h00, já depois da abertura ao público, divulgaremos aqui um pequeno video gravado na antevéspera da inauguração, dedicado aqueles que hoje não podem estar presentes.
os famosos bilhetes/entradas e/ou de consumo (anos 80 séc XX)

La Famenquitas - em "Vive tu sueño", hoje em Sevilha...

O Grupo de Sevilhanas "Las Flamenquitas" participa amanhã, sábado, no concurso " Vive tu sueño" em Sevilha.

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Fim de semana desportivo...

bado, dia 26 de outubro às 10h30
🏆 Campeonato Distrital de Juniores "B" - Juvenis
Barrancos FC 🆚 SC Ferreirense
 Estádio Municipal de Barrancos

Jogos fora:
Sábado, dia 26 de outubro às 10h30
🏆 Liga de Formação - Benjamins
CF Vasco Gama 🆚 Barrancos FC
Estádio Municipal Vidigueira

Sábado, dia 26 de outubro às 15h00
🏆 Campeonato Distrital da 2ª Divisão
Alvorada F - Ervidel 🆚 Barrancos FC
Campo da Baioa - Ervidel

Domingo, dia 27 de outubro às 10h30
🏆 Taça Melo Garrido - Iniciados
CF Guadiana 🆚 Barrancos FC
Estádio Municipal de Mértola
Aditamento - Resultados:
Juvenis: Barrancos Futebol Clube 5 - Ferreirense 2
Iniciados: Taça Melo Garrido: Guadiana 1 - Barrancos FC 5
Seniores: Alvorada 6 - BFC 2

Lar Nossa SC de Barrancos - assembleia geral extraordinária decorre amanhã à tarde...

Aviso-convocatória de 09/10/2019
(Foto: 11-10-2019)

Lembras-te da Discoteca Parra (Barrancos)? Visita-a amanhã, a partir das 17h00....

... tens abaixo uma amostra do exterior, por dentro... está como estava há 30 anos! "um espectáculos"!
fachada da sede da Comissão de Festas NSC de Barrancos 2020
(Fotos: eB, 25-10-2019)
"no mesmo espaço, a descoberta de uns e as lembranças de outros"

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Abertura do Lagar - campanha da azeitona 2019/2020 começa a 4 de novembro

A Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos divulgou recentemente a data de abertura do lagar, bem como das regras e condições da campanha 2018/2019...
aviso de abertura do lagar 2019

Campanha de promoção da recolha do Lixo "porta-a-porta" - sistema payt

Conforme o eB já tinha anunciado, Barrancos será visitado brevemente pelos "monitores da Resialentejo,... para explicar como pode poupar se separar corretamente os seus residíduos". Vamos conhecer, a curto prazo, o sistema payt.
Antes disso, não perca o evento de lançamento do projeto no Cineteatro de Barrancos, dia 30 de outubro, próxima quarta-feira, às 18h00.
Folheto distribuído na Vila de Barrancos
(Foto: eB, 22-10-2019)
calendário da recolha do lixo em Barrancos (a começar em data a anunciar)
(Os sacos serão adquiridos na CMB e no Posto de Turismo de Barrancos!)
(convite de lançamento do projecto em Barrancos)

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Aconteceu esta manhã...... mas não devia!

Mas, não é caso único!
saco de lixo "partilhado" pelos canitos, que fugiram da foto!
(Foto: eB, 23-10-2019)

Agrupamento de Escolas de Barrancos - procura docente de Francês (m/f)

Aviso da segunda tentativa de contratação - oferta de escola
(data limite da candidatura 24/10/2019)

Contributos para a história de Barrancos III - Homens e Mulheres que não foram crianças (Décadas de 40 até 60/70 do Séc. XX)

Mais uma excelente crónica de José Peres Valério:
"Não é fácil escrever sobre este tema se atendermos às diversas situações em que a criança estava inserida. No entanto, vou tentar transmitir nesta narrativa o melhor que sei por forma a ficar com uma ideia do que era a criança naquele tempo. Tempos amargos!!.
Os primeiros trambolhões que qualquer ser humano leva é quando nasce e quer começar a andar. Cai, levanta-se, torna a cair, levanta-se até que um dia ela, criança, começa a girar. Tem pela frente um espaço infinito que se abre à sua volta, mas com o continuar da idade e os estádios que vai passando, vai aprendendo a fazer tudo o que os seus progenitores e outros lhes vão ensinando.
Como a vida é dura, muitas delas, além destes, começam cedo a levar trambolhões!
Entretanto, a criança antes de atingir a idade obrigatória para ir  à escola,  naquela época aos 7 anos, passa por vários estádios, ou seja, a transformação que a criança vai sofrendo desde o nascimento até esta idade, sendo uma das principais a necessidade física da criança, a alimentação, higiene e uma casa condigna, como em todo o resto da vida.
Durante o Estado Novo só era obrigatório frequentar a escola até à 3ª. classe. Só em 1956 torna-se obrigatório os 4 anos de ensino primário, mas só para o sexo masculino, sendo alargado para o sexo feminino em 1960. Sabendo-se que a obrigatoriedade do ingresso escolar se reporta a 1835 (séc. XIX), ainda na monarquia, existindo, que saiba, dados apenas através dos censos de 1900, a nível nacional, que para a idade de 10 e mais anos, existia uma taxa de alfabetização de apenas 27% da população; em 1940 de 46%;  em 1950 de 58%; em 1960 de 67% e em 1970 de 74%. Como se pode verificar, a taxa de analfabetos existentes em 1940 é de 54%; em 1950 de 42%; em 1960 de 33% e em 1970 de 26%. Como se depreende, no período em questão, essas crianças, analfabetas, como o tempo da escolaridade não era ocupado, certamente andavam a dar  apoio aos pais nos trabalhos que estavam empenhados, nomeadamente no campo, que era o que predominava e outros ainda pelo abandono, devido à distância. De anotar que antes do século XV, a criança era vista como um adulto, não havendo nenhuma Lei que as protege-se. Só em 1911, 1ª. República do séc. XX, é que é criada a Lei de Proteção à Infância, nunca aplicada, sobretudo no período do Estado Novo, até à Consagração na Constituição da República Portuguesa de 1976.
Este período, sob a ditadura, fez com que a juventude tivesse um grau de iliteracia significativa contribuindo de tal forma para que a maioria das crianças fossem empurradas para o obscurantismo/ignorância, contribuindo para o atraso de um século em relação aos países desenvolvidos.
É óbvio que nem todas as crianças eram iguais, por força da sociedade em que se vivia. Havia famílias com um extrato social indigente (pobre), com pouca ou nenhuma capacidade financeira, e outras com um extrato social média/alta com grande  capacidade financeira.
As pobres, têm uma vida de pobreza extrema, que por motivos vários os pais não têm um tostão para lhes comprar uma simples chupeta de borracha; quando nasciam, improvisava-se um bocado de pano, enrolando-o, atado com um fio, molhado em água untado com açúcar para dar à criança/bebé, quando chorava calar-se. Brinquedos: sabendo da importância para o desenvolvimento da criança, principalmente didáticos, naquele tempo nada disso tinham. As que viviam no campo tinham como diversão brincar com os chibinhos (cabritos) que nasciam ou borreguinhos (cordeiros), que entre ambos formavam uma simbiose salutar; e outros que elas próprias inventavam. A alimentação era pouca e desnutrida, levando muitas ao aparecimento de doenças que muitas vezes originavam a morte. Gente carenciada em todos os aspetos!!!.
As que têm uma grande capacidade financeira, podem dar-lhes uma chupeta de borracha, ou de qualquer outra espécie, e os brinquedos, alimentação e tudo o  que a criança mais gostasse.
Posto isto, havia  uma diferenciação entre as classes sociais que era abismal. As crianças deveriam ter tido todas o mesmo tratamento social. Mas não foi isso que aconteceu. Senão vejamos: nas décadas supracitadas, em Barrancos como julgo em todo o país, as crianças dos  pobres quando nasciam não tinham nem um berço para se deitar condignamente; As mães, algumas delas, quando se deslocavam a trabalhar no campo, lavar roupa ou outros trabalhos,  levavam os filhos com elas porque não tinham onde os deixar, e  improvisavam um berço ou coisa parecida até à tarde de regresso à casa. Dias estes que a criança sofria com todas as vicissitudes da vida.
Em sentido oposto, as famílias com capacidade financeira têm tudo de bom para seus filhos, sem que tenham que passar pelas dificuldades que os outros passaram nem as canseiras que os pais destes tinham para dar-lhe um agasalho e bem-estar aos seus filhos.
Tempos em que a adversidade grassava por todo o lado!!!
Mais tarde, a classe pobre e outras da classe superior (poucas) por norma quando entravam na escola,  os divertimentos  com que passavam o tempo, além das inerentes à escola, eram brincadeiras mais para rapazes do que para raparigas: a jogar ao eixo, choca, corda, rebenta-e-três, burro na parede, ao pião, a bola, improvisada de trapos metidos numa meia, boliche (berlinde)  e outros.
Neste espaço de tempo ela brinca com brinquedos que os pais tiveram capacidade monetária para lhes comprar. Sim, porque nem todos podem comprar os brinquedos que a criança desejaria, uma vez que a grande maioria dos pais, naquele tempo, queriam 3$30 (três escudos e trinta centavos) para comprar um pão a preços da década 50/60, e não o tinham.
No Natal, estas crianças, com aquela inquietação, vulgar nelas, desesperavam na ansiedade de ver a luz do dia; nem dormiam,  para ver os presentes que  o “Pai Natal”, na altura Menino Jesus, tinha posto  no  sapato. Como eram pobres, os pais sem meios de subsistência, lá conseguiam colocar no sapato uns rebuçados, tablete de chocolate, lenço de mão, etc. Artigos de valor insignificante, mas a criança ficava  toda contente!!!.  
Chegado aos 7 anos de idade havia a necessidade de matricular os filhos.
Para os pais que tinham a sua vida na vila era fácil. Para os que passavam uma grande parte da sua vida no campo, casos havia que só vinham à vila nestas alturas, em dias festivos, como o Natal ou a fêra, tornava-se mais difícil.
Mas como havia muita gente fixadas no campo, houve a necessidade de criarem uma escola na herdade dos Fornilhos, propriedade de José Maria Machado, e outra na Mina da Apariz. Nos Fornilhos, a fim de dar cobertura a todas as crianças existentes na periferia da herdade, situada  na Freguesia da Amareleja, concelho de Moura, que limita com o concelho de Barrancos, abrangendo as Herdades da Viadeira, Cardador de Baixo e de Cima, Botefa, etc.. Crianças havia que tinham que percorrer aproximadamente 6 km, algumas descalças, salvo as da área da Botefa, que o proprietário da herdade trazia numa carrinha onde transportava os filhos dos seus trabalhadores  para poderem frequentar as aulas administradas por uma regente de ensino até a 4ª. classe.
Na Mina da Apariz a situação era diferente, em virtude de ter um aglomerado populacional elevado. Sendo que os alunos, salvo raras exceções, viviam todos naquele local frequentando o ensino, também, até à 4ª. classe.
A escola da vila, para além os residentes, era frequentada pelas crianças das herdades de Russianas, da Contenda e outras da periferia, que se deslocavam a pé percorrendo aproximadamente 6 a 7 km, desde alguns sítios, uma vez que as herdades tinham uma dimensão enorme. Todas estas crianças calcorreavam esses caminhos aguentando as intempéries: calor, chuva, vento, frio,..
Vestuário: bastante precário. Muitos casos houve que usavam calça curta, os rapazes, em todas as estações do ano, porque não havia dinheiro para calça comprida, que só vestiam quando atingiam a idade de 9/10 anos ou mais, quando os pais faziam o sacrifício, porque já eram uns homenzinhos. As raparigas usavam vestidos.
Entretanto, também havia as escolas particulares das Meninas Pinto e da D. Bella Pulido onde algumas crianças, davam os primeiros passos na aprendizagem escolar.
Não foi nada fácil para estas crianças, hoje, muitas delas, Mães e Pais!!!
Tempos que certamente não esquecerão!
Entretanto, quantas delas no pós-escolar tinham que dar apoio aos pais, face as suas potencialidades físicas, a guardar o gado e outros afazeres, como sachar (mondar), apanhar azeitona, etc, tanto para as que viviam no campo como para as que moravam na Vila. No entanto, casos havia também que, com uma enfusa - (pequeno cântaro) – ajudavam os pais, nomeadamente a mãe, a trazer água dos fontanários ou poços, porque água canalizada nem sonhar. Carregadas, aos ombros ou quadris, por falta de animais, para ajudar com alguns irrisórios tostões para o agregado familiar com a venda da  mesma. As raparigas iam ainda lavar roupa ao lado da mãe, que tinha apalavrado com algumas pessoas mais abastadas, nos batideiros (pedra para esfregar a roupa) do Arroio, da Ribêra ou da Pipa, ou a “servir” nas casas de lavradores, de alguns funcionários públicos ou de outros serviços.
Estas crianças estavam mal nutridas porque as jornas dos pais, quando recebiam, não lhes dava para poderem pôr na mesa a alimentação com nutrientes suficientes para seus filhos, a fim de poderem ter um desempenho eficaz nos estudos.
No período do término da 4ª, classe, até a idade de 12/15 anos, por vezes antes, os pais daqueles que moravam na vila, e também alguns do campo, que tinham maior disponibilidade financeira (poucos), ocupavam-nos na aprendizagem de um ofício. Outros, ainda, cujos pais não tinham essa possibilidade, aprendiam o oficio só até que tivessem capacidades física para desempenharem outras atividades mais rentáveis para arrecadar umas migalhas para a família.
E é aqui, quando as crianças ocupam outras atividades, que deixam de ser crianças para passarem a ser “emancipadas”, ou  “maior idade”. Pois passam a ter responsabilidades no desempenho das funções que lhes são atribuídas. Exercem as mais variadas atividades: de trabalhos de campo, a guardar gado, a acarretar água para casa de lavradores, nos cafés e tabernas, na sociedade (coletividades), e trabalhos inerentes a função, etc.. Apanhar azeitona, sachar (mondar), trabalho na estrada, etc. para poderem ajudar os seus pais que muitas vezes querem trabalho e não têm. E estas crianças, com o seu sentimento altruísta, contribuem para o sustente da família com a parca remuneração que usufruem cujo valor, nestes últimos trabalhos, é menos de metade do adulto, para o mesmo trabalho deste.
Algumas houve que tiveram que emigrar por falta de oportunidades na Terra  e, sabendo as dificuldades que tinham deixado para traz, do  magro soldo que usufruíam ainda mandavam uma quota parte para seus pais.
Estas crianças NUNCA FORAM CRIANÇAS, passaram muitas privações, fome e sofrimento!
Com a Revolução dos Cravos, em 25 de Abril de 1974, a criança começa a ocupar o lugar que lhes pertence, que é seu !!!.
Crianças com responsabilidade e humildade!
Crianças que não olharam a sacrifícios para ajudar os seus pais nas dificuldades económicas que constantemente se deparava a família!
Quem, Criança daquele tempo, hoje adulto, Mãe ou Pai, não se recorda das adversidades que passaram?
Barrancos, 21/10/2019 - Ass) José Peres Valério"

terça-feira, 22 de outubro de 2019

IMI agravado - Uma medida que devia ser replicada....

A capital usa assim o Decreto-Lei nº 67/2019, de 21/5, que criou a possibilidade de os municípios agravarem o IMI para os imóveis devolutos e que estejam localizados em zonas de pressão urbanística, aquela em que se verifique dificuldade significativa de acesso à habitação.
Uma medida fiscal que devia ser replicada.
(foto: I, Mafalda Gomes)

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

O que anunciam as formigas de asas?

Consta que o aparecimento de formigas de asas, anunciam chuva!
Como há muitas formigas por aqui, Barrancos, quase uma praga, pode ser que venha a chuva, que tanta falta faz.
formigas voadoras
(Fotos: eB, 21-10-2019)

Conceitos técnicos de ordenamento urbano

Porque, tal como no futebol, há sempre um especialista dentro de nós... aqui ficam os conceitos técnicos atualizados nos domínios do ordenamento do território e do urbanismo.
daqui

Alterado o prazo de garantia para acesso ao subsídio social de desemprego

Pelo Decreto-lei nº 153/2019, de 17/10, foi alterado o prazo de garantia para acesso ao subsídio social de desemprego
Neste sentido, foi acordada a redução de 180 para 120 dias o prazo de garantia para acesso ao subsídio social de desemprego inicial para os trabalhadores cujo contrato de trabalho tenha cessado por caducidade do mesmo, sem que tenha havido renovação, considerando-se pertinente considerar idêntica redução para as situações de denúncia do contrato por iniciativa da entidade empregadora durante o período experimental.
Nas situações de desemprego involuntário por caducidade do contrato de trabalho a termo, o prazo de garantia para atribuição do subsídio social de desemprego é de 120 dias de trabalho por conta de outrem, com o correspondente registo de remunerações, num período de 12 meses imediatamente anterior à data do desemprego.

Tempo e temperatura em Barrancos

Nesta última segunda-feira com horário de verão, à hora do relógio o céu está limpo, azul, 8ºC de temperatura, vento E 3 km/h, 85% de humidade e 1018 hpa de pressão atmosférica.
Veio o frio (5ºC às 6h30), mas a chuva teima em passar ao lado! 
Torre do Relógio, Barrancos
(Foto: eB, 21-10-2019)