Mostrar mensagens com a etiqueta Água. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Água. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Apesar da seca, a albufeira do Bufo está cheia

No Açude da Pipa, a montante da albufeira do Bufo, ainda não se nota a falta de água. O rio continua a correr. Pouco, para um mês de janeiro, pleno inverno, mas ainda corre. Se não chover, poderemos ter problemas no abastecimento de água, ... a partir de maio/junho.

ribeira do Murtega, açude da Pipa, Barrancos
(Fotos: eB, 05-02-2022)

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

A água no distrito de Beja - Saiba onde a fatura é mais cara e mais barata

A Associação de Defesa do Consumidor DECO divulgou, recentemente, o resultado da análise realizada às faturas da água de todos os municípios do país.

A fatura da água tem indexadas as tarifas dos serviços de abastecimento de água, de saneamento e de resíduos sólidos urbanos (RSU), estas duas últimas calculadas em função do consumo de água. No comunicado divulgado, a DECO, alerta para as discrepâncias nos preços indexados à fatura da água entre concelhos, que chegam aos 400 euros anuais.

De acordo com os dados da DECO, citados pelo Digital.pt, em 14 entidades gestoras do distrito de Beja, os barranquenhos pagam a 3ª "água" mais barata, para 120 m3/ano (169,68 euros) e a 4ª (277,73 euros), para 180 m3/ano.


(Fonte: Deco e O Digital.pt)


terça-feira, 6 de julho de 2021

Água de Alqueva chegou ontem a Barrancos

Foi ontem "inaugurada" a ligação da conduta adutora Moura/Barrancos, a partir dos reservatório de S. Lourenço (Moura), que vai combinar água de superfície da albufeira do Enxoé com a das captações de Moura-Ficalho, até aos depósitos do alto de Sº Bento (Barrancos), no âmbito do Sistema Público de Parceria Integrado de Águas dos Alentejo (SPPIAA).

A vila de Barrancos tem sido abastecida de água a partir da albufeira do Bufo, situada no rio Múrtega (ETA do Bufo), desde 1982/1983, data da ligação dos primeiros ramais domiciliários de água. 

Entretanto, de acordo com a informação disponibilizada pela CMB, "a atual ETA do Bufo será mantida ativa, constituindo o açude do Bufo uma origem complementar para o abastecimento a Barrancos, contribuindo para a resiliência deste abastecimento, sendo a redundância de infraestruturas justificada pelo elevado risco associado às longas distâncias de condutas a percorrer e elevado número de estações elevatórias intermédias".

obras - sistema de abastecimento de água e saneamento básico de Barrancos
(Foto: Pormenor dos ramais domiciliários na R Dr. Higino de Sousa, Barrancos, 1980/1981)

(Foto: CMB, 05-07-2021)

domingo, 14 de março de 2021

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Contributos para a História de Barrancos (XI) - a água para consumo humano

O eB, com autorização do seu autor, José Peres Valério, aqui reproduz mais um excelente "contributo histórico", o XI, sobre a historia da água e dos aguadêros de Barrancos, profissão que progressivamente se extinguiu  depois de 1982/83, data da "ligação dos primeiros ramais domiciliários de água":
"Não é fácil escrever sobre esse líquido precioso que é a Água.
Com esta pequena sinopse, quero exprimir a situação de escassez de água, vivida em Barrancos, nas décadas anteriores a 1960/70, inclusive.
A água, cuja fórmula química é H2O (dois átomos de hidrogénio e um de oxigénio), é um bem valiosíssimo de que todos os seres vivos necessitam.
Ela ocupa uma abundância muito expressiva na Terra, em três estados físicos: líquido, sólido e gasoso, distribuída principalmente por oceanos, rios e lagos. Os oceanos cobrem a maior parte da superfície da Terra. Mas, por força da sua salinidade, a água é imprópria para ser consumida por grande parte dos seres vivos no meio terrestre. Por sua vez, a água doce aplica-se a estes seres vivos, bem como à agricultura e outras. As atividades agrícolas exigem grandes retiradas de água do leito natural (terrenos cobertos pelas águas não influenciadas por cheias, inundações, etc.), bem como das águas subterrâneas com aberturas de furos hertzianos.
Pensa-se que já nesse tempo, a poluição hídrica existente comprometia a qualidade da água, porém menos que atualmente.
Como se calcula, a distribuição da água não é uniforme, uma vez que existem diversas regiões que sofrem de escassez deste recurso.
Segundo a ONU: «três em cada dez pessoas não têm acesso a água potável, mais de 2 mil milhões vivem em países com um elevado nível de “stress” hídrico e cerca de 4 mil milhões de pessoas passam por uma grave escassez de água potável durante, pelo menos, um mês do ano.»
Chegado aqui e depois desta breve introdução, importa analisar o que foi a carência de água naquele tempo em Barrancos. Haverá quem reconheça o que se segue, pois muitos dos que passaram por aquela situação, ainda estão entre nós.
Barrancos sempre teve uma disparidade entre inverno e Verão. Na década de 1960/70 e anteriores, como se diz, havia temporais agressivos. Começava a chover em setembro/outubro e passavam dias, semanas e até meses sem deixar de cair.  Os campos alagados criavam grandes transtornos, nomeadamente nas sementeiras que por norma tinham início no mês de setembro. Os caminhos de terra batida, em certos sítios, eram autênticos lodaçais. Os animais atascavam-se. As pessoas que percorriam esses itinerários, em alguns sítios, tinham que pôr pedras para poderem passar, com muito cuidado, não fossem surpreendidas por alguma queda e saírem todas enlameadas ou com  danos mais graves. Por sua vez, os verões secos e agrestes, com temperaturas altíssimas, causavam e causam um impacto acentuado na quantidade de água disponível nos terrenos, poços e fontes. Era nessas reservas que a população se abastecia. Existiam anos em que os verões eram tão rígidos, que as pessoas que recorriam à água dos poços, que abaixo se indicam, esgotavam-nos e só recuperavam durante a noite.  O Poço Novo tinha uma nascente maior que todos os outros com exceção da Ferrenha.  Esgotadas as nascentes menores, as pessoas iam, com burros ou outros meios, buscar água a este poço.
Nas bicas, corria um fio de água a ponto de as pessoas fazerem bicha para encher um cântaro ou uma carga. Eram horas à espera que chegasse a vez. O mesmo acontecia na nascente da Pipa.
Logo de manhã, as mulheres, (sim, porque os homens, por norma tinham de se deslocar ao campo, trabalho que prevalecia naquele tempo, entre outros, trabalhando de sol a sol), apanhavam nos cântaros de barro  e deslocavam-se ao poço ou bica mais próximos da sua residência para acarretarem a água necessária para o consumo diário. Havia pessoas que saiam de madrugada para ir a esses poços buscar o líquido precioso em virtude do declínio das nascentes durante o dia. Mulheres havia que transportavam um cântaro à cabeça em cima de uma rodilha e outro no quadril, (autênticas equilibristas), percorrendo as ruas ingremes que a vila tem. Chegadas ao destino, com o esforço despendido, tinham mais vontade de se deitar do que começar outros trabalhos. Outras mulheres, que tinham meios de transporte, como burros ou muares, poupavam esforços em relação àquelas que se deslocavam a pé.
Após o acarreto da água, palmilhando o terreno por três, quatro ou mais vezes num trabalho árduo (aquelas que tinham ajustado serviços com outras pessoas mais abastadas), ainda que com todas as dificuldades passadas, mal alimentadas, encontravam resiliência para adquirir forças e trabalhar o resto do dia, conseguindo superar as situações mais difíceis.
Os homens desempenhavam este serviço no dia de descanso (domingo) ou quando estavam parados (desempregados), por norma com burros ou muares.
A maioria destas pessoas pertenciam a uma classe social baixa, pobre, com suas necessidades de sobrevivência. Gente que, para ganhar uns parcos tostões, tinha que fazer grandes sacrifícios!
As casas dos lavradores tinham criados que iam buscar água. Estes percorriam todos os locais abaixo citados de forma que a carregassem para casa dos patrões, durante todo o dia, e em alguns casos, deitavam-na em poços que existiam nas residências. Daí verificar-se o vazio quase total nos poços para o abastecimento público. Estes criados iam buscar a água com animais com quatro barris de 15 l cada. Mas, como se diz, algumas casas tinham pipas (vasilha grande de madeira usada para transportar água em cima de uma estrutura de madeira puxada por um animal, geralmente muar ou cavalar). Nesses períodos gravosos, deslocavam-se até à Herdade da Contenda, ao poço de Vale Cristiana, que dista de Barrancos aproximadamente 6/7 km, possuidor de uma grande nascente que dava oportunidade aos outros de recuperar. Houve quem dissesse, naquele tempo, que havia um projeto para canalizar a água para Barrancos. Defendiam, que na zona deste poço existia um grande lençol de água. A verdade é que de água canalizada, nada.
Os vasilhames com que transportavam a água eram: como atrás se diz, cântaros de barro ou zinco, carburo (recipiente em forma de balde, em zinco), barris de madeira de 12 e 15 litros e, ainda, a pipa. Eram tempos muito difíceis. Tempos em que quando as pessoas chegavam do trabalho, cansados(as), sujos(as), da agricultura ou outros, apeteciam-lhes um retemperado banho ou duche. Todavia quedavam por se lavar num alguidar ou paneira, à falta de água canalizada, aproveitando a do banho ainda para outros desempenhos. Inadvertidamente cada um fazia racionamento para evitar o desperdício.
Na povoação, havia pessoas sem possibilidades de ir buscá-la e para resolverem a situação compravam ao Tio Zé Cubilha que, com os filhos Zé e Chico, todo o ano vendiam um cântaro ou dois, ou até uma carga, formada por quatro cântaros de barro. Também existiam outros que esporadicamente a vendiam.
Posto isto, esta água, utilizada nos mais variados processos, de que o povo beneficiava, dos poços e bicas, seria potável!?  Nunca, que se saiba, nesse espaço de tempo, houve análises a este bem. Igualmente, para ela se tornar potável era necessário passar por várias operações até chegar à situação de ter qualidade suficiente para o consumo humano (beber e preparar os alimentos).
Onde quer que houvesse uma “pinga” de água, o povo não se importava de adquiri-la para seu proveito. Nos campos, habitados por pessoas que aí trabalhavam, com vivência dia e noite, bebia-se das fontes, poços e até dos rios correntes.
Eram os seguintes poços para abastecimento público: Poço do Galapêro, no caminho para as Eiras de Carrasco; Poço de Martins, hoje, soterrado, na propriedade do Mário Ruivo, também no caminho para as Eiras de Carrasco; Poço dos árvores, sito próximo da Bica grande; Poço da Praça, sito no fundo da Rua da Igreja, hoje tapado com o edifício da  oficina do falecido Leonardo Sena, já desativada; Poço velho, sito  no fim da Rua Dr. Mendes Ribeiro; Poço Novo, que abastecia o Matadouro municipal, hoje Rua do  Lagar; Poço na Adua, hoje, soterrado, na entrada do pavilhão gimnodesportivo; Poço sito no largo do Mercado, hoje soterrado,  na porta grande de entrada para o centro de saúde;  Poço da ferrenha; Poço dos Cascáveis, sito junto a estrada internacional no término das casas;  Outro a escassos metros deste e Poço por detrás do campo de futebol, hoje soterrado com o alargamento do campo. Todos foram tapados pela Junta de Freguesia.
Fontanários existiam e existem: Bica grande, como atrás se diz; Biquinha, na Rua das Bicas; Bicas do baldio de cima e de baixo; Bica da Lancheira, sita na Estrada Internacional junto a fronteira e a Pipa que dista, aproximadamente 3 Km.
Entretanto, nas décadas de 70 início de 80 do século passado, já os meios de transporte eram mais acessíveis, com o aparecimento de motorizadas e carros.
Contudo, com o advento do 25 de Abril de 1974 a situação mudou radicalmente proporcionando às populações a criação da tão desejada água potável e o saneamento básico. Mais tarde, no princípio da década de 80 do século XX, a população passou a ter acesso a água canalizada e o povo deixou de passar as agruras de outros tempos que tão hostis tinham sido para todos.
Barrancos, 17/10/20
Ass) José Peres Valério"
aguadeiros na Bica Grande
entre a Bica e a Biquinha, junto ao atua jardim das Bicas
mulher com cântaro à cabeça e jovem com burro, no início  da
rua da Igreja, (subir), frente à atual urbanização da Biquinha
a beber água fresca pelo piporro, na rua da Igreja
jovem a descarregar os cântaros de lata, na rua da Igreja
"a buscar" água à Bica do Baldio
(Fotos: Manuel Valério, s/data)

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Rio Múrtiga - da nascente (Fuenteheridos) à morte (Barrancos/albufeira do Bufo)

No perfil Biarritz rural Fuenteheridos, ficamos a seber que na "Fuente de los doce caños, en ella nace el río Múrtigas, con un caudal de más de 2.000.000 millones de litros diarios de agua fresca que le dan vida!!"
(imagens de Biarritz rural Fuenteheridos)
A cerca de 60 km, a juzante, por estrada, aquela "água fresca... com vida", tem os aspeto que as imagens em baixo ilustram.
Mas não se pense que é só em 2020. Não. A água fica nesse estado de degradação, todos os anos entre julho e agosto. Este ano, um pouco mais cedo. 
"água" da ribeira do Múrtiga, por baixo do açude da Pipa
(Fotos: eB, 22-06-2020)
Contudo, por enquanto, o açude da Pipa, ainda quase cheio de água aparentemente limpa, voltou este ano a ser recuperado pela rapaziada local como "praia fluvial", na falta de piscina.
lençol de água do Açude da Pipa
(Fotos: eB, 23-06-2020)

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Aprovada proposta do PAN para duplicar o valor da taxa de gestão de resíduos

A taxa de gestão de resíduos é uma das taxas que são pagas na fatura da água e pretendealterar comportamentosdos consumidores no que respeita à separação dos resíduos produzidos em cada lar, segundo fonte da Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Ou seja, quanto mais se reciclar menor será a quantidade de resíduos que chegará aos aterros para onde é enviado o lixo comum
A taxa, que atualmente é de € 11,00, passa para € 22,00, em junho de 2020, sendo o custo, que é suportado pelas entidades gestoras (CM/JF), transferido para o consumidor através da fatura da água.
Fonte/foto: daqui

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

A albufeira do Bufo - a água começa a escassear

Começa a ser muito preocupante o nível da água na albufeira, que desceu muito desde o início de outubro, conforme o eB aqui divulgou.
A seca extrema agrava-se, colocando em risco todo o ecossistema. Os chuviscos dos últimos dias não molharam nem as folhas das árvores.
regolfo da albufeira do Bufo, a nível muito baixo (quota 4 a 6%)
(Fotos: Cortesia ER, 22-10-2019)

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Albufeira do Bufo - por enquanto vamos tendo água!

A albufeira do Bufo, que abastece a vila de Barrancos, tem ainda água para mais três a quatro meses, caso não chova. A qualidade é que pode não ser a melhor para consumo público.
Recordemos, aqui, situações semelhantes ou mais graves: - em 16 outubro de 2012, "depois de dois anos de seca", o regolfo da albufeira encontrava-se praticamente vazia; - em outubro de 2017, a falta de chuva do outono estava  a causar preocupação, sobretudo na qualidade de água.
Em ambos os casos, choveu pouco depois da publicação das fotos/reportagem. Esperemos que este ano assim suceda!
pormenor da albufeira do Bufo, junto à ETA
(Fotos: Cortesia ER, 02/10/2019)

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

A seca está a secar a albufeira do Bufo - qualidade da água pode ser preocupante

A albufeira do Bufo, no rio Múrtega, que abastece a Vila de Barrancos, começa a ficar em nível preocupante de armazenamento. Esta albufeira, que não consta dos planos de monitorização do Sistema Nacional de Informação dos Recursos Hídricos (SNIRH), apresenta em 23/10/2017 uma capacidade hídrica que ronda os 18º/20%, superior ao volume que detinha há cinco anos atrás (17/10/2012), quando o leito se encontrava praticamente seco.
Esperemos que a Águas Públicas do Alentejo, gestora da rede em alta, tenha planos alternativos para o abastecimento da água a Barrancos, se o tempo seco e quente continuar, como se prevê.
Regolfo da albufeira do Bufo,junto à torre de captação e na charca do bufo
(Fotos: eB, 23-10-2017)
Veja-se, abaixo, a comparação 2012-2017:
ETA Bufo, 16/10/2012


ETA do Bufo 23/10/2017
Em 2012, conforme o eB, noticiou, aqui e aqui, a seca terminou a 25 de outubro, quando o rio Múrtega apanhou a primeira cheia provocada pelas fortes chuvadas do dia e noite anterior (23 e 24/10/2012).