domingo, 26 de setembro de 2021

COVID 19 - situação de alerta de 1 a 31 de outubro de 2021

O Conselho de Ministros aprovou na passada quinta-feira, dia 23, a resolução que declara a situação de alerta em todo o território nacional continental até às 23h59 de 31 de outubro de 2021.
Atingindo o patamar de 85% da população vacinada e face à estratégia gradual de levantamento de medidas de combate à pandemia da doença COVID-19, o Governo adota, através desta resolução e de um decreto-lei (ainda não publicados), as seguintes medidas a partir de 1 de outubro:
- Abertura de bares e discotecas;
- Restaurantes sem limite máximo de pessoas por grupo;
- Fim da exigência de certificado digital ou teste negativo para acesso a restaurantes;
- Fim dos limites em matéria de horários;
- Fim dos limites de lotação, designadamente para: 
     - Casamentos e batizados
     - Comércio
     - Espetáculos culturais
- Necessário Certificado para:
     - Viagens por via aérea ou marítima
     - Visitas a lares e estabelecimentos de saúde
     - Grandes eventos culturais, desportivos ou corporativos 
     - Bares e discotecas
- Eliminação da recomendação de teletrabalho;
- Eliminação da testagem em locais de trabalho com mais de 150 trabalhadores;
- Fim da limitação à venda e consumo de álcool;
- Fim da necessidade de certificado ou teste nas aulas de grupo em ginásios;
- Obrigatoriedade de uso de máscara em transportes públicos, estruturas residenciais para pessoas idosas, hospitais, salas de espetáculos e eventos e grandes superfícies;
-Mantém-se obrigatório o uso de máscaras na utilização de transportes coletivos de passageiros, incluindo o transporte aéreo.

sábado, 25 de setembro de 2021

Eleições Autárquicas 2021 - afinal o que esclarece a decisão da CNE sobre eleitores em isolamento?

Recordou hoje o eB, que "amanhã é dia de votar, mas nem todos podem exercer esse direito". 

Entretanto, a Comissão Nacional de Eleições, por decisão de 23/09/2021, hoje divulgada, parece dar a entender que, afinal, não é bem assim!

A confusa decisão da CNE, diz:

Sábado 25, setembro, 2021:
"A Comissão reafirmou que «não podem as autoridades (eleitorais, administrativas ou policiais) impedir o exercício do direito de voto com fundamento na inobservância de requisitos que não estejam expressamente previstos nas leis eleitorais», mantendo, por outro lado, o entendimento de que nenhum cidadão tem o direito de colocar outros em risco."
Deliberação de 23 de setembro 2021"
A decisão da CNE, em vez de esclarecer, veio tornar mais confusa e opaca a situação dos eleitores em confinamento, por isolamento profilático ou infeção, desde 19/09/2021.

Perante esta decisão, "não pode qualquer entidade impedir o exercício do direito de voto por motivos relacionados com a situação pandémica nem pressionar, de qualquer forma ou por qualquer meio, cidadãos a deixarem de votar"?

No entanto, "não devem os eleitores criar situações que concreta e comprovadamente constituam perigo iminente para alguém, sob pena de cometer um crime."

- Quer isto dizer que, "o eleitor, em caso de se encontrar em isolamento decretado", mantendo as medidas de proteção desde que sai, até que regressa ao seu domicilio, efetuando esse trajeto no mais curto espaço de tempo, sem desvios ou interrupções, pode amanhã exercer o seu direito de voto?

-  Quer isto dizer que "todo o eleitor munido de mascara cirúrgica devidamente colocada, luvas e desinfetando as mãos à entrada da assembleia de voto, mantendo o distanciamento social e não permanecer mais de 15 minutos no interior do local de voto, independentemente da sua condição de saúde, pode votar, em segurança para si e para os outros."?

Que vai fazer amanhã a mesa da secção de voto, caso algum eleitor "confinado" resolva comparecer para votar?

Eleições Autárquicas 2021 - amanhã é dia de votar, mas nem todos podem exercer esse direito

Em Barrancos há cerca de uma dezena de eleitores que estão impedidos de votar amanhã - por terem ficado positivos ou confinados a partir de 19 de setembro, último dia do prazo fixado para a inscrição de voto antecipado.

Em 1310 eleitores há, aqui, automaticamente, cerca de 1% de abstenção forçada! É muito. O legislador, que podia ter corrigido a norma, optou por não o fazer, sabendo que o problema já tinha acontecido nas eleições Presidenciais de fevereiro 2021.

Jogo de preparação - Barrancos FC vs F.C Safara, hoje, sábado, às 17h00


sexta-feira, 24 de setembro de 2021

COVID 19 - DGS coloca Barrancos em nível máximo de risco, com incidência superior a 1100 casos

De acordo com o dados de incidência acumulada a 14 dias (9 a 22 de setembro), da DGS, Barrancos está no topo da lista Covid19, com 1171 casos por 100 mil habitantes. Nunca Barrancos tinha atingido este patamar.
Entretanto, segundo o último boletim Covid19 da CMB/SMPC, de ontem, dia 23, Barrancos tinha 12 pessoas infetadas (casos ativos), a recuperar no domicilio. Eram 16 no dia 21 de setembro, o que indicia um ligeira melhoria. Esperemos que este surto, que começou a 6 de setembro esteja controlado.
E, recorde-se, a Fêra de Barrancos 2021foi cancelada
Relatório de situação DGS, de 24/09/2021
Boletim CMB/SMPC, de 23-09-2021

O bilhar da Sociedade dos Rapazes...

.. agora tem pouca procura e está esquecido, mas já lá vai o tempo em que se faziam filas para uma jogada! 
Os torneios de bilhar, que decorriam nas duas sociedades, eram anuais.

Bilhar da SRAB
(Fotos: eB, 23-07-2021)

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Regime jurídico de gestão do arvoredo urbano - obriga a regulamento, inventário de arvoredo e regula a poda e o abate

Foi publicada a Lei nº 59/2021, de 18/8, que estabelece  o regime aplicável ao arvoredo urbano integrante do domínio público municipal e do domínio privado do município e ao património arbóreo pertencente ao Estado. 

A lei, citada, caracteriza e regula as operações de poda, os transplantes e os critérios aplicáveis ao abate e à seleção de espécies a plantar, estabelecendo a sua hierarquização.

Por força desta nova lei devem os municípios elaborar e aprovar um regulamento municipal de gestão do arvoredo em meio urbano, no prazo de um ano a contar da data da publicação da presente lei, ou seja, até 18/08/2022.

Ainda, de acordo com a lei, ficam os municípios obrigados a elabora um inventário completo do arvoredo urbano existente em domínio público municipal e domínio privado do município, designado inventário municipal do arvoredo em meio urbano, no prazo de dois anos após a entrada em vigor da presente lei. 

O inventário municipal do arvoredo em meio urbano inclui, nomeadamente, o número, o tipo e a dimensão de espécies arbóreas existentes nas zonas urbanas e urbanizáveis do município, a publicar no sitio eletrónico,  e incluir, pelo menos, as seguintes informações sobre cada um dos exemplares classificados: 
a) Espécie e variedade; 
b) Dimensões; 
c) Idade aproximada; 
d) Estado fitossanitário;
e) Geolocalização; e
f) Razões para a sua classificação
podas de árvores do Complexo Municipal de Piscinas 2015
(Foto: eB, 19-01-015)

Tempo de trovoadas em Barrancos

Assim estávamos às 8h35, trovoadas as 2h00, com 25 mm de precipitação acumulada, até à mesma hora...

Fonte: Meteoalentejo, BVB, 23-09-2021
Fonte: IPMA, 23-09-2021
Aditamento
De acordo com a estação meteorológica (Meteoalentejo), Barrancos registou 55 mm de precipitação acumulada, entre as 2h00 e as 10h00, tendo a maior parte estado concentrada entre as 7h-9h00.

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Agrupamento de Escolas de Barrancos procura docentes de Inglês, de Matemática e de Artes Visuais (m/f)

Subsídios para a História de Barrancos - Mapa de estradas de 1901

Carta corográfica de Portugal contendo a divisão administrativa por concelhos e o estado da rede de ferroviária e das estradas ordinárias no fim do ano de 1901. 

À data, finais de 1901, para chegar a Barrancos, que tinha 2647 habitantes, a única estrada era a de Santo Aleixo da Restauração (atual EN 285). A estrada da Amareleja (EN 386) só seria inaugurada, com pompa e circunstância, em 13 de abril de 1964.

doc1) mapa das estradas de Portugal, 1901
doc2) População/Habitantes, 1901
doc3) ligação rodiviária Barrancos/Sto Aleixo da Restauração
(Fonte: Universidade de Coimbra, BGD, Mapas Nabais Conde)

terça-feira, 21 de setembro de 2021

COVID 19 - reporte de casos positivos em Barrancos

16 casos positivos = incidência de 982 casos/100 mil habitantes, ou
risco extremamente elevado
(Fonte: CMB/SMPC, de 21/09/2021)

Comissão de Festa de Barrancos 2021/2022 - divulgado o balancete/contas nº 1/2021

Fonte: CF 2022


Amanhã começa o outono, às 20h20

Em 2021 o Equinócio de Outono ocorre no dia 22 de Setembro às 20h21. Este instante marca o início do Outono no Hemisfério Norte. Esta estação prolonga-se por 89,859 dias até ao próximo Solstício que ocorre no dia 21 de Dezembro às 15h59.

(Fonte/imagem: OAL, consultado em 20/09/2021)

Governo obriga a elaborar planos municipais de combate ao desperdício alimentar

Foi publicada a Lei nº 62/2021, de 19/8, que aprova o regime jurídico aplicável à doação de géneros alimentícios para fins de solidariedade social e medidas tendentes ao combate ao desperdício alimentar.

No âmbito desta lei, ficam os municípios obrigados a "elaborar e executar um plano municipal de combate ao desperdício alimentar, que concretize no âmbito municipal o disposto na Estratégia Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar e no n.º 6 do artigo 23.º do Regime Geral da Gestão de Resíduos".

mais informação aqui

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

TVI - Paulo Bastos e o consultor imobiliário vieram fazer (contra)campanha eleitoral a Barrancos?

Na rubrica "Portugal, mais ou menos", do Jornal das 8, de ontem, dia 19/09/2021, ! "Paulo Bastos vai à terra portuguesa que mais gente perdeu nos últimos censos", tendo por cicerone um "consultor imobiliário" que pouco sabe de Barrancos, como se pode ver e ouvir na reportagem. 

De acordo com os Censos 2021, Barrancos "perdeu muita gente".  É uma das poucas certezas da reportagem. O resto, fica ao critério do telespectador!
Captura de imagem, reportagem TVI Barrancos
(para ver a reportagem, clica no link (azul)

Google foge para Barrancos (e liberta terrenos em Oeiras para plantar batatas)

Quem já foi ministro das cidades, percebe pouco do campo! 

E porque não podemos ter a "google em Barrancos", quando todos sabemos que os nossos terrenos não servem para plantar batatas! Nem para a agricultura, em geral. São, na sua maioria, de classe E, ou seja "capacidade de uso muito baixa, com limitações severas" (PDM Barrancos).

Se não temos campo para "plantar batatas", temos condições e terrenos para ter a "google em Barrancos" - uma Incubadora de Empresas, novinha em folha, ainda sem empresas; mas, sobretudo, e aqui pode estar a "vantagem comparativa", um Parque Empresarial com lotes disponíveis a custo simbólico, e onde estão previstos, "nas parcelas F1 e F2 (...), equipamentos colectivos de apoio (...), um parque de exposições e um centro de formação profissional" (vide art. 8º do Regulamento do Plano de Pormenor do Parque Empresarial de Barrancos)

A Google é uma empresa tecnológica, um unicórnio, e por isso os acessos rodoviários não são empecilhos! E há programas europeus e nacionais que incentivam e financiam a "mudança de empresas e pessoal qualificado para o interior"! Sem falar na potencialidade do trabalho online e o teletrabalho.

Será possível replicar um mini Taguspark em Barrancos, onde Portugal e Espanha começam? Sevilha e Huelva, ficam a 150 Km; Badajoz a 110 km; tantos como Évora e Beja (esta com aeroporto); Madrid a 475 Km, pouco mais que Lisboa, que fica a 250 Km!

(caro Isaltino: Não se podem plantar batatas em Barrancos!)

Nota do autor
Podia ser uma noticia ao estilo "Inimigo Público", mas lendo e relendo o texto pode muito bem ser uma noticia do "Público", ou outro jornal de referência nacional, com o título "Google foge para Barrancos"!
Porque não especializar-nos nas star-ups, empresas tecnológicas, TIC, unicórnios e afins, já que enquanto "Capital do Presunto", temos desaproveitado esta fileira de negócios, restando apenas duas pequenas ou médias empresas (Casa do Porco Preto. a Sabores de Barrancos e a Sabores do Porco Preto).

domingo, 19 de setembro de 2021

Eleições Autárquicas 2021 - programas eleitorais para Barrancos, das candidaturas "Tempos de Mudança!", da CDU e do PS

Publicam-se, abaixo, os programas eleitorais para o Governo das duas autarquias locais de Barrancos, no caso do Município (através da Câmara Municipal) e da Freguesia (Junta de Freguesia), apresentados pela coligação "Tempos de mudança!" (PSD-CDS/PP), pela CDU e pelo PS, candidaturas concorrentes às Eleições Autárquicas de 26 de setembro e 2021 (pela ordem constante dos boletins de voto):

para ver o programa da coligação, em formato pdf, clicar aqui ou aqui
para ver o programa da CDU, em formato pdf, clicar aqui
para ver o programa do PS, em formato pdf, clicar aqui


sábado, 18 de setembro de 2021

Eleições Autárquicas 2021 - conheça os Programas Eleitorais das candidaturas concorrentes em Barrancos,...

... que o eB vai divulgar, este domingo, dia 19 de setembro, logo às 00h00, com a cortesia das três listas concorrentes: "Tempos de Mudança!" (PSD/CDS), CDU e PS.


Contributos para a História de Barrancos XX – Forma de aquecimento em tempos idos

Mais um contributo (XX) para a história de Barrancos, de José Peres Valérioque o eB publica, abaixo, com a cortesia do seu autor:

"Descobri, arrumando a minha papelada, um jornalzinho com o título PICON DE ENCINA (Picão de Azinheira) que se publicava, (e se publica?) na década de 90 do Séc. transato, na nossa vizinha Encinasola - Espanha. Achei o título curioso, despertando-me a atenção. Pensei: o que este bem deu na nossa terra! Abri a imaginação. Comecei a escrever.

Quando escrevo, sobre a história de Barrancos, faço-o, geralmente, para descrever circunstâncias vividas pelos nossos antepassados, em épocas idas. Julgo necessário não esquecer mais este, relato verídico, sentido na pele por gente que viveu os tempos.

Vida dura e hostil! Tempos amargos! Tempos de miséria! Os trabalhadores, com parcos recursos, “não arredaram pé a sacrifícios”, a fim de acarearem meios que pudessem ajudar e alimentar a família, proporcionando-lhe  bem estar. Daí deitarem mãos a tudo que desse uns tostões. Estas pessoas, sem trabalho, sem subsídios: de desemprego, abonos de família, doença, etc., tinham que inventar maneiras para poderem ganhar algumas migalhas.  

Quem me lê, interroga-se: Porquê este contributo? Simples, diria  eu.  

 Antes do aparecimento das braseiras elétricas e outros aquecimentos elétricos, havia uma actividade que era ganha-pão de muitos durante o Inverno e Primavera.

 Qual? − A poda do azinhal, conhecido pelo povo como os cortes. Em algumas herdades, os ramos de árvores, depois de chapoteados (chapotados), eram transformado em picão. A transformação era feita no campo. Juntavam-se grandes quantidades de ramos de azinheira ou estevas, já citados, ateando fogo ao monte até atingir o rubro. Seguidamente, com uma forquilha ia-se dando volta e molhando, à mão ou regador, simultaneamente, até ficar em carvão (picão). Exigia muito cuidado, não fosse o picão ficar em cinza. E não se podia deitar água a mais, para que ardesse melhor. Depois, deixava-se arrefecer  e  ensacava-se, para ser utilizado e vendido. Posto na braseira, era acendido com brasas do lume, que certas pessoas tinham na lareira; ou com petróleo, pontas de chamiços, etc. requerem muito cuidado devido à libertação de monóxido de carbono. Muitos casos de morte se têm registado no país por falta de prudência.

Esta fonte de aquecimento era usada  na camilha, onde era colocada. Nos dias muito frios de Inverno, as pessoas passavam muito tempo sentadas à braseira, sobretudo ao serão. Nas Sociedades dos “pobres” e dos “ricos”, havia seis ou sete acendidas diariamente para aquecimento dos sócios, assim como nas tabernas.

Também de esteva seca, melhor do que aquele, se fazia. O inconveniente que  tinha, era arrancá-las a braços. − São de enaltecer as variadíssimas aplicações que a sua resina (ládano) possui: das propriedades medicinais (poderoso antissético, antibacteriano e antiviral), até aos perfumes e tinturaria−. As pessoas que tinham padarias ou fornos em casa usavam-na como fonte de calor na cozedura do pão. Quente o forno, era varrido metendo-se  as brasas em recipientes e tapando-os até arrefecerem.

A grande maioria das casas  possuía lareira. Faziam lume, aqueles que podiam, não só para aquecimento como também para cozinhar legumes, carnes ou outros. Fogão a gaz não havia por aqui. Famílias mais indigentes,  sem meios  para comprarem lenha e fazerem lume, para confecionarem os alimentos, pediam umas brasas às vizinhas que as tinham. Estas, com sentimento altruísta não só lhes davam uma ferrada de brasas como também feixes de chamiços ou estevas. Outros pediam o animal emprestado, normalmente o burro, para trazer xaras dos terrenos baldios ou outros locais.  E assim iam vivendo até chegar o tempo quente.

Existia espírito solidário, apesar da pobreza. Mas nem todos os trabalhadores passavam por esta situação: havia os que trabalhavam todo o ano com os lavradores, e no período dos cortes traziam cargas de lenha, no asno, quando vinham a casa, para descansarem no Domingo. Além destes, havia outros trabalhadores sazonais para os cortes, ocupados em herdades menos extensivas, que também traziam o apetecido combustível.  

Porém, a grande maioria dos trabalhadores não possuía terrenos que tivessem azinhal ou outras variedades de plantas, capazes de produzir aquele material.

Questiona-se: − Então, como conseguiam adquirir essa matéria-prima, tão desejada?

− Os proprietários do grande latifúndio, e outros, possuidores de grandes superfícies de azinhal, cortavam as azinheiras secas, ou não, para seu consumo. O tronco deixado, era dado a quem o pedisse: ao  guarda ou feitor da propriedade. Por norma o pedido era aceite.

Os citados muniam-se de marra, cunhas e alvião, espatifando o tronco e arrancando as raízes das entranhas da terra e levar a carga de lenha para casa ou vendê-la. Bastante falta faziam os magros tostões, conseguida através de grande dispêndio e energia que estas pessoas libertavam com este duro trabalho. Outras vezes, com trabalho menos duro, acarretavam estevas secas ou chamiços. Mas nem sempre tinham a sorte de chegar a casa com a lenha.

Certo dia, fins da década de 1950, um individuo depois de farto de trabalhar, para fazer a carga de lenha, já apalavrada para venda, foi interceptado pela patrulha da GNR à entrada da vila:

− De onde traz a lenha?  E o documento de autorização?

− Trago-a de uma propriedade particular, com ordem do guarda do terreno que tinha à sua posse. − Como o guarda da propriedade não sabia escrever, não o passou. Tudo foi tratado verbalmente, como era hábito.

Ato continuo, a guarda mandou entregar a lenha na União de Caridade das Senhoras de Barrancos (Sopa dos Pobres), sita na Rua 1º. de Dezembro nº. 66, hoje extinta, alegando estar em transgressão à norma praticada. E assim, o pobre com a esperança de receber uns tostões para a compra do pão, viu-se de mãos a abanar. Outros tempos… tempos ditatoriais!

Algumas desta gente, também fazia carvão de raízes do breço (nome conhecido em Barrancos), ou seja: urze ou torga. No interior do país, essa planta era usada com variados fins, como vassouras ou escovas artesanais. Entre nós, o carvão de breço foi muito utilizado nas forjas até ao aparecimento do carvão de pedra ou mineral. Na Herdade da Contenda, sítio das cortes, abundavam as urzes.

Curiosidade: o médico, poeta e grande escritor Miguel Torga foi um grande apaixonado pelas urzes. Utilizou este pseudónimo (Torga) em homenagem a esta planta, que existia em grande quantidade na sua terra natal, S. Martinho de Anta, Vila Real. Junto a sepultura, em campa rasa, foi plantada a seu lado uma torga ou urze, em honra ao poeta.

E como já vemos uma luz de esperança no fundo do túnel, com o desvanecer da pandemia, conforme o coordenador da “task-force” ter assumido que Portugal “já ganhou a este vírus”, nunca é de mais desejar que desapareça definitivamente e o mundo regresse à sua normalidade.

Barrancos, 15/09/2021 - Ass) José Peres Valério"

Alfaias agrícolas em desuso

alfaias do tio André Carvalho, Barrancos
(Foto: JMG, 13-08-2021)

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Parlamento aprovou por unanimidade a "proteção e valorização do barranquenho e da sua identidade cultural"

A Assembleia da República aprovou ontem, por unanimidade, os projetos de lei do PS para "Proteção e valorização do Barranquenho" e do PCP para "Reconhecimento e proteção do barranquenho e da sua identidade cultural". 

Durante o debate já tinha ficado claro que todos os partidos faziam tenções de acompanhar os projetos, tendo concordado com a necessidade de reconhecer, como língua oficial, e proteger como manifestação cultural imaterial identitária, o barranquenho, "falar típico" do concelho raiano de Barrancos, no distrito de Beja, que cruza português e espanhol.

Por isso, os diplomas defendem que o barranquenho seja ensinado na escola, estudado e investigado.

O deputado do PS, Pedro Carmo, primeiro subscritor do documento, advoga a necessidade de espaço para a diversidade dentro da homogeneidade linguística do país, defendendo o "património linguístico enquanto traço identitário do património imaterial das populações".

O deputado comunista João Dias, explicou que o projeto do PCP se diferencia do do PS por introduzir o reconhecimento da sua identidade cultural, dos hábitos e costumes do povo, as tradições, a gastronomia e a sua memória.

Para o PCP, além de reconhecer o barranquenho, é necessário reconhecer as dificuldades por que Barrancos passa: "Está distante fisicamente, mas económica e socialmente está muito mais distante pela postura dos sucessivos governos que mantêm um esquecimento e abandono de Barrancos", pelo que é imprescindível investir em Barrancos, na saúde, na educação, nas acessibilidades, nos transportes.

Segundo os deputados, "o barranquenho é o resultado do contacto entre o português com sotaque alentejano e o espanhol nas variedades andaluza e extremenha, estando a sua origem ligada aos assentamentos de súbditos do reino de Castela na Idade Média à volta do Castelo de Noudar, em Barrancos".

Os dois diplomas, que foram discutidos ontem,  em sessão plenária, baixam agora à 12.º comissão (cultura e comunicação).

Torre do Relógio, no centro da Vila de Barrancos
(Foto: eB, 23-08-2021)

Barrancos FC recebe hoje o CD Encinasola, para jogo de preparação (juvenis)


Criada a Linha de Apoio às Micro e pequenas empresas

Foi publicada a Portaria nº 192-A/2021, de 15/9,  regulamenta a Linha de Apoio à Tesouraria para Micro e Pequenas Empresas, doravante «Linha de Apoio MPE», aprovada pelo Decreto -Lei n.º 64/2021, de 28/7.

São beneficiárias da Linha de Apoio MPE as micro e pequenas empresas, de qualquer setor de atividade, em situação de crise empresarial, nos termos do disposto nDecreto-Lei n.º 6-C/2021, de 15/1, na sua redação atual, que cumpram e demonstrem o cumprimento das condições previstas no artigo 6.º da portaria citada.


Nos termos da Recomendação 2003/361/CE da Comissão Europeia, de 6/5, entende-se por:

a) Microempresa, a que emprega menos de 10 pessoas e cujo volume de negócios anual ou balanço total anual não excede 2 milhões de euros;

b) Pequena empresa, a que emprega menos de 50 pessoas e cujo volume de negócios anual ou balanço total anual não excede 10 milhões de euros.


O apoio financeiro a conceder ao abrigo da Linha de Apoio MPE reveste a natureza de subsídio reembolsável, até (euro) 3000 por cada posto de trabalho existente na empresa no mês imediatamente anterior à apresentação da candidatura, multiplicado por três, até ao montante máximo de:

a) (euro) 25 000, para as microempresas;

b) (euro) 75 000, para as pequenas empresas.


O apoio financeiro é reembolsado no prazo máximo de quatro anos, a contar da data de celebração do respetivo contrato, incluindo um período de carência de capital de até 12 meses.


As candidaturas podem ser apresentadas, a partir do dia 15 de setembro, através do formulário disponível no portal do IAPMEI.

mais informação em IAPMEI

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Eleições Autárquicas 2021 - candidaturas ainda não divulgaram os programas eleitorais

A 10 dias das eleições autárquicas, a população de Barrancos ainda não conhece nenhum dos "programas de governo municipal" para os próximos quatro anos, salvo uns pozinhos da CDU (na área do turismo, emprego, habitação e ação social) e da coligação "Tempos de Mudança" (modelo de governança).

Espera-se que nos próximos dias, até sábado/domingo, haja novidades neste domínio, em suporte de papel e nas redes sociais das três listas candidatura.

centro da vila de Barrancos
(foto: eB, 15-09-2021)

Assembleia Municipal - última reunião do mandato realiza-se amanhã, 17 de setembro

Foto: eB, 15-09-2021

Parlamentu dihcuti hoji uhs prujéthus de Lei sobri "prutegê e valorizáhr o Barranquenho e a sua identidadi culturá"

Uhs deputádus dihscutem hôji na generalidádi, pelahs trè da tárdi, uhs prujéthus de Lei que tenhêim como finalidadi "prutegê e valorizáhr o Barranquenho e a sua identidadi culturá", apresentadus pel'us grupus parlamantaris do PS e du PCP.

Cásu sejãum apruvádus, ou a pedidu duhs sehus propunentis, uhs prujethus "báxãm" a cumissãu, ondi serãu fundidhus num só prujéthu de Lei, que depohis "subirá" ôtra vehs au plenáriu para votassão gerál finál.*

tradução em língua portuguesa:
Os deputados debatem hoje, na generalidade, com início às 15h00, os projetos de Lei que visam "proteger e valorizar o Barranquenho e a sua identidade cultural", apresentados pelos grupos parlamentares do PS e do PCP.

Em caso de aprovação, ou a requerimento dos seus proponentes, os projetos "baixam" à comissão, onde serão objeto de fusão num único projeto de lei, que depois terá de "subir" novamente a plenário para votação geral final.
Há muitos responsáveis por este processo, que vai longo e não termina neste debate parlamentar, mas estes três o "apanharam pelos cornos", Vitória Navas, Vitor Correia e Filomena Gonçalves, da comissão científica do congresso sobre o barranquenho, promovido em 02/06/2017 pela CMB, através da UASC, com o apoio cientifico do CIDEHUS/da Universidade de Évora
(Fotos: eB, 02-06-2017)
* escrito "no" barranquenho do escriba do eB

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Rio Múrtega tomou banho com os aguaceiros de ontem dia 14 (terça-feira)!

 Esperamos que as chuvas continuem por setembro adentro, mas não tão "fortes"...

(Fotos: eB, 15-09-2021)

Amanhã não há água, a partir das 9h30

(Fonte: CMB, facebook)

Barrancos com chuva forte e trovoadas - 14 de setembro (terça-feira)

Ontem, terça-feira, dia 14, foi dia de aguaceiros fortes, acompanhados de trovoada. Foram três "rondas": de manhã, das 8h40/9h20, com corte de electricidade, até às 10h30; ao meio dia, entre as 12h45/13h30 e à tarde, das 18h30/19h00.

A forte chuvada, concentrada em três momentos, provocou pequenas inundações nalgumas casas, com a entrada da água da rua e através de telhados, devido ao vento.

Segundo os dados do MeteoAlentejo (Barrancos), a precipitação acumulada foi de 90 mm, no final do dia, cerca de 20% da média anual (500 mm).

(vídeos, eB, 14-09-2021)

Ano letivo 2021/2022 - alunos com 10 ou mais anos obrigados a usar máscara

A Direção-Geral da Saúde (DGS) publica o “Referencial Escolas – Controlo da transmissão de COVID-19 em contexto escolar” para o ano letivo 2021/2022.

A nova versão tem em conta os princípios da evidência científica e a evolução da situação epidemiológica e apresenta, por exemplo, as regras relativas à utilização de máscara em ambiente escolar, de acordo com o que já era estipulado na Orientação n.º 005/2021 de 21 de abril de 2021, designadamente:

- Qualquer pessoa com 10 ou mais anos e, no caso dos alunos a partir do 2.º ciclo do ensino básico, independentemente da idade, deve utilizar máscara comunitária certificada ou máscara cirúrgica;

- No caso das crianças que frequentam o 1.º ciclo do ensino básico, a utilização de máscara é fortemente recomendada, quando cumpridas as indicações da DGS constantes do Referencial;

- A utilização de máscara deve ser sempre adaptada à situação clínica, mediante avaliação caso-a-caso pelo médico assistente.

O Referencial estipula ainda regras relativamente a uma testagem inicial, passando a englobar os alunos do 3.º ciclo do ensino básico. O objetivo é identificar casos de COVID-19 de todo o pessoal docente e não docente e dos alunos do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário, nas primeiras semanas do novo ano letivo, de forma a quebrar eventuais cadeias de transmissão.

(Fonte: DGS)

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Recantos de Barrancos - pela Rua NS da Conceição

pela rua NS da Conceição - Fotos: eB, 15-07-2021

Covid 19 - A partir de hoje, segunda-feira, podemos tirar a máscara ... na rua!

Hoje, às 00h00, terminou a obrigatoriedade do "uso de máscara por pessoas com idade a partir dos 10 anos para o acesso, circulação ou permanência nos espaços e vias públicas sempre que o distanciamento físico recomendado pelas autoridades de saúde se mostre impraticável", em vigor desde 28 de outubro de 2020.

Contudo, por força do artigo 13º-B do Decreto-Lei nº 10-A/2020, na sua versão atualizada, continua a ser "obrigatório o uso de máscaras ou viseiras para o acesso ou permanência nos espaços e estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços (p.ex: cafés, bares, restaurantes e similares), nos serviços e edifícios de atendimento ao público e nos estabelecimentos de ensino e creches pelos funcionários docentes e não docentes e pelos alunos maiores de 10 anos", e ainda nos transportes coletivos de passageiros.


Ainda, de acordo com a Resolução do Conselho de Ministros nº 114-A/2021, continua a ser obrigatório o uso de máscaras ou viseiras para o acesso ou permanência em locais de trabalho que mantenham a respetiva atividade nos termos do presente regime sempre que o distanciamento físico recomendado pelas autoridades de saúde se mostre impraticável.


O uso da máscara na ruas e espaços púbicos tornou-se obrigatória pela Lei nº 27-A/2020de 27/10, tendo sido renovada a sua imposição pela Lei nº 75-D/2020de 31/12, pela Lei n.º 13-A/2021de 5/4, e por último pela Lei nº 36-A/2021de 14/6, cujos efeitos caducaram às 00h00 de hoje, por não ter sido aprovada a sua renovação.


 
Aditamento
A DGS atualizou a Norma 011/2021, de 13/9, do uso de máscara, no primeiro dia em que deixa de ser obrigatória o uso na rua. Passa a ser facultativa no exterior, mas continua a ser recomendada e até obrigatória em muitas outras situações, tal como citado no texto da noticia acima.

domingo, 12 de setembro de 2021

Barrancos Futebol Clube - apresentou mais quatro jogadores para a época 2021/2022

O BFC continua a apresentar os atletas que vão integrar a equipa na presente época, 2021/2022. Rúben Costa, Mário Vaz e Vitor Guerreiro, vão continuar ao serviço, sob as ordens do Treinador Reinaldo e do Treinador adjunto Nuno. Valter Guerreiro, atleta que fez toda a sua formação no BFC, vai participar pela primeira vez no Campeonato Distrital da 2ª Divisão.

(Informação/fotos: BFC)