"Chama-se barranquenho, fala-se em Barrancos, e acaba de receber aquilo que só as línguas a sério costumam ter: uma gramática!"
Uma crónica de Paulo Freitas do Amaral, que pode ser lida aqui.
… desde 22 de outubro de 2006
"Chama-se barranquenho, fala-se em Barrancos, e acaba de receber aquilo que só as línguas a sério costumam ter: uma gramática!"
Uma crónica de Paulo Freitas do Amaral, que pode ser lida aqui.
A Resialentejo
vai lançar a campanha
“Vidro em Jogo”, que prevê prémios pela entrega de embalagens de vidro para
reciclagem. A iniciativa abrange perto de 400 estabelecimentos de hotelaria,
restauração e cafetaria nos oito municípios da sua área de intervenção e tem
como objetivo aumentar em 10% a recolha deste material na região.
A campanha começa ainda em Barrancos, Mértola, Moura e
Serpa, alargando-se, em novembro, a Almodôvar, Beja, Castro Verde e Ourique. Os
estabelecimentos abrangidos são os que dispõem de recolha de recicláveis porta
a porta.
Durante as visitas, as equipas vão apresentar a iniciativa, avaliar os hábitos de separação de resíduos e reforçar o número de contentores sempre que necessário. A recolha de vidro dá acesso a raspadinhas e prémios.
Escolas participam com vídeos sobre reciclagem
Cada contentor ou saco de embalagens de vidro recolhido dará direito a raspadinhas numeradas, distribuídas por quatro séries temáticas semanais. Estas permitem aceder a prémios utilitários destinados ao dia a dia dos estabelecimentos.
Os participantes que completarem a coleção ficam também habilitados a um sorteio final.
A iniciativa prevê ainda classificações semanais dos estabelecimentos e dos concelhos com maior quantidade de vidro recolhido, associando a participação às quantidades efetivamente entregues para reciclagem.
A campanha chega também às escolas dos oito municípios, através de um concurso
que desafia as turmas a produzir vídeos sobre a reciclagem de embalagens de
vidro para publicação nas redes sociais.
A classificação vai combinar o número de visualizações associado a cada
concelho com a respetiva posição no ranking de recolha de vidro. A turma
vencedora receberá um prémio coletivo.
Está igualmente prevista uma categoria para estabelecimentos situados nas freguesias sem recolha porta a porta.
Há 20 anos que nasceu o "estado de Barrancos", com a publicação do seu primeiro post sob o título Livro de Estilo.
No dia de aniversário, o estado de Barrancos partilha com os seus leitores os dados estatísticos registados desde o 1.º dia:
As aulas da Universidade Popular Túlio Espanca (Pólo de Barrancos), tiveram início no passado dia 12 de outubro.
A aula de abertura decorreu no edifício da antiga Escola dos Rapazes, sede da Universidade, sob a responsabilidade da vice-presidente da CMB, Cláudia Costa, que é professora de profissão. Na sessão, participaram também os alunos e alguns dos 16 docentes/monitores que este ano quiseram associar-se ao projeto educativo.
Quem estiver interessado em participar, pode fazer a sua inscrição na CMB/UASC-Educação, ou passar pela sede e assistir a uma aula.
A Receção à Comunidade Educativa, que assinala o inicio de mais um ao letivo, decorreu no passado dia 7 de outubro.
O encontro teve início no Centro Interpretativo do Barranquenho (CIBa), com uma visita à exposição Alma Exposta e ao Museu Municipal de Arqueologia e Etnografia de Barrancos. Seguiu-se uma visita à Igreja Matriz e um passeio pela Vila.
O colóquio está integrado no âmbito da AgroBarrancos - III Exposição Agropecuária, que decorre no Parque de Feiras e Exposições de Barrancos, nos dias 24 e 25 de outubro de 2026
A BioSmart, do Grupo NOV Ambiente, venceu o concurso público lançado pela Águas Públicas do Alentejo para a remoção de lamas das
lagoas de 35 estações de tratamento de águas residuais (ETAR), distribuídas por
13 municípios alentejanos.
O contrato, no valor de 1,5 milhões
de euros, com duração de três anos, inclui ETAR situadas em Aljustrel,
Arraiolos, Barrancos, Beja, Castro Verde, Cuba, Mértola, Odemira, Santiago do
Cacém, Serpa, Vendas Novas, Viana do Alentejo e Vidigueira.
Em nove lagoas, a remoção será feita
através de uma jangada equipada com sistema de bombagem e unidade móvel de
desidratação. Nas restantes 26, serão utilizadas máquinas giratórias com
equipamentos adaptados, seguindo-se a desidratação solar.
Depois de sujeitas a análises laboratoriais, as lamas serão encaminhadas para valorização agrícola ou compostagem, contribuindo para a economia circular através da transformação de resíduos do tratamento de águas residuais em recursos para os solos.
No caso de Barrancos, da ETAR da Lancheira, ver abaixo, prevê-se que sejam extraídas 100 toneladas de lama.
"Em Barrancos, onde João Chamorro nasceu, não há tradição vinícola. Mas foi lá que plantou as primeiras vinhas, num projeto partilhado com o pai. Hoje é diretor de enologia da Quinta do Carmo, em Estremoz, propriedade da Bacalhôa Vinhos, cargo que assumiu em 2024, depois de mais de duas décadas ligado à viticultura do grupo no Alentejo.
«Eu e o meu pai fomos os primeiros a plantar vinhas lá em Barrancos», recorda João Chamorro, num final de manhã na Quinta do Carmo. A «aventura» barranquenha deu origem à marca Castelo de Noudar e prolongou-se entre 2004 e 2015. O projeto acabou por ser interrompido por problemas de saúde e pela distância a que obrigava — «são 100 quilómetros, não há pessoas, não há máquinas, era complicado manter… e não tinha dimensão» —, mas o enólogo não esconde alguma mágoa: «Hoje estou arrependido de termos terminado, mas não há volta a dar.»
Foi em Évora, onde se formou em Engenharia Agrícola em 1993, que decidiu o seu rumo profissional. «Uma vez visitei a adega de Redondo, estava lá o engenheiro Jorge Novelo [diretor industrial] e eu pensei: olha, se calhar é isto que eu gostava de fazer», conta. A oportunidade surgiu em 1998, quando as Caves Aliança decidiram deixar de ser apenas uma empresa engarrafadora para passar a produzir a partir de vinhas próprias, comprando a Quinta da Terrugem, perto de Elvas, e a Quinta do Barranco, em Redondo.
Foi ali que fez o trabalho de fim de curso, centrado sobre os níveis de produção das castas Castelão e Trincadeira, estudo que viria a confirmar aquilo que aplicaria mais tarde na Quinta do Carmo: «Se dermos alimento à planta, o vinho também vai ser melhor.»
A poucos quilómetros de Estremoz, a Quinta do Carmo estende-se por mil hectares, dos quais 150 são vinha, na parte norte da Serra d’Ossa e no seu sopé, onde uma barragem garante o abastecimento de água. É ali que desde 2007 se concentra toda a produção da Bacalhôa Vinhos no Alentejo. João Chamorro descreve o espaço como «quase um domaine», termo usado em particular na Borgonha para definir uma propriedade vitivinícola onde o produtor cultiva as suas próprias uvas e vinifica o vinho. «Tinha todas as condições para fazermos o nosso quartel-general aqui.»
João Chamorro assumiu a enologia da propriedade em 2024, depois de décadas ligado sobretudo à viticultura do grupo. «Fiz vinho durante dez anos e depois estive outros dez na vinha. Chegava a vindima, entregava as uvas e fica por aí.» Agora é responsável por todo o processo. A mudança de responsabilidade rompe, diz, com uma dinâmica antiga na empresa: «Sempre houve aqui uma guerra saudável entre a viticultura e a enologia (…) quando os vinhos corriam mal, a culpa era sempre da viticultura. A enologia nunca tem culpa.» Hoje, sublinha, «não tenho desculpa».
Essa mudança trouxe também uma reorganização da equipa e a introdução de ferramentas digitais, como tablets nos tratores, GPS, registos informáticos que substituíram o papel por completo. «Este ano já vou ter gráficos e dashboards de tudo o que é trabalhos agrícolas», adianta. Mas a aposta central foi envolver na adega quem trabalha na vinha: «Consigo que as pessoas produzam as uvas durante o ano e depois vão ajudar a fazer o vinho, a desencubarem, vão acompanhar as várias etapas. Há um envolvimento da equipa em todo o processo produtivo.»"
(...)
De acordo com o comunicado, desta data, da IPSS Lar Nossa Senhora da Conceição de Barrancos, a assembleia-geral prevista para amanhã, dia 20 de outubro, foi cancelada devido a um lapso na data de identificação do quadriénio do novo mandato.
Entretanto, pelo novo aviso, desta data, foi convocada nova AG, com a mesma ordem de trabalhos da anterior, para o dia 4 de novembro de 2026, pelas 19h30, a decorrer na sede da instituição.
Excelente entrevista à professora e investigadora Dulce Simões, publicada no jornal "Hoy", de 17/10/2026:
A Associação de Reformados de Barrancos (AR) promoveu, no âmbito do Mês do Idoso 2026, uma mostra etnográfica de trajes típicos alusivos aos trabalhos tradicionais rurais, que decorreu no Quintalão de Festas no passado dia 11 de outubro.
Ao contrário dos trajes ricos de festa de "domingueiros", estas vestes eram confecionadas com tecidos resistentes, grosseiros e simples, como o linho, a estopa, o cotim e a chita.
Em baixo, a reportagem fotográfica da excelente iniciativa que a AR de Barrancos promoveu com o apoio dos seus associados:
O Curso de Especialização Tecnológica (CET) de Técnico/a Especialista em Gestão de Turismo, promovido pelo Centro de Emprego e Formação Profissional de Beja – IEFP, teve inicio no passado dia 11 de outubro.