A apresentar mensagens correspondentes à consulta abertura da fronteira ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
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sábado, 9 de maio de 2020

Devido à fronteira fechada - Barrancos, que "quer manter-se bem portuguesa", teme "alteração da ordem pública"

O presidente da câmara de Barrancos, J. Serranito Nunes, pediu ao ministro da administração interna (MAI), para "tomar uma decisão célere sobre a matéria [a reabertura da fronteira], alertando que esta situação pode trazer alteração da ordem pública".
O email, subscrito pelo GAP, enviado a 4 de maio ao MAI, Eduardo Cabrita, com conhecimento ao secretário de estado da defesa (SED), J. Seguro Sanches, foi publicado terça-feira, dia 5, na rede social facebook do Município. Com a cópia do email, foi divulgado um "esclarecimento" dando conta da preocupação da CMB pela situação, em especial depois de ter sido "surpreendidos com a Resolução do Conselho de Ministros nº 33-B/2020", que procede à reabertura condicionada da fronteira de Mourão/Villanueva del Fresno, para permitir a passagem de trabalhadores transfronteiriços.  
Na missiva dirigida ao MAI/SED, o presidente da CMB recorda que a abertura da fronteira de Mourão, esquecendo a de Barrancos/Encinasola, "veio exacerbar o sentimento de exclusão desta comunidade que quer manter-se bem portuguesa". 
Ainda, segundo o email, o presidente da CMB torna pública as "pressões permanentes da população sobre o Executivo", alertando o  MAI e o SED para a possibilidade de haver alguma "perda de controlo local e serem forçadas passagens alternativas", à qual a "autarquia de Barrancos não se irá opor", não aceitando, "democraticamente, posições de força das autoridades de segurança".
Segundo o mesmo "esclarecimento", continuam os Municípios de Barrancos e de Encinasola a "concertar posições", tendo em vista a resolução deste "conflito" que prejudica cerca de quatro dezenas de cidadãos dos dois países - trabalhadores transfronteiriços, pequenos empresários da zona, bem como os proprietários agrícolas com terrenos nos dois lados da raia.
Saliente-se também que, de acordo com o "Bando" (Edital), publicado no passado dia 4 de maio, o alcalde de Encinasola informa que, "desde o primeiro dia tinha concordado com o fecho da fronteira, para contenção do vírus, mas estava convencido da permissão da passagem dos trabalhadores transfronteiriços e o transporte internacional de mercadorias". Confirma ainda o alcalde de Encinasola que, depois de ser surpreendido com a abertura da fronteira de Mourão, voltou a  "contactar a diputacion, e por escrito, a subdelegacion de gobierno (Huelva)", pedindo o mesmo tratamento para a fronteira de Barrancos/Encinasola, tendo "previamente conversado telefonicamente com o presidente da CMB".
Não é ainda conhecida (divulgada) a resposta do MAI/SED, que estiveram ambos em Beja, na CIMBAL, na tarde de quarta-feira, dia 6, "numa reunião de acompanhamento regional sobre a pandemia causada pelo COVID-19".
Fonte: CMB (facebook)
Fonte: Ayt Encinasola (facebook)
Foto: CIMBAL (facebook)
Aditamento
Pela Orden INT/396/2020, de 8 de mayo, por la que se prorrogan los controles en las fronteras interiores terrestres con motivo de la situación de crisis sanitaria ocasionada por el COVID-19, hasta las 00:00 horas del 24 de mayo de 2020, sin perjuicio de las prórrogas que pudiesen acordarse.

terça-feira, 2 de junho de 2020

Fronteira de Barrancos/Encinasola - CHEGA repudia modelo de abertura da "fronteira da Vergonha"

Em comunicado, a Distrital de Beja (Secção de Barrancos) do partido CHEGA, chama “vergonha” à reabertura da fronteira Barrancos/Encinasola, adiantando que “como é possível que um governo brinque às fronteiras, brinque com os Barranquenhos, brinque com o Alentejo.”
Em causa está a reabertura da fronteira duas vezes por semana, entre as 6h e as 8h e 17h às 19h, estando a penalizar os trabalhadores transfronteiriços.
Esta força partidária reforça a critica, salientando que o governo está “faltando ao respeito às pessoas” e mostrando “o desprezo pelo povo de Barrancos.”
No mesmo documento o CHEGA acusa ainda o deputado do PS, eleito por Beja, Pedro do Carmo, que no dia 20 de Maio, deu uma entrevista à Planície onde referia “estará para muito breve a abertura da fronteira, e pode solucionar o problema dos trabalhadores e da actividade económica do lado português e naturalmente do lado espanhol….” questionando agora se era esta a "soluçã" que falava na entrevista, que em nada resolve o problema dos Barranquenhos, “considerando uma discriminação” para as pessoas desta localidade.
Fronteira de Barrancos/Encinasola
(Fotos: Arquivo, eB, 2020
Comunicado enviado ao eB, que pode ser encontrado
em Chega - Barrancos)

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Subsídios para a história de Barrancos - A abertura da fronteira Barrancos/Encinasola (1993)

“… as correntes que impediam a circulação entre os dois povos, foram retiradas do lado de Espanha às 23h00 do dia 9 (de janeiro de 1993), logo após a comunicação telefónica das autoridades superiores. (…) Do lado de Portugal, seria às 8h00 do dia 14 (de janeiro), após diligências do presidente da Câmara Municipal de Barrancos (António Semedo Guerra).
(…) 
Por enquanto a fronteira está aberta das 8h às 24h00, com controlo da Guarda Fiscal do lado de Portugal, porque do lado de Espanha a Guardia Civil desapareceu dali por completo. (…) Só a partir de agosto (1993) é que a fronteira ficará aberta, 24 horas, sem qualquer controlo.” 
(in Luzeiro, fevereiro 1993 - Imagens 1 e 2 abaixo)
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Do lado de Barrancos, a abertura da fronteira ocorreu a 9 de janeiro, quando o presidente da Câmara Municipal, António Guerra, falecido em maio de 2001, confirmada  a autorização ministerial dos dos países, acompanhado de vários barranquenhos e do Alcalde de Encinasola, António Torreon, arrancou os postes que seguravam as correntes que simbolicamente marcavam a fronteira de Barrancos/Encinasola. Neste dia histórico, abriu-se a fronteira, mas a festa que juntaria os dois povos (Barrancos/Encinasola) só iria decorrer a 23 de janeiro de 1993. (Imagem 3 abaixo)
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Quem tem menos de 25 anos não sabe que a fronteira só abria nos períodos festivos e encerrava sempre à meia noite. Na Páscoa, dia de Flores, Festas de Barrancos, Festas de Encinasola/Oliva de la Frontera e Natal, e pouco mais. Na passagem pelos dois postos fronteiriço era registada a matrícula da viatura e o número de ocupantes. Os menores de 18 anos tinham de apresentar uma declaração de autorização dos pais, cujos termos  e condições, para simplificação, era passada na antiga Secretaria da Câmara Municipal (hoje divisão administrativa e financeira)! Para os rapazes, com menos de 21 anos, era obrigatória a apresentação da licença militar!
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Há algum leitor que possa continuar a notícia (história)!
Imagem 1-2: Reportagem do "Luzeiro", fevereiro de 1993
Imagens: 3-4

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Fronteira: deputados do PCP pedem explicações ao governo

Os deputados do PCP entregaram ontem um requerimento no parlamento, questionando o governo sobre a situação da fronteira de Barrancos/Encinasola. 
Para os deputados do PCP, o caso de Barrancos deveria ter o mesmo tratamento que Mourão e Villanueva del Fresno, “onde foi criado um ponto de passagem autorizado entre Portugal e Espanha sob vigilância rigorosa da Guarda Nacional Republicana (GNR), esta abertura tem horas determinadas, ou seja, nos dias úteis, das 7h às 09h e das 18h às 20h.”
Segundo o requerimento apresentado, o “PCP que acompanha a preocupação da população de Barrancos e entende que a situação de encerramento de fronteiras e no caso concreto entre Barrancos e Encinasola, deve ser permitido criar uma excepção, através de um ponto de fronteira transitável, em períodos especificados que responda ao transporte de trabalhadores, bem como a circulação de veículos de emergência e socorro e de serviço de urgência entre as localidades de Barrancos e Encinasola”
 No requerimento, que o eB teve acesso, os deputados perguntam ao governo se:
- "Tem conhecimento das dificuldades acrescidas pelas quais passa a população do concelho de Barrancos devido ao encerramento da sua fronteira com Espanha?
- Está disponível para adoptar uma solução já encontrada para situações idênticas, criando um ponto de fronteira transitável, em períodos especificados na fronteira entre Barrancos e Encinasola
- Que medidas vai tomar para responder aos problemas económicos e sociais associados ao encerramento da fronteira?"
Recorda-se que o encerramento da fronteira de Barrancos/Encinasola tem sido muito contestada, sobretudo pelos trabalhadores transfronteiriços da zona, tendo inclusive merecido um pedido de esclarecimento ao governo por parte da CMB.
Entretanto, soube o eB que a TVI estará amanhã  em Barrancos para fazer uma reportagem sobre a situação da fronteira, estando prevista uma entrevista com os trabalhadores transfronteiriços.
Fronteira de Barrancos/Encinasola
(Fotos: Arquivo, eB, 2020)

quarta-feira, 18 de março de 2020

Fronteira fechada e/ou não venhas à terra: Onde fica a solidariedade dos barranquenhos?

Por estes dias as redes sociais serão o espelho de uma comunidade? O medo do COVID19, que é uma ameaça real, baralhou até a mente de alguns dos nossos vizinhos que hoje reclamam "fechem a fronteira, já", ou pedem aos familiares e amigos que, "se vens de vez em quando, não venhas  agora à santa terrinha contaminar-nos!" Não era bem assim o pedido, mas o propósito era o mesmo ou mais doloroso!
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Neste momento, os barranquenhos com segunda habitação em Barrancos estão "impedidos de entrar na vila", como se estivessem "contaminados" e a sua presença fosse "destruir a harmonia da terrinha", que deve ter estado enclausurada, donde provavelmente nenhum dos seus residentes tenha contactado com outro ser humano nestes últimos 10/12 dias! O TT (prova de todo o terreno), que juntou mais de 200 pessoas no parque exposições não conta, tal como a "feria de Olivença" que também teve aficionados locais, ou ainda os passeios aos plazas da região (Évora ou Badajoz, por ex.)! Tudo na semana passada. E tudo situações normais. À data.
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Com a fronteira bloqueada, vários conterrâneos, trabalhadores transfronteiriços, ficaram impedidos de se deslocar ao trabalho a partir de ontem. Esta situação, que a decisão de encerramento salvaguarda para nove locais, deverá ser preocupação das entidades locais, tentando sem hesitação reclamar o mesmo tratamento para os membros da nossa comunidade, sem pôr em causa o "controlo de pessoas nas fronteiras no âmbito da situação epidemiológica provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2 e da doença COVID-19" (cf. Resolução Conselho de Ministros nº 10-B/2020,  Orden INT/239/2020, de 16/3 e Orden INT/248/2020, de 18/3)
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27 anos depois da abertura da fronteira, que ocorreu às 23h00, de 9 de janeiro de 1993, que tanto ansiámos e pela que gerações lutaram, "exigimos e conseguimos" fechar ontem à tarde a fronteira Barrancos/Encinasola/Barrancos com blocos de cimento bloqueando a estrada, colocados pela CMB, a pedido das autoridades policiais!
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É verdade que estamos numa fase crítica de proteção das comunidades duma pandemia, cujas consequências não se conhecem, e que está a atingir cada vez mais gente. Mas, também, não podemos esquecer que, desde tempos imemoriais, as comunidades da raia sempre se contactaram e entre-ajudaram. A nossa fronteira, que sempre foi muito peculiar, com aberturas sazonais e temporárias, entrou neste momento num processo de retrocesso devido ao estado de emergência sanitária, que esperamos seja breve.
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Com todo este alarmismo, justificado com a preocupação e o desconhecimento sobre a pandemia, uma questão se coloca: Onde fica a solidariedade dos barranquenhos, descendentes daqueles que protegeram e acolheram os refugiados da guerra civil espanhola, que tanto nos tem enchido de orgulho nestes últimos anos?
ponte do barranco de Pedro Miguel - linha de fronteira Barrancos/Encinasola
Foto: Cortesia João Agulhas, 17-03-2020
estrada Barrancos/Encinasola
barrancos de Pedro Miguel - linha de fronteira Barrancos/Encinasola
(Fotos:  eB, 16-10-2018)

quarta-feira, 21 de março de 2012

Congresso "Turismo e Fronteira": do que se falou sexta-feira em Barrancos?

Os congressistas foram "abençoados" com chuva. A visita ao Parque Natureza de Noudar, das 10 às 12 horas, primeira iniciativa do congresso, coincidiu com a primeira chuva de inverno. Não foi muita, mas alguns desprevenidos molharam os pés nos trilhos dos percursos. Ainda bem, disseram,  pelo menos chove...
De tarde, a partir da 14 horas (foto 2), o debate começou no cineteatro municipal. Depois das apresentações e das boas-vindas de António Tereno, presidente da câmara municipal de Barrancos (foto 2), seguiram-se as palavras do presidente da Comissão Nacional do Centenário do Turismo, Jorge Mangorrinha, que agradeceu a disponibilidade do presidente da Câmara de Barrancos para acolher mais esta iniciativa da comissão. O diretor geral do Património Cultural, Elísio Summavielle, que já nos tinha visitado nas Festas de Agosto de 2010, enquanto secretário de Estado da Cultura, disse que estava muito satisfeito por regressar a Barrancos, alertando para as potencialidades locais e a aposta na diversidade e diferenciação em detrimento da uniformização, que está esgotada. O presidente da Turismo do Alentejo, Ceia da Silva, deu conta do forte crescimento do setor do turismo na nossa região nos últmos anos, como resultado da qualidade da oferta e da diversificação de produtos.
Do primeiro painel (foto 3), moderado por Ana Paula Figueira, prof. do Instituto Politecnico de Beja (IPB), que se excedeu no tempo e nos comentários, destaque para as intervenções da  diretora regional de Cultura do Alentejo, Aurora Carapinha, que relembrou o "rico património cultural material e imaterial de Barrancos e das suas gentes"; da Débora Morais, do PNN, que apresentou o projeto de intervenção ambiental e turística do parque e as suas potencialidades; da Isabel Sabino, vice-presidente da CMB, que ressaltou a importância da preservação e revitalização da "fala barranquenha" que está a ser objeto de estudo com o apoio de três universidades: Évora, Lisboa e Complutense de Madrid; de Francisco Chalaça, presidente do Polo Turístico de Alqueva, com "extinção anunciada", que falou dos projetos desenvolvidos pela entidade com especial referência para a "reserva Dark Sky Alqueva". Ainda neste painel, registou-se a intervenção de Vitor Figueira, prof, do IPB, que trouxe uma retrospetiva do projeto "em-cantos", desenvolvido em parceria com os 14 municípios do distrito de Beja, há cerca de dois anos.
Do segundo painel (foto 4), moderado por António Eloy, que esteve contido e soube moderar bem os tempos e os oradores, a reter as intervenções de Gloria Pons, alcaldeza de Zafra, que deu conhecimento das potencialidades agrícola, industrial e de serviços do seu município e a sua vocação para "cidade de congressos", marca que se encontra a desenvolver; de Antonio Baena, diretor da Barrancarnes que, para além de dar conhecimento da dinâmica da Casa do Porco Preto, divulgou o  projeto na área do turismo gastronómico que se encontram a desenvolver,  com possibilidade de visitas  guiadas à fábrica "à descoberta do mundo fascinante que envolve a preparação e a cura do Presunto de Barrancos DOP, bem como dos seus enchidos tradicionais, incluindo a experiência de corte do presunto e a degustação/prova"; de Leonel Rodrigues, chefe de gabinete do presidente da CMB, que apresentou as conclusões do estudo sobre "potencialidades e constrangimentos de zona de fronteira" elaborado para o Município. A terminar, o Emílio Domingues, presidente da Associação Barranquenha para o Desenvolvimento (ABpD) - e também presidente da assembleia municipal de Barrancos, fez questão de transmtir o desânimo dos potenciais empreendedores com a burocracia e as dificuldades que se colocam a quem pretende investir numa zona despovoada, sem acessibilidades, mas com muitos instrumentos de ordenamento do território (PDM, PROT, RAN, REN, ZPE, etc,). Terminou, apelando ao poder político nacional para que não esqueça as promessas apresentadas em campanha e que "implemente uma verdadeira política de desenvolvimento das regiões deprimidas e de baixa densidade populacional".
No final, foram os congressistas convidados a participar na demonstração de corte de Presunto de Barrancos DOP, seguida de degustação de presunto  (cortesia da Casa do Porco Preto) e de vinho de Barrancos (cortesia da Adega de Barrancos) - foto 5.
Foto 1 -  Secretariado - Acreditação de congressistas e oradores
 Fotos 2: Mesa de abertura: (da esq/dta) Jorge Mangorrinha, Elísio Sumalvielle, António Tereno e Ceia da Silva
 Foto 3: 1º Painel: (da esq/dta) Vitor Figueira, Aurora Carapinha, Débora Morais, Ana Paula Figueira (moderadora), Isabel Sabino e Francisco Chalaça
 Foto 4: 2º Painel: (da esq/dta) Leonel Rodrigues, Gloria Pons,  António Eloy (moderador), António Baena e Emílio Domingues
Foto 5: Corte e degustação de Presunto e  Enchidos de Barrancos

terça-feira, 30 de junho de 2020

Fronteira - (re)abertura prevista para esta noite com dúvidas "sobre quem pode passar"

A (re)abertura da fronteira está prevista para as 00h00 de 1 de julho, mas começam a surgir dúvidas quanto ao modelo de abertura e a forma de passagem.
Segundo o BOE, a Ord Int/578/2020, estabelece o critérios para "impedir a entrada de pessoas em Espanha, por razões de ordem pública", salvo as seguintes:
a) Residentes en la Unión Europea, Estados asociados Schengen, Andorra, Mónaco, El Vaticano (Santa Sede) o San Marino.
b) Titulares de un visado de larga duración expedido por un Estado miembro o Estado asociado Schengen. 
c) Trabajadores transfronterizos. 
d) Profesionales de la salud, incluidos investigadores sanitarios, y profesionales del cuidado de mayores que se dirijan o regresen de ejercer su actividad laboral. 
e) Personal dedicado al transporte de mercancías en el ejercicio de su actividad laboral, dentro del que se consideran comprendidos los tripulantes de los buques, a fin de asegurar la prestación de los servicios de transporte marítimo y la actividad pesquera, y el personal de vuelo necesario para llevar a cabo las actividades de transporte aéreo. Será condición indispensable que tengan asegurada la inmediata continuación del viaje. 
f) Personal diplomático, consular, de organizaciones internacionales, militares, de protección civil y miembros de organizaciones humanitarias, en el ejercicio de sus funciones. 
g) Estudiantes que realicen sus estudios en los Estados miembros o Estados asociados Schengen y que dispongan del correspondiente permiso o visado. 
h) Trabajadores altamente cualificados cuya labor sea necesaria y no pueda ser pospuesta o realizada a distancia. Estas circunstancias se deberán justificar documentalmente. 
i) Personas que viajen por motivos familiares imperativos debidamente acreditados. 
j) Personas que acrediten documentalmente motivos de fuerza mayor o situación de necesidad, o cuya entrada se permita por motivos humanitarios.
(...)
Da parte de Portugal, não são conhecidos, até esta data/hora (17h00), os critérios de entrada/saída, que regulam a abertura da fronteira, nem a hora para "libertar a ponte do barranco de Pedro Miguel", na estrada de Barrancos/Encinasola.
Fronteira de Barrancos/Encinasola
(Fotos: Arquivo, eB, 2020)

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Encontro internacional "Fronteiras e topografias do poder"


Encontro Internacional Fronteiras e Topografias do Poder: culturas de raia e economias possíveis, entre discursos e práticas 
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Lisboa, 15 e 16 de Março de 2018
Auditório 1 - sala Multiusos 2

O objectivo deste Encontro Internacional é partilhar o conhecimento produzido em vários projectos científicos levados a cabo na última década, que serviram para formar investigadores e divulgar os resultados das suas investigações em publicações que circulam no âmbito académico e fora dele. Constitui, portanto, o final de um
caminho e uma abertura para novos modos de ver as fronteiras.

Organização: 
Instituto de História Contemporânea (IHC – NOVA FCSH) e Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança (INET-md – NOVA FCSH)

Comissão organizadora:
Paula Godinho (IHC), Dulce Simões (INET-md) e Maria Alice Samara (IHC)

Parcerias: 
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa / Universidad de Alcalá / Universidad Complutense de Madrid / Universidad de Extremadura / Universidad Pablo de Olavide, Sevilha / Universidad de Sevilla / Universidad de Vigo / Universidad del País Vasco / UNED - Universidad Nacional de Educación a Distancia / CIDEHUS - Universidade de Évora / Universidade do Minho / Centro de Linguística da Universidade de Lisboa / Grupo Instrumental e Coral do Núcleo dos Amigos do Concelho de Barrancos / Edições Colibri / FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Programa do Encontro
15 de março 2018
9h30 – Recepção aos participantes

Painel I - Falas da fronteira: culturas raianas e línguas em contacto
10h00 - Xosé Afonso Álvarez (Universidad de Alcalá), “Cultura raiana: uma visão desde a documentação linguística”.
10h20 - Fernando Brissos (Universidade de Lisboa), “Fronteira política e história da língua: o caso do sueste da Beira / noroeste da Extremadura espanhola”.
10h40 - Juan M. Carrasco González (Universidad de Extremadura), “Variedades fronteiriças entre Espanha e Portugal”.
11h00 – Maria Filomena Gonçalves (CIDEHUS - Universidade de Évora) e María Victoria Navas (Universidad Complutense de Madrid e Centro de Linguística da Universidade de Lisboa), "O barranquenho, língua de contacto: caracterização e problemas actuais".
11h20 – Debate
11h40 - Pausa / Café
12h00 - Conferência: Heriberto Cairo Carou (Universidad Complutense de Madrid), "Procesos de identificación y transfronterización en la raya ibérica".
12h40 - Debate
13h00 - Almoço

Painel II - Viver da fronteira: economias possíveis, entre culturas de orla, processos patrimonialização e turistificação
14h00 - César Rina (Universidad de Extremadura), “Levantar ou derrubar a fronteira? A articulação do espaço peninsular no séc. XIX”.
14h20 - Paula Godinho (IHC e NOVA FCSH), “Estratégias possíveis e a fronteira como recurso: contrabando, velhos quotidianos e novas modalidades emblematizantes”.
14h40 – João Baía (ICS - Universidade de Lisboa), "(I)mobilidades e transformações das redes transfronteiriças numa zona raiana".
15h00 – Iva Pires (Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais, NOVA FCSH), “Viver a Fronteira: Mobilidade da mão-de-obra na Euroregião Galícia-Norte de Portugal”.
15h20 – Luís Cunha (Universidade do Minho), “O local e o global: a memória da fronteira e a sua patrimonialização”.
15h40 - Javier Hernández-Ramírez (Universidad de Sevilla), "Turismo, gobernanza y patrimonialización de la frontera en el Bajo Guadiana".
16h00 - Debate
16h20 – Pausa / Café
17h00 – Conferência: María Lois (Universidad Complutense de Madrid), “Patrimonio, turismo, gastronomía y folclore: la cooperación transfronteriza como política escalar en la Raya hispano-portuguesa”.
17h40 – Debate 
18h00 – Encerramento

16 de março 2018
Painel III - Topografias do poder
09h30 - Enrique Varela Álvarez (Universidad de Vigo), “La frontera en el centro de la posverdad política”.
10h00 - Aitzpea Leizaola: (Universidad del País Vasco UPV/EHU), “La frontera como lugar de materialización del Estado-nación. El caso de la frontera hispano francesa en el País Vasco”.
10h20 – Rui Mateus Pereira (IHC e NOVA FCSH), “Fronteiras Coloniais e Etnicidade: resistência e nacionalismo”.
10h40 – Cristina Santinho (CRIA - Centro em Rede de Investigação em Antropologia, ISCTE-IUL), "Os refugiados ‘retomados’. Cruzando fronteiras de despertença".
11h00 – María García (UNED - Universidad Nacional de Educación a Distancia), “Refundaciones transfronterizas del partido comunista en el exilio. España-Portugal, 1940”.
11h20 – Debate 
11h40 – Pausa / Café 
12h00 - Conferência: José María Valcuende del Río (Universidad Pablo de Olavide), “Frentes de expansión y fronteras externas en la Amazonia peruana”.
12h40 – Debate 
13h00 - Almoço

Painel IV: A fronteira que se escreve
14h00 – Heriberto Cairo (coord.): Rayanos e Forasteros. Fronterización e Identidades en el Límite HispanoPortugués. Madrid: Plaza y Valdés, 2018.
14h20 - Paula Godinho: O Futuro é para Sempre. Experiência, expectativa e práticas possíveis, Lisboa: Letra Livre, 2017.
14h40 - César Rina Simón (Ed.): Procesos de nacionalización e identidades en la península ibérica. Cáceres: Universidad de Extremadura, 2017. eBook / Online.
15h00 - María Lois: Construir Galicia(s): lugar, elecciones y política nacionalista. Trama Editorial, 2016.
15h20 - Enrique José Varela Álvarez e Celso Cancela Outeda (coords.): Las Fronteras ante sus Espejos. Relatos Transfronterizoa sobre Europa, América y el Magreb. Andavira, 2016.
15h40 - Luís Silva: Identidade Nacional. Práticas e Representações Junto à Fronteira no Guadiana. Lisboa: ICS, 2016.
16h00 – Dulce Simões: A Guerra de Espanha na Raia Luso-Espanhola: resistências, solidariedades e usos da memória, Lisboa: Edições Colibri, 2016.
16h20 - María Victoria Navas: O Barranquenho Língua, Cultura e Tradição. Lisboa: Colibri, 2017.
16h40 – Pausa / Café
17h00 – Dulce Simões (INET-md, NOVA FCSH), “Práticas musicais transfronteiriças na raia do Baixo Alentejo”.
17h20 - Actuação do Grupo Instrumental e Coral do Núcleo dos Amigos do Concelho de Barrancos.
18h00 - Encerramento


 (Mais informação aqui)

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

As Escolas de Fronteira na I Conferência Internacional das Línguas Portuguesa e Espanhola 2019

A Organização de Estados Iberoamericanos promoveu a 1ª Edição da Conferência Internacional das Línguas Portuguesa e Espanhola (CILPE2019), em cooperação com os países da Ibero-América, entidades da cultura, educação, cooperação e institutos de línguas, para destacar a importância de trabalhar as duas línguas em conjunto nos domínios da educação, da cultura e da ciência numa perspetiva regional e global.
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.A conferência, que teve lugar em Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, no passado dia 21 e 22 de novembro, centrou-se nas políticas das línguas, na internacionalização, na geopolítica das línguas, nos diálogos interculturais: plurilinguismo e pluricentrismo, no desenvolvimento de competências no domínio da educação e da cultura, sociedade e espaço digital e na relação das línguas com a economia. Consulte abaixo o programa em português e espanhol.
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.Numa das conferências, um dos intervenientes aprofundou o tema inicialmente abordado pelo ministro da educação de Portugal, na abertura do evento. Segundo disse, o projeto Escolas de Fronteira (bilingue), já apreciado ao nível dos ministérios de educação dos dois países, Portugal e Espanha, poderá ser iniciado brevemente, com cinco experiências piloto da região fronteiriça. Curiosamente, nenhuma “escola” está prevista para o Alentejo, sendo que o processo está a ser desenvolvido em Portugal pelo ministério, através das direções regionais de educação, com apoio das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR)!
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.As Escolas de Fronteira, ideia sobre a qual já tínhamos falado aqui, várias vezes - a primeira, há 10 anos, em dezembro de 2009 (sobre a Escola Europeia), depois em setembro de 2013 (em subsídios para a história da educação),  em maio de 2014 (Euro Vila I) e, mais recente, em maio de 2017 (Euro Vilas Barrancos/Encinasola II) - mas cujo conceito e estatuto desconhecia, são uma realidade nos países da América do Sul, desde 2003. O Brasil, tem estas escolas bilingues com todos os seus países fronteiriços de língua espanhola, salvo com o Suriname, inglês (cf mapa anexo abaixo).
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.O projeto, com o nome  Escola Intercultural Bilingue de Fronteira, foi proposto inicialmente pela Argentina ao Brasil como etapa de implementação da chamada Carta de Calafate (2003), e mais propriamente do documento intitulado Proyecto Piloto Educación Bilingüe - Escuelas de Frontera Bilingües Portugués-Español, como uma ação bilateral visando a criação de um sistema escolar conjunto que priorizasse o ensino de ambas as línguas. Este projeto foi depois “transposto” para os demais países de fronteira com o Brasil, conforme acima referido. Com sucesso.
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.Na nossa zona, Barrancos e Encinasola são comunidades locais muito próximas, geograficamente confinantes, que mantêm contactos desde tempos imemoriais. Contudo, apesar de integrarem realidades políticas diferentes, atravessam problemas e fenómenos sociais similares: despovoamento, envelhecimento da população; migração de jovens; etc. A eventual criação de uma Escola de Fronteira para os alunos da Barrancos e Encinasola (e outras localidades), seria um projeto estruturante com dimensão social e cultural, mas também politica e economicamente aliciantes, que favoreceriam a fixação de população e atenuar o despovoamento.
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.Barrancos e Encinasola já partilham serviços comuns, a saúde é um exemplo, porque não aproveitar os recursos e partilhar também uma educação/escola comum, que permita a escolarização dos seus jovens, sem sair das suas terras, pelo menos até ao final do ensino secundário, partilhando um projeto de escola bilingue?!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Barrancos acolhe congresso "Turismo e Fronteira: perspectivas de desenvolvimento turístico do interior"

A Comissão Nacional do Centenário do Turismo em Portugal e o Município de Barrancos organizam e promovem o Congresso “Turismo e Fronteira: perspectivas de desenvolvimento turístico do interior” (ver cartaz), no Cineteatro de Barrancos, no dia 16 de março de 2012.
Este evento pretende reunir empresários, técnicos, investigadores e comunidade em geral, em torno da problemática do turismo e da sua importância no âmbito do desenvolvimento do interior.
O programa do Congresso foi estruturado em dois painéis, com oradores dos dois lados da fronteira: no painel "Valorização do Património e Desenvolvimento Local", moderado por Ana Paula Figueira, participam Isabel Sabino, Bárbara Pinto, Vitor Figueira, Aurora Carapinha e Francisco Chalaça; no painel "Turismo e Desenvolvimento do Interior", moderado por António Eloy, são oradores Leonel Rodrigues, Gloria Pons e Emilio Domingues.
De manhã, haverá uma visita guiada ao Parque de Natureza de Noudar e, a terminar o Congresso, ao final da tarde, está previsto um Workshop de corte de presunto e a degustação de enchidos e presunto.
“Turismo e Fronteira: perspectivas de desenvolvimento turístico do interior”
Barrancos, 16 de março de 2012
Cineteatro de Barrancos
PROGRAMA:
10h00 - A natureza enquanto recurso turístico: Visita guiada ao Parque de Natureza de Noudar
12h30  - Almoço
14h00  - Sessão de Abertura:
Prof.Doutor Arq. Jorge Mangorrinha (Presidente da Comissão Nacional do Centenário do Turismo em Portugal)
Dr. Ceia da Silva (Presidente do Turismo do Alentejo, E. R. T)
Dr. António Tereno (Presidente da Câmara Municipal de Barrancos)
Dr. Elísio Summalvielle (Diretor Geral do Património Cultural)
14h15 - Mesa-redonda: Valorização do património e desenvolvimento local
Moderadora: Prof. Doutora Ana Paula Figueira (Docente do Instituto Politécnico de Beja)
Conferencistas:
Dra. Isabel Sabino (vice-presidente da Câmara Municipal de Barrancos)
Eng. Bárbara Pinto (Diretora Parque de Natureza de Noudar)
Prof. Doutor Víctor Figueira (Docente do Instituto Politécnico de Beja)
Dra Aurora Carapinha (Diretora Regional de Cultura do Alentejo)
Dr. Francisco Chalaça (Presidente do Pólo Turístico Terras do Grande Lago Alqueva)
16h00 - Mesa-redonda: Turismo e Desenvolvimento Económico do interior
Moderador: Dr. António Eloy (Centro de Estudos de Economia, Energia,Transportes e Ambiente)
Conferencistas:
Dr. Leonel Rodrigues (Chefe Gabinete do Presidente da Câmara Municipal de Barrancos)
D. António Baena (Barrancarnes)
Doña Gloria Pons (Alcaldesa, Presidente do Ayuntamiento de Zafra, Comunidad Autonoma de Extremadura)
Don Manuel Guerra (Alcalde, Presidente do Ayuntamiento de Aracena, Comunidad Autonoma de Andalucía)
Dr. Emílio Domingues (Associação Barranquenha para o Desenvolvimento)
17h30 - Workshop de corte de Presunto de Barrancos DOP  - Degustação de enchidos e Presunto de Barrancos DOP.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Fronteira de Barrancos - PCP questiona governo sobre a reabertura e quer saber que medidas tem para responder aos problemas associados ao encerramento

O PCP pretende saber se o governo, "está disponível para rever o Despacho nº  5897-A/2020, passando a considerar a abertura da fronteira entre Barrancos e Encinasola, diariamente".
A pergunta consta do requerimento apresentado hoje no Parlamento, onde questiona também o governo sobre as "medidas que pretende tomar para compensar e responder aos problemas económicos e sociais associados ao encerramento da fronteira Barrancos/Encinasola"?
Recorde-se que a fronteira de Barrancos/Encinasola, encerrada em 18 de março, foi reaberta no passado dia 1 de junho, durante unicamente dois dias semana (segundas e quintas-feiras, entre as 6 e as 8h00 e as 17-19h00), sob forte e continuado protesto dos trabalhadores transfronteiriços, que foram sempre esquecidos, apoiados pela CMB, e pelos partidos políticos PCP e Chega, e ultimamente também pelas estruturas locais do PSD e do CDS-PP.
(extrato do requerimento do PCP)

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Fronteira de Barrancos/Encinasola - (re)abriu a 1 de julho sem "pompa nenhuma"

Ao contrário do que sucedeu um pouco por toda a raia (ver aqui e aqui), a (re)abertura da fronteira de Barrancos/Encinasola, às 00h00 do passado dia 1 de julho, não contou com nenhuma personalidade das duas localidades.
Não seria obrigatório, mas não parece normal que duas Terras vizinhas, que nunca tinham estado tanto tempo "separadas", sem possibilidade de visita, não tivessem celebrado juntas o acontecimento. A abertura, à primeira hora do dia 1 de julho, foi marcada pelo distanciamento... social. Cumprimos escrupulosamente as regras COVID 19!
Esperemos que a estes danos colaterais, não sobrevenham sequelas nem efeitos secundários.
Fronteira de Barrancos/Encinasola (sentido Encinasola)
Fronteira de Barrancos/Encinasola (sentido Barrancos)
(Fotos: eB, 01-07-2020)

quarta-feira, 1 de julho de 2020

A (re)abertura da fronteira de Barrancos/Encinasola

Hoje, 105 dias depois, mas ainda não livres da pandemia COVID 19, reabriu a fronteira de Barrancos/Encinasola.
Para o celebrar o eB republica as imagens da antiga fronteira, 1980, aberta com a adesão dos dois países ibéricos à então CEE, hoje União Europeia, "às 23h00 do dia 9 de janeiro der 1993".
Arquivo fotográfico - Diário do Alentejo, 1980

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Fronteira de Barrancos/Encinasola passa a ser ponto de passagem autorizado à segunda e quinta-feira

De acordo com o Despacho nº 5897-A/2020/MNE/MAI, desta data, foi autorizada a abertura da fronteira de Barrancos/Encinasola,  às "segundas-feiras e às quintas-feiras, das 06h00 às 08h00 e das 17h00 horas às 19h00, passando a ser ponto de passagem autorizado como fronteira terrestre, a partir de 1 de junho de 2020.
Fronteira de Barrancos/Encinasola
(Fotos: Arquivo, eB, 2020)
Adenda:
Entretanto, a CMB pelo comunicado divulgado no facebook, vem demonstrar o seu descontentamento, pelo procedimento "que colidem com os anseios dos trabalhadores transfronteiriços", tendo inclusive já manifestado esse desacordo ao SE J, Seguro Sanches, por esta "decisão não serve minimamente a Barrancos".
Fonte: CMB (facebook)

terça-feira, 17 de março de 2020

COVID 19 - 27 anos depois "temos outra vez a fronteira fechada"!

As fronteiras fecharam ontem à noite, às 23h. Até 15 de abril apenas serão permitidas deslocações de transporte de mercadorias, trabalhadores transfronteiriços e elementos do corpo diplomático e da área da saúde na fronteira terrestre.
Só ficaram nove pontos de passagem entre Portugal e Espanha. A ligação Barrancos/Encinasola está encerrada. 
27 anos depois da sua desejada abertura, temos pela terceira vez a fronteira fechada, desta vez para proteger as populações e evitar a propagação do COVID 19. A primeira vez,  no período compreendido entre 16 e 20 de novembro de 2010, por ocasião da Cimeira da NATO, que decorre em Lisboa, e a segunda, entre 12 e 13 de maio de 2017, pela visita do Papa a Portugal.

antigo Posto Fronteiriço de Barrancos
 Foto: 
eB, 23-09-2013
Fronteira Barrancos/Encinasola
Foto: Arquivo eB, 2010
Fonte: Gobierno de España