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segunda-feira, 19 de março de 2018

Grupo Instrumental e Coral do NACB encerrou Encontro Internacional sobre Fronteiras

O Grupo Instrumental e Coral do Núcleo dos Amigos do Concelho de Barrancos, participou no encerramento do "Encontro Internacional Fronteiras e Topografias do Poder: culturas de raia e economias possíveis, entre discursos e práticas", que decorreu na FCSH, Lisboa, nos dias 15 e 16 de março.
A atuação do grupo, que decorreu na tarde de sexta-feira, dia 16, foi muito aplaudida pelo público presente, tendo merecido elogios de investigadores e conferencistas de diversas universidades portuguesas, espanholas e do Brasil. A alegria, o ritmo e as melodias, cantadas em barranquenho, em português, em espanhol, e em galego, contagiaram todos, que acompanharam o grupo, em quase todo o repertório.
Dulce Simões, uma das organizadoras, durante a apresentação do grupo
(para ver a reportagem completa, incluindo os vídeos da actuação, clicar
 aqui)

quinta-feira, 15 de março de 2018

Encontro Internacional - onde Barrancos será tema de debate (hoje e amanhã, em Lisboa)


Encontro Internacional Fronteiras e Topografias do Poder: culturas de raia e economias possíveis, entre discursos e práticas 
(ver programa completo e resumos)

O objectivo deste Encontro Internacional é partilhar o conhecimento produzido em vários projectos científicos levados a cabo na última década, que serviram para formar investigadores e divulgar os resultados das suas investigações em publicações que circulam no âmbito académico e fora dele. Constitui, portanto, o final de um caminho e uma abertura para novos modos de ver as fronteiras. Num longo passado, as populações que habitaram as fronteiras integraram redes informais, que competiam com o campo de actuação estatal, e desenvolveram modos de vida que incorporam identificações contraditórias, expressas numa vida local com uma mistura de traços culturais delineados de um e de outro lado da fronteira. 
A fronteira tem uma dimensão associada aos fluxos que a cruzam, dolorosos ou fruídos, entre o refúgio e o turismo, e remetem para culturas de orla, que enquadram o escapismo e a luta contra os Estados. As construções políticas e culturais centradas nos limites remeteram para a relação entre centros e periferias, assente em realidades complexas e multidimensionadas, que se articulam de forma diversa no espaço e no tempo, assumindo características específicas nos terrenos coloniais. O campo relacional fronteiriço, que compreende um conjunto de laços em que a economia local e as sociabilidades geradas se desenvolveram numa zona de influência complexa, comporta modos de vida que inserem a transgressão na rotina, em que a definição de uma identificação nacional integra um processo social contínuo de delimitação conjuntural dos amigos e dos inimigos. 
Os Estados-nação da modernidade dotaram-se de um conjunto de mecanismos destinados a garantir a sobreposição da lealdade a um centro, relativamente a outras mais localizadas. Por outro lado, as populações fronteiriças responderam com um conjunto de práticas possíveis, delineadas frequentemente a partir de uma cultura de resistência aos centros de poder. Desses cruzamentos, nas fronteiras ibéricas e em diálogo com outras fronteiras mundiais, fará eco este Encontro, que juntará em Lisboa investigadores que, de modo disperso, têm trabalhado sobre o tema.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Culturas de raia e economias possíveis - em Lisboa, a 15 e 16 de março

(nota: marco da fronteira de Barrancos/Encinasola)
.
Encontro Internacional Fronteiras e Topografias do Poder: culturas de raia e economias possíveis, entre discursos e práticas 
(ver programa completo e resumos)

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Encontro internacional "Fronteiras e topografias do poder"


Encontro Internacional Fronteiras e Topografias do Poder: culturas de raia e economias possíveis, entre discursos e práticas 
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Lisboa, 15 e 16 de Março de 2018
Auditório 1 - sala Multiusos 2

O objectivo deste Encontro Internacional é partilhar o conhecimento produzido em vários projectos científicos levados a cabo na última década, que serviram para formar investigadores e divulgar os resultados das suas investigações em publicações que circulam no âmbito académico e fora dele. Constitui, portanto, o final de um
caminho e uma abertura para novos modos de ver as fronteiras.

Organização: 
Instituto de História Contemporânea (IHC – NOVA FCSH) e Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança (INET-md – NOVA FCSH)

Comissão organizadora:
Paula Godinho (IHC), Dulce Simões (INET-md) e Maria Alice Samara (IHC)

Parcerias: 
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa / Universidad de Alcalá / Universidad Complutense de Madrid / Universidad de Extremadura / Universidad Pablo de Olavide, Sevilha / Universidad de Sevilla / Universidad de Vigo / Universidad del País Vasco / UNED - Universidad Nacional de Educación a Distancia / CIDEHUS - Universidade de Évora / Universidade do Minho / Centro de Linguística da Universidade de Lisboa / Grupo Instrumental e Coral do Núcleo dos Amigos do Concelho de Barrancos / Edições Colibri / FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Programa do Encontro
15 de março 2018
9h30 – Recepção aos participantes

Painel I - Falas da fronteira: culturas raianas e línguas em contacto
10h00 - Xosé Afonso Álvarez (Universidad de Alcalá), “Cultura raiana: uma visão desde a documentação linguística”.
10h20 - Fernando Brissos (Universidade de Lisboa), “Fronteira política e história da língua: o caso do sueste da Beira / noroeste da Extremadura espanhola”.
10h40 - Juan M. Carrasco González (Universidad de Extremadura), “Variedades fronteiriças entre Espanha e Portugal”.
11h00 – Maria Filomena Gonçalves (CIDEHUS - Universidade de Évora) e María Victoria Navas (Universidad Complutense de Madrid e Centro de Linguística da Universidade de Lisboa), "O barranquenho, língua de contacto: caracterização e problemas actuais".
11h20 – Debate
11h40 - Pausa / Café
12h00 - Conferência: Heriberto Cairo Carou (Universidad Complutense de Madrid), "Procesos de identificación y transfronterización en la raya ibérica".
12h40 - Debate
13h00 - Almoço

Painel II - Viver da fronteira: economias possíveis, entre culturas de orla, processos patrimonialização e turistificação
14h00 - César Rina (Universidad de Extremadura), “Levantar ou derrubar a fronteira? A articulação do espaço peninsular no séc. XIX”.
14h20 - Paula Godinho (IHC e NOVA FCSH), “Estratégias possíveis e a fronteira como recurso: contrabando, velhos quotidianos e novas modalidades emblematizantes”.
14h40 – João Baía (ICS - Universidade de Lisboa), "(I)mobilidades e transformações das redes transfronteiriças numa zona raiana".
15h00 – Iva Pires (Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais, NOVA FCSH), “Viver a Fronteira: Mobilidade da mão-de-obra na Euroregião Galícia-Norte de Portugal”.
15h20 – Luís Cunha (Universidade do Minho), “O local e o global: a memória da fronteira e a sua patrimonialização”.
15h40 - Javier Hernández-Ramírez (Universidad de Sevilla), "Turismo, gobernanza y patrimonialización de la frontera en el Bajo Guadiana".
16h00 - Debate
16h20 – Pausa / Café
17h00 – Conferência: María Lois (Universidad Complutense de Madrid), “Patrimonio, turismo, gastronomía y folclore: la cooperación transfronteriza como política escalar en la Raya hispano-portuguesa”.
17h40 – Debate 
18h00 – Encerramento

16 de março 2018
Painel III - Topografias do poder
09h30 - Enrique Varela Álvarez (Universidad de Vigo), “La frontera en el centro de la posverdad política”.
10h00 - Aitzpea Leizaola: (Universidad del País Vasco UPV/EHU), “La frontera como lugar de materialización del Estado-nación. El caso de la frontera hispano francesa en el País Vasco”.
10h20 – Rui Mateus Pereira (IHC e NOVA FCSH), “Fronteiras Coloniais e Etnicidade: resistência e nacionalismo”.
10h40 – Cristina Santinho (CRIA - Centro em Rede de Investigação em Antropologia, ISCTE-IUL), "Os refugiados ‘retomados’. Cruzando fronteiras de despertença".
11h00 – María García (UNED - Universidad Nacional de Educación a Distancia), “Refundaciones transfronterizas del partido comunista en el exilio. España-Portugal, 1940”.
11h20 – Debate 
11h40 – Pausa / Café 
12h00 - Conferência: José María Valcuende del Río (Universidad Pablo de Olavide), “Frentes de expansión y fronteras externas en la Amazonia peruana”.
12h40 – Debate 
13h00 - Almoço

Painel IV: A fronteira que se escreve
14h00 – Heriberto Cairo (coord.): Rayanos e Forasteros. Fronterización e Identidades en el Límite HispanoPortugués. Madrid: Plaza y Valdés, 2018.
14h20 - Paula Godinho: O Futuro é para Sempre. Experiência, expectativa e práticas possíveis, Lisboa: Letra Livre, 2017.
14h40 - César Rina Simón (Ed.): Procesos de nacionalización e identidades en la península ibérica. Cáceres: Universidad de Extremadura, 2017. eBook / Online.
15h00 - María Lois: Construir Galicia(s): lugar, elecciones y política nacionalista. Trama Editorial, 2016.
15h20 - Enrique José Varela Álvarez e Celso Cancela Outeda (coords.): Las Fronteras ante sus Espejos. Relatos Transfronterizoa sobre Europa, América y el Magreb. Andavira, 2016.
15h40 - Luís Silva: Identidade Nacional. Práticas e Representações Junto à Fronteira no Guadiana. Lisboa: ICS, 2016.
16h00 – Dulce Simões: A Guerra de Espanha na Raia Luso-Espanhola: resistências, solidariedades e usos da memória, Lisboa: Edições Colibri, 2016.
16h20 - María Victoria Navas: O Barranquenho Língua, Cultura e Tradição. Lisboa: Colibri, 2017.
16h40 – Pausa / Café
17h00 – Dulce Simões (INET-md, NOVA FCSH), “Práticas musicais transfronteiriças na raia do Baixo Alentejo”.
17h20 - Actuação do Grupo Instrumental e Coral do Núcleo dos Amigos do Concelho de Barrancos.
18h00 - Encerramento


 (Mais informação aqui)