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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Los Refugiados de Barrancos

“Os refugiados de Barrancos" é o título do documentário realizado pela Asociación Cultural Mórrimer (Llerena, Badajoz), na qual colaboraram os próprios intervenientes, jornalistas e escritores espanhóis e portugueses.

No total são 18 intervenções, da qual se destacam os testemunhos dos 10 refugiados que viveram os acontecimentos, da antropóloga Dulce Simões, do político e historiador Fernando Rosas, dos historiadores espanhóis Francisco Espinosa y José María Lama e dos jornalistas Paulo Barriga (português) e Alonso de la Torre (espanhol).

O documentário conta a história dos Campos de Concentração da Coitadinhas e de Russianas, em Barrancos, destinados a acolher e a proteger os espanhóis que fugiam da repressão franquista em Setembro de 1936, inícios da guerra civil espanhola.

A ante-estreia e apresentação do documentário ocorreu em Barrancos, no passado mês de Dezembro, tendo a estreia decorrido em Badajoz, sob o patrocínio da Junta da Extremadura, por ocasião das Comemorações do 60º Aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Síntese do documentário: *
"Em Setembro de 1936 são ocupadas, pelas forças do General Franco, as ultimas povoações republicanas que confinam com a fronteira portuguesa de Barrancos. Tal como na Andaluzia, a violência e o terror invade a Estremadura espanhola. Em Portugal, o apoio de Salazar ao golpe militar marcou desde o primeiro momento a sua política, fundamental à consolidação do regime. As ordens emitidas sobre o destino dos refugiados republicanos são dúbias, por isso compete aos homens no terreno interpretá-las e cumpri-las segundo os seus princípios, profissionais e humanos.

Encurralados entre o fogo das forças nacionalistas e a fronteira portuguesa de Barrancos centenas de republicanos decidem passar linha de fronteira, sem a garantia de serem recebidos como refugiados políticos. Para o efeito foi improvisado um “campo de concentração” na herdade da Coitadinha, com conhecimento de Salazar. Quando até então o procedimento das autoridades portuguesas tinha sido a entrega aos golpistas, marcando para sempre a memória colectiva sobre os fuzilamentos sumários.

A intervenção dos militares portugueses em Barrancos marcou a diferença entre a vida e a morte de 1.020 refugiados, repatriados pelo Governo português para a zona republicana de Tarragona. Resultando num acontecimento singular, que assinala a acção humanitária de homens como o tenente Seixas, posteriormente penalizado por ter ocultado a existência do campo da herdade das Russianas, onde concentrou três centenas de refugiados à revelia do poder central.

Por outro lado, a guerra civil de Espanha também reactivou as relações entre os barranquenhos e os vizinhos espanhóis, escondendo e protegendo refugiados até ao final do conflito. Hoje, ainda aqui permanecem os descendentes e as memórias desse tempo silenciado."


* Com o apoio da Drª Dulce Simões.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Presidente da Extremadura "agradeceu a solidariedade dos barranquenhos com o refugiados da guerra civil"

O presidente do governo regional da Extremadura (Espanha), Guillermo Fernandez Vara, "ha reconocido y agradecido la solidaridad del pueblo portugués de Barrancos con los extremeños que se refugiaron en los alrededores de este municipio huyendo de la Guerra Civil". Estas declarações foram proferidas durante o ato de descerramento do painel que assinala a zona do Campo de Refugiados da Coitadinha, no Parque Natureza de Noudar (PNN, Barrancos), que decorreu passado sábado, dia 8 de outubro.
A data, 8 de outubro, celebra o 80º aniversário da partida de 1020 refugiados republicanos, acolhidos nas herdades da Coitadinha e das Russianas em Barrancos, para Tarragona (Catalunha).
No ato de descerramento do painel, participaram o presidente da CMB, António Tereno, a alcadesa de Oliva de la Frontera, Isabel Osorio Vicho, o 2º comandante da GNR/Beja, Major Nunes Farinha e o presidente da EDIA/PNN, José Pedro Salema, com a presença de familiares dos refugiados acolhidos no campo e um neto do Tenente António Augusto de Seixas.*
A iniciativa, integrada no âmbito das Jornadas das "Memórias da Guerra de Espanha na fronteira do Baixo Alentejo - 80 anos depois", foi organizada pelo Município de Barrancos (dia 8 de outubro), em parceria  com o Ayuntamiento de Oliva de la Frontera (dia 9 de outubro), com o apoio do PNN.
 
G. Fernandez Vara, tia Xica Maruja (Francisca Agudo) e dois familiares dos refugiados,
momentos antes do descerramento do painel
Familiar dos refugiados com a bandeira de Portugal, sob olhar atento
das autoridades locais e do grupo coral "Vozes de Barrancos
Grupo Coral "Vozes de Barrancos" que preparou uma cantiga expressamente para o ato
Fotos: Governo da Extremadura, 08-10-2016)
Presidente da CMB, António Tereno; Alcaldesa de Oliva, Luisa Vicho,
 Presidente do Governo de Extremadura, G . Fernandes Vara; tia Xica 
 e familiares de refugiados
Foto: DS, 08-10-2016
* ver reportagem "El Schindler portugues que salvó a um milhar de republicanos españoles", El Diário.es, de 08/10/2016

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Grupo de refugiados de todo o mundo visitam Barrancos

A Vila de Barrancos recebe hoje um grupo de 70 refugiados provenientes de todo o mundo, que de uma forma simbólica vêm agradecer ao Povo Barranquenho o acolhimento prestado em 1936 aos refugiados da Guerra Civil espanhola.

Numa organização conjunta do Conselho Português para os Refugiados e do Município de Barrancos, esta iniciativa prevê uma visita ao Castelo de Noudar, ao Campo de Concentração da Coitadinha, ainda da parte da manhã e uma conferência pública sobre “Refugiados de ontem, refugiados de hoje” a realizar pelas 15h30 no Salão dos Bombeiros Voluntários de Barrancos.
Esta sessão é antecedida por uma conferência de imprensa noMuseu Municipal de Arqueologia e Etnografia de Barrancos, a realizar às 14h30.

Do grupo fazem parte 10 crianças, filhos de refugiados, com idades entre os 3 e os 5 anos, que serão acompanhadas pelas animadoras da CAF/ATL e integradas nas actividades juntamente com as demais crianças de Barrancos.

Na iniciativa associou-se o Agrupamento de Escolas de Barrancos que se disponibilizou para fornecer o almoço aos visitantes.

«Pessoas reais, necessidades reais» é o lema da campanha deste ano do Dia Mundial do Refugiado que vamos todos celebrar esta sexta-feira, 20 de Junho.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Herói da guerra civil espanhola é português

Pela sua importância histórica permito-me, sem autorização do seu autor, publicar na íntegra a excelente reportagem publicada hoje no Público, P2, pág. 8-9 da autoria de Carlos Pessoa:

"Centenas de refugiados escaparam de uma morte certa em 1936 ao fugirem para Barrancos. Um documentário e um livro contam aos espanhóis que essa história com final feliz foi obra de um oficial da Guarda Fiscal: tenente António Seixas.
São sete horas da tarde em Badajoz num quente dia de Primavera. Está a chegar ao fim a primeira jornada do congresso Extremadura y la Guerra Civil 70 Años después de su Final, a decorrer no centro histórico da cidade. Para trás ficou uma sucessão de palestras, comunicações e testemunhos de familiares de pessoas perseguidas durante a guerra civil. A sessão foi longa e a muitos dos participantes espera-os ainda uma viagem de retorno a Cáceres, já pela noite dentro.
Ángel Hernández e Antonio Navarro sobem ao palco para apresentar o documentário Los Refugiados de Barrancos, feito pelas Producciones Morrimer (Llerena, localidade da província de Badajoz). A assistência que enche a sala segue com atenção a introdução feita pelos autores, a mesma atenção que dedicará nos 67 minutos seguintes à exibição do filme.
O que salta imediatamente à vista é que a maior parte da assistência é composta por jovens. Nada que surpreenda Julián Chaves Palacios, professor da Universidade da Extremadura e director do Projecto Recuperação da Memória Histórica da Extremadura (Premhex): "Organizamos há vários anos eventos deste tipo e contamos sempre com uma substancial presença de jovens, interessados em conhecer melhor a guerra civil e aceder às últimas investigações sobre esse acontecimento bélico de tanta transcendência em Espanha."
José Manuel Corbacho, advogado em Badajoz e presidente da Associação para a Recuperação da Memória Histórica da Extremadura (Armhex), tem uma explicação para esse crescendo de interesse pelo passado próximo de Espanha: "O pacto de silêncio estabelecido durante a transição da ditadura para a democracia fez com que uma geração marcada pela repressão e pela memória oficial franquista quase não tivesse acesso à informação. Os netos dessa geração, sem a carga do passado, começaram a querer saber e a investigar essa outra parte da sua história que não foi contada. Daí a significativa presença de jovens em todo o tipo de iniciativas que se organizam sobre o tema. Eles compreenderam que aquilo que está em causa não é reabrir feridas, mas fechá-las de forma adequada e isso só pode ser feito com verdade, justiça e reparação, e não com o esquecimento."
O interesse dos espanhóis pela história recente do país, aparentemente inesgotável, não se limita ao que ocorreu desde os anos 1930 no seu próprio território. Uma prova disso é Los Refugiados de Barrancos, um documentário sobre os acontecimentos naquela vila no Verão de 1936.
O golpe militar desencadeado a 18 de Julho desse ano pôs a ferro e fogo toda a região que vai de Huelva a Badajoz. No começo de Setembro, as últimas localidades situadas junto à fronteira portuguesa são conquistadas pelas tropas de Franco. O apoio de Salazar aos nacionalistas não aconselhava a fuga para Portugal, onde os refugiados eram detidos e entregues às tropas franquistas.
Apesar disso, perseguidos pelos nacionalistas e impedidos de atingirem a zona republicana no Leste da Extremadura, muitos tentaram a sua sorte em Portugal. Foi o caso de mais de mil pessoas de todas as idades que conseguiram atravessar o rio Ardila, fronteira natural entre os dois países, perto de Barrancos. Ali se mantiveram até ao começo de Outubro, em dois campos improvisados nas herdades da Coitadinha e das Russianas.
Graças ao tenente da Guarda Fiscal António Seixas, responsável pela vigilância fronteiriça numa zona de 120 quilómetros entre Mourão e Vila Verde de Ficalho, não foram recambiados para Espanha. O oficial e os seus homens também impediram as investidas dos nacionalistas que, por mais de uma vez, esboçaram a intenção de entrar em Portugal e eliminá-los. Os ecos internacionais do que acontecera em Badajoz a 14 de Agosto - o massacre de centenas de pessoas no assalto e nos dias que se seguiram pelas tropas coloniais do tenente-coronel Yagüe, testemunhado por alguns jornalistas, entre os quais Mário Neves (Diário de Lisboa) - forçaram o Governo português a promover a repatriação dos refugiados para o lado republicano.
Nos primeiros dias de Outubro 1025 pessoas fizeram a viagem de camião de entre Barrancos e Moura. Foram metidas num comboio especial que as levou até Lisboa, onde embarcaram no navio Niassa. A chegada a Tarragona foi a 13 de Outubro. Terminada a operação de salvamento, o tenente Seixas foi alvo de um processo disciplinar que se traduziu em dois meses de prisão e passagem compulsiva à reforma. O oficial recorreu da sentença e ganhou o processo. Foi reintegrado em 1938, como comandante da secção de Sines da Guarda Fiscal, passou à reserva no ano seguinte, iniciando uma nova fase da sua vida como armador. Morreu em Lisboa a 28 de Outubro de 1958.
Tremendo acolhimento
Ao fazer um documentário sobre outro episódio da guerra civil na Extremadura (La Columna de los Ocho Mil, sobre a perseguição e eliminação de alguns milhares de refugiados republicanos que tentaram alcançar a zona republicana), o colectivo Morrimer é confrontado com "muitas pequenas histórias paralelas muito interessantes", diz António Navarro, psicólogo e um dos membros da associação. Uma delas é a de António Seixas, que lhes fora contada pelo historiador espanhol Francisco Espinosa.
"Quando acabámos o documentário, fizemos um jantar com toda a gente que tinha colaborado nele. Foi feita a sugestão de fazer um filme sobre Seixas. A ideia agradou-nos, Espinosa apresentou-nos a historiadora portuguesa Dulce Simões, que trabalhava no tema, e avançámos", conta Ángel Hernández, funcionário da Junta da Extremadura e um dos produtores de Los Refugiados de Barrancos.
O que mais impressionou os autores do documentário foi o "tremendo acolhimento" que tiveram em Portugal, associado à "recordação viva" do episódio. Isso contrastava vivamente com o "apagamento" em Espanha, comenta Fernando Ramos, actor e produtor teatral: "Quando chegámos ali, demo-nos conta de que a fronteira realmente não existe. A população fala perfeitamente os dois idiomas sem deixar de conservar a sua identidade própria, possivelmente fruto do isolamento durante muito tempo. Fazem gala e têm muito orgulho na sua culturalidade barranquenha."
O filme, que levou dois anos a realizar, reúne os testemunhos directos dos acontecimentos de dez barranquenhos e refugiados, além de depoimentos de jornalistas e historiadores portugueses e espanhóis. Contou com um pequeno financiamento da Junta da Extremadura, investido na aquisição de imagens de época, banda sonora original e efeitos especiais.
O acolhimento da obra surpreendeu os seus autores. "Vamos a todos os sítios em que somos solicitados, exibimos o filme, participamos em debates e vendemos cópias a quem estiver interessado", diz António Navarro. Ángel Hernández reconhece que a carreira comercial é mais problemática: "A vida do documentário é muito difícil, pois há pouco mercado. Já conseguimos vender o filme à televisão autonómica da Extremadura, que o difundirá em Setembro, e iniciámos conversações com um canal de televisão português."
Memórias vivas
O que se passou em Barrancos em 1936 tem sido um elemento central na vida de Dulce Simões desde que saiu da RTP, em 2003, e enveredou pela carreira académica. Licenciada em Antropologia pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), prepara actualmente o doutoramento com uma tese sobre os mecanismos de dominação e resistência associados às memórias da guerra civil espanhola em Barrancos.
O seu interesse pelo conflito ibérico, porém, é mais antigo e data de 1986, quando colaborou com o historiador César Oliveira na preparação de uma série documental para a RTP - o projecto não avançou porque a administração da televisão pública não considerou oportuna a sua concretização - sobre os impactos da guerra civil na fronteira. Dulce Simões percorreu sistematicamente as regiões de fronteira no Alentejo, Minho e Trás-os-Montes, onde as "memórias locais eram muito intensas". Mas foi o episódio de Barrancos que mais a surpreendeu, porque "estava tudo muito vivo, com uma clara identificação dos ricos com o golpe e dos pobres com a República".
Foi apenas em 2002 que a ex-realizadora de televisão voltou a Barrancos. Começou a trabalhar de forma sistemática sobre o tema, publicando em 2007 o livro Barrancos na Encruzilhada da Guerra Civil de Espanha (Edições Colibri-Câmara de Barrancos) onde dá a conhecer as memórias inéditas de um dos filhos de António Seixas sobre os acontecimentos. Esta obra acaba de ser publicada pela Editora Regional de Extremadura (Barrancos en la Encrucijada de la Guerra Civil Española. Memorias y Testimonios, 1936).
Um facto insólito
"Participei em Setembro de 2006 num encontro de homenagem às vítimas da guerra em Oliva de la Frontera. Conheci Cayetano Ibarra, coordenador do Premhex, que mostrou interesse em publicar o trabalho, na altura ainda inédito", diz Dulce Simões. Para a investigadora, "é mais uma prova do interesse que existe por parte de alguns quadrantes políticos neste movimento social de recuperação da memória histórica, que integra as famílias e uma nova geração de historiadores".
A realização do documentário permitiu a muitos espanhóis tomarem contacto com um episódio do conflito pouco conhecido. A publicação do livro reforça essa divulgação. A importância do que aconteceu em Barrancos, dando a conhecer à geração actual um caso com "final feliz" da dolorosa guerra civil, não oferece qualquer dúvida a Julián Palacios: "Portugal apoiou os sublevados desde o primeiro momento e foi um firme aliado da zona controlada por Franco. A colaboração estendeu-se ao aspecto repressivo, mediante a entrega às tropas franquistas de muitos republicanos que entraram em Portugal para não serem presos. Isso foi a norma e o caso dos detidos de Barrancos a excepção. Foi um facto insólito, e daí o interesse em destacá-lo e dá-lo a conhecer, como felizmente aconteceu graças ao documentário e ao livro."
José Corbacho concorda que "é um episódio absolutamente excepcional e que não voltou a repetir-se, nem quantitativa nem qualitativamente". Para o presidente da Armhex, "foi o mais importante êxodo de refugiados da Extremadura que conseguiram, apesar dos obstáculos levantados pelas autoridades políticas salazaristas, obter asilo de facto e depois de jure, o que lhes salvou a vida".
Como Palacios e Corbacho, Dulce Simões considera que foi uma conjugação única de circunstâncias que tornou possível o salvamento daqueles refugiados: "O que se passou não é iniciativa deste ou daquele, é uma consequência da correlação de forças existente."
ass) Carlos Pessoa
(Público, de 25/05/2009)

domingo, 28 de março de 2010

Barrancos vai ter Memorial de Homenagem aos Refugiados de 1936

Barrancos vai construir um Memorial para "relembrar e jamais esquecer, a acção solidária do povo barranquenho, mas também dos tenentes Seixas e Soares, do Cónego Almeida e do Dr. Fernandes, perpetuando a memória de todos aqueles que passaram pelos Campos de Refugiados de Coitadinha e Russianas entre Agosto e Outubro de 1936".
A informação foi dada pelo presidente da Câmara de Barrancos, António Tereno, durante a Mesa Redonda que decorreu no passado dia 25, quinta-feira, no Instituto Cervantes de Lisboa (IC), na qual foi  homenageada a ação humanitária realizada pelos habitantes de Barrancos e pelos tenentes Seixas  (Guarda Fiscal) e Soares (GNR), no acolhimento e tratamento prestado aos refugiados espanhóis concentrados nos campos da Coitadinha e Russianas.
No segundo dia das jornadas "Lisboa, porto de saída",  para além do presidente da Câmara Municipal de Barrancos, António Tereno, participaram Dulce Simões, Antropóloga e Historiadora e Angel Hernandez, dirigente da Asociacion Cultural Morrimer, de Llerena, Espanha. A moderar a mesa, D. Jose Mª Martín Valenzuela, diretor do IC Lisboa.
De salientar a  intervenção do presidente da Câmara Municipal, pela "tomada de consciência sobre o imenso património cultural e humano que Barrancos possui, para além do Castelo de Noudar". Destaque, também, para a comovente intervenção de Dulce Simões, bem como para a palestra sobre história contemporânea do Angel Hernandez.
Terminadas a intervenções, as jornadas prosseguiram com a projeção do documentário "Os Refugiados de Barrancos", que constitui, pela qualidade de imagens, texto, fotografia e montagem, um excelente testemunho para compreender a ação e o drama do milhar de pessoas, homens, mulheres e crianças, que procuraram refúgio e obtiveram apoio e conforto em Barrancos naqueles terríveis meses de início da guerra civil espanhola.
Entre o público, que quase encheu a sala do IC Lisboa, estiveram  presentes a historiadora Iva Delgado e um neto do tenente Seixas. Do grupo de barranquenhos residentes na área de Lisboa, saliento  o Dr. Eduardo Carvalho, antigo presidente da Assembleia Municipal de Barrancos (2001-2004) e  a Manuela Lopes, antiga colega da escola primária. De Barrancos, para além do presidente da Câmara e esposa, vieram assistir à sessão a vice-presidente da Câmara, Drª Isabel Sabino e o chefe da divisão municipal de Acção Sócio-Cultural.
A repercussão nacional e internacional destes acontecimentos, que conduziram à atribuição da Medalha da Extremadura espanhola ao Povo de Barrancos, deve-se, em grande parte, ao trabalho de alguns anónimos, mas também àqueles que, em debates como os de Lisboa, continuam a recuperar a memória histórica (ou da História).
Se o Povo de Barrancos já mereceu uma medalha da Extremadura, por que não fazer uso do regulamento municipal de condecorações, prestando homenagem  àqueles, conhecidos, que contribuiram para a divulgação destes trágicos acontecimentos que estavam adormecidos na memória dos seus intervenientes e à notoriedade dos "nossos gestos em 1936", entre as quais a Dulce Simões, algumas vezes incompreendida, pelo trabalho de formiguinha que tem desenvolvido desde há cerca de 10 anos na recuperação da memória oral; a Asociación Cultural Morrimer e os seus dirigentes, pelo excelente documentário - Obra de Arte -  e o seu impacto na opinião pública espanhola e portuguesa; a título póstumo, aos tenentes Seixas e Soares que, contrariando o status quo estabelecido protegeram e salvaram este milhar de pessoas; aos sobreviventes dos Campo de Refugiados de Coitadinha e de Russianas; etc; etc;...
António Tereno (Presidente da CM Barrancos, Dulce Simões (Antropóloga), Angel Hernandez (Morrimer) e o Director do Instituto Cervantes
Participação do público
Pormenor da sala (lado direito)
Termino com a cantiga da Tia Remédios retirada da parte final do documentário “Os refugiados de Barrancos”, gravada pela Dulce Simões em 15/06/2006, que surge depois no genérico interpretada por May López Viñas (voz) e Manolo López Viñas (arranjos e interpretação musical):

Canção da Guerra Civil de Espanha
Em 36 que a Guerra foi começada.
No mês de Julho comecei esta perdida
Mas já me vejo de todos destroçada
Eu sou a triste pobre Espanha desvalida.

Eu sou a triste pobre Espanha desvalida
São os meus filhos que me têm devorado
Eu vejo além no campo a Cruz erguida
Dos corpos humanos que lá têm sepultado.

Até por fim deixarei de ser Espanha
Ou perderei este meu ser de toda a vida
Pelos flagelos dos abusos de campanha
Eu vejo além e no campo a Cruz erguida
___
Nota: Texto escrito de acordo com o novo Acordo Ortográfico.

terça-feira, 17 de março de 2015

Interpretação do Monumento à Solidariedade - Barrancos

Para completar a fotoreportagem publicada pelo eB sobre a Inauguração do Monumento à Solidariedade, aqui fica a interpretação apresentada publicamente pelo Presidente da Câmara Municipal, durante o seu discurso...
Monumento - explicação do Presidente da CMB, António Tereno. Foto: eB, 14-03-2015
Monumento - pormenor da corrente e das lajes de xisto. Foto. eB, 14-03-2015
Interpretação
- Na base, os seixos da ribeira, entre lajes de xisto, que representam os refugiados.
- As correntes, que simbolizam o espaço aberto ocupado pelos refugiados (os campos de refugiados de Russianas e da Mofadinha).
- A forma piramidal virada para o infinito, representando a Liberdade alcançada em Barrancos por todos os refugiados acolhidos nos dois campos.
Relevo da autoria de Zandré, "os refugiados acolhidos e apoiados pelo ten. Seixas"
Foto: eB, 14-03-2015
Placa de explicação colocada no monumento. Foto: eB, 14-03-2015

terça-feira, 3 de março de 2020

II Ruta de los Refugiados/Rota dos Refugiados - de Jerez de Los Caballeros/Barrancos

A II Ruta de los Refugiados/Rota dos Refugiados - de Jerez de Los Caballeros/Barrancos, contou este ano com uma homenagem a Francisca dos Santos Agudo (Tia Xica Maruja), com deposição na sua campa de um ramo com 13 rosas. 
A rota, que decorreu no passado sábado, dia 29 de fevereiro, foi organizada por um grupo de amigos, jovens, netos de republicanos que teimam em não esquecer a repressão das ditaduras ibéricas e a solidariedade dos barranquenhos. Num tempo de desmemória e populismo a dinâmica destes jovens preenchem os vazios da indiferença e alimentam a esperança que o fascismo não Passará!
placa colocada no talude frente à ponte do Murtega (estrada da Pipa)
(Foto: Cortesia IS, 01-03-2020)

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Pode o horror da imagem alterar as mentalidades (e reverter os acontecimentos)?

Que deve fazer a Europa? Que deve fazer Portugal? Que pode fazer Barrancos?
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A imagem chocante, terrível, não há palavras para a descrever, está a ser divulgada em todos os medias nacionais e internacionais, desde quarta-feira à tarde. Resolvi também publicar a fotografia no eB, pelos mesmos motivos dos jornais: despertar as consciências, mostrar o horror e o drama de milhares de pessoas que estão a fugir de zonas de guerra (Síria, Iraque) onde o Estado sucedeu à barbárie. Mas há outra motivação. Esta de repulsa e de mágoa por, na "alegria" das nossas festas, ter ouvido alguém mal (in)formado dizer, com ironia, que "qualquer dia os temos por cá...", mirando uma das reportagens da chegada de centenas de refugiados às costas da Grécia ou de Itália. Não importa se era de Barrancos, ou não. Português, era!
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Daqui, de Barrancos, recordo, saíram algumas centenas de pessoas fugindo da pobreza (anos 1960-1970, e ...) tendo encontrado refúgio em França, na Alemanha ou na Suiça, entre outros países. Muitos fixaram-se naquelas paragens, sós ou levando as famílias. Outros, optaram por campanhas sazonais ou temporárias de três, seis ou até nove meses por ano! Hoje, quatro décadas depois, muitos destes nossos conterrâneos regressaram e todos contribuem com as suas pensões de reforma estrangeira para o desenvolvimento económico e social do Pais (e de Barrancos).
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Portugal, que "descobriu novos mundos" e Barrancos, um Povo, que já tem experiência em acolher refugiados (1936), não pode nem deve ficar indiferente. Uma Terra pequena, sem influência geoestratégica nem pretensões de liderar o Mundo, poderia recordar às Autoridades europeias e nacionais que, apesar das muitas limitações, talvez possa acolher, pelo menos, meia dúzia de famílias de refugiados. Esta decisão, que não poderá ser isolada, mas concertada entre a Associação Nacional de Municípios e o governo, seria certamente um bom princípio de solidariedade entre Povos para atenuar o sofrimento de milhares e milhares de pessoas que procuram a Europa, sem quaisquer garantias de acolhimento e, nalguns países, com manifestações xenófobas.
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Este drama que parece longínquo ou de ficção, que entra diariamente pela casa adentro através das televisões, muitas vezes sem nos apercebermos da proximidade, conta histórias de vida que fazem lembrar acontecimentos familiares:  os refugiados da Coitadinha, de 1936; a condição de migrante dos barranquenhos; e a capacidade de mobilização que ainda possamos ter, fazendo prova de solidariedades ancestrais, que tanto gostamos de mostrar. Talvez tenhamos aqui uma oportunidade.
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Já agora, a criança da foto que foi encontrada numa praia turca, chamava-se Aylan Kurdide, tinha três anos, e fugia da Síria, com a família, juntamente com mais uma dezena de pessoas. Morreram todos. No jornal "Público", de 03/09/2015, podia ler-se que "tudo neste bebé é familiar. O corpo, a pele, a roupa, os sapatos. Não sabemos se esta fotografia vai mudar mentalidades e ajudar a encontrar soluções. Mas hoje, no momento de decidir, acreditamos que sim." Esperamos que sim.
Foto: retirada do El Pais, 03-09-2015
(a propósito ver e ouvir "O Menino de Sua Mãe", de Fernando Pessoa,
 cantado por Mafalda Veiga)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Os Refugiados de Barrancos - o vídeo


Dado o interesse do assunto, aqui fica a informação na sua versão integral:
"Los Refugiados de Barrancos es el fruto de dos años de intenso trabajo de la Asociación Cultural Mórrimer. En su realización han participado testigos, historiadores, periodistas y escritores tanto de España como de Portugal; entre los que destacan la antropóloga portuguesa Dulce Simôes y el historiador español Francisco Espinosa."

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

À atenção daqueles que dizem "fora os refugiados"...

Há dias um membro da comunidade portuguesa em França, entrevistado na Antena 1 nas vésperas das eleições regionais naquele país, mostrava-se muito preocupado com o que poderia acontecer. Dizia ele, cito de cor, que há muitos portugueses, sobretudo na zona norte de França, "... que, infelizmente, se deixaram iludir com a mensagem da FN e são apoiantes da Marie le Pen..."! Sabemos hoje que a FN, extrema-direita, racista e xenófoba, conseguiu a maioria na primeira volta, sendo o partido mais votado em seis das 13 regiões!
O conteúdo da mensagem contra os portugueses em França, na imagem abaixo, não é infelizmente muito diferente daquele que ouvimos por aqui, em Portugal - em Barrancos também!! -, contra os refugiados que estão a chegar à Europa provenientes de zonas de guerra, sobretudo da Síria. 
O "fora os refugiados"  ou "não queremos essa gente", que se diz por aqui, não é diferente do "morte aos portugueses" escritos nas paredes de França. O discurso da Front National também tem seguidores em Portugal e seduziu muitos compatriotas em França que nela votaram.
Vamos ver se na segunda volta, a 13 de dezembro, a união dos partidos democráticos - PS de Hollande, UMP, de Sarkozy e outros - conseguem reverter o problema criado na primeira eleição.
via Filipe S Henriques (pic.twitter.com/CLJ3xLQ2ei)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Televisão espanhola faz reportagem em Barrancos

Uma equipa da TVE (Espanha), dirigida por Reyes Ramos, directora da série Crónicas, esteve no passado fim-de-semana em Barrancos, para a realização de uma reportagem sobre os primeiros meses do golpe militar nacionalista, que antecederam a guerra civil e as suas repercursões na Andaluzia e Extremadura
As filmagens decorreram no Castelo de Noudar, na Herdade da Coitadinha (Umbrias do Resvaloso), nas Russianas (Volta de Albarda) e na vila de Barrancos.
O genocidio de milhares de republicanos, a fuga das suas povoações para a fronteira portuguesa e a importância dos campos de refugiados de Barrancos para a sobrevivência de centenas de pessoas constituem o tema central desta reportagem que deverá estrear nos primeiros meses de Novembro.
Em Barrancos gravaram o depoimento da senhora Francisca Agudo (Chica Maruja), de Tomas Carbonero (neto de Rafael Caraballo, um dos refugiados da Coitadinha, natural de Jerez de Caballeros), recordando as memórias que o avô lhe transmitiu, e também o  depoimento da Profª Dulce Simões que analisou os acontecimentos na fronteira de Barrancos.
Depoimento de Tomás Carbonero à equipa de TV...
... que continuou com a gravação conjunta de Tomás e Francisca (Maruja) Agudo
 Tomás Carbonero e Francisca Agudo Umbrias do Resvaloso, na ribeira do Ardila,
no local onde se verificou o maior fluxo de refugiados para a Coitadinha,
Fotos: Dulce Simões

quinta-feira, 26 de março de 2020

Huidos de la muerte - uma reportagem que vale a pena ler, para não esquecer!

(...)

La columna de los ocho mil, el traslados de mil refugiados desde Portugal al puerto de Tarragona a bordo del Neyssa o la huida de miles de vecinos hasta Gibraltar fueron las otras 'desbandás' desconocidas de la guerra civil española.

(...)
Aquellos refugiados llegaron el 21 de septiembre de 1936 y tardarían menos de un mes en abandonar Barrancos. "El 8 de octubre camiones militares condujeron a 1025 vecinos a Lisboa, donde tomaron un barco, el Nyassa, rumbo a Tarragona, bajo control de la República" como una orden directa e impropia del gobierno de Salazar.
(...)
Francisca Agudo, la "tía Xica" de Barrancos (Portugal) recordaría a aquellos miles de vecinos con lo que tejieron lazos de solidaridad que no olvidaron de por vida. Sus padres eran pastores en Coitadinha, una de las localidades donde se recuerda la existencia de aquellos campos de refugiados. "Las mujeres, los niños llegaban pidiendo caridad. No podían regresar a aquel infierno".

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Tia Xica Maruja - morreu hoje a última testemunha barranquenha da guerra civil de Espanha

Francisca Agudo dos Santos, vulgo "Tia Xica Maruja", de 92 anos (Barrancos, 07/04/1927 - Beja, 07/10/2019), faleceu esta madrugada no hospital de Beja, onde se encontrava internada desde a tarde de ontem.
De acordo com a Dulce Simões, professora universitária e investigadora, autora, entre outras obras do livro  "A guerra de Espanha na raia luso-espanhola – Memórias, Resistências e Solidariedades”, "foi a última testemunha da dor dos vizinhos espanhóis, que em Setembro de 1936 se refugiram na herdade da Coitadinha. A solidariedade e a coragem estruturaram a sua personalidade e orientaram a sua vida, minimizaram as dificuldades e atenuaram as perdas mais dolorosas. A esperança iluminava o seu olhar e as palavras saíam diretas e certeiras:
“Eu tenho memória daquele tempo. Era um tempo que merecia a pena escutá-lo. Tudo com boa vontade. E hoje me parece, na época que está, que quem tem tanto tinha de ter muito respeito por quem não tem. Acho que só dão respeito às loucuras e às parvoeirices, por isso o mundo não tem bom fim, assim falo eu, do pouco que sei.”
O pouco foi sempre muito, e enchia a casa que me acolheu com carinho desmedido… Ao longo de uma década partilhámos risos e lágrimas, como se nos conhecêssemos de sempre. Sem ela fico mais pobre, e ao mesmo tempo enriquecida, pelo exemplo de honradez, frontalidade, sabedoria e alegria de viver." 
Até sempre,  Xica Maruja! Uma Mulher simples, boa, afável, encantadora,.. valente, que ficará na história de Barrancos e na memória de muitos vizinhos espanhóis. Descanse em paz.

Tia Xica Maruja, ladeada pelo presidente do governo regional da Extremadura (Espanha) Guillermo Fernandez Vara (esq) e dois familiares dos refugiados, durante o descerramento do painel que assinala a zona do Campo de Refugiados da Coitadinha, no Parque Natureza de Noudar, em Barrancos,  no dia 08/10/2016,  data da celebração do 80º aniversário da partida de 1020 refugiados republicanos acolhidos nas herdades da Coitadinha e das Russianas em Barrancos, para Tarragona (Catalunha)
(Foto: ArquivoeB, 08/10-2016)
Aditamento
A morte da Tia Xica está a ter destaque na imprensa espanhola, nomeadamente na agência EFE e no La Vanguardia (Catalunha), no El Confidencial

terça-feira, 9 de junho de 2009

Conferência: Refugiados de Ontem, Refugiados de Hoje


Uma Conferência a não perder em Barrancos: 17 de Junho de 2009

Para informação complementar contactar:

Conselho Português para os Refugiados
Tel: 21 831 43 72 - 21 837 50 72 - Mail: geral@cpr.pt - www.cpr.pt

terça-feira, 23 de março de 2010

Lisboa, porto de saída

Esta semana, dias 24 e 25 de Março, o Instituto Cervantes, de Lisboa, presta Homenagem...
... a pessoas solidárias que arriscaram vida e carreira profissional para ajudar os seus semelhantes em época de guerra.
De momentos difíceis como a II Guerra Mundial, pretende-se destacar as acções de espanhol Eduardo Martínez Alonso, médico na altura da Embaixada do Reino Unido em Madrid, e as do Cônsul português Aristides de Sousa Mendes.
Da Guerra Civil espanhola, a homenagem é para a acção humanitária realizada pelos habitantes da vila de Barrancos, e, muito especialmente, pelo Tenente da GNR António Augusto de Seixas.
A homenagem, é também, para a cidade de Lisboa; ponto de união destes acontecimentos, uma vez que os heróis que agora relembramos tiveram como missão ajudar a chegar até a capital portuguesa a milhares de refugiados, quer judeus da Europa em guerra, quer republicanos de uma Espanha em luta fratricida para, desde o seu porto neutral, conseguirem fugir de uma morte segura.
Data: 24 de Março de 2010, 18 horas:
Lisboa, porto de saída. Homenagem
Participantes:
Maria de Jesus Barroso
Patricia Martínez de Vicente
Miriam Assor
Patrick Gerassi
Data: 25 de Março de 2010, 18 horas:
Mesa Redonda - Os refugiados de Barrancos
Com a intervenção de:
Maria Dulce Simões, antropóloga
António Pica Tereno, Presidente da Câmara Municipal de Barrancos
Ángel Hernández García, co-realizador
Depois da Mesa Redonda segue-se a projecção do documentário "Os refugiados de Barrancos"
Apresentação | Ángel Hernández García, co-realizador
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Local:  Instituto Cervantes - Auditório
Rua Santa Marta, 43 - Lisboa (metro do Marquês)

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

"Los refugiados de Barrancos" - em debate na Torre do Tombo (Lisboa) a 9 de janeiro de 2015

No âmbito da exposição «Entre Margens», que está a decorrer no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, no dia 9 de janeiro de 2015, com início às 17h00, será emitido o documentário «Los Refugiados de Barrancos», das Producciones Morrimer
.
No final do documentário haverá um espaço de debate e reflexão com a presença do presidente da câmara municipal de Barrancos, António Pica Tereno e de Dulce Simões, antropóloga e investigadora do INET.
(Cartaz não oficial - adaptado pelo eB)

quarta-feira, 14 de junho de 2023

Estremoz acolhe conferência sobre refugiados da guerra civil de Espanha - com Dulce Simões

Palácio Reynolds (casa dos oficiais) do Regimento de Cavalaria 3, em Estremoz, acolhe a conferência de Dulce Simões, sobre “Os refugiados da guerra civil de Espanha na fronteira portuguesa: O caso de Barrancos (1936)”, que vai decorrer no dia 17 de junho, às 16h00.

A conferência está integrada na iniciativa “Diálogos com História e Património”, promovida pelo grupo Cidade-Cidadãos pela Defesa do Património de Estremoz e Casa da Cultura de Estremoz.

domingo, 5 de outubro de 2025

Guillermo Fernandez Vara - morreu hoje o homem que agradeceu ao Povo de Barrancos o apoio prestado aos refugiados da guerra civil

Morreu Guillermo Fernandez Vara, 66 anos, ex-presidente da Junta de Extremadura, a quem a Câmara Municipal Barrancos atribuiu em 7 de abril de 2017 a Medalha de Ouro da Vila, em reconhecimento pelo contributo pessoal, social e político aquando a atribuição da Medalha de Extremadura ao Povo de Barrancos, em 07/09/2009.
 Fernandez Vara, à esq, junto à tia Xica Maruja (Francisca Agudo) e dois familiares dos refugiados,
momentos antes do descerramento do painel
Foto: Arquivo eB, 10/10/2016