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terça-feira, 20 de junho de 2023

Dulce Simões apresenta o livro "Práticas da Cultura na Raia do Baixo-Alentejo. Utopias, Criatividade e formas de Resistência", 23 de junho, às 18h30

O livro "Práticas da Cultura na Raia do Baixo-Alentejo. Utopias, Criatividade e formas de Resistência", é o resultado do pós-doutoramento em Estudos Artísticos (2019) financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). Do trabalho de campo desenvolvido, entre 2013 e 2019, nos municípios de Barrancos, Mértola, Moura e Serpa, resultou num conjunto de registos audiovisuais que podem ver aqui.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

"Práticas da cultura na raia do Baixo Alentejo" - o novo livro da investigadora Dulce Simões

Desde uma perspectiva histórica e etnográfica a autora, Dulce Simões, analisa as transformações económicas, políticas e sociais do mundo rural e as suas repercussões nas práticas e expressões culturais da raia do Baixo Alentejo, partindo do cruzamento de fontes escritas e orais. Desde uma perspectiva crítica interroga os processos de patrimonialização e a criatividade social, a partir da análise de um conjunto de manifestações culturais que reforçam o sentido do comum e a utopia de uma sociedade mais justa.

Um livro com a chancela das edições Colibri, com alguma centralidade em Barrancos: dos grupos corais, o Cumbrenho, o Chicuelo e outros cantadores locais, passando pelas festas, músicas e o imaginário popular do ciclo festivo de Barrancos.


Práticas da Cultura na Raia do Baixo Alentejo
Utopias, Criatividade e Formas de Resistência
Edições: Colibri, 2022

Sinopse:
Entre os méritos deste livro, destaco a centralidade das vozes e das histórias de vida dos protagonistas das práticas expressivas e rituais em estudo e de outros agentes locais que desempenharam um papel central nos processos estudados. (…) Por outro lado, a perspetiva crítica adotada pela autora em torno do património e do processo de patrimonialização protagonizado pela UNESCO, pode ser lida como um convite para repensarmos o conceito do “património” enquanto modelo fixo a ser “preservado” assim como os usos do património no âmbito do regime neoliberal atual.

sexta-feira, 23 de abril de 2021

Os tamborileiros de Barrancos

No eB muito temos falado dos tamborileiros, ou do "Bibo", como é conhecido em Barrancos. Regressamos hoje ao tema para recordar que o toque do tamborileiro de Barrancos, gravado na alvorada da Festa de Barrancos de 1961 para os Arquivos Sonoros, deu origem ao livro Instrumentos Musicais Populares Portugueses, de Ernesto Veiga de Oliveira, com as respetivas páginas relativas a Barrancos, do “Bibo” António Torrado Rodrigues.

Entretanto, a professora e investigadora Dulce Simões, tem publicado vários estudos sobre o Tamborileiros no Baixo Alentejo, com destaque para os Bibos de Barrancos António Torrado Rodrigues e Zé Ramon, já falecidos, e mais recentemente, o João Caçador. No caso do eB, podemos encontrar o toque e as imagens dos Bibos de Barrancos, incluindo o Zé Ramon, e os mais jovens, Marco Cardoso, o João Caçador e o Davide Cortegano.

capa do livro
do livro citado no texto, com o Bibo, António Torrado Rodrigues,
no Peditório de Santa Maria, Barrancos, Festas de 1961. 
Barrancos (1961) - o tamborileiro António Torrado Rodrigues, no peditório de 15 de Agosto (p. 129).
(Fonte: Dulce Simões)

De acordo com o levantamento do eB, de 2018, a Comissão de Festas de 1961 era constituída por: António Marques Sanches, (1º dta); Carlos Caçador Durão (1º dta do Bibo); Carlos Ramos Nazaré (à esq do fogueteiro, tio Perdigão); José Fernandes Bossa e Manuel Venegas Gala (com o guião).

terça-feira, 3 de março de 2020

II Ruta de los Refugiados/Rota dos Refugiados - de Jerez de Los Caballeros/Barrancos

A II Ruta de los Refugiados/Rota dos Refugiados - de Jerez de Los Caballeros/Barrancos, contou este ano com uma homenagem a Francisca dos Santos Agudo (Tia Xica Maruja), com deposição na sua campa de um ramo com 13 rosas. 
A rota, que decorreu no passado sábado, dia 29 de fevereiro, foi organizada por um grupo de amigos, jovens, netos de republicanos que teimam em não esquecer a repressão das ditaduras ibéricas e a solidariedade dos barranquenhos. Num tempo de desmemória e populismo a dinâmica destes jovens preenchem os vazios da indiferença e alimentam a esperança que o fascismo não Passará!
placa colocada no talude frente à ponte do Murtega (estrada da Pipa)
(Foto: Cortesia IS, 01-03-2020)

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

A Banda Filarmónica de Barrancos - tema de conferência em Aveiro

"A nossa música, o nosso mundo: bandas civis e vida social local" é o tema da Conferência Internacional, organizada pela Universidade de Aveiro e Instituto de Etnomusicologia: Centro de Estudos em Música e Dança em colaboração com a International Society for the Promotion and Research of Wind Music (IGEB), que vai decorrer de 10 a 12 de outubro de 2019
Na conferência participa a prof. Dulce Simões, desenvolvendo o tema sobre a Banda Filarmónica Barranquense.
Segundo a conferencista, as bandas surgiram associadas a uma dinâmica social urbana que estabeleceu ligações a géneros musicais populares e eruditos que se influenciaram mutuamente. O dualismo terminológico que demarcou a fonteira entre o estudo da “música popular” e da “música erudita”, baseado num paradigma essencialista da cultura, obstruiu o estudo de um objecto cuja dualidade [ou bipolaridade] representou um problema epistemológico. 
O carácter supostamente transgressor e promiscuo das práticas filarmónicas desafiou-me a analisar as bandas como meios de reprodução cultural e transmissão de tradições que preenchem imaginários musicais em diferentes contextos festivos, elegendo como objecto empírico a Banda da Sociedade Filarmónica Barranquense, fundada em 1899 na vila de Barrancos (Baixo Alentejo), situada na fronteira entre Portugal e Espanha. O paralelismo entre o lugar social e o objecto de estudo permite compreender que as fronteiras culturais e conceptuais não são muros intransponíveis, mas pontes que entrelaçam redes de relações sociais e práticas musicais atravessadas por experiências e expectativas de agentes que reformulam e revitalizam as bandas ao longo do tempo.
Ensaio para a Festa de Agosto, 2015
(Foto/Informação: aqui)

quarta-feira, 18 de julho de 2018

"O Emigrante" - 1º Prémio do Concurso de Cantares Alentejanos de Beja (1973)

"A 23 de Junho de 1973 o Grupo Coral da Casa do Povo de Barrancos venceu o 1º Prémio do III Concurso de Cantares Alentejanos de Beja, promovido pela Comissão Municipal de Turismo, com a moda “O Emigrante”, da autoria de Manuel Torrado Marcelo “Chicuelo”.
A moda, criada em 1972, expressa a experiência e os sentimentos do autor que nesse ano iniciou as campanhas de trabalho em França. Com formação musical e reconhecido como um dos melhores Altos da sua geração, “Chicuelo” foi autor de inúmeras modas que fizeram parte dos repertórios do Grupo Coral da Casa do Povo de Barrancos, e do Grupo Coral “Os Arraianos de Barrancos", formado em 1984.
O trabalho de pesquisa e edição foi realizado no âmbito do projecto de investigação “A cultura expressiva na fronteira luso-espanhola”, INET-md, FCSH NOVA, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT)."
In Dulce Simões

quinta-feira, 21 de junho de 2018

III Encontro de Grupos Corais em Barrancos

"O Encontro, que decorreu a 16 de junho, sábado, foi organizado pelo Grupo Coral Feminino “Vozes de Barrancos”, com o apoio da Câmara Municipal de Barrancos, para festejar o terceiro aniversário da formação deste grupo, dirigido pelo Mestre Domingos Rodrigues, coordenado por Leonor Burgos. 
Os grupos desfilaram pelas ruas da vila, desde o Miradouro até ao CineTeatro. O espetáculo abriu com a participação dos jovens cantadores do Grupo Coral “Moços da Aldêa” (Cabeça Gorda – Beja), seguido da atuação do grupo anfitrião. O Grupo Coral e Etnográfico Amigos do Alentejo (Feijó- Almada) que reúne cantadores de diversas localidades alentejanas (inclusive de Barrancos) homenagearam o autor e cantador barranquenho António Cumbreño (já falecido) interpretando uma das modas de sua autoria, que faz parte do vasto repertório original do cante alentejano em Barrancos. Entre as trocas de ofertas e de afectos seguiram-se as participações participação do Grupo Coral Feminino “As Escouralenses” (Évora), do Grupo Coral Feminino “Cantares de Aljustrel (Beja) e do Grupo Coral Feminino “Cantadeiras do Redondo”, que enriqueceram o seu repertório com as modas de baile, “as saias”, acompanhadas ao som do adufe, cruzando as fronteiras musicais do Alto Alentejo e Beira Baixa. O espetáculo encerrou com todas as cantadeiras e cantadores em palco, para cantarem “Ondiñas Verdes”, uma canção popular sem fronteiras, que foi interpretada em espanhol e português. 
A festa continuou depois do jantar, num animado convívio onde não faltou o bolo de aniversário e a espontaneidade do canto como expressão de fraternidade. "
(in, Dulce Simões,  projeto “A cultura expressiva na fronteira luso-espanhola"
Grupo Coral e Etnográfico Amigos do Alentejo (Feijó- Almada)
Grupo Coral Feminino “As Escouralenses” (Évora)
Grupo Coral Feminino “Cantares de Aljustrel"(Aljustrel) 
Coral “Moços da Aldêa” (Cabeça Gorda – Beja)
Grupo Coral Feminino “Cantadeiras do Redondo
Grupo Coral Feminino “Vozes de Barrancos”
encerramento do encontro no cineteatro
(Fotos: Dulce Simões, A cultura expressiva na fronteira luso-espanhola)
ver aqui o vídeo

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Investigadora Dulce Simões procura elementos sobre o cante alentejano em Barrancos

No âmbito do projecto de investigação "A cultura expressiva na fronteira luso-espanhola" a professora e investigadora Dulce Simões, amiga de Barrancos, tem estudado e acompanhado as actividades dos grupos corais da raia do Baixo Alentejo 
Do trabalho desenvolvido pela Dulce Simões destaca-se, para além de artigos publicados: 
- O Livro/CD "Luar da Meia Noite" (2017) do Grupo Coral Os Arraianos de Ficalho;
- O acompanhamento do Grupo Coral Feminino "Vozes de Barrancos" desde a sua formação em 2015;
- O registo audiovisual da Homenagem ao Cante Alentejano na ExpoBarrancos de 2015, na qual se estreou o Grupo Coral Misto "Filhos da Terra" coordenado por Carlinda Marcelo;
- Videoclips de duas modas do Grupo Coral Os Arraianos de Barrancos, com Barrancos és minha terra e Castelo de Noudar;
No âmbito do Plano de Salvaguarda da UNESCO é urgente recuperar a história e a memória do Cante Alentejano em Barrancos para as gerações futuras, por meio de entrevistas e pesquisa documental junto de cantadores dos grupos corais da Casa do Povo e dos Arraianos.  Para este trabalho, a investigadora parte de uma entrevista realizada em Junho de 2014 ao Mestre Chicuelo, recolhendo modas, fotografias dos grupos, noticias de imprensa, cartazes e documentos referentes à participação em diversos espectáculos. 
Para dar continuidade ao projeto, neste aso concreto sobre Barranco, a investigadora Dulce Simões solicita a colaboração de todos aqueles que queiram disponibilizar informação e documentação para esta história colectiva. O/a interessado, pode contactar diretamente a investigadora Dulce Simões, através do seu email mariadsimoes@gmail.com 
"Barrancos Canta", (s/d) do Grupo Coral da Casa do Povo de Barrancos


segunda-feira, 19 de março de 2018

Grupo Instrumental e Coral do NACB encerrou Encontro Internacional sobre Fronteiras

O Grupo Instrumental e Coral do Núcleo dos Amigos do Concelho de Barrancos, participou no encerramento do "Encontro Internacional Fronteiras e Topografias do Poder: culturas de raia e economias possíveis, entre discursos e práticas", que decorreu na FCSH, Lisboa, nos dias 15 e 16 de março.
A atuação do grupo, que decorreu na tarde de sexta-feira, dia 16, foi muito aplaudida pelo público presente, tendo merecido elogios de investigadores e conferencistas de diversas universidades portuguesas, espanholas e do Brasil. A alegria, o ritmo e as melodias, cantadas em barranquenho, em português, em espanhol, e em galego, contagiaram todos, que acompanharam o grupo, em quase todo o repertório.
Dulce Simões, uma das organizadoras, durante a apresentação do grupo
(para ver a reportagem completa, incluindo os vídeos da actuação, clicar
 aqui)

quinta-feira, 15 de março de 2018

Encontro Internacional - onde Barrancos será tema de debate (hoje e amanhã, em Lisboa)


Encontro Internacional Fronteiras e Topografias do Poder: culturas de raia e economias possíveis, entre discursos e práticas 
(ver programa completo e resumos)

O objectivo deste Encontro Internacional é partilhar o conhecimento produzido em vários projectos científicos levados a cabo na última década, que serviram para formar investigadores e divulgar os resultados das suas investigações em publicações que circulam no âmbito académico e fora dele. Constitui, portanto, o final de um caminho e uma abertura para novos modos de ver as fronteiras. Num longo passado, as populações que habitaram as fronteiras integraram redes informais, que competiam com o campo de actuação estatal, e desenvolveram modos de vida que incorporam identificações contraditórias, expressas numa vida local com uma mistura de traços culturais delineados de um e de outro lado da fronteira. 
A fronteira tem uma dimensão associada aos fluxos que a cruzam, dolorosos ou fruídos, entre o refúgio e o turismo, e remetem para culturas de orla, que enquadram o escapismo e a luta contra os Estados. As construções políticas e culturais centradas nos limites remeteram para a relação entre centros e periferias, assente em realidades complexas e multidimensionadas, que se articulam de forma diversa no espaço e no tempo, assumindo características específicas nos terrenos coloniais. O campo relacional fronteiriço, que compreende um conjunto de laços em que a economia local e as sociabilidades geradas se desenvolveram numa zona de influência complexa, comporta modos de vida que inserem a transgressão na rotina, em que a definição de uma identificação nacional integra um processo social contínuo de delimitação conjuntural dos amigos e dos inimigos. 
Os Estados-nação da modernidade dotaram-se de um conjunto de mecanismos destinados a garantir a sobreposição da lealdade a um centro, relativamente a outras mais localizadas. Por outro lado, as populações fronteiriças responderam com um conjunto de práticas possíveis, delineadas frequentemente a partir de uma cultura de resistência aos centros de poder. Desses cruzamentos, nas fronteiras ibéricas e em diálogo com outras fronteiras mundiais, fará eco este Encontro, que juntará em Lisboa investigadores que, de modo disperso, têm trabalhado sobre o tema.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Culturas de raia e economias possíveis - em Lisboa, a 15 e 16 de março

(nota: marco da fronteira de Barrancos/Encinasola)
.
Encontro Internacional Fronteiras e Topografias do Poder: culturas de raia e economias possíveis, entre discursos e práticas 
(ver programa completo e resumos)

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Encontro internacional "Fronteiras e topografias do poder"


Encontro Internacional Fronteiras e Topografias do Poder: culturas de raia e economias possíveis, entre discursos e práticas 
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Lisboa, 15 e 16 de Março de 2018
Auditório 1 - sala Multiusos 2

O objectivo deste Encontro Internacional é partilhar o conhecimento produzido em vários projectos científicos levados a cabo na última década, que serviram para formar investigadores e divulgar os resultados das suas investigações em publicações que circulam no âmbito académico e fora dele. Constitui, portanto, o final de um
caminho e uma abertura para novos modos de ver as fronteiras.

Organização: 
Instituto de História Contemporânea (IHC – NOVA FCSH) e Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança (INET-md – NOVA FCSH)

Comissão organizadora:
Paula Godinho (IHC), Dulce Simões (INET-md) e Maria Alice Samara (IHC)

Parcerias: 
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa / Universidad de Alcalá / Universidad Complutense de Madrid / Universidad de Extremadura / Universidad Pablo de Olavide, Sevilha / Universidad de Sevilla / Universidad de Vigo / Universidad del País Vasco / UNED - Universidad Nacional de Educación a Distancia / CIDEHUS - Universidade de Évora / Universidade do Minho / Centro de Linguística da Universidade de Lisboa / Grupo Instrumental e Coral do Núcleo dos Amigos do Concelho de Barrancos / Edições Colibri / FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Programa do Encontro
15 de março 2018
9h30 – Recepção aos participantes

Painel I - Falas da fronteira: culturas raianas e línguas em contacto
10h00 - Xosé Afonso Álvarez (Universidad de Alcalá), “Cultura raiana: uma visão desde a documentação linguística”.
10h20 - Fernando Brissos (Universidade de Lisboa), “Fronteira política e história da língua: o caso do sueste da Beira / noroeste da Extremadura espanhola”.
10h40 - Juan M. Carrasco González (Universidad de Extremadura), “Variedades fronteiriças entre Espanha e Portugal”.
11h00 – Maria Filomena Gonçalves (CIDEHUS - Universidade de Évora) e María Victoria Navas (Universidad Complutense de Madrid e Centro de Linguística da Universidade de Lisboa), "O barranquenho, língua de contacto: caracterização e problemas actuais".
11h20 – Debate
11h40 - Pausa / Café
12h00 - Conferência: Heriberto Cairo Carou (Universidad Complutense de Madrid), "Procesos de identificación y transfronterización en la raya ibérica".
12h40 - Debate
13h00 - Almoço

Painel II - Viver da fronteira: economias possíveis, entre culturas de orla, processos patrimonialização e turistificação
14h00 - César Rina (Universidad de Extremadura), “Levantar ou derrubar a fronteira? A articulação do espaço peninsular no séc. XIX”.
14h20 - Paula Godinho (IHC e NOVA FCSH), “Estratégias possíveis e a fronteira como recurso: contrabando, velhos quotidianos e novas modalidades emblematizantes”.
14h40 – João Baía (ICS - Universidade de Lisboa), "(I)mobilidades e transformações das redes transfronteiriças numa zona raiana".
15h00 – Iva Pires (Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais, NOVA FCSH), “Viver a Fronteira: Mobilidade da mão-de-obra na Euroregião Galícia-Norte de Portugal”.
15h20 – Luís Cunha (Universidade do Minho), “O local e o global: a memória da fronteira e a sua patrimonialização”.
15h40 - Javier Hernández-Ramírez (Universidad de Sevilla), "Turismo, gobernanza y patrimonialización de la frontera en el Bajo Guadiana".
16h00 - Debate
16h20 – Pausa / Café
17h00 – Conferência: María Lois (Universidad Complutense de Madrid), “Patrimonio, turismo, gastronomía y folclore: la cooperación transfronteriza como política escalar en la Raya hispano-portuguesa”.
17h40 – Debate 
18h00 – Encerramento

16 de março 2018
Painel III - Topografias do poder
09h30 - Enrique Varela Álvarez (Universidad de Vigo), “La frontera en el centro de la posverdad política”.
10h00 - Aitzpea Leizaola: (Universidad del País Vasco UPV/EHU), “La frontera como lugar de materialización del Estado-nación. El caso de la frontera hispano francesa en el País Vasco”.
10h20 – Rui Mateus Pereira (IHC e NOVA FCSH), “Fronteiras Coloniais e Etnicidade: resistência e nacionalismo”.
10h40 – Cristina Santinho (CRIA - Centro em Rede de Investigação em Antropologia, ISCTE-IUL), "Os refugiados ‘retomados’. Cruzando fronteiras de despertença".
11h00 – María García (UNED - Universidad Nacional de Educación a Distancia), “Refundaciones transfronterizas del partido comunista en el exilio. España-Portugal, 1940”.
11h20 – Debate 
11h40 – Pausa / Café 
12h00 - Conferência: José María Valcuende del Río (Universidad Pablo de Olavide), “Frentes de expansión y fronteras externas en la Amazonia peruana”.
12h40 – Debate 
13h00 - Almoço

Painel IV: A fronteira que se escreve
14h00 – Heriberto Cairo (coord.): Rayanos e Forasteros. Fronterización e Identidades en el Límite HispanoPortugués. Madrid: Plaza y Valdés, 2018.
14h20 - Paula Godinho: O Futuro é para Sempre. Experiência, expectativa e práticas possíveis, Lisboa: Letra Livre, 2017.
14h40 - César Rina Simón (Ed.): Procesos de nacionalización e identidades en la península ibérica. Cáceres: Universidad de Extremadura, 2017. eBook / Online.
15h00 - María Lois: Construir Galicia(s): lugar, elecciones y política nacionalista. Trama Editorial, 2016.
15h20 - Enrique José Varela Álvarez e Celso Cancela Outeda (coords.): Las Fronteras ante sus Espejos. Relatos Transfronterizoa sobre Europa, América y el Magreb. Andavira, 2016.
15h40 - Luís Silva: Identidade Nacional. Práticas e Representações Junto à Fronteira no Guadiana. Lisboa: ICS, 2016.
16h00 – Dulce Simões: A Guerra de Espanha na Raia Luso-Espanhola: resistências, solidariedades e usos da memória, Lisboa: Edições Colibri, 2016.
16h20 - María Victoria Navas: O Barranquenho Língua, Cultura e Tradição. Lisboa: Colibri, 2017.
16h40 – Pausa / Café
17h00 – Dulce Simões (INET-md, NOVA FCSH), “Práticas musicais transfronteiriças na raia do Baixo Alentejo”.
17h20 - Actuação do Grupo Instrumental e Coral do Núcleo dos Amigos do Concelho de Barrancos.
18h00 - Encerramento


 (Mais informação aqui)

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Cantar no Alentejo - lançamento do livro na Casa do Alentejo

Este livro coordenado por Maria do Rosário Pestana e Luísa Tiago de Oliveira, com prefácio de Salwa Castelo-Branco, partiu de uma Conferência realizada no âmbito das Festas do Cante em Monsaraz, em 2015, que reuniu estudiosos de diferentes áreas disciplinares (Antropologia, Etnomusicologia, História e Sociologia), cantadores e outros protagonistas do cantar no Alentejo. Nessa linha, o livro aborda o cantar no Alentejo na oscilação entre o conhecimento académico sobre os processos que codificaram, deram sentido e textualizaram um determinado conjunto de sons como “música alentejana” e a experiência vivida de cantar, ouvir e ser ouvido no Alentejo. 
O livro abre com um preâmbulo, contextualizador dos assuntos em análise, assinado pela etnomusicóloga Salwa Castelo-Branco, sucedido por capítulos escritos por Fernando Oliveira Baptista, Ema Pires e Daniel Rodrigues, Dulce Simões, Susana Mareco, Maria José Barriga, Maria do Rosário Pestana, Luísa Tiago de Oliveira e Paulo Ferreira da Costa. A segunda parte do livro consta de uma mesa-redonda, marcada pela espontaneidade e pela multiplicidade de perspectivas, com intervenções de cantadores, de decisores e de alguns dos autores anteriores. 
Neste debate, moderado por Jorge Freitas Branco, participaram Ana Paula Amendoeira, Anabela Caeiro, António Caixeiro, David Pereira, Dulce Simões, Joaquina Margalha, José Pedro Fernandes, José Pereira, Luís Caixeiro, Luís Filipe Marcão, Maria Antónia Zacarias, Maria José Barriga, Paulo Costa, Pedro Mestre, Maria do Rosário Pestana, Serafim Silva e Susana Mareco. No seu conjunto, o livro permite uma abordagem nova e multi-situada da questão da terra, da memória e do património que, hoje, se encontram numa encruzilhada.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

"A guerra de Espanha na raia luso-espanhola – Memórias, Resistências e Solidariedades” - edição portuguesa apresentada em Barrancos

O Salão Nobre dos Paços do Município de Barrancos encheu para assistir à apresentação do livro “A guerra de Espanha na raia luso-espanhola – Memórias, Resistências e Solidariedades”, da autoria da professora e antropóloga, Dulce Simões, pela professora  Paula Godinho   (IHC-FCSH/NOVA).
Esta obra, revista e melhorada, resultou de uma tese doutoral em antropologia (editado pela Diputacion de Badajoz, em 2013) que oferece uma nova realidade empírica sobre as resistências à dominação e as solidariedades, e como estas se entre cruzam com a soberania dos Estados, em particular com as ditaduras ibéricas dos anos de 1930, num espaço fronteiriço (entre Barrancos, Encinasola e Oliva de la Frontera) dominado por diversos fluxos durante e após a guerra civil espanhola.
A apresentação do livro estava integrada no âmbito das Jornadas das "Memórias da Guerra de Espanha na fronteira do Baixo Alentejo - 80 anos depois", organizadas pelo Município de Barrancos (dia 8 de outubro), em parceria  com o Ayuntamiento de Oliva de la Frontera (dia 9 de outubro), com o apoio do PNN.
A data, 8 de outubro, celebra o 80º aniversário da partida de 1020 refugiados republicanos, acolhidos nas herdades da Coitadinha e das Russianas em Barrancos, para Tarragona (Catalunha), no qual também participou o tenente António Augusto de Seixas, que conduziu uma das várias camionetas fretadas para o efeito.
capa do livro disponível para venda,
no Posto de Turismo de Barrancos
António Tereno, presidente da CMB, tendo ao seu lado Paula Godinho (esq)
e Dulce Simões (dt), durante a apresentação do livro
António Tereno, com Dulce Simões, a autografar o livro
pormenor do salão da CMB
Dulce Simões
Familiares das pessoas que "ajudaram a Dulce, a fazer o livro",
aos quais a autora agradeceu oferecendo um exemplar
Fotos: HC/DS, 08-10-2016
resumo das jornadas em Barrancos

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Jornadas - "Memórias da Guerra de Espanha - 80 anos depois (1936/2016)" - dias 8 e 9 de outubro

clicar sobre a imagem para ampliar

A guerra civil de Espanha (1936-1939) resultou de um golpe militar contra o governo democrático da II República, e transformou-se num conflito à escala internacional que trespassou a fronteira portuguesa. No concelho de Barrancos, na raia do Baixo Alentejo, ocorreram dois dos maiores fluxos de refugiados espanhóis, cujo acolhimento legitima a construção de uma memória social alicerçada na resistência e na solidariedade. O apoio de Salazar a Franco e a memória da repressão e do genocídio espanhol justifica o propósito destas Jornadas, que questionam o passado a partir do presente, para a construção de um futuro de liberdade, igualdade e solidariedade.

“A memória, onde cresce a história, que por sua vez a alimenta, procura salvar o passado para servir o presente e o futuro. Devemos trabalhar de forma a que a memória coletiva sirva para a libertação, e não para a servidão dos homens (Jacques Le Goff)

domingo, 2 de outubro de 2016

Apelo da profº Dulce Simões, autora do livro "A guerra de Espanha na raia luso-espanhola".

"Estimadas(os) amigas(os), 
No dia 8 de Outubro (sábado) apresento em Barrancos a versão portuguesa (revista) do livro publicado pela Diputación de Badajoz em 2013. Este livro resulta das minhas permanências em Barrancos, de muitos meses em arquivos, e das memórias de muitas pessoas. Sem elas não seria possível realizar este trabalho, e a única forma de lhes agradecer é oferecer-lhes um livro. As pessoas que entrevistei em Espanha, e algumas em Barrancos, já receberam um exemplar da edição espanhola, mas ainda faltam muitos(as) barranquenhos(as). Alguns que vou nomear poderão ter falecido, ou estão fisicamente debilitados. Por isso, agradeço que um dos descendentes venha receber um livro que permite conhecer melhor as ideias e as lutas dos seus familiares, sobre um dos períodos mais negros da História. 
Por ordem alfabética passo a nomear as pessoas (ou seus familiares) a quem gostaria de oferecer o livro:

Agostinho Gavino Carvalho
Andreia Jorge Pica (falecida, agradecia presença de familiar)
António Bossa Borralho (familiar)
António Segão Caeiro (familiar)
Carlos Gonçalves Caçador (familiar)
Clemente Pires Marques (familiar)
Domingos Burgos Caiadas
Domingos Ortega Cláudio (familiar)
Frederico Ramires Garcia (familiar)
José Augusto Garcia Fialho (familiar)
José Gaspar Guerreiro (familiar)
José Lopes Ângelo (familiar)
Manuel Durão Nunes (familiar)
Manuel Torrado Guerreiro (familiar)
Manuel Pão-Duro Cortegano
Manuel Ramiro da Silva
Maria Bárbara Rato (familiar)
Maria Cármen Figueiredo (familiar)
Maria das Dores Ortega Raio
Maria Domingas Nunes Caçador
Maria José Caçador Bergano
Maria dos Remédios Ramos (familiar)
Maria Teresa Ramires Garcia
Nelson José Costa Berjano

Muito grata pela atenção que possam dar a este pedido, espero por si (ou familiar) no Salão Nobre da Câmara Municipal. Dulce Simões, no próximo dia 8 de outubro, às 12h00."
Convite/lançamento do livro da Profª Dulce Simões em Barrancos