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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Subsídios para a história de Barrancos - A abertura da fronteira Barrancos/Encinasola (1993)

“… as correntes que impediam a circulação entre os dois povos, foram retiradas do lado de Espanha às 23h00 do dia 9 (de janeiro de 1993), logo após a comunicação telefónica das autoridades superiores. (…) Do lado de Portugal, seria às 8h00 do dia 14 (de janeiro), após diligências do presidente da Câmara Municipal de Barrancos (António Semedo Guerra).
(…) 
Por enquanto a fronteira está aberta das 8h às 24h00, com controlo da Guarda Fiscal do lado de Portugal, porque do lado de Espanha a Guardia Civil desapareceu dali por completo. (…) Só a partir de agosto (1993) é que a fronteira ficará aberta, 24 horas, sem qualquer controlo.” 
(in Luzeiro, fevereiro 1993 - Imagens 1 e 2 abaixo)
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Do lado de Barrancos, a abertura da fronteira ocorreu a 9 de janeiro, quando o presidente da Câmara Municipal, António Guerra, falecido em maio de 2001, confirmada  a autorização ministerial dos dos países, acompanhado de vários barranquenhos e do Alcalde de Encinasola, António Torreon, arrancou os postes que seguravam as correntes que simbolicamente marcavam a fronteira de Barrancos/Encinasola. Neste dia histórico, abriu-se a fronteira, mas a festa que juntaria os dois povos (Barrancos/Encinasola) só iria decorrer a 23 de janeiro de 1993. (Imagem 3 abaixo)
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Quem tem menos de 25 anos não sabe que a fronteira só abria nos períodos festivos e encerrava sempre à meia noite. Na Páscoa, dia de Flores, Festas de Barrancos, Festas de Encinasola/Oliva de la Frontera e Natal, e pouco mais. Na passagem pelos dois postos fronteiriço era registada a matrícula da viatura e o número de ocupantes. Os menores de 18 anos tinham de apresentar uma declaração de autorização dos pais, cujos termos  e condições, para simplificação, era passada na antiga Secretaria da Câmara Municipal (hoje divisão administrativa e financeira)! Para os rapazes, com menos de 21 anos, era obrigatória a apresentação da licença militar!
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Há algum leitor que possa continuar a notícia (história)!
Imagem 1-2: Reportagem do "Luzeiro", fevereiro de 1993
Imagens: 3-4

quarta-feira, 1 de julho de 2020

A (re)abertura da fronteira de Barrancos/Encinasola

Hoje, 105 dias depois, mas ainda não livres da pandemia COVID 19, reabriu a fronteira de Barrancos/Encinasola.
Para o celebrar o eB republica as imagens da antiga fronteira, 1980, aberta com a adesão dos dois países ibéricos à então CEE, hoje União Europeia, "às 23h00 do dia 9 de janeiro der 1993".
Arquivo fotográfico - Diário do Alentejo, 1980

sábado, 13 de fevereiro de 2021

Fronteira de Barrancos/Encinasola - com horário de tarde antecipado (passa para as 17h00 - 19h00)

A partir de dia 15, segunda-feira, a passagem nas fronteiras de Monção, Miranda do Douro, Termas de Monfortinho, Marvão, Mourão e Barrancos vai ter novos horários. 
O Governo decidiu alterar os horários dos Pontos de Passagem Autorizados (PPA) em seis das fronteiras com Espanha e vai abrir mais dois. A medida entra em vigor na próxima segunda-feira, dia 15 de fevereiro. 
Em comunicado, o Ministério da Administração Interna adianta que as passagens de Miranda do Douro, Termas de Monfortinho, Mourão e Barrancos, ficam com horário antecipado, mas só da parte da tarde. No caso, continua a ser possível circulações autorizadas entre as 7h00 e as 9h00 da manhã, e das 17h00 às 19h00 no final do dia (era 18h00-20h00).
Marvão sai da lista dos PPA permanentes, e passa a estar aberta nos dias úteis entre as seis da manhã e as 20 horas, sem interrupções. 
As fronteiras de Valença, Vila Verde da Raia, Quintanilha, Vilar Formoso, Caia, Vila Verde de Ficalho e Castro Marim vão permanecer abertas 24 horas por dia, sete dias por semana.
fronteira Barrancos/Encinasola
(Foto: Arquivo, eB, 01-02-2021)

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Energúmenos assaltam, destroem e assustam a população de Barrancos

Dois apartamentos e uma moradia isolada, situados na zona da Agarrocha (perto da Galp), foram assaltados ao princípio da noite de sábado, dia 1 de outubro, com destruição de portas, janelas e vandalismo interior, com recurso a uma sachola encontrada nas imediações.
A GNR tomou conta das ocorrências, selando provisoriamente os locais para não contaminação das provas até à chegada da brigada de investigação criminal, na manhã do dia 2, domingo.
A onde de assaltos e vandalismo registada nas últimas semanas - um monte (5 de setembro), duas moradias geminadas (dia 10), a burla com notas falsas de euros  (dia 26), a que se junta este triplo assalto do dia 1 - tem gerado um clima de medo e de alarme social entre a população de Barrancos, sobretudo na mais idosa e vulnerável, que ainda costumava "deixar a porta aberta".
A frequência destes acontecimentos, mas sobretudo o padrão de atuação (casas vazias ou supostamente desocupadas), poderá indiciar que tenha havido apoio logístico local, para vigilância/controlo das zonas.
Enquanto zona de passagem/fronteira aberta, Barrancos pode constituir uma zona privilegiada para a atuação de gangues/grupos criminosos organizados, que podem (ou não) ter colaboração local, carecendo de uma intervenção preventiva das autoridades policiais. A visibilidade das autoridades, no caso da GNR, constitui uma estratégia de dissuasão, que deve ser valorizada e reforçada.
Posto da GNR de Barrancos - Foto: eB, 04-10-2016

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

A extinção do Posto de despacho de Barrancos

O posto de Despacho de Barrancos, que substituiu a delegação da alfandega, que em tempos funcionou na rua do Cerro, frente ao café TOP, e depois foi transferido para o antigo posto da Guarda Fiscal, na rua Dr. Filipe figueiredo, foi extinto pela Portaria nº 419/93, de 21/4.
Recorde-se que a "nossa" fronteira estava aberta desde 9 de janeiro de 1993, depois da festa entre as populações de Barrancos e Encinasola, tendo o controlo sido reposto por ocasião da Cimeira da Nato, entre 16 e 20 de novembro de 2010.
Rua do Cerro, Barrancos
(Foto: Google mapas)