| Reportagem DN, 08-12-2013 |
| Mapa da água |
| Ranking do preço baixo (água), com Barrancos em 2º lugar |
| Ranking da fatura (água+saneamento+lixo), com Barrancos na 10º posição |
| Infografia dos serviços básicos (DN) |
| Reportagem DN, 08-12-2013 |
| Mapa da água |
| Ranking do preço baixo (água), com Barrancos em 2º lugar |
| Ranking da fatura (água+saneamento+lixo), com Barrancos na 10º posição |
| Infografia dos serviços básicos (DN) |
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| Imagem 1: Mapa de tarifário |
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| Imagem 2: Simulação para Barrancos |
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| Imagem 3: Tarifário de Barrancos |
A consulta pública do regulamento municipal do serviço de saneamento e águas residuais, do serviço de abastecimento de água e do serviço de gestão de de resíduos urbanos, continua até 24 de setembro.
O Ministro do Ambiente, "apadrinha" esta quinta-feira, 13, a cerimónia de assinatura do contrato de parceria pública entre o Estado e os municípios do Alentejo para a exploração e gestão do Sistema Público de Parceria Integrado de Águas do Alentejo.
A parceria envolve os municípios de Alcácer do Sal, Aljustrel, Almodôvar, Alvito, Arraiolos, Barrancos, Beja, Castro Verde, Cuba, Ferreira do Alentejo, Grândola, Mértola, Montemor-o-Novo, Moura, Odemira, Ourique, Santiago do Cacém, Serpa, Vendas Novas, Viana do Alentejo e Vidigueira.
Nos termos deste protocolo, os serviços de abastecimento de água para consumo público e de saneamento de águas residuais destes 21 municípios “vão ser geridos de forma integrada, através de uma empresa conjunta”, numa parceria que decorrerá ao longo de 50 anos.
O objectivo da parceria, será “melhorar substancialmente a qualidade, a continuidade e a eficiência dos serviços públicos de abastecimento de água e de saneamento de águas residuais em alta, no sentido da protecção da saúde pública, do bem-estar das populações, da protecção do ambiente e da sustentabilidade económico-financeira do sector, contribuindo ainda para o desenvolvimento regional e o ordenamento de um território que corresponde a cerca de 18% da área de Portugal continental”.
Fonte: www.radioplanicie.com/gestao/noticias/index_noticias.php?noticia=1358
"Citando
Jaime Salter, escritor: A vida passa e o homem olha para ela reconstruindo-a
com a memória.
Tomando
esta frase, passo a descrever mais um contributo, que me vem à memória, desta
vez sobre salubridade pública.
O
saneamento básico está relacionado com a prevenção e controlo de doenças
transmissíveis, diretamente confrontado com os elementos básicos (ar, água,
alimentos, etc.); qualidade do que é saudável e higiénico; conjunto das
condições favoráveis à saúde.
Não
é fácil, nos tempos que correm, alguém (chegado exausto a casa, depois de um
dia de trabalho) imaginar querer tomar um duche ─ ou defecar ─ e não ter instalações
sanitárias para o fazer. Dir-se-ia: nem passa pela cabeça dos mais distraídos.
Porém, este martírio aconteceu. Nem sempre houve essa regalia na nossa terra,
bem como nas províncias deste país, à
exceção das grandes cidades, que cedo possuíram este bem.
Em
Barrancos até à década de 1960 inclusive, pouco ou nada se respeitou aquele
princípio, pelo então Estado Novo. Senão vejamos: para melhor entendimento dividi
os habitantes em três classes sociais.
Os
primeiros desfrutavam de condições sanitárias suficientes para possuírem casas
de banho com banheira ou chuveiro, com água acarretada pelos criados. Algumas
das casas dos segundos, tinham também condições, mas, nem todos tinham casa de
banho. E os pobres, nada tinham. Uns pela exiguidade da habitação. Outros por
força das condições do terreno eram impedidos de ter os esgotos ligados à
diminuta rede de escoamento existente na vila. A higiene, a que qualquer ser
humano tem direito, não estava acessível a todos. Algumas casas, poucas, tinham
atrás da porta de entrada um cano que era ligado a uma fossa séptica (a maioria
nem sabia o que era) que algum vizinho, dono de curral confinante à casa,
autorizava a ligação. A população pobre, (face às dificuldades com que deparava,
com os parcos soldos que usufruía, quando usufruía) não possuía dinheiro para
se poder ligar ao sistema público. Sem esgotos, não tinham outros meios senão
utilizarem bacios ou latas para defecar e outras necessidades. Banhos,
utilizavam uma paneira (recipiente em zinco) ou alguidar e aí faziam a sua
higiene, porque água canalizada, nem sonhar. Mas, pergunta-se: Onde depositavam
as pessoas os dejetos? Pergunta pertinente. Resposta difícil.
Na
periferia da vila, muito próximo das habitações. Algumas ruas com casas de um
lado e lixeira do outro. Existiam estrumeiras a céu aberto que recebiam todos
os excrementos (humanos e de outros animais) e lixos de toda a natureza.
Expostas a contaminações de toda a espécie sem que houvesse solução para a
eliminação deste mal. Como os animais de carga (cavalar, muar e asinino)
predominando os últimos, as ruas eram varridas por gente que apanhava o estrume
dos animais que defecavam, no trajeto de e para as casas, ficando as ruas
limpas sem qualquer custo para o erário público. Para a deposição deste estrume,
estas pessoas tinham estrumeiras fora da vila que vendiam na época da
fertilização das terras.
Entretanto,
nas casas exíguas e nalgumas dos menos abastados, também existiam cabanas para
os animais citados. Utilizavam a porta principal em virtude de não possuírem
saídas para outras ruas que dessem acesso aos quintais, logo, às cabanas. Pela
única porta, entravam e saiam. Além de os animais, as brasinas (género de
alcofa em malha de cordel) com palha; lenha; fenos para alimentação dos
animais; estrume; etc. tudo passava pelo corredor da casa.
Casas
havia, dos mais desfavorecidos, que tinham galinhas para alimentação da
família, que andavam todo o dia na rua. Bicando aqui e ali até à tardinha que
se recolhiam no quintal ou cabana.
Felizmente hoje temos todas as condições de
salubridade pública necessárias, ainda que, como consta nos censos de 2001,
houvesse 20 alojamentos sem retrete e 98 sem banho ou duche. Pelo feito, congratulamo-nos
com este bem e com a água canalizada, que o 25 de Abril de 1974 nos trouxe.
Sim, porque foi após o advento desta data que as Câmaras começam a receber
transferências da Administração Central para obras destinadas à salubridade pública.
Sem
saudosismo, considero ser de alguma importância citar: olhar o presente,
pensando no futuro sem esquecer o passado.
Barrancos,
28/02/2021 – ass) José Peres Valério"
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| Remodelação das condutas de água de Barrancos Foto: Arquivo, eB) |
| Foto: daqui |
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| Recolha do Lixo, Barrancos (Foto: Arquivo, eB, maio 2015) |
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| Foto: Arquivo, eB, 31-12-2015 |
A Associação de Defesa do Consumidor DECO divulgou, recentemente, o resultado da análise realizada às faturas da água de todos os municípios do país.
A fatura da água tem indexadas as tarifas dos serviços de abastecimento de água, de saneamento e de resíduos sólidos urbanos (RSU), estas duas últimas calculadas em função do consumo de água. No comunicado divulgado, a DECO, alerta para as discrepâncias nos preços indexados à fatura da água entre concelhos, que chegam aos 400 euros anuais.
De acordo com os dados da DECO, citados pelo Digital.pt, em 14 entidades gestoras do distrito de Beja, os barranquenhos pagam a 3ª "água" mais barata, para 120 m3/ano (169,68 euros) e a 4ª (277,73 euros), para 180 m3/ano.
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| Paços do Município de Barrancos. Foto: eB, 03-12-2015 |
Nada que não soubesse qualquer cliente de água, por exemplo de Barrancos! Mas, dito pelo vice-presidente da CCDR Alentejo, Aníbal Costa, tem outro peso: (...) As entidades públicas têm também que se entender no que à aposta na melhoria das envelhecidas redes de distribuição de águas, diz respeito. Não é aceitável que continuemos a perder 30, 40 ou mesmo 50% da água por via de um muito deficiente estado de instalações de distribuição de água (que na maior parte dos casos têm quase 50 anos e noutras localidades de maior dimensão 70 ou mais!). Deverá existir uma aposta (que terá que ser financiada por várias formas) neste domínio, o quanto antes. (...)
A dúvida está em saber quem paga, e quando começa a obra, porque Portugal está com uma década de atraso. No caso de Barrancos, o PERU/PARU, iniciado em 2016, já contempla remodelações de condutas distribuidoras ao mesmo tempo que promove a regeneração urbana. Mas não parece que seja suficiente.
Deve aqui, neste processo, tal como sugerido pelo dirigente da CCDR Alentejo, ser criado, urgentemente, um programa financeiro de âmbito nacional destinado à substituição (remodelação) dos sistemas de redes de distribuição domiciliária de água, com a consequente redução de perdas.
As perdas, são outro problema que poucos Municípios monitorizam, que nalguns sistemas de distribuição chegam a ser superior a 50%, segundo a entidade reguladora (ERSAR). Ou seja, nestes casos, um Município/Entidade Gestora compra 10 m3 de água, mas não consegue faturar mais de cinco m3! Os outros cinco, ficam perdidos na rede, com custos para os contribuintes!