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segunda-feira, 9 de maio de 2016

O "declínio do montado" está hoje em debate em Barrancos

Estão hoje reunidos em Barrancos mais de uma centena de especialistas, investigadores, outros técnicos e interessados em encontrar uma solução para o problema que atinge o montado, cujo desaparecimento terá efeitos catastróficos a nível ecológico, económico e social, ainda não calculados.
Com este "encontro" pretende-se fazer uma abordagem às problemáticas do declínio dos montados, da degradação da terra e da desertificação nos contextos edafo-climático e socioeconómico da região, com particular atenção aos factores de degradação do solo e do arvoredo (designadamente práticas e técnicas culturais desadequadas, agentes bióticos e abióticos e outras ameaças e constrangimentos) bem como com enfoque especial nas boas práticas de gestão em montados de azinho.
Para o efeito, a jornada contemplará uma sessão teórica e uma visita de campo.  Durante a manhã, no auditório municipal,  será feito o enquadramento teórico nos processos de degradação da terra / desertificação / declínio do montado, a apresentação do inventário da mortalidade da azinheira efectuado pela Universidade de Évora para o ICNF e a abordagem de causas e fatores de declínio e mortalidade, das pragas e doenças no montado e das boas práticas na gestão de pastagens e conservação do solo.
Da parte da tarde, no PNN, decorrerá uma sessão de cariz mais prático, com visita de campo, à Herdade da Coitadinha, na qual se pretende mostrar alguns dos aspectos referidos durante a manhã e evidenciar os desafios da gestão do montado e da aplicação de boas práticas.
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Em Barrancos, Capital do Presunto, proveniente de porco de montanheira, a agenda dos trabalhos de hoje é muito preenchida:
Parte da manhã:
9h00 - Auditório municipal - receção dos participantes
9h30 - Abertura dos trabalhos e boas-vindas, pelo Presidente da Câmara Municipal de Barrancos, António Tereno, pelo Diretor do Departamento de Conservação da Natureza e Florestas do Alentejo (ICNF/Alentejo), Pedro Rocha e o Diretor do Ponto Focal Nacional da Convenção da ONU de Combate à Desertificação, Lúcio do Rosário.
10h00 - Início dos trabalhos, tendo como moderador Nuno Lecoq (ICNF):
     - Lúcio do Rosário e Sebastião Maio (ICNF): "A degradação das terras - o montado e o combate à desertificação"
     - Nuno Ribeiro Cati Dinis e Constança Alves (UE): "Resultados do inventário nacional de mortalidade de azinheira na fotografia aérea digital 2004/2006 - Causas e fatores de declínio e mortalidade"
11h00  - pausa para café 
11h15 - Reinício dos trabalhos
     - Ricardo Freixial (UE): "Boas práticas na gestão de paisagens e conservação de solos"
     - Pedro Naves (INIAV): "Pragas do montado de sobro e azinho"
12h15 - Debate
13h00 - Almoço livre
Parte da tarde
14h00 - Partida para o Parque Natureza de Noudar (PNN) - concentração junto à estação GALP
14h30 - Visita de campo - Parque Natureza de Noudar (herdade da Coitadinha)
     - José Carlos Ruivo: "Boas-práticas nas gestão do montado - Parque Natureza de Noudar"
16h30 - Auditório do PNN
     - Diogo Nascimento e José Carlos Ruivo (EDIA): "O montada na herdade da Coitadinha - ameaças e perspetivas"
        - Apresentação da publicação "Inventário nacional de mortalidade de azinheira na fotografia aérea digital 2004/2006 - Causas e fatores de declínio e mortalidade"
17h30 - Encerramento (CMB, ICNF e EDIA)

sexta-feira, 13 de maio de 2016

O Encontro sobre o Declínio do Montado (Barrancos, 9 de maio) – foi encontro de sucesso

No encontro, que decorreu no auditório municipal de Barrancos, dia 9 de maio, segunda-feira, estiveram reunidos mais de 135 especialistas, investigadores, técnicos, empresários e proprietários agrícolas de quase todo o País, interessados em conhecer e encontrar uma solução para o problema que atinge o montado de sobro e azinho, cujo desaparecimento terá efeitos catastróficos a nível ecológico e socioeconómicos, ainda não calculados.
A mesa de abertura, presidida pelo Presidente da Câmara Municipal de Barrancos, António Tereno, contou com a presença do Diretor do Departamento de Conservação da Natureza e Florestas do Alentejo (ICNF/Alentejo), Pedro Rocha e o Diretor do Ponto Focal Nacional da Convenção da ONU de Combate à Desertificação, Lúcio do Rosário.
A jornada de trabalho, tendo como moderador, Nuno Lecoq (ICNF), começou cerca das 10h00 com as apresentações de estudos científicos e de investigação sobre a problemática.
No primeiro painel, Lúcio do Rosário e Sebastião da Maia (ICNF), fizeram a apresentação do estudo “A degradação das terras - o montado e o combate à desertificação", seguidos de Nuno Almeida Ribeiro, Cati Dinis e Constança Alves (Universidade de Évora), com os "Resultados do inventário nacional de mortalidade de azinheira na fotografia aérea digital 2004/2006 - Causas e fatores de declínio e mortalidade".
Depois da pausa para o café, os trabalhos continuaram com Ricardo Freixial (Universidade de Évora) nas "Boas práticas na gestão de paisagens e conservação de solos", e finalmente o Pedro Naves (INIAV) com "Pragas do montado de sobro e azinho".
No final de cada painel seguiu-se um período de debate com muitas intervenções do público, tendo sido suscitadas várias questões, entre as quais as relacionadas com as práticas culturais associadas às alfaias e as imposições regulamentares em matéria florestal, que necessitam de uma urgente revisão. Foi também levantada pelos participantes, quer pelo Presidente da CMB quer ainda por empresários agrícolas, a necessidade - “apontada como emergência” - de renovação do montado, com novas plantações, bem como de criação de uma linha de financiamento para esta fileira florestal.
Da parte da tarde, os trabalhos recomeçaram por volta das 16h00, sob a responsabilidade de Diogo Nascimento, da EDIA, que ao longo do caminho do Parque Natureza de Noudar – em quatro “estações” (paragens) até ao castelo de Noudar - foi fazendo uma demonstração in situ do resultado das práticas florestais da herdade da Coitadinha, desde 1997, tendo como objeto evidenciar os desafios da gestão do montado e da aplicação de boas práticas.
O encontro terminou no auditório do Monte da Coitadinha (PNN), eram cerca das 20h00, com a apresentação do "Inventário nacional de mortalidade de azinheira na fotografia aérea digital 2004/2006 - Causas e fatores de declínio e mortalidade", pelo professor Nuno Ribeiro de Almeida, da Universidade de Évora, que brevemente será disponibilizado em formato pdf no sítio eletrónico do ICNF, estando no prelo a edição em papel.
As conclusões do encontro, que serão elaboradas pelo moderador, Nuno Lecoq (ICNF), com o apoio da equipa da organização, serão divulgadas publicamente e enviadas às autoridades nacionais: Governo (ministro da Agricultura) e Assembleia da República, através da sua Comissão de Agricultura, que manifestou interesse no encontro, e à Comissão Europeia.
mesa da abertura
painéis da manhã
visita de campo pelo Parque Natureza de Noudar
visita ao castelo de Noudar
apresentação final (tarde) - auditório PNN
(Fotos: eB, 09-05-2016

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O montado de azinho de Barrancos está doente

A destruição do montado de azinho, já aqui referida, é algo preocupante e que se agrava com o decorrer dos anos. Quem anda pelos campos de Barrancos, circula nas estradas ou caminhos rurais, provavelmente deve ter reparado no elevado número de azinheiras com ramos castanhos, outras secas e muitas com o tronco marcado, para abate.
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As causas da degradação do montado de azinho poderão ser muitas e variadas, mas duma coisa não se pode esquecer o barranquenho: o desaparecimento do montado (e do seu ecossistema) terá, entre outras, implicações ambientais, sociais e económicas gravíssimas, em especial para a produção do presunto de Barrancos DOP,  cuja marca Barrancos Capital do Presunto se está a  reforçar e valorizar no mercado nacional e internacional.
Montado de azinho doente, algures nos campos de Barrancos. Foto: eB, 04-12-2013

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

Uma mina contra o montado e a vida neste ...

 A propósito do projeto mineiro de Valdegrama, abaixo se publica o artigo conjunto de António Eloy, Félix Talego, Juan Diego Perez e Pedro Soares, que tem o apoio do eB:

"Uma mina contra o Montado e a vida neste

Hortas centenárias, herdades de montado de sobreiros, azinheiras, castanheiros e carvalhos, linhas de água que estruturam estes territórios e que ligam a Ibéria estão ameaçadas.

Mais de mil e setecentos hectares da Serra Morena (municípios de Cortegana, Almonaster la Real e Aroche) bordejando o “Paraje Natural” da Serra Pelada e da Ribeira do Serrador e uma das principais zonas de nidificação do abutre negro na Europa estão ameaçados pelo projecto mineiro de Valdegrama (em fase de investigação). Portugal aqui tem pé!

As comarcas portuguesas e andaluzas cujo solo é percorrido pala faixa pirítica acumulam experiências dos efeitos destrutivos do extractivismo mineiro, emissões ácidas (chamada manta), erosão e desertificação dos solos e sobretudo contaminação das águas superficiais e subterrâneas por escorrimentos ácidos, com efeitos cumulativos no tempo. Os exemplos da contaminação do Sado pela mina de Aljustrel (e para quando um estudo médico da contaminação por arsénio, com elevados níveis, que afecta o crescimento das crianças nesta zona?), da ribeira do Mosteirão, afluente do Chança, contaminada pela de São Domingos, ou os rios Odiel e Tinto com concentrações tóxicas em certos troços e só adaptadas para bactérias extremófilas, e o rio  Guadiamar que cheio de lodos acumulados levou à ruptura do muro mineiro de Aznalcóllar, um dos maiores desastres ambientais na Península, afectando uma área imensa e o Parque de Doñana.

No Alentejo e na Andaluzia temos uma pesada herança da minaria transnacional (também com muitos mortos no seu activo!) e enormes, enormes passivos ambientais e prostração económica e social. A pegada de um século e meio de mineração nas nossas terras levou não só a vida dos nossos rios, a abundância do arvoredo autóctene e a diversidade da vida agropecuária e da biodiversidade com ela relacionada mas também a memória do passado, os relacionamentos sócio-culturais  desta área.

Hoje a Geoland propõe-se extrair grafito ou minerais como o cobre, níquel e outros sulfuros polimetálicos característicos desta faixa, sabendo nós que a mineração destes metais não ferrosos é altamente contaminante, pois espalha pelas superfícies elementos como o enxofre e metais pesados, sobretudo quando feita a céu aberto. Mas qual, qual seria o benefício para as nossas terras?

Esta exploração do subsolo, sem cuidar do direito de superfície, só serve para alimentar os capitais financeiros, a especulação desenfreada em bolsa e a voracidade de um industrialismo sem horizontes nem sustentabilidade (porque não investir e isso sim criaria postos de trabalho, na recuperação e reciclagem destes minérios?)

É que nada ou quase vai sobrar deste fogacho a não ser a dependência de lógicas, limitadas no tempo, de minas e os eucaliptais que lhes sucedem, dado que a devastação por enxofre empobrece os solos e impossibilita alternativas, por mais que projectos de turismo temático nos procurem levar a Marte ( como em Rio Tinto onde andamos vestidos de astronautas em paisagens arrasadas).

Passeando pelas zonas de povoados mineiros vemos miséria que deixou evidente, nestas terras sacrificadas, a falaz publicidade destas companhias que liquidam o futuro e qualquer sustentabilidade no presente.

Este novo afã extractivista percorre, corrompe inexplicavelmente as chefias de todos, quase todos, os partidos ibéricos, que se sintonizam com os interesses (e os pagamentos?) das empresas mineiras (muitas só existem de fachada ou com um armazém nos EUA).

Temos que denunciar o projecto Valdegrama e outros nessa linha pois correspondem ao ultrapassar de uma das últimas fronteiras da mineração no Sudoeste ibérico, seja pelos elevados consumos de água seja pelos escorrimentos ácidos que acabam com os pequenos recursos hídricos, poços e aquíferos ainda a salvo de Democles, da espada do mesmo.

Situado junto a três olhos de água e perpendicular ao aquífero Aroche-Jabugo , um dos mais importantes da Serra Morena, resultante de uma fractura de rocha granítica e por tal muito vulnerável à contaminação, a ribeira de Alcalaboza é ainda pristina do nascimento à Foz no Chança, livre de qualquer poluição industrial. A sua contaminação por metais aumentaria a lista de rios doentes ou mortos do Sudoeste, e comprometeria a saúde da água que abastece a zona mais povoada de Huelva e do estuário do Guadiana.

Claro, com as mentiras e demagogia que os caracterizam, os mineiristas juram que não haverá contaminação (mas a lista de mortos e deficiências e doenças, além da destruição das terras e dos recursos os persegue), e até dizem que isso era de antes que (agora?) têm tecnologias de ponta que permitem uma mineração inócua (de ficção científica! Em Marte) e que defendem a biodiversidade e até a transição verde.

Mas não vamos em contos de fadas a realidade já acabou com esses há muito.

As autoridades portuguesas e espanholas têm que ouvir a razão, o ambiente e os que queremos continuar a viver no território que fizemos do matorral, a dehesa e o montado, as vilas nos planos e aldeias serranas.

É necessário que este projecto seja analisado pelos dois países, além do Estudo de Impacte Ambiental, sendo que nesse como é óbvio as autoridades portuguesas também se terão que se pronunciar.  Desde já as autoridades portuguesas deveriam, ora por este meio também informadas, fazer saber ao Governo espanhol que em nenhum caso a Convenção de Albufeira (independente de pensarmos que esta deve ser modificada e aumentar as exigências ambientais e compaginar-se com a  Directiva Europeia da Água), repetimos: em nenhum caso a Convenção e o direito internacional podem ser infringidos.

Vamos manter Alcalaboza Viva, tal é cumprir o direito e a vida que também é por ele moldada.

António Eloy, escritor, coordenador do Observatório Ibérico de Energia
Felix  Talego, Prof. Universidade de Sevilha
Juan Diego Pérez, Prof. Universidade de Huelva
Pedro Soares,
Geógrafo, Prof. Universitário, ex-presidente da Comissão Parlamentar de Ambiente"
montado da zona de Alcalaboza, Cortegana
(Foto: Cortegana)


segunda-feira, 9 de maio de 2022

Tertúlias do Montado, em Noudar, a 12 de maio

Um dos temas em discussão nas Tertúlias é o impacto e adaptação do Montado às alterações climáticas. 
Em 2018 decorreram duas tertúlias sobre o assunto:

21 de março 2018
20 de setembro 2018
Nessa altura discutiu-se o início do protejo LIFE MONTADO ADAPT. Em 2022, regresso ao PNN.(Fonte: PNN e Tertúlias do Montado)

terça-feira, 26 de abril de 2016

Barrancos debate "Declínio do montado" - em jornada a decorrer a 9 de maio

Programa do Encontro
Fonte: CMB
Pretende-se, com o referido encontro, fazer uma abordagem às problemáticas do declínio dos montados, da degradação da terra e da desertificação nos contextos edafo-climático e socio-económico da região, com particular atenção aos factores de degradação do solo e do arvoredo (designadamente práticas e técnicas culturais desadequadas, agentes bióticos e abióticos e outras ameaças e constrangimentos) bem como com enfoque especial nas boas práticas de gestão em montados de azinho.
Para o efeito, a jornada contemplará uma sessão teórica e uma visita de campo. Assim, durante a manhã, far-se-á o enquadramento nos processos de degradação da terra / desertificação / declínio do montado, a apresentação do inventário da mortalidade da azinheira efectuado pela Universidade de Évora para o ICNF e a abordagem de causas e factores de declínio e mortalidade, das pragas e doenças no montado e das boas práticas na gestão de pastagens e conservação do solo.
Da parte da tarde, decorrerá uma sessão de cariz mais prático, com visita de campo, à Herdade da Coitadinha, na qual se pretende mostrar alguns dos aspectos referidos durante a manhã e evidenciar os desafios da gestão do montado e da aplicação de boas práticas.
Informação adicional para os participantes e interessados

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

III Congreso Ibérico de la Dehesa y el Montado

ver aqui o programa
O III Congresso Ibérico da Dehesa e do Montado será realizado nos dias 20 e 21 de Novembro em Badajoz (Espanha). Esta é a terceira edição de um fórum que reúne gestores, proprietários, empresas, associações, investigadores e entidades ligadas a esse ecossistema. O seu objetivo visa refletir sobre a situação atual do montado Português e da Dehesa, respondendo a questões que influenciam negativamente a sua conservação, mas também enfatizando o seu importante valor económico e ambiental.

quinta-feira, 11 de julho de 2019

CDS/PP também quer que o Governo "promova medidas específicas para a defesa do montado de sobro e azinho"

O CDS/PP apresentou na Assembleia da República, uma proposta de resolução que recomenda ao governo para que  promova medidas específicas para a defesa do montado de sobro e azinho.
A recomendação, tem como base, entre outros, "a ameaça climática no Alentejo é real e urgem por isso medidas de mitigação e adaptação a esta nova realidade, travando o mais possível a desertificação do país. Sendo que estamos a falar de cerca de um terço do território de Portugal continental, esta matéria deve ser tida como prioritária e estratégica para o futuro."
paisagem de montado, Barrancos
(Foto: eB, 19-04-2019)

Para defender e promover o montado como sistema de grande valor ecológico

Uma (proposta) de Recomendação ao Governo que deveria ser de lei:
 1 – Na transposição da PAC pós 2020 para o nosso país, sejam desenhadas medidas que promovam o montado, a sua multifuncionalidade e a sua gestão, com base na preservação do ambiente e da biodiversidade.
2 – Aumente o controle sobre o abate de árvores, nomeadamente dos sobreiros (e azinheiras).
3 – Crie um sistema de apoio técnico aos produtores.
4 – Incentive a florestação com sobreiros no centro e norte do país, nomeadamente nas áreas que arderam nos anos anteriores.
(4.1  - Incentive a florestação com azinheira no sul, nomeadamente no Alentejo.)
5 – Promova o uso na cortiça, nomeadamente na substituição do plástico nos artefactos utilizados na pesca.
Nota: Os termos entre parênteses são da responsabilidade do eB, mas também deveriam constar do texto da recomendação do BE.
Azinheiras secas já arrancadas.
 Fotos: Arquivo 
eB, 13-08-2014

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O desaparecimento do montado de azinho em Barrancos

Já aqui e aqui tínhamos falado no problema. O montado está doente, e o controlo da doença passa também por arrancar a azinheira seca,...
Azinheiras secas já arrancadas. Fotos: eB, 13-08-2014

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Azinheira morta - montado doente

Já aqui trouxemos várias vezes o assunto à colação. Hoje é mais uma, de preocupação pelo desaparecimento gradual de um ecossistema vocacionado para a produção agropecuária e florestal ou agrosilvopastoril, necessários para a sustentação do mundo rural.

O porco alentejano, criado em sistema de produção extensivo, base do nosso Presunto de Barrancos DOP, pode desaparecer com a morte do montado.

Barrancos é a Capital do Presunto. Recordo, para quem não sabe ou não se lembra.

azinheira morta, nas Quarelas
(Fotos: eB, 05-02-2022)

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Recordando o Encontro sobre o Declínio do Montado (9 de maio de 2016)

O I Encontro sobre o Declínio do Montado, que o eB aqui e aqui acompanhou, decorreu em Barrancos em 9 de maio de 2016. 

Dez anos passados, como estará o estado da arte?

programa e pormenor de uma das conferências
Fotos: eB, 09/05/2016

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

"O premiado jamón ibérico da Espanha está ameaçado pela crise climática" *

O aumento das temperaturas e a baixa pluviosidade ameaçam o ingrediente chave da dieta do porco - as bolotas do montado.

O artigo do *The Guardian, de 30 de janeiro de 2023, refere-se ao "problema" de Espanha (alterações climáticas), mas que se aplica também a Portugal, neste caso agravado, devido à doença que afeta a azinheira e está a dizimar o montado alentejano.

Presunto de Barrancos DOP.
Foto: Arquivo eB

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Dia Aberto Life Montado-Adapt no Parque Natureza de Noudar

No dia 3 de dezembro será a vez do Parque Natureza de Noudar, Barrancos, receber mais um Dia Aberto Life Montado-Adapt!
As inscrições são gratuitas mas obrigatórias, até 28/11/2019, podendo ser realizadas através do email: pnoudar@edia.pt

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Passeio Botânico do Parque Natureza de Noudar - a reportagem de um participante

Entre as 11h30 e as 16h do passado domingo, dia 10, um grupo de 16 pessoas, acompanhados pelos dois botânicos, a Ana Júlia Pereira e o Miguel Porto, e a simpática cadela Fiúza, percorreram mais de 2 kms pela herdade da Coitadinha, hoje Parque de Natureza de Noudar. Um pouco antes, no auditório, a Júlia e o Miguel apresentavam do Guia de Flora Herbácea do PNN, de que são autores, muito bem organizado e uma referência para toda esta área mediterrânica.
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O passeio pela herdade, depois da apresentação e do rápido lanche, foi pautado por interessantes explicações da Júlia e do Miguel, que procederam a enquadramentos muito elucidativos, embora por vezes demasiado “técnicos” e dirigidos a especialistas. Pelo percurso foram avistadas e sinalizadas muitas azinheiras secas, situação muito grave na nossa região, onde a morte de azinheiras devia constituir preocupação de todos e ser tema para pressionar as autoridades públicas para ir para além de estudos. 
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A propósito do montado e dos problemas que o afetam, um empresário/proprietário de terras alertou (avisou) que em breve só teremos porco preto de boleta... de Espanha, porque boleta de Barrancos... nem vê-la - "azinheiras mortas não dão fruto", disse!!.
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No local onde os carros eléctricos iriam recolher o grupo, tivemos um conduto retemperador e oportunidade para, à sombra (estava muito calor!), mas distante do nosso Castelo, recuperar memórias de tempos que já nos passaram.
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O investimento no estudo e na divulgação deste património florestal, é um ex-libris mais do PNN, mas a aposta no turismo sustentável deve ser paralela ao cuidar deste que se está a degradar com inovação e imaginação.
(cortesia: António Eloy)
ao longe o castelo de Noudar...
a degradação do montado de azinho...
a flora do PNN...
o grupo de botânicos amadores ...
(Fotos: António Eloy, 10-05-2015)
Aditamento:
ver reportagem fotográfica, uma cortesia de Luís Domingues

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Barrancos: Prioridades municipais para 2010

A Assembleia Municipal de Barrancos, sob proposta da CMB, aprovou no passado dia 28, o Plano de Actividades e o Orçamento do Município para 2010, cuja despesa, igual à receita, ascende a € 6.700.978,00, não incluindo o eventual aumento das transferências contempladas no Orçamento de Estado, que será aprovado no primeiro trimestre do próximo ano.
O Orçamento e o Plano de Actividades Municipal para 2010 estão organizados segundo dois grandes planos sectoriais de investimento: o Plano Económico e o Plano Social.
No âmbito do Plano Social, estão previstos os seguintes Programas de Intervenção Municipal (PIM):
- PIM de Educação;
- PIM Saúde;
- PIM Acção Social;
- PIM Habitação e Serviços Colectivos;
- PIM Cultura, Recreio e Lazer.
No âmbito do Plano Económico, foram integrados os seguintes PIM:
- PIM Agricultura, Pecuária, Silvicultura, Caça e Pesca;
- PIM Indústria e Energia;
- PIM Transportes e Comunicações;
- PIM Comércio e Turismo.
Das prioridades municipais para 2010, destaque para os seguintes investimentos e/ou acções:
No PIM Educação: A assumpção de novas competências na área da educação, nos domínios do pessoal não docente, das AEC e gestão do parque escolar; A revisão da Carta Educativa; O reforço dos apoios no domínio da acção social escolar (ASE);
No PIM Saúde: o cumprimento do protocolo estabelecido com a ARS Alentejo para construção do novo Centro de Saúde, que ficará localizada nas antigas instalações da EB2 (escola de baixo); a melhoria das condições funcionais e logísticas do Gabinete do Movimento; o reforço da assistência médica semanal e aos fins-de-semana;
No PIM Acção Social: a conclusão das obras do novo equipamento social (com as valências de Lar de Idosos, Centro de Dia, SAD e Creche) obra iniciada em Abril de 2009, sob a responsabilidade do Lar Nossa Sr.ª da Conceição de Barrancos, cujo financiamento, na componente não elegível pelo programa PARES, será suportada pelo Município; o reforço dos apoios sociais, dada a fragilidade económica e social de muitas famílias
No PIM Habitação e Serviços Colectivos: o início de funções da nova empresa AgdA – Águas Públicas do Alentejo, S.A. - que irá assegurar a Exploração e Gestão do Sistema Público em Parceria Integrada de Águas do Alentejo, que incluí o abastecimento de água e o saneamento básica, em alta; o início das obras da 2ª fase do Bairro Habitacional da Floresta; a elaboração do projecto técnico para a nova Casa Mortuária; a implementação, logo que aprovado, do Plano Estratégico de Regeneração Urbana da Vila de Barrancos, que será considerado um projecto âncora, dada a diversidade de acções que se pretendem desenvolver; e por último a construção do novo Quartel-Sede dos BVB, comparticipado pela CMB.
No PIM Cultura, Recreio e Lazer: as prioridades de intervenção com maior destaque vão para as acções de melhoramento do actual Parque Infantil do Miradouro, a realização da ExpoBarrancos e iniciar outros eventos que permitam promover o concelho, sob a Marca BARRANCOS (Capital do Presunto e Terra Única), que constituam uma mais valia económica ao território; as acções de protecção, valorização e reconhecimento do Dialecto Barranquenho, enquanto Património Cultural de Interesse Municipal; o início de funcionamento do Cine-Teatro; a requalificação dos equipamentos culturais e desportivos (projectos técnicos para ginásios, piscinas cobertas aquecidas, etc;.):
No Plano Económico, as prioridades vão para a conclusão do Acolhimento Empresarial, caso do Parque Empresarial de Barrancos, bem como a criação do Centro de Desenvolvimentos de Iniciativas Empresarias, entre outras acções relevantes para o desenvolvimento económico local;
Numa Estratégia de Desenvolvimento concebida no Modelo Territorial de Planeamento e Desenvolvimento Estratégico das Actividades Económicas do Concelho de Barrancos, estarão previstas acções com horizonte temporal de médio prazo e assentes em:
- Capacitação económica do território; Construção e dinamização de infra-estruturas de localização empresarial; Apoio à iniciativa empresarial; Melhoria das acessibilidades e conectividade intermunicipal
- Reforço da fileira do porco alentejano e do montado; Consolidar o desenvolvimento da fileira do porco alentejana; Diversificar o aproveitamento económico do montado; Dinamização institucional do sector agro-pecuário;
- Rentabilização dos recursos turísticos; Aproveitamento e rentabilização turística da Vila Medieval de Noudar; Recuperação de lugares e percursos com potencial turístico; Melhoria da atractividade turística; Reforço da oferta hoteleira.
- Desenvolvimento de actividades complementares; Marketing territorial; Aproveitamento económico dos xistos de Barrancos
Numa vertente transversal, o Projecto “Vila Medieval de Noudar” – Valorização Turística de Noudar, candidatado ao Programa de Intervenção do Turismo, em Junho de 2009, constitui mais uma prioridade política, que contempla as seguintes acções:
- Projecto de Restauro e Recuperação no Castelo de Noudar
- Promoção e conteúdos interpretativos
- Plano de Marketing
- Obras de restauro e recuperação no castelo de Noudar e sua envolvente
- Obras de intervenção arqueológica no Castelo de Noudar
.O Orçamento e o PA/GOP Municipal para 2010 pode ser consultado na íntegra em: www.cm-barrancos.pt/autarquia/cmb/orcamento_plano.htm

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Decisões da Assembleia Municipal de Barrancos de 2 de junho

A assembleia municipal de Barrancos, reunida ontem à noite no Salão Nobre dos Paços do Município, entre as 21h35 e as 22h30, com a presença de 15 dos seus 16 membros*, resolveu:
1 - Aprovar, por unanimidade, a ata da reunião da AMB de 28/04/2016
2 - Tomar conhecimento da informação nº 14/2016/UAF/STL, de 23/5, sobre "concessão de isenções ou reduções de impostos ou outros tributos próprios"
3 - Tomar conhecimento da informação nº 12/2016/UAF/SGF, de 3/5, sobre "relação de compromissos plurianuais"
4 - Tomar conhecimento do expediente diverso recebido desde a última reunião
5 - Tomar conhecimento da informação escrita do presidente da CMB, complementada com explicações e pormenores adicionais sobre:
     - a consistência da candidatura do Montado a património cultural da Humanidade;
     - a situação de "pagamento a fornecedores, no prazo de 14 dias", divulgada recentemente pela DGAL, que reflete "o bom comportamento financeiro do Município";
     - a rejeição, esta tarde, em votação do Parlamento, dos projetos de Lei sobre espectáculos tauromáquicos, apresentados pelo PAN, BE e PEV; 
     - as conclusões da reunião, no âmbito da CIMBAL, com a Unidade de Missão para a Valorização do Interior;
     - a necessidade de convocação de nova assembleia municipal (extaordinária) para apreciação e aprovação do projeto de regeneração urbana, que se encontra em apreciação pública, bem como outros regulamentos municipais na área da ação social escolar e educação.
Neste ponto da ordem de trabalhos, foram suscitados vários pedidos de esclarecimentos pelo PS, que foram respondidos pelos presidentes da AM e da CM.
7 - Autorizar, por unanimidade, a adesão do Município à "Associação Transfronteiriça dos Municípios da Terra do Grande Lago  Alqueva", concordando com o seus estatutos
8 - Autorizar, por unanimidade, a adesão do Município ao "Centro de Competências do Porco Alentejano e do Montado", concordando com os seus estatutos
*falta, justificada, de um membro do PS.
Obs: Para além de dois dirigentes municipais, havia apenas uma única pessoa de público.
Vista geral da Vila de Barrancos, a partir do cerro do Calvário
Foto: eB, 16-05-2016

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Encontro sobre o Declínio do Montado - transferido para o cineteatro de Barrancos

Devido ao elevado número de inscrições, o Encontro sobre o Declínio do Montado, que vai decorrer no dia 9 de maio, segunda-feira, foi transferido da Casa das Associações para o auditório do cineteatro de Barrancos.

sábado, 21 de março de 2020

Parque Natureza de Noudar celebra hoje o 14º aniversário

O PNN faz hoje 14 anos. Foi criado oficialmente a 21 de março de 2006 (data da inauguração).
O Parque de Natureza de Noudar "localiza-se na Herdade da Coitadinha, Barrancos, por ‘detrás-dos-montes’ entre o serpenteado do rio Ardila e da ribeira de Múrtega, encaixado entre cumes e colinas na proximidade da vila de Barrancos (Alentejo, Portugal). O caminho desde a entrada do Parque até ao castelo de Noudar, atravessa uma extensa área de montado de azinho que termina com vista majestosa para a confluência das duas linhas de água."
(Para saber um pouco mais sobre os antecedentes da compra da herdade e do castelo de Noudar, ver aqui a história)
planta do PNN
planta do castelo de Noudar
(Fonte: PNN)