O instituto
Património Cultural abriu a consulta pública para a inscrição das
"corridas de toiros em Portugal" no Inventário Nacional do Património
Cultural Imaterial, segundo um anúncio publicado no Diário da
República de 02/10/2026.
A consulta
pública tem lugar mais de cinco anos depois da abertura do processo, por
proposta da Associação de Tertúlias Tauromáquicas de Portugal, que levou a
então Direção-Geral do Património Cultural a solicitar o aperfeiçoamento do
pedido já em 2022.
"A Corrida
de Toiros é a expressão plena da "tauromaquia profissional", a que
representa a tauromaquia na sua forma institucional e se manifesta num conjunto
de procedimentos codificados. A sua realização decorre em recintos próprios, as
praças de toiros, devidamente autorizados e fiscalizados pela entidade estatal
competente", pode ler-se na breve entrada existente na plataforma
MatrizPCI.
A caracterização
refere que existem, em Portugal, vários tipos de corridas de toiros, desde a
"Corrida de Toiros à Portuguesa", onde atuam cavaleiros tauromáquicos
e forcados e a "Corrida de Toiros a Pé", composta apenas por
"matadores de toiros", enquanto na "Corrida de Toiros
Mista" atuam "cavaleiros tauromáquicos, matadores de toiros ou
novilheiros e forcados".
Já as
"Novilhadas" são "espetáculos tauromáquicos onde atuam jovens
cavaleiros praticantes e/ou novilheiros, ou seja, os toureiros que ainda não
tiraram a alternativa de cavaleiros ou matadores de toiros, que corresponde ao
acesso ao escalão máximo nas suas categorias profissionais".
"Para além
destes, existem outros tipos de espetáculos tauromáquicos, consagrados na Lei,
que ocorrem em condições específicas consoante a sua natureza", acrescenta
o mesmo texto.
A consulta pública decorre ao longo de 30 dias e o Património Cultural deverá tomar uma decisão no prazo de 120 dias após o fim desta.
Segundo a
Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC), em 2025 foram autorizados e
realizaram-se 147 eventos desta prática, com atividade em 63 concelhos.


Sem comentários:
Enviar um comentário