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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

"O premiado jamón ibérico da Espanha está ameaçado pela crise climática" *

O aumento das temperaturas e a baixa pluviosidade ameaçam o ingrediente chave da dieta do porco - as bolotas do montado.

O artigo do *The Guardian, de 30 de janeiro de 2023, refere-se ao "problema" de Espanha (alterações climáticas), mas que se aplica também a Portugal, neste caso agravado, devido à doença que afeta a azinheira e está a dizimar o montado alentejano.

Presunto de Barrancos DOP.
Foto: Arquivo eB

sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

Dezembro extremamente quente e muito chuvoso

Em Portugal continental o mês de dezembro de 2022 classificou-se como extremamente quente em relação à temperatura do ar e muito chuvoso em relação à precipitação.

Foi o dezembro mais quente dos ultimos 92 anos. O valor médio da temperatura média do ar, 12.72 °C foi 2.76 °C acima do valor normal. 

O valor médio da temperatura mínima do ar, 9.58 °C, foi muito superior ao valor normal com uma anomalia de +3.53 °C, sendo o 2º valor mais alto desde 1931 (mais alto em 1989, 9.99 °C). O valor médio temperatura máxima do ar, 15.87 °C, com uma anomalia de + 1.99 °C, também foi o 2º valor mais alto desde 1931 (mais alto em 2015, 16.21 °C).

Durante o mês registaram-se valores de temperatura acima do valor médio mensal, em especial a temperatura minima, que esteve quase sempre acima do valor normal, exceto nos primeiros 4 dias do mês, sendo de salientar os períodos de 12 a 14 e 19 a 25 e 29 e 30 com desvios superiores a 5.0 °C e acima do valor normal da temperatura média do ar. No dia 13 foram ultrapassados os anteriores maiores valores da temperatura mínima em cerca de 60% das estações da rede IPMA.

Em relação à precipitação, o mês de dezembro foi muito chuvoso, com um total de precipitação de 250.4 mm que corresponde a 174 % do valor normal, sendo o 2º valor mais alto desde 2000 (mais alto em 2000, 311.5 mm). 

Durante o mês ocorreram episódios de precipitação intensa, em particular nos dias 4 e 5, 7 e 8, 12 e 13 e nos últimos dias do mês, com ocorrência de inundações e cheias em vários locais do território.

De acordo com o índice PDSI, verificou-se uma diminuição significativa da situação de seca meteorológica, terminando em praticamente todo o território; apenas alguns locais da região interior Sul ainda se encontram em seca fraca (apenas 6% do território).


Anomalia da temperatura média do ar e percentagem de precipitação no mês de dezembro
 (período 1941 – 2022) em relação ao valor médio 1971-2000
(Texto/Imagens: IPMA)

terça-feira, 12 de outubro de 2021

Confirmada que a Influência humana provocou o aquecimento da atmosfera, do oceano e da terra

Foi disponibilizado recentemente pelo Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) - o Painel Intergovernamental da ONU para as Alterações Climáticas - o primeiro relatóriodo AR6 que apresenta uma nova e mais completa avaliação do estado do clima e dos cenários previsíveis de evolução futura.

De entre as principais conclusões do relatório podemos destacar:
- É inequívoco que a influência humana provocou o aquecimento da atmosfera, do oceano e da terra.
- A escala das mudanças recentes no sistema climático que se verifica hoje é inédita, mesmo quando comparada com períodos passados de muitos séculos e mesmo milhares de anos.
- Já se verificam novos extremos climáticos em todas as regiões do mundo, observados sob a forma de ondas de calor, precipitação intensa, secas e ciclones tropicais
 
Vários cenários de evolução futura são apresentados em função das emissões de gases de efeito de estufa que se verificarem, mas estes cenários têm alguns pontos comuns:
- A temperatura da superfície continuará a aumentar até, pelo menos, meio do século, em todos os cenários de emissões considerados.
- O aquecimento global de 1,5°C e 2°C será ultrapassado durante o século XXI, a menos que ocorram reduções profundas de CO2 e outras emissões de gases com efeito de estufa nas próximas décadas
- A mudança climática irá incluir aumento na frequência e intensidade de extremos de temperatura, ondas de calor no mar, e precipitação intensa, secas agrícolas e ecológicas em algumas regiões, maior
importância de ciclones tropicais intensos, redução do gelo ártico, da cobertura de neve e do permafrost.
- O aquecimento global irá intensificar ainda mais o ciclo global da água, incluindo a sua variabilidade, a precipitação global das monções e a gravidade dos eventos húmidos e secos.
- Muitas destas mudanças serão irreversíveis durante séculos a milénios, especialmente as alterações no oceano, nos lençóis de gelo e no nível global do mar.

Fonte: IPMA, 26-08-2021

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Regressaram as andorinhas?

Chegaram em fevereiro, fizeram os ninhos, criaram e partiram em finais de julho, princípios de agosto. Afinal não. Estava enganado! As andorinhas voltaram, ocuparam os ninhos e/ou começaram a recuperar os que se encontravam semi-destruído. Provavelmente vão procriar. Outra vez!? Em setembro, no princípio de outono. Nos cabos telefónicos, de manhã, são aos milhares!
As andorinhas estão confundidas, pensam que estão no hemisfério sul, onde está a começar a primavera!
Estamos a viver tempos de alterações climáticas. Sem dúvida. 
ninhos de andorinhas (Fotos: eB, 19-09-2019)

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Clima - temperatura em Barrancos poderá subir 6ºC

Com as alterações climáticas as temperaturas no interior de Portugal podem subir até 6ºC e as ondas de calor podem durar mais de 40 dias.
O cenário de futuro, traçado por uma equipa da Faculdade de Ciências de Lisboa (consório Euro-Cordex), para o período 2071/2100, foi divulgado no passado sábado pelo semanário Expresso.
(In semanário Expresso, de 27/01/2018)

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Outubro 2017 excecionalmente quente

O mês de outubro de 2017 foi mais quente do que o habitual na maior parte da Europa. Recorrendo a medições de temperatura de superfície do solo obtida por satélite (no inglês Land Surface Temperature – LST) verificou-se que a anomalia é particularmente pronunciada quando a LST é máxima (durante o dia). A Península Ibérica apresenta um padrão notável de temperatura máxima, com várias regiões no Noroeste da península onde a LST apresenta anomalias superiores a 7 ° C.
Fonte: IPMA