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quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

Parece que o "Estado vai pagar até 160 euros por hectare para plantar árvores"...

 ... mas esqueceu o montado do Alentejo, ou da margem esquerda do Guadiana, onde o desaparecimento deste ecossistema é uma evidência há mais de duas décadas. 

A plantação de árvores de crescimento lento nos territórios mais vulneráveis aos incêndios abrangidos pelas 70 áreas integradas de gestão da paisagem (AIGP) — aprovadas pela Direcção-Geral do Território (DGT) e com investimentos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) — vai ser subsidiada pelo Estado. Para novos povoamentos em folhosas, por exemplo, o pagamento oscilará “entre 120 e 160 euros” por hectare, segundo revelou o "Público" de fonte oficial do Ministério do Ambiente e Acção Climática (MAAC).
Azinheira seca em Barrancos
 Foto; Arquivo 
eB, 13-08-2014

sábado, 9 de outubro de 2021

quinta-feira, 11 de julho de 2019

CDS/PP também quer que o Governo "promova medidas específicas para a defesa do montado de sobro e azinho"

O CDS/PP apresentou na Assembleia da República, uma proposta de resolução que recomenda ao governo para que  promova medidas específicas para a defesa do montado de sobro e azinho.
A recomendação, tem como base, entre outros, "a ameaça climática no Alentejo é real e urgem por isso medidas de mitigação e adaptação a esta nova realidade, travando o mais possível a desertificação do país. Sendo que estamos a falar de cerca de um terço do território de Portugal continental, esta matéria deve ser tida como prioritária e estratégica para o futuro."
paisagem de montado, Barrancos
(Foto: eB, 19-04-2019)

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O desaparecimento do montado de azinho em Barrancos

aqui e aqui tínhamos falado no problema. O montado está doente, e o controlo da doença passa também por arrancar a azinheira seca,...
Azinheiras secas já arrancadas. Fotos: eB, 13-08-2014

domingo, 11 de agosto de 2013

domingo, 24 de fevereiro de 2013

A solidão... no Alentejo

Albufeira de Alqueva. Foto: eB, 08fev2013
A propósito da "solidão", recebi do meu primo Xico o poema (sexteto) que não podia deixar de divulgar:
SOLIDÃO
Sinto-me só neste montado tão quieto…
Como azinheira que não tem identidade…
Na calma da planície alentejana!
O velho monte que vivia bem perto…
Foi engolido sem demora nem piedade…
Pelo mar que nasceu no Guadiana!

Cercada deste mar vivo isolada…
Com saudade da terra onde cresci…
Dos pastores, da perdiz, da cotovia!
Hoje vivo com as raízes inundadas…
Recordando um passado que vivi… 
Na terra em que o silêncio se ouvia! 

Perto vivem as velhas companheiras…
Que não foram pelas águas atingidas…
E espreitam a minha triste solidão!
Mas um dia todas estas azinheiras… 
Vão cair por um machado abatidas…
E vão arder em fornos de carvão!

ass) XICO MENDES