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terça-feira, 11 de outubro de 2016

"A guerra de Espanha na raia luso-espanhola – Memórias, Resistências e Solidariedades” - edição portuguesa apresentada em Barrancos

O Salão Nobre dos Paços do Município de Barrancos encheu para assistir à apresentação do livro “A guerra de Espanha na raia luso-espanhola – Memórias, Resistências e Solidariedades”, da autoria da professora e antropóloga, Dulce Simões, pela professora  Paula Godinho   (IHC-FCSH/NOVA).
Esta obra, revista e melhorada, resultou de uma tese doutoral em antropologia (editado pela Diputacion de Badajoz, em 2013) que oferece uma nova realidade empírica sobre as resistências à dominação e as solidariedades, e como estas se entre cruzam com a soberania dos Estados, em particular com as ditaduras ibéricas dos anos de 1930, num espaço fronteiriço (entre Barrancos, Encinasola e Oliva de la Frontera) dominado por diversos fluxos durante e após a guerra civil espanhola.
A apresentação do livro estava integrada no âmbito das Jornadas das "Memórias da Guerra de Espanha na fronteira do Baixo Alentejo - 80 anos depois", organizadas pelo Município de Barrancos (dia 8 de outubro), em parceria  com o Ayuntamiento de Oliva de la Frontera (dia 9 de outubro), com o apoio do PNN.
A data, 8 de outubro, celebra o 80º aniversário da partida de 1020 refugiados republicanos, acolhidos nas herdades da Coitadinha e das Russianas em Barrancos, para Tarragona (Catalunha), no qual também participou o tenente António Augusto de Seixas, que conduziu uma das várias camionetas fretadas para o efeito.
capa do livro disponível para venda,
no Posto de Turismo de Barrancos
António Tereno, presidente da CMB, tendo ao seu lado Paula Godinho (esq)
e Dulce Simões (dt), durante a apresentação do livro
António Tereno, com Dulce Simões, a autografar o livro
pormenor do salão da CMB
Dulce Simões
Familiares das pessoas que "ajudaram a Dulce, a fazer o livro",
aos quais a autora agradeceu oferecendo um exemplar
Fotos: HC/DS, 08-10-2016
resumo das jornadas em Barrancos

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Jornadas - "Memórias da Guerra de Espanha - 80 anos depois (1936/2016)" - dias 8 e 9 de outubro

clicar sobre a imagem para ampliar

A guerra civil de Espanha (1936-1939) resultou de um golpe militar contra o governo democrático da II República, e transformou-se num conflito à escala internacional que trespassou a fronteira portuguesa. No concelho de Barrancos, na raia do Baixo Alentejo, ocorreram dois dos maiores fluxos de refugiados espanhóis, cujo acolhimento legitima a construção de uma memória social alicerçada na resistência e na solidariedade. O apoio de Salazar a Franco e a memória da repressão e do genocídio espanhol justifica o propósito destas Jornadas, que questionam o passado a partir do presente, para a construção de um futuro de liberdade, igualdade e solidariedade.

“A memória, onde cresce a história, que por sua vez a alimenta, procura salvar o passado para servir o presente e o futuro. Devemos trabalhar de forma a que a memória coletiva sirva para a libertação, e não para a servidão dos homens (Jacques Le Goff)

sábado, 1 de outubro de 2016

Barrancos e Oliva de Frontera, promovem jornada "Memórias da Guerra de Espanha na fronteira do Baixo Alentejo - 80 anos depois"

As jornadas decorrem em Barrancos, no dia 8 de outubro, sábado, e em Oliva de la Frontera, no dia 9, domingo:
Mais informação em CMB
(clicar sobre a imagem do programa para ampliar)

A guerra civil de Espanha (1936-1939) resultou de um golpe militar contra o governo democrático da II República, e transformou-se num conflito à escala internacional que trespassou a fronteira portuguesa. No concelho de Barrancos, na raia do Baixo Alentejo, ocorreram dois dos maiores fluxos de refugiados espanhóis, cujo acolhimento legitima a construção de uma memória social alicerçada na resistência e na solidariedade. O apoio de Salazar a Franco e a memória da repressão e do genocídio espanhol justifica o propósito destas Jornadas, que questionam o passado a partir do presente, para a construção de um futuro de liberdade, igualdade e solidariedade.

“A memória, onde cresce a história, que por sua vez a alimenta, procura salvar o passado para servir o presente e o futuro. Devemos trabalhar de forma a que a memória coletiva sirva para a libertação, e não para a servidão dos homens (Jacques Le Goff).