A apresentar mensagens correspondentes à consulta a esquina ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta a esquina ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Restaurante "A Esquina" de Barrancos - recebeu Selo de Qualidade da ERT Alentejo

O restaurante A Esquina, sito na Rua das Fontainhas, Barrancos, da Idalina/Rosândio, recebeu esta terça feira, dia 7, o certificado de garantia de qualidade atribuído pela Entidade Regional de Turismo de Alentejo (ERT Aentejo), no âmbito do projeto "Alentejo, Bom Gosto". Os restaurantes certificados cumprem assim um referencial que, previamente definido, "apresenta vários parâmetros qualitativos que variam entre a confeção de receitas genuinamente alentejanas ou a utilização de ingredientes exclusivamente produzidos na região", salienta a ERT Alentejo/Ribatejo.
.
De acordo com a ERT do Alentejo, "fatores como a decoração, o ambiente ou o serviço, assim como a apresentação de uma ementa constituída, maioritariamente, por pratos tipicamente alentejanos ou uma carta de vinhos, entre outros, são igualmente decisivos no processo de certificação."
.
A certificação e o selo de qualidade são decisivos e acrescentam valor à oferta turística, daí que constituam "apostas prioritárias na estratégia de afirmação do destino" traçada pela Turismo do Alentejo/Ribatejo.
Restaurante A Esquina, alçado lateral, da rua 1º de Maio
Restaurante A Esquina, alçado principal, da Rua das Fontainha
Fotos: eB, 08-04-2015
restaurante A Esquina, sala de jantar,  Barrancos.
Imagem de Arquivo: CMB
Certificado restaurante "Esquina"

segunda-feira, 10 de abril de 2023

Barrancos Capital do Presunto - a importância do turismo para o crescimento económico

Na vila de Barrancos há quatro restaurantes (começando pela rotunda do touro, à entrada da Vila):

Agarrocha, no hotel 3* com o mesmo nome, constituído por uma sala grande para refeições, esplanada e espaço bar/café;

Miradouro, na rua 1º de Dezembro, a 50 metros do Jardim do Miradouro, composto por duas salas de refeições (interior e exterior, com vista para a Serra Colorada);

Tropical (novo), no Largo de Montes Claros, com duas amplas salas de refeições (r/chão e 1º andar e esplanada nio quintal;

A Esquina, na esquina da Rua de Fontainhas com a Rua 1º de Maio, junto à GNR, o mais antigo e conhecido, composto por uma sala e esplanada exterior, para além do pequeno espaço do balcão, para bar/café e tapeu;

Existe, ainda, o restaurante “A Pançona”, no Monte da Coitadinha, mas este, a 10 km da Vila, está mais focado no cliente do Parque Natureza de Noudar.

Para além destes restaurantes, existem mais três pequenos estabelecimentos de bebidas, onde se pode comer/petiscar (seguindo a mesma ordem, desde a rotunda):

Café “A Telha, na rua 1º de Dezembro, perto do Posto de Turismo, com "comida para fora", especializado em frango assado e grelhados diversos;

Café-Bar “O Chapa, junto ao Largo de Montes Claros, perto do Novo Banco, com variedade de menus de comida tradicional (de preferência para tapas e petiscos);

3º A Sociedade dos Rapazes, oficialmente Sociedade Recreativa Artística Barranquense, na Praça da Liberdade, centro da Vila, onde também se pode comer/petiscar e provar a comida tradicional.

Na semana da Páscoa, Barrancos costuma ser muito procurado, sobretudo por turistas espanhóis que “fogem” à Semana Santa, e querem provar a nossa comida. O bacalhau, continua a ser o principal pedido.

Neste domingo de Páscoa, ontem, com o restaurante Agarrocha encerrado, a oferta ficou limitada a três estabelecimentos que não me parece tenham tido capacidade de resposta para tanta procura! Às 14h30, muitos turistas, mas também conterrâneos e amigos de Barrancos a gozar mini-férias na Terra, procuravam sitio “para comer”!

Como dizia na esplanada de um café, pessoa conhecida e observadora, Barrancos costuma ter uma “procura irregular”! Sendo certo que o movimento (sazonalidade), pode contribuir para a manutenção da situação, nada impede que se proceda a ajustamentos, pelo lado da oferta de determinados serviços. Se Barrancos tivesse apetrechado com mais dois ou três estabelecimentos de restauração (com classificação e até preços diferenciados), para acolher mais turistas, o crescimento poderia ser sustentável. Na atual condição, parece-me que há outras paragens que estão a aproveitar as nossas deficiências estruturais! Sem falar na hotelaria (e outros serviços), onde o problema talvez seja ainda maior. 

Estamos ainda a tempor de corrigir.


Nota do autor
Já depois de escrita a noticia acima, frequentei um dos estabelecimentos locais onde foi abordado necessariamente o "dia de hoje". No "seu" restaurante, contou com satisfação, mas também com cansaço, que ninguém ficou sem comer, mas eram "seis da tarde quando saiu o último grupo". Às 20h, confirmei, já a esplanada estava cheia (esgotaram os caracóis), a sala do restaurante estava outra vez quase lotada, e na zona do balcão, o tapeu ocupava o espaço.

Na conversa, reconheceu que no dia-a-dia pode haver "rame-rame" (pouco movimento), mas é sua preocupação "bem-servir e conseguir dar resposta ao cliente" - muitos deles já frequentadores da casa há anos. Concorda que Barrancos tem "potencial para mais dois ou três restaurantes, com garantia de melhoria da qualidade do serviço prestado". Acrescentou, também que, por vezes, em conversa com os empresários locais do sector, reconhece que  alguns estabelecimentos podiam aproveitar melhor as suas potencialidades de espaço, de localização,... e juventude! Por fim, concordou que as "nossas ineficiências" estão a "fazer a casa" de localidades próximas, que aproveitaram este recurso que não tinham!

terça-feira, 3 de agosto de 2021

Contributos para a História de Barrancos (XIX) – a Fêra II

No ano em que Barrancos não terá a sua tradicional fêra, pelo segundo ano consecutivo, vale a pena conhecer o contributo histórico sobre a "Fêra de Barrancos", da autoria de José Peres Valério, publicado ontem no seu perfil facebook, que o eB aqui partilha, pelo seu relevante interesse para o conhecimento da história da nossa Fêra:
(..)
"No passado dia 13 de Maio escrevi o texto sobre a Fêra em Barrancos. “Citei que, não era fácil escrever sobre a Fêra se observarmos a diversidade de acontecimentos que se arrasta desde o seu início”. Todavia achei por bem dar continuidade em alguma coisa que julgo ser útil.

A tabela abaixo mostra como evoluiu o número de habitantes em Barrancos de 1878 a 2017. Como se demonstra, houve um aumento acentuado até 1950 entrando em queda até 1970 e seguintes.

Ano

População

(Habitantes)

   1878

   1950

   1970      

        2386

        3624

        2610

(Fonte: Censos; Anuário Estatístico da Região Alentejo 2017)

Vêm estes dados a propósito dos barranquenhos que viviam dia-a-dia em Barrancos, diretamente ligados à fêra. Esta era do povo e mais ninguém, salvo alguns vizinhos, de aldeias mais próximas Portugal e Espanha, que se deslocavam a assistir a este evento. Porém, o êxodo verificado em fins da década de 1950 principio de 1960, citado no contributo XVIII, ditou a saída de um número bastante acentuado de pessoas da nossa terra, que voltava anualmente para assistir à Fêra. A maioria dos aficionados do mundo do touro, de outras paragens, não participava por não possuir meios de transporte, nem capacidade económica, face a pobreza, que se fazia sentir em todo o país. 

Era uma festa discreta. Só a partir de fins de 1960 começa a haver notícias na imprensa, pela pior circunstância. Todavia, o barranquenho sem esquecer as suas raízes, com o sentimento que se apoderava dele nesta altura, deslocava-se como podia e estava presente na sua/nossa Fêra.  

Como já narrei em outros artigos, a vida naquela altura não era fácil. Os únicos dias de diversão que o ser humano tinha nesta terra  eram: a Fêra (a mais vivida) ; o Natal; o Carnaval; Páscoa; Romaria de Flores e pouco mais, para expressar o desejo que lhe ia na alma. Sim, porque tinha que passar um ano entre as Fêras para poder satisfazer o apetite  acumulado, fazendo esquecer por um lapso de tempo, as agruras da vida passadas durante esse ano.

Para celebrar o dia 28 de Agosto, idosos, menos idosos e juventude, de entre os mais desfavorecidos, iam fazendo um mealheiro no decorrer do ano para, chegado este dia, se poderem apresentar condignamente  vestidos com indumentária  nova à semelhança dos mais abastados. Como os tempos eram difíceis, sem trabalho,  deitavam mãos a tudo que pudesse dar uns tostões para confraternizar com familiares e amigos nos quatro dias citados. O período que antecedia a Fêra (meses de Julho e Agosto), o alfaiate, Tio João Tereno, (residente na Praça do Município), suas aprendizas e costureiras (aproximadamente 15), trabalhavam numa azafama constante ─ muitos dias até à meia-noite ─, para poderem ter pronta as encomendas que os clientes faziam. Estas trabalhadoras, aprendizas, não tinham vencimentos. Era o que se  praticava na aprendizagem de qualquer oficio. As costureiras ganhavam cinco escudos por cada calça feita. Outras faziam estes trabalhos por conta própria. Contudo, no pouco que havia para ver, mas muito para aquele tempo, o povo expressava os seus anseios para os dias que se avizinhavam. Nestes dias, o sossego não pairava na mente dos jovens nem na de muitos dos mais idosos. Eram touros, bailes, confraternização entre familiares e amigos com uns copos à mistura… dias após dias até o final das festas. O barranquenho ausente, com a  hospitalidade que o distingue, trazia amigos e companheiros de trabalho  de outras paragens onde ganhava a vida. Para esses foram dias  inesquecível. Quando partiam, já desejavam que o tempo fosse breve para voltarem a estar presentes neste lugar acolhedor. Eram  dias sem ir à cama, imbuídos na farra com que carateriza a nossa Fêra, da hora do encerro, passando pelas corridas de touros e bailes, até ao dia seguinte.  

Todavia, há pormenores que não se esquecem e nos remetem para aqueles tempos nostálgicos. Quando as touradas terminavam, o povo tinha um único caminho a seguir: o do Alto Sano. Sítio onde estavam centralizados os carroceis, circo, barracas: de bugigangas, fotografias,  comes e bebes. De manhã, Tia Brizida vendia os heringo na Praça do Município, que neste momento está-me a chegar o cheiro agradável daqueles fritos! (cheiros de fêra!). ─ Só que, infelizmente com este inimigo camuflado, mais um ano ficamos sem  o cheiro agradável ─. Também na Praça do Município os irmãos Perez vendiam torrão, barquilhos, suspiros,  grão torrado etc., muito apreciado pela população. Durante o ano vendiam em casa e pelas ruas.

As crianças, ao verem as barracas cheias de brinquedos, de vários géneros, entravam em êxtase pedindo aos pais que lhes comprassem um. Numa barraca, uma criança chorava porque queria um brinquedo. A mãe, com pena, lhe dizia: amanhã o compro. Mas, doendo-lhe na alma, por ver o filho carpir daquela maneira, meteu a mão no bolso e tirou um saquinho de pano onde trazia os magros tostões. Deitou contas à vida ─ não chegava para adquirir alguns alimentos que tinha em mente ─ mas resolveu  comprar-lhe um dos mais barato: uma roda em madeira, com um boneco a pedalar. Uma chapa sonorizava o brinquedo enquanto a criança o empurrava. Deu-lhe uma alegria esfusiante, aquele mimo da mãe. Noutro lado, certamente, ficou a falta! Os pais dos mais abastados compravam outros brinquedos  mais caros.

A Rua de S. Sebastião ─ da Praça do Município ao Alto Sano ─, àquela hora, era um mar de gente. As tabernas de Tio Zé Burgos, Tio João Laranjinha e, no largo, Tia Vitória, atenuavam o calor abrasador vivido durante as touradas, com bebidas (a temperatura  natural, pois não tinham frigorífico nas décadas de 1950/60). Era um alívio para os mais ávidos, mesmo sem estarem frescas.

Entretanto, Tio Zé Luís Alcario percorria a praça com umas grades de pirolito, gasosas, laranjadas, etc. vendendo e matando a sede aos mais aflitos. Em anos mais recuado, Tio Minhique (alcunha) transitava pela praça cedendo, ─ por umas dezenas de centavos ─, um quartilho de água e assim arrecadavam uns tostões para fazer face ao orçamento familiar.

Porém, à parte da história narrada, aproveito para expor o seguinte:

Nos dias de hoje, nada do que se passava no largo existe. Não temos um só espaço para todas essas diversões, incluindo barracas de comes e bebes, que estão dispersas. Uma barraca de bijutarias na rua próximo ao mercado, outra na estrada junto ao jardim público, outra em Montes Claros, etc. Os investidores, por muita vontade que tenham em vir dinamizar a nossa Fêra e fazerem o seu negócio, podem  perder o desejo à nascença.

Como as autárquicas estão ao virar da esquina, daqui faço um apelo à futura Câmara, se julgar por bem: criar condições para que esta lacuna seja  colmatada para o bem  da festa e de Barrancos.

Gostaria de terminar esta descrição com o desejo de uma Fêra bem passada e cheia de diversões. Mas a peste, que teima em massacrar-nos, não nos permite, mais uma vez, gozar esta festa que herdamos de nossos antepassados.

Barrancos, 16/7/2021 - ass)  José Peres Valério

(imagens JPV)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Contributos para a História de Barrancos (XIV) - a Tapa e o tapêu

Mais um excelente contributo de José Peres Valério (texto e fotos):
(...)
Tapa palavra com variadíssimos significados. É uma forma verbal na 3ª pessoa do singular, do presente do indicativo do verbo tapar, que nada tem que ver com o que se passa a descrever.  Esta palavra tem aplicações de tapamentos, ou sapatos, até à culinária. Nesta área, para qualquer Barranquenho a Tapa não é desconhecida, mas certamente ignorada por alguns. Posto isto, passo a relatar o que a história nos diz. Oriunda de Espanha, tinha por finalidade de ser colocada na boca da taça, com bebida, para evitar a entrada de pó. Usavam-se fatia de queijo, presunto ou outras. É um aperitivo servido, desde tempos remotos, nos bares e restaurantes de Espanha para acompanhar as bebidas que, segundo lendas, de conhecimento oral, existem várias hipóteses sobre o aparecimento das Tapas. Um dos mais conhecidos diz que as Tapas surgiram no século XIII durante o reinado de Afonso X de Leão e Castela que, devido a uma doença se viu obrigado, a tomar goles de vinho e, para evitar a embriaguez, comia alguma coisa acompanhando o vinho.  

Outra, conta que os reis católicos obrigaram os taberneiros a servirem, com a taça de vinho ou cerveja, uma Tapa, fria: queijo; presunto; chouriço, o que houvesse.

Uma versão popular mais simples diz que as Tapas surgiram da necessidade dos trabalhadores em adquirir força para seguir trabalhando até a hora do almoço. Essa necessidade era preenchida com a ingestão de um pouco de comida acompanhada por um pouco de vinho. Todavia é antigo o costume espanhol de se comerem pequenas porções de comida para aliviar a fome.

Entretanto, com a expansão por toda a Espanha, este hábito, converteu-se num fenómeno culinário exportado para outros países, nomeadamente: EUA, América Latina e outros, sem esquecer Portugal.

Dada esta pequena introdução passo a narrar o que é a Tapa em Barrancos.

Barrancos, situado na fronteira Leste do país, que desde cedo começou a adquirir costumes e culturas com os povos espanhóis mais próximos, em especial Encinasola por distar 9 Km e, também, ainda que mais distantes, Oliva de la Frontera, Higuera la Real e Fregenal. Tomando aquela lenda, pensa-se que neste intercâmbio a Tapa foi uma das bases da culinária que o povo de Barrancos adquiriu, prevalecendo até os dias de hoje.

Quando, chegado a um café, sociedade, restaurante, hotel e pedir uma taça, um jarro de ¼ litro ─ que predomina ─, ou uma garrafa de vinho, a Tapa, fria ou quente, acompanha sem necessidade de ser pedida, incorporada no custo da bebida. Com a cerveja não há Tapas, mas às vezes, os empresários, põem também amendoins ou outros. É óbvio que com um bom vinho não há melhor acompanhamento do que uma boa Tapa. Quantas vezes pessoas, de passagem por Barrancos, constatando este facto, se interrogam, exclamando: Como é possível! Depois, quando se explica o “fenómeno” responde, a grande maioria, que em nenhuma parte do território nacional se verifica tal prática. De facto não se sabe concretamente  se  em todo o território fronteiriço ou não, se pratica este sistema. Mas por aquilo que se ouve dizer, julga-se que Barrancos será o único ou muito próximo de sê-lo.  

É um sistema implementado desde os primórdios dos tempos.  Uma forma de socialização entre amigos.

Chegado o desejado Domingo, dia de descanso com momentos de descontração depois de uma semana de trabalho árduo, os trabalhadores rurais em especial e alguns artífices, juntavam-se nas tabernas bebendo uns copos de vinho com a boa Tapa.  Daí seguiam para outras, grupos de 6/7 indivíduos, às vezes até mais, entoando as nobres quadras ancestrais alentejanas, que nos transmitem os sentimentos e momentos do quotidiano, pelas ruas até chegarem à taberna mais próxima. E assim prosseguiam por umas quantas, − bebendo uns copos e Tapeando ─ ora numa, ora noutra.

Barrancos sempre teve variadíssimas tabernas que serviam Tapas de excelência. Quais, dos que provaram, não se lembram das pardelhas assadas com coentros, cebola, alho e azeite com que alguns taberneiros, por exemplo: Tio Tomás Tereno, entre outros,  tinham o gosto de nos presentear?

Barrancos, também se preza de ter variadíssimos cantadores do cante alentejano que outrora se elevaram em concursos conquistando alguns 1ºs. lugares. Foi possuidor de dois grupos, qual deles o melhor. Pena que hoje não haja um, que represente a nossa terra por outros mundos.

Entretanto, a título de curiosidade, passo a citar as tabernas, cafés e restaurantes, que recordo, algumas, com nostalgia, desde a década de 50 do século transato: tabernas do tio Zé Grabiel, na Rua da Parra; Tio Manuel Pelador, Rua Jerónimo Vasquez; Zé Fialho (Zacarias), Rua da Igreja; Sociedades Recreativa e Sociedade União, na Praça da Liberdade; A Pipa e Tia Remédio e Café Central, Rua da Praça da Liberdade ; Tio Zé Burgo e Tio João Bergano, conhecido por Joanilho, na Rua S. Sebastião; Tia Vitória, Largo do Altossano; Zé Basso, hoje Restaurante A Esquina, na Rua das Fontainhas;  Manuel Ortega, mais tarde Tio Zé Burgos, tio António Oliveira conhecido por António Bomba, Tio António Nunes/Domingos Fretes, André Taberneira mais tarde José Costa, conhecido por Zelilha, Tio António Currito, Gabriel, Tio Tomás Tereno mais tarde Florindo Carvalho, Manuel Costa, conhecido por Manuel Minhoca, na Rua Forças Armadas; Zé Nunes, Tio António Bergano, conhecido por António Lalo, Sociedade Filarmónica, Tio Zé Mourenho, Tio Mateo, Largo de Montes Claros; Tio Zé Nunes (pai), Zé Nunes (filho), Tio Sequeira, Carlos Mourenho, Restaurante Miradouro, Diogo Pelau, António Lobo, João Cantare, Carlos Durão, mais tarde outros, Tio Carixa e Hotel Agarrocha, Rua 1.º de Dezembro; Manuel Candêo, Rua de Moçambique.

Barrancos, 17 de Janeiro de 2021

ass)José Peres Valério

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Falemos hoje de comida de comprar e levar para casa em Barrancos

Nos restaurantes de Barrancos podemos escolher um pouco de tudo, para comer no local ou levar para casa. Mas há um prato, aliás dois, que ainda não encontrei - lentilhas e chícharos.!

Esperando que não omita ninguém por lapso, abaixo fica a lista dos estabelecimentos de restauração locais que também funcionam em regime de "comprar e comer em casa" (takeaway), começando pela entrada da Vila:

- Restaurante Agarrocha (hotel), à entrada da Vila, Rua 1º de Dezembro (google mapas)

Restaurante Agarrocha - Foto: Arquivo eB,

- Café "A Telha", do Davide Berjano, Rua 1º de dezembro, 75 (google mapas)

Café A Telha - Foto: Google Mapas

- A Raquel (Cantinho do Lobo), Rua 1º de Dezembro, 63 (google mapas)

"A Raque" (Cantinho do Lobo) - Foto: Google Mapas

- Restaurante Miradouro, Rua 1º de Dezembro (google mapas)

Restaurante "O Miradouro" - Foto: Arquivo, eB,

- Café "O Chapa", Rua das Forças Armadas, 60-62 (google mapas)

Café "O Chapa"  - Foto: Arquivo, eB

- Restaurante "O Central", junto à praça da Liberdade (google mapas)

Restaurante "O Central" - Foto: Arquivo, eB

- Sociedade Recreativa Artística Barranquense (SRAB), praça da Liberdade (google mapas)

Sociedade dos Rapazes (SRAB) - Foto: Arquivo, eB

- Restaurante "A Esquina", rua das Fontainhas, 2 (google mapas)

Restaurante "A Esquina" - Foto: Arquivo eB

Bom apetite!

 Cozido de ossos com couve do Restaurante Esquina
Foto: A esquina
cozido de grãos com bacalhau, da Sociedade dos Rapazes
Foto: eB, 18/03/2026
cozido/guisado de grãos
Foto: daqui

sexta-feira, 22 de março de 2019

"Restaurante A Esquina: onde o Descobrimento dos Sabores de Barrancos acontece"

O Expresso, veio dar conta daquilo que nós já sabíamos: "quem nunca veio ao restaurante A Esquina pode questionar-se se vale a pena enfrentar o caminho de curvas para chegar à vila de Barrancos, situada a cerca de 250 Km de Lisboa. Pois, sim, vale cada centímetro percorrido. E a este propósito, vem-nos à memória, uma menção criada, curiosamente, pelo Michelin, guia vermelho da restauração internacional, que encaixaria que nem uma luva neste “descobrimento”, a de excelente cozinha pela qual vale a pena fazer um desvio”
(...)
A proprietária atende com o à vontade de quem conhece os clientes e falando o dialeto próprio dos habitantes de Barrancos, o barranquenho, português influenciado por espanhol.
(..)
A decoração d’A Esquina (Rua das Fontainhas, 2, Barrancos, Tel.285958694) é naturalmente afetada pela ligação aos touros, que fazem parte da identidade cultural da vila, e exibe cartazes emoldurados de touradas, que por ali passaram. Mas também pela “afición”, que vem de além-fronteiras, comungando espanhóis e portugueses deste gosto pela festa brava.
O contrabando da vila fronteiriça de outrora já não existe, mas descobrir a oferta autêntica e genuína de uma cozinha, com matérias-primas nobres, fortemente marcada pela florística e pela riqueza pecuária histórica da região, será também certamente motivo de algum “frisson”
(imagem Expresso, Boa Cama, Boa Mesa)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Festas de Barrancos 2010 - 3º dia

7h00: Continua o tempo quente e seco. 21º C.
7h30: Menos gente, mas muita animação, na praça e na rua da Igreja.
7h50: Os cabrestos sobem a rua e atrás deles os mais "medrosos".
8h16: O primeiro touro faz faenas na rua antes de entrar na praça. Os paus das portas são refúgios onde, à pressa, não se protegem muitos. Algumas paredes são testadas e o reboco vai abaixo... Já na praça varreu por duas vezes o chão, fazendo com que todos subissem. Com alguma confusão, o encerro continua, sendo o touro pouco depois enlaçado e encerrado,... com resistência!
8h30: O segundo touro é mais rápido e sobe a rua quase sem ligar a ninguém. Na praça, logo a seguir à entrada, um forasteiro é colhido e arrastado alguns metros, aparentemente com alguma gravidade, sendo prontamente assistido e retirado pela portada dos correios. Com o touro mais calmo, no meio dos cabrestos, o Violante e o Rúbio enlaçam-no às primeiras tentativas.
9h10: O encerro terminou. Os cabestros já não estão. É a hora da Charanga "Os Dinâmicas" que, no centro da arena, animam a multidão, que ainda permanece pela praça. Muita música e algum bailarico...

9h50: 27ºC!
18h00: Na praça, menos gente, o mesmo entusiamo, mais calor (41ºC).
18h10: Os bombeiros regam a praça.
18h40: Começa o "passeilho", onde a Comissão de 2010 apresenta aos espectadores a Quadrilha de Toureiros e a nova Comissão para 2011. Tendo em conta o dia de ontem, as expectativas estão muitas altas...
18h50: Toca e sai o primeiro touro. Como ontem, os toureiros ainda estavam nas torneiras... Finalmente um deles decide-se e enfrenta o animal. Primeiro tércio, péssimo; segundo tércio, nas banderilhas, mal; terceiro tércio, mau. Muito Mau. Sofrível.
19h25: Vamos para o segundo touro, com a esperança de melhor sorte. Afinal não, tudo na mesma, ou pior! Os toureiros retraídos, deixam o touro à solta, que varre a praça, sob o olhar do "matador". Desta vez, uma ligeira alteração: primeiro tércio, mal; banderilhas, mal; terceiro tércio, razoável nas chicuelinas e capotassos, chegando a alegrar o público, mas... mal, muito mal na(s) estocada(s) final! Para esquecer.
Salvou a tarde, o "terceiro touro"!

22h30: No palco da praça já tocam "Los Sureños". Som não estridente, como ontem. Cantigas do costume, neste tipo de grupos espanhóis (sevilhanas, rumbas, passodobles,...). Bom espectáculo.
A praça, para uma "segunda-feira", está praticamente cheia. Nas ruas, principalmente desde a Pastelaria Aventura, também. Na esplanada do café Morenho não cabe um "quique". Está completamente cheia. Dizia um casal, com um bebé no carrinho.
24h00: Abrem as portas do Quintalão e, de rompão, uma pequena multidão vinda da praça, entra e procura cadeiras. As poucas que há, esgotam logo. "La Gran Orquestra, vinda  de Sevilha, começa pouco depois a tocar. Está aberto o baile do 3º dia de festa. Enquanto a música continua, lá fora, a esplanada do restaurante Esquina, continua cheio, tal como o muro em frente. Na rua de acesso ao baile - Rua 1º de Maio, os vizinhos aproveitam o "fresco". Está uma noite muito quente (29ºC às 23h00).
À 1h30, no primeiro intervalo do baile, os casais com bebés e crianças pequenas são os primeiros a sair. Boa música, boa orquestra. Neste domínio a Comissão de Festas fez boa escolha.
.
Reflexão:
Em relação aos artistas das corridas de touro (matadores e suas quadrilhas), estamos pior que há 5, 10, 15 anos atrás. Temos de ser mais exigente nas contratações (escolhas) dos toureiros. É necessário fazer alguma coisa para acabar com estas situações degradantes que revoltam o espectador e prejudicam as nossas Festas.
Enquadradas jurídicamente desde 2002, as  Festas de Barrancos carecem de aperfeiçoamento e melhorias, sem descaracterizar ou adulterar aquilo que costumamos chamar de tradição. Estaremos a tempo de salvar as corridas de touros (espectáculo de referência), que desejamos para Barrancos? Sim, julgo que ainda é possível. Enquanto antigo membro de uma Comissão de Festas e familiar de dois festêros de 2010, estou triste, por eles e pela aficcion.
À atenção do Reinaldo, Côco, Helder, Hugo e Gonçalo (Comissão de Festas de 2011).  Ao mesmo tempo que está nas vossas mãos alterar esta situação, vão estar sob observação permanente. Do povo, mas também das autoridades locais que, estou certo, não irão ficar indiferentes. Está em causa a imagem de Barrancos.
Está aberto o debate, mas com assinatura.

domingo, 22 de março de 2015

A feijoada barranquenha d'A Esquina - em destaque no Hoy

J.R. Alonso de la Torre, jornalista e escritor espanhol que visitou Barrancos no passado dia 14, publicou ontem no jornal diário HOY, da Extremadura (Badajoz)um artigo sobre a "feijoada barranquenha",  servida no restaurante Esquina, de Barrancos, que pode ler aqui.
Feijoada con cogumelos y cerdo en A Esquina, Barrancos. :: E.R.
A feijoada com cogumelos e carne de porco
Foto: ER 

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

A procissão - começou bem e acabou melhor

Eram 6 e 25 da tarde (com 34ºC!) quando se ouviu o foguete (morteiro) a avisar que a procissão "ia sair da igreja". Na praça pequena, Praça do Município, por donde sai a procissão do dia 28, muita gente se apinhava e esperava. A banda já tinha chegado há algum tempo. Na porta da sacristia, entravam e saiam quem estava "escalado" para levar a Nossa Senhora, o Sº José ou até o Menino Jesus. Havia também quem esperasse para levar o pálio do pároco.
A procissão começa a andar. Entra na rua Cónego Almeida  e segue em direção a Sº Bento/Altossano. Nestas ruas e um pouco pelas demais, por onde passou a procissão, respeitou-se o aviso de "não estacionar - passagem da procissão", colocado nas vésperas.
A procissão prossegue. Em cada esquina, travessa, há sempre mais alguém que entra na fila e faz com que a procissão esteja muito bem composta. Quando recolhe, cerca das 20h30, a procissão tinha o dobro do comprimento. Das quatro esquinas à praça pequena, um continum de gente também fazia a procissão. 
A procissão. Fotos: eB, 28-08-2015

quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Festas de Barrancos 2022 - um pouco da terceira a última tourada (dia 31)

Esteve um dia mais fresco que os outros três, mas à hora da tourada,18h00, faz sempre calor. Na arena, em cima do tabuado, debaixo do tabuado, nas portadas, a circular entre uma portada (finanças) e outra (a do padre), o calor é mais intenso e o suor faz-se notar. 

Este ano, para quem fica de fora da praça, na zona da igreja, sentiu a falta do bar do Clube (do Barrancos FC), na praça pequena ou do Bar do Centro Social, na rua da Igreja, frente ao antigo posto da GNR. Valeu a carrinha da Comissão de Festas, colocada frente ao cartório, na esquina da casa da Isabelita Tereno. Aqui, os menos afoitos ou menos interessados nas faenas, porque também os há, cumpriam um dos rituais de fêra: bebiam uma imperial entre amigos, enquanto conversavam sobre "como tinha corrido a fêra", ou "que fará a nova comissão amanhã" ou, ainda, "quando desmancharão os tabuados", ou... ou... há sempre muitos "ous" temas de conversa. Tantos, quanto os grupos que aqui estavam.

Entretanto, na arena, o matador Manuel Perera contracenava com um Couto de Fornilhos. Perto ou longe, em Madrid, Paris, Londres, em Genebra, na zona de Lisboa, ou até na praça pequena, mesmo ao lado dos tabuados, havia quem assistisse à tourada "em direto do facebook de x, y ou z", que passou a ser uma ferramenta muito procurada nestas ocasiões. Aqui, ali ou acolá, via-se a Fêra de Barrancos em direto, e quem estava longe ficava agradecido. Muito agradecido/a.

Regressando à faena do matador Perera, vista em direto pelo facebook, podemos referir que foi boa, tão boa como as das touradas anteriores, de 29 e 30, que também o foram. O sucesso das touradas da fêra de 2022 fica aqui registado. A comissão arriscou, terá sido bem aconselhada. O eB reconhece e agradece aos festêros/festêras.

Na praça, a vaca e os aficionados locais continuam a disputar o protagonismo. Os tabuados começam a vaziar e a vaca despede-se eram quase 20h00, com o sol posto.

A Fêra de Barrancos regressa em 2023, mas antes, amanhã dia 32, "há vacada da nova comissão"! Faz parte da tradição. 

No dia 33, sexta-feira, que faremos, se ainda há tabuados?

momentos da tourada do dia 31
(Fotos: eB e IP, 31-08-2022)

quinta-feira, 25 de junho de 2026

"Boa cama, Boa mesa" - passou por Barrancos

O suplemento "Boa cama, boa mesa" do semanário Expresso, passou por Barrancos e divulgou na TV Sic Noticias a sua reportagem, que pode ver clicando aqui.

Envolvido entre colinas e linhas de água, o Parque de Natureza de Noudar, a 10 km de Barrancos, guarda segredos e capítulos esquecidos da história de Portugal e de Espanha. No mais profundo Alentejo, há um mundo maravilhoso à espera de ser descoberto.

Com cerca de 1000 hectares, a Herdade da Coitadinha, cujo nome remete para uma pequena coutada, é hoje um santuário de vida selvagem dominado, do topo, pelo Castelo de Noudar.
Construído em 1307, é uma das sugestões da nova coleção
Portugal Autêntico" editada pelo Expresso e já disponível.

Para além da observação da vida selvagem e diversas experiências na natureza, Noudar dispõe de duas unidades de alojamento, que preservam a ruralidade do Alentejo.

Em Barrancos, reconhecido como o município com menor população de Portugal Continental, as gentes locais orgulham-se do dialeto barranquenho, que ainda sobrevive, e da bandeira de “Capital do Presunto”.

É neste contexto que surge a expressão "Presunturismo", um novo conceito de turismo gastronómico que ganhou fama graças à Casa do Porco Preto. Este produtor oferece visitas guiadas que dão a conhecer alguns segredos da cura natural de presuntos, paletas e enchidos de porco alentejano.

Na vila, depois de conhecer a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, junto à icónica Torre do Relógio, com o popular e muito fotografado ninho de cegonha, faz-se paragem no restaurante A Esquina. Da grelha, obrigatório provar o típico catalão e, em tempo de caça, o “Coelho bravo”.

O roteiro segue em direção da Amareleja, onde visitou a Queijaria Almerinda e terminou na Estação Náutica de Moura.

Monte da Coitadinha, PNN, Barrancos
Castelo de Noudar, Barrancos
(Fonte: texto e captura de imagens do vídeo Boa Cama, Boa mesa, SIC Noticias)