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segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

COVID 19 – Porque está Barrancos na lista dos municípios de “risco elevado” a partir de 9 de dezembro?

Esta pergunta deve estar a ser feita por muitos Barranquenhos, pelo menos desde a tarde de sábado, quando António Costa, primeiro ministro, divulgou as medidas de restrição para o período de 9 a 23 de dezembro de 2020.
Uma outra dúvida deve
também andar na cabeça de muito boa gente, desde ontem à noite: - Porquê estamos na lista de “risco elevado”, se “temos apenas três casos ativos”?

A resposta está nos critérios de risco epidemiológico, em função dos casos por município e não por casos/nacional, evitando assim penalizar todos por igual, como sucedeu na primeira vaga (março/abril).

A partir de novembro, o governo adotou o critério do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, uniforme para toda a União Europeia, que define como situação de elevada incidência a existência de 240 casos por cada 100 000 habitantes, nos últimos 14 dias.
No Mapa de Risco, de base municipal, foram criados quatro escalões:
- Risco Moderado: menos de 240 casos/100 mil habitantes;
- Risco Elevado: entre 240 a 480 casos, idem
- Risco Muito Elevado: 480 a 960 casos, idem
- Risco Extremamente Elevado: mais de 960 casos, idem.
Foram estes critérios, com base no número de casos ativos “nos últimos 14 dias” – que variou entre 4 e 6 casos, ou seja, entre 245 e 368 casos por 100 mil habitantes - que levou o governo a integrar Barrancos na lista dos municípios de “risco elevado”, para o período das 00h00 de 9 de dezembro, até às 23h59 de 23 de dezembro de 2020, salvo eventual renovação já prevista até 7 de janeiro de 2021.

A definição dos critérios de risco não está isenta de críticas, e muitos autarcas contestaram a avaliação dos seus territórios alegando que “a definição do risco não tem em conta os casos recuperados no mesmo período” ou, então, que “os territórios de baixa densidade deveriam ter uma discriminação positiva”, com base “na população e na área municipal”.

Estas, e muitas outras críticas apontadas ao “mapa de risco”, poderão ter as suas razões e ser válidas, mas os critérios foram definidos previamente e, até à sua alteração, serão estes os que estabelecem o “mapa de risco” para cada município, num determinado período.

A aplicação dos critérios de risco sem uma ponderação da especificidade local e da situação epidemiológica atual (apenas três casos ativos) cria uma situação de injustiça para o município de Barrancos, que penaliza toda a comunidade, e em especial o setor da restauração /bebidas os mais sacrificados desde o início desta pandemia.
Entretanto, haja esperança (e sorte!), para que consigamos "achatar a curva", e Barrancos possa regressar à lista dos municípios de risco moderado. Preferencialmente, com zero casos.

Mapas de Risco municipal
(Fontes: DGS e  VOST Portugal)
"Pontos de Situação" - CMB/SMPC
(Fonte: CMB, facebook)

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Peditório da Liga Portuguesa Contra o Cancro - "um bem-haja a quem contribuiu" e outro a "quem generosamente o realizou"

O Peditório de rua da Liga Portuguesa Contra o Cancro decorreu entre 29 de outubro e 2 de novembro. O peditório da LPCC tem uma organização de base concelhia, com base nas instruções nacionais. 
Em Barrancos, há muitos anos que o peditório decorre com o apoio da CMB, através de voluntários de associações e instituições locais. Este ano, como tem sido habitual, a Associação de Reformados de Barrancos foi uma das principais dinamizadoras do peditório.
Como bem diz a ARB, um "GRANDE bem-haja, a todos os que contribuíram". E outro, às voluntárias da associação, na imagem, que generosamente o realizaram.
Voluntárias da Associação de Reformados de Barrancos, 
pelas ruas de barrancos, durante o peditório da LPCC 2020
(Fotos: Cortesia, ARB, 02-11-2020)