segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

A lenha da praça - a tradição morreu?

A tradição de "levar lenha à praça para aquecer o Menino Jesus", entre 8 e 24 de dezembro, desapareceu. Dantes, grupos de jovens e também de adultos, concorriam para ver quem trazia mais lenha à praça!  Agora, desde há pelo menos três décadas, sendo generoso, quem traz a "lenha à praça" são os tratores do Município.
Numa tentativa desesperada de manter e recuperar a tradição, a escola, com o apoio do Município, convoca anualmente as crianças nos últimos dias de aulas, antes das férias de Natal, para levar a lenha à praça, ao som das cantigas tadicionais:

Ramita de laurel
Ae, ae, ae,
Ramita de laurel
Ae, ae, ae,
Ramita de laurel
Por causa de la leña
Me llevan al cuartel
.
Debajo de la cama
Del señor cura
Debajo de la cama
Del señor cura
Se crían jaramagos,
como lechugas (bis)

(a lenha da praça, na manhã do dia 20 de dezembro, já depois da terceira "carrada" da CMB)
 
(a lenha da praça, na manhã do dia 18 de dezembro, já depois da 
segunda "carrada" da CMB e da JFB)

(a lenha da praça, na manhã do dia 17 de dezembro, já depois da primeira "carrada" da CMB)
(a lenha da praça, na manhã do dia 16 de dezembro)
(a lenha da praça, na manhã do dia 13 de dezembro)
.
(a lenha da praça, na manhã do dia 12 de dezembro)
(a lenha da praça, na manhã do dia 10 de dezembro)
(a lenha da praça, na manhã do dia 9 de dezembro)
(Fotos: eB, 9/17-12-2019)

2 comentários:

romcadur@gmail.com disse...

Isto de tradições acabarem deverá ser explicado por sociólogos ou antropologos ou sei lá alguém que saiba da poda. Mas, o que se pode ver enquanto temos olhos é que sempre que as classes dirigente querem sobrepor-se âs tradições por acharem que com isso as favorecem, acontece isto, acabam com os usos e costumes do povo. Aconteceu quando a nossa câmara começou há alguns anos a substituir-se aos jovens a pensar que eles não trariam lenha à praça, acontece também quando se dá subsídios as pessoas(algumas) para elas não trabalharem, acaba, por se habituarem a nada fazer e ai se cria o habito que é o contrário das tradições. Um povo é o que em memória colectiva vai criando e construindo naquilo que se revê e que lhe dá prazer.
Há que deixar as pessoas terem iniciativa e não cortar repentinamente com os usos e costumes. Estes não se fazem por decreto.

Anónimo disse...

O estado tb deveria cortar os subsidios aos proprietarios das terras que nada produzem! para ver quantos tem iniciativa...