Quem já foi ministro das cidades, percebe pouco do campo!
E porque não podemos ter a "google em Barrancos", quando todos sabemos que os nossos terrenos não servem para plantar batatas! Nem para a agricultura, em geral. São, na sua maioria, de classe E, ou seja "capacidade de uso muito baixa, com limitações severas" (PDM Barrancos).
Se não temos campo para "plantar batatas", temos condições e terrenos para ter a "google em Barrancos" - uma Incubadora de Empresas, novinha em folha, ainda sem empresas; mas, sobretudo, e aqui pode estar a "vantagem comparativa", um Parque Empresarial com lotes disponíveis a custo simbólico, e onde estão previstos, "nas parcelas F1 e F2 (...), equipamentos colectivos de apoio (...), um parque
de exposições e um centro de formação profissional" (vide art. 8º do Regulamento do Plano de Pormenor do Parque Empresarial de Barrancos)
A Google é uma empresa tecnológica, um unicórnio, e por isso os acessos rodoviários não são empecilhos! E há programas europeus e nacionais que incentivam e financiam a "mudança de empresas e pessoal qualificado para o interior"! Sem falar na potencialidade do trabalho online e o teletrabalho.
Será possível replicar um mini Taguspark em Barrancos, onde Portugal e Espanha começam? Sevilha e Huelva, ficam a 150 Km; Badajoz a 110 km; tantos como Évora e Beja (esta com aeroporto); Madrid a 475 Km, pouco mais que Lisboa, que fica a 250 Km!
(caro Isaltino: Não se podem plantar batatas em Barrancos!)
Nota do autor
Podia ser uma noticia ao estilo "Inimigo Público", mas lendo e relendo o texto pode muito bem ser uma noticia do "Público", ou outro jornal de referência nacional, com o título "Google foge para Barrancos"!