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sábado, 4 de julho de 2020

Lugares e sítios de Barrancos - o Altossano

Altossano/largo de S. Sebastião, visto do topo nascente/norte
(Fotos: eB, 22-06-2020)
Altossano/largo de S. Sebastião, visto do topo poente/sul
(Fotos: eB, 22-06-2020)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Subsídios para a história de Barrancos - a Taberna da Tia Vitória (no Altossano)

Há muitos anos que ouvi esta "história" pela primeira vez. Várias outras vezes me foi contada ao longo da adolescência pelo meu avô materno, que dizia ser cliente habitual. Falava sobre o mesmo local, o mesmo sítio, as mesmas pessoas, mas acrescentando sempre mais algum pormenor. Nunca a valorizei. Aliás, como todas as crianças ou adolescentes, pouco "ligava" às histórias que nos vão contando ao longo do nosso crescimento. Até um dia, quando um "clic", uma conversa "parecida" ou a mesma "história" ouvida a outra pessoa, "despertam" a curiosidade e vem à memória tudo aquilo que nunca terá sido esquecido, estando apenas adormecido. Cabe neste introito, a história de um estabelecimento de bebidas, desaparecido há muito, tal como todos (ou quase todos) os seus clientes. 
Na memória perdeu-se o sítio ou local exato onde ficava e alguns pormenores foram "avivados" por conversas recentes, com amigos e conhecidos, novos e velhos que, tal como o escrivão destas linhas, foram rememorando factos, pessoas, e acontecimentos. Falamos duma taberna, mas não duma taberna qualquer.
A Taberna da "Tia Vitória" - nome da proprietária e taberneira, uma mulher de estatura média, "sempre curvada" - que existiu no Altossanohoje Largo de S. Sebastião na toponímia oficial de Barrancos, entre os anos 40 e finais da década de 50 do séc. XX. O estabelecimento era um afamado local de copeu e tapeu, muito frequentado por trabalhadores rurais, por contrabandistas e por quem gostava do jogo (cartas), com ambiente animado pela alegria e espontaneidade da castiça tabernêra
A taberna, ou melhor a "história" da taberna, é hoje recordada sobretudo por um triste acontecimento ali ocorrido, em data que não se consegue situar: o suicídio de um homem de alcunha Molina (ou Tonaca?). Consta que já estaria na taberna, algures, numa mesa onde escreveu uma carta. Depois, entre as portas, com uma faca na mão comprada um pouco antes numa mercearia "de passagem, grita - "assim se mata um homem!". Para espanto e horror dos presentes, corta-se o pescoço e cai ao chão degolado!
Momentos depois da confusão o corpo será levado para o meio do largo, numa escada de madeira servindo de maca improvisada. Os gritos e gestos prévios a este triste sucesso terão ficado na memória de quem assistiu, e na altura muitos clientes havia na taberna. O que se terá passado antes não se sabe, mas contava-se "entre dentes" que o Molina (ou Toneca), homem casado, mas separado de facto, porque divórcios não havia à data, ter-se-ia sentido abandonado por uma familiar da tabernêra, de quem se teria apaixonado. O sentimento de "abandono", de vergonha ou o "desprezo" de um amor "não correspondido", tê-lo-á levado a cometer o suicídio, que tinha premeditado: a escrita da carta (de despedida? ou de justificação?) e a compra da faca.
A taberna terá continuado aberta por mais alguns anos, nada restando na atualidade daquele estabelecimento, que funcionou onde hoje existe uma garagem em ruinas. A Tia Vitória, também conhecida pela alcunha de Gatinha, por ser irmã do Xico Gato, tinha um filho e duas filhas, que se terão fixado em Moura ou Setúbal, onde "fizeram família e onde ainda devem andar".
No Altossano, por onde passo com frequência, parece que ainda se ouvem os gritos de tão tresloucado acto. No chão, a calçada parece que também continua manchada de sangue.
Fotos1-2:  local onde esteve a taberna
(Foto1: Google maps, print, 18-10-2020; Foto2: Arquivo eB, 2014)

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Ruas de Barrancos - o Altossano

Largo de S. Sebastião/Altossano. Lado Norte. Foto: eB, 17set2012
Largo de S. Sebastião/Altossano. Lado Sul. Foto: eB, 20set2012

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Energúmenos rondam a zona do Altossano em Barrancos

Num mês é o terceiro furto registado na zona do Altossano (Largo de Sº Sebastião) e arredores. Primeiro, um painel de auto-rádio, que pouca utilidade terá para o amigo do alheio, porque tem código. Uns dias depois, um computador profissional (CPU e monitor), dum jeep estacionado no largo. No passado fim-de-semana,  5 de agosto, o acto criminoso foi mais grave: houve intrusão numa casa de habitação, de onde terão sido furtados objetos pessoais não quantificados.
As autoridades policiais tomaram conta da ocorrência, encontrando-se em investigação. Esperamos que estes energúmenos delinquentes, locais ou adotados, que se aproveitam de uma população pacata, para causar alarme social, possam ser identificados, para descanso da vizinhança.


quinta-feira, 29 de abril de 2021

Contributo para a História de Barrancos (XVII) – O mercado de abastecimento público

Publicamos hoje, o XVII, "contributo" de José Peres Valério, desta vez sobre o mercado, as feiras, e seus protagonistas: vendedores:

"Antes de 1972 o mercado de abastecimento público teve a sua iniciação na Praça do Município, passando mais tarde para o Largo de S. Sebastião, mais conhecido por Alto Sano, até à data da inauguração do atual. Toda a venda era feita a céu aberto.
A comercialização dos géneros alimentícios era muito diversificada. Além do mercado, vendia-se carne de matanças de porco em casas (com, ou sem mercearias), pelas ruas, etc..
Mas, passo a enumerar por espécies:
1 – Carnes:
Os talhantes tinham bancas de madeira com proteção, também em madeira, para evitar as intempéries com que frequentemente deparavam (chuva, sol, ventos). Os proprietários, que recorde, eram: Tio Manuel Durão e seus filhos, Manuel e Glória; Tio Manuel Luciano; Tio Domingos Burgos e Chico Florido.
Em dada altura, Tio Manuel Durão desistiu do mercado e passou a exercer a atividade no talho, sito na Rua 1º. de Dezembro, hoje nº. 31. Também seu filho Constantino vendeu no talho localizado na Rua das Forças Armadas, hoje nº. 42. Outros houve, antes destes, que desconheço devido ao distanciamento temporal.
No matadouro, sito no Poço Novo, (com o abastecimento de água do mesmo poço), os magarefes faziam os abates dos animais: ovinos; caprinos; suínos; vacum ─ quando uma vaca partia uma pata. As carnes daqueles animais não estavam ao alcance da maioria da população, pobre, que vivia de salários baixíssimos, quando ganhavam. A exceção económica era o celebre mondongo (rebortilho, morcilha de lustre e patas de borrego ou chibo), que os talhantes desenvolviam com grande maestria. Era um prato divinal cozido com batatas, assim como os ossos do porco, consumido até hoje. Mais económico para o alcance das bolsas. Estas pessoas compravam uma quarta de carne, (125gr.), de vez em quando, para uma família de três ou quatro pessoas.
Como a maior parte das casas tinha um quintal, ainda que pequeno, muitas pessoas criavam galinhas, coelhos, etc. Era a forma de comerem carne com mais frequência. Daí recorrerem ao peixe. A inspeção das carnes e do peixe era feita pelo médico veterinário municipal, Dr. Vasconcelos, mais tarde substituído pelo Dr. Alberto. Na falta destes, era o filho da terra, delegado de saúde, Dr. António Pelicano Fernandes que desempenhava aquelas funções. As matanças caseiras, para consumo familiar, eram inspecionadas normalmente pelo delegado. As pessoas levavam 4 ou 5 amostras de carne de porco (a mais frequente) a casa do doutor.
2 – Peixe:
A venda de peixe mais comum, face à acessibilidade da população, era feita em cima de estrados de madeira sem qualquer guarnição.
O pescado era a base de alimentação desta gente. Por ser mais barato, recorria-se a este bem, que em quantidade (para um agregado familiar de 5 ou 6 pessoas) se tornava muito económico. Os peixeiros recebiam o pescado diretamente da lota através dos seus fornecedores. Peixe sempre fresco, salvo um ou outro caso. Congelado não existia. Com a chegada ao mercado, diariamente, por volta das 8/9 horas apregoavam o peixe que traziam e respetivo preço. Às vezes, faziam concorrência com despique entre si, baixando os preços para valores que a população aproveitava, com agrado. Nesses despiques chegavam a vender carapaus (joaquinzinhos) e sardinhas (pequeninas) a cinco tostões (50 centavos) o quarteirão e por um cento, que não chegavam a contar, aviando à mão cheia. O carapau do alto, por norma, era vendido a oito tostões cada, ou 2 por 15 tostões. A sardinha e o carapau, pequeno/médio e do alto, predominavam. Do peixe gordo, existiam várias qualidades. Para os mais desfavorecidos, apenas era alcançável o cação. Era um peixe só consumido pelos pobres. Hoje, como sabemos, apreciado por todas as classes sociais.
Os peixeiros daquele tempo eram: o Sr. João do peixe, de Safara, que tinha um empregado o Sr. Augusto; Tio António Torrado, mais conhecido por Tio António Porquério; João Pica, conhecido por João Cação e esporadicamente um ou outro que apareciam.
Terminada a venda no mercado, ao meio dia, cada um regressava aos seus destinos. Uns lamentando-se da fraca venda, outros nem tanto.
Entretanto, pela tarde o Tio Xico Narra que trabalhava também para o João do peixe, mais tarde de conta própria, apanhava na sua canastra e, pelas ruas, ao som de uma gaita, vendia peixe que tinha sobrado do mercado.
3 – Fruta e hortaliça:
A fruta era vendida apenas na correspondente época. Quando as plantas frutíferas davam e as condições climáticas eram favoráveis. A fruta de regadio, que imperava no verão era o melão e melancia, vinda da Amareleja em carros de tração animal que percorriam 25 quilómetros. Também se vendiam figos, uvas e figos passados. Havia dias em que se juntavam 10 ou 12 carros cheios. Os proprietários, chegados tarde a Barrancos, pernoitavam na estalagem, do Largo de S. Sebastião (Mercado), propriedade de Tia Maria Mendes, para no dia seguinte exporem os produtos à venda. Alguns faziam a sua venda pelas ruas, com os carros puxados por animais.
A hortaliça era vendida no mercado pelo Tio António Porquério e pela esposa de tio Chico Narra. Os familiares deste deslocavam-se com o burro à herdade das mercês (em Barrancos) para carregar a hortaliça que vendiam na praça. Além do mercado, também se vendiam frutas e hortaliças diretamente das hortas. Tudo produtos da época. Existiam vendedores que possuíam um bocado de terra aproveitando-a para semear algumas variedades de hortaliça que se deslocavam pelas ruas a vendê-las de porta em porta. Estou a lembrar-me de Tio Francisco Lopes Côco, mais conhecido por Tio Côco com o seu burro, vendendo: espinafres, alfaces, rabanetes, couves, repolho, tomates, coentros, salsa, etc., apregoando: la buena ehpinaca, lechuga, rabaneta, colantro. Eram tempos em que as pessoas, para sobreviver, deitavam mãos a tudo que desse uns tostões. Alguns pequenos lavradores, possuidores de boas terras para sementeiras de hortaliça, sem oportunidade de vender nas ruas, pediam a alguns pais que as suas crianças (poucas) vendessem as hortaliças e frutas pelas ruas a troco de…? Como a necessidade era grande, lá iam as crianças desempenhar essas funções.
Entretanto, havia décadas que a população ansiava por um mercado coberto, à semelhança de outras povoações, a fim de evitar os temporais que assolavam para comprar os seus haveres. Até que alguém se lembrou de lançar mãos à obra e construiu-se o tão almejado lugar.
Com a inauguração do novo mercado, significativo investimento público para o bem da comunidade, onde hoje se encontra, tudo mudou. As instalações, com condições higieno-sanitárias, bancas convenientemente apetrechadas para todas as atividades atrás citadas, puderam albergar muitíssimas pessoas num espaço amplo, evitando as agruras que passaram à chuva, vento, frio e calor. Todavia com a evolução do tempo houve muitas transformações socioeconómicas. Posto isto, nos dias de hoje, os talhos que existiam no 1.º andar foram fechados e o espaço transformado, para outras atividades, ficando apenas as bancas do rés-do-chão. Finalmente, é de salientar que o Largo de S. Sebastião poder-se-ia considerar espaço multiuso. Não só porque servia para o mercado de abastecimento como também para espaço lúdico, nomeadamente na fêra, com o aparecimento de diversos divertimentos, tais como: carrocéis; circo; barracas de quinquilharia; de fotografias com máquinas de caixote; de tiro; restauração; heringo (Tia Brizida na porta da sua residência e na praça pequena). Também houve barracas de ouro que se instalavam na praça pequena (Praça do Município).
Outros tempos!
Para os do tempo, recordarem.
Para os do tempo atual, conhecerem.

Barrancos, 18/04/2021
ass) José Peres Valério"
pormenor do mercado no Altossano
Mercado Público, atual
(Fotos: retiradas do perfil facebook José Peres Valério)

sábado, 3 de maio de 2014

Hoje é dia de Santa Cruz

Recordam-se da tradição do "Dia da Santa Cruz?
Era o dia de enfeitar (arranjar) uma cruz com flores para colocar numa porta ou na parede. Mandava a tradição que a cruz fosse colocada antes do nascer do sol, para depois rezar à sua volta. Em Barrancos, a tradição era um pouco diferente. A cruz era colocada de tarde. Ou melhor as cruzes! Havia várias, porque cada bairro tinha a sua. Em Sº Bento, no Altossano, em Montes Claros, nas Bicas, no Baldio... que depois animavam a zona com um bailarico noturno.
(Como não tenho imagens de Barrancos, recorri a uma foto da Santa Cruz, de México, que ainda hoje é celebrada em muitos países da América Latina.)
Foto Daqui

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

A recolha do lixo em Barrancos - um pouco de história do sistema local porta-a-porta

De acordo com a Resialentejo, a vila de Barrancos fica com 100% do território abrangido pelo sistema payt de recolha de lixo, a partir de 2 de janeiro! Entre outras novidades, que iremos conhecer durante os próximos dias, ficamos sem contentores coletivos. Nas restantes localidades onde o sistema também será implementado, Ourique, Serpa, Mértola ou Moura, p.ex, a recolha payt abrange pequenas áreas (as chamadas zonas históricas).
A dois dias do começo de um "novo" modelo, o Barrancos 100% payt, talvez seja de interesse recordar um pouco da história do "sistema de recolha do lixo porta-a-porta" em Barrancos:
A vila de Barrancos tem um serviço de recolha de lixo porta-a-porta desde 1974/75. Este serviço, ou sistema, como lhe queiramos chamar, foi criado no final do "mandato" da Comissão Administrativa  da Câmara Municipal (1974/1976), presidida pelo Sr. José Domingos Escoval, tendo sido depois melhorado pela primeira CMB eleita, presidida pelo Sr. Carlos Durão (1977/1982) - ver aqui e aqui. 
Naqueles primeiros anos (1975/1981), a recolha diária do lixo era feita num dumperprimeiro, e num trator anos depois, conduzidos pelo saudoso Tio Agostinho (motorista). O primeiro "carro do lixo", adaptado, só apareceria em meados da década de 1980. O lixo, a "granel", depositado em latas (de tinta) ou outros recipientes, porque não havia ou não se usavam sacos de plásticos, era "recolhido" pelo Manuel Antelo (Nekita), o primeiro cantoneiro de limpeza da CMB. A esta equipa, que esteve junta cerca de três décadas, juntavam-se ocasionalmente, um ou outro elemento, entre os quais os Xicos (o Ramos e o Basílio, o primeiro recentemente desaparecido).
As lixeiras, que dantes existiam nos chamados "arrabaldes" da Vila - recordo a zona do Pinhão cheia de lixo e de estrumeiras - foram desaparecendo a pouco e pouco. Foi um processo que demorou alguns anos, mas foi conseguido e, em finais dos anos 80, princípios da década de 90 (séc. XX), as lixeiras tinham desaparecido praticamente todas.
O lixo recolhido, era diariamente transportado e depositado na antiga mina de Minancos, encerrada e selada aquando da abertura da Estação de Transferência de Resíduos (ETA da Eira de Carrasco), em 2003.
Os contentores coletivos, que hoje estão espalhados em vários locais da vila, mas devia haver em mais, terão surgido em meados da década de 1990. Primeiro, na zona do bairro, e depois noutros locais. Os contentores para a reciclagem (papel, vidro e plásticos), são mais recentes - primeira década deste século.
Por fim, salientar que o serviço de recolha de lixo de Barrancos é assegurado pela Junta de Freguesia, por delegação da CMB, desde 1995.
contentores na zona do bairro dos Espanhóis
contentor no Altossano
contentores da rua da Igreja
(Fotos: Arquivo eB, 2019)

quinta-feira, 29 de março de 2018

A “Padeirinha” ou o “Canto da Verónica” – Como era em Barrancos?

Esta manifestação ocorre na época da Semana Santa (ou Endoenças), normalmente (mas não necessariamente) na procissão do Senhor Morto, na Sexta-Feira Santa à noite. Diz-se que a rapariga que interpreta o papel da Verónica/Padeirinha veste toda de branco e, quem sabe por isso, é chamada de Padeirinha.
Por outro lado, há uma lenda associada que refere que a Padeirinha era uma mulher padeira que, ao ver Jesus passar na Cruz, corre a enxugar-lhe o rosto com um pano, verificando, com surpresa, que a face fica impressa nesse mesmo pano. Por isso também na procissão, enquanto canta o "O Vos Omnes" desenrola e enrola um pano com a Face de Cristo. Este ritual religioso popular estará ligado, por um lado, à veneração do Santo Sudário e, por outro, ao Mandylion (ou Imagem de Edessa ou ainda a Santa Face de Cristo ou Sudário), sendo esta última comum à religião ortodoxa do Leste da Europa. De qualquer forma, nalgumas zonas mais a norte do País, essa Verónica poderá estar vestida de negro ou negro e roxo.
Como era em Barrancos:
Em Barrancos este fenómeno religioso já não existe, mas existiu. Há muitos anos contaram-me uma história que hoje associo a este fenómeno de religiosidade popular, que se passava em Barrancos nas primeiras décadas dos Séc. XX (até 1920).
Segundo consta, por altura da Semana Santa uma mulher vestida de negro (era sempre a mesma, mas cujo nome não recordo), subia a uma cadeira junto à parede do edifício onde hoje estão os correios, mesmo em frente à porta da Igreja. Neste ponto, ao mesmo tempo que cantava uma ladainha parecida com um choro, ia enrolando e desenrolando um pano com a imagem de Cristo. - (tal como neste documentário brasileiro). Na praça, muita gente assistia, estando as mulheres vestidas de negro. Na Igreja, a porta estava aberta (foto 1). Igualmente, durante a(s) procissão(ões) de Semana Santa, havia locais para descanso onde a "padeirinha" cantava. Um desses locais seria na rua S. João de Deus (fotos 2,3), provavelmente numa das suas janelas.
Nota do autor
Artigo aqui publicado em 27/02/2013, que me parece de interesse republicar, voltando a apelar aos leitores do eB para saber se tinham ouvido falar deste fenómeno religioso em Barrancos, ou noutras terras vizinhas.
Foto 1: Igreja Matriz de Barrancos. Foto: eB, 05-11-2012
Foto 2: Rua S. João de Deus (em direção ao Altossano): Foto: eB, 07-02-2013
Foto 3. Rua S. João de Deus (em direção Montes Claros). Foto: eB, 07-02-2013

terça-feira, 19 de abril de 2011

Casas à venda na Rua de Sº Bento

Quem cresceu em Sº Bento, Barrancos, fica sempre triste quando vê o letreiro, "Vende-se", afixado numa porta. Neste momento cinco quatro!
A casa (da foto 1), propriedade da Tia Maria Soledad/Srº Gonçalves está à venda desde há uma semana... É uma casa térrea, pronta a habitar, reconstruída totalmente há cerca de 15 anos.
Foto 1 e 2 - Rua de Sº Bernto, nº 20
O nº 25 (foto 3), da "Tia Xica Gavino", casa típica desta rua,  está à venda há uns anos, necessitando de obras. Devoluta há cerca de 10 anos.
Foto 3 - Rua S. Bento, nº 25
A "casa da Tia Dolores Sussana", (foto 4), à venda desde Dezembro de 2010, está em obras na parte posterior, que deverão ser concluídas pelos futuros proprietários. Devoluta desde há 7-8 anos.
Foto 4 - Rua de Sº Bento, nº 33
A foto nº 5, que tem  o nº 7, que fica no início da rua, vindo do Altossano. Apesar de ter sido reconstruída há uns anos, deve estar a precisar de novas obras. Está devoluta há mais de 15 anos.
Foto nº 5 - Rua de Sº Bento, nº 7
A casa da foto nº 6 é a última da Rua de Sº Bento, lado direito de quem sobe, mesmo junto ao largo do Cemitério e está à venda desde há 5 anos, depois de reconstruída, parcialmente, na parte do quintal.
Foto nº 6 - Rua de Sº Bento, nº 78




sexta-feira, 28 de agosto de 2015

A procissão - começou bem e acabou melhor

Eram 6 e 25 da tarde (com 34ºC!) quando se ouviu o foguete (morteiro) a avisar que a procissão "ia sair da igreja". Na praça pequena, Praça do Município, por donde sai a procissão do dia 28, muita gente se apinhava e esperava. A banda já tinha chegado há algum tempo. Na porta da sacristia, entravam e saiam quem estava "escalado" para levar a Nossa Senhora, o Sº José ou até o Menino Jesus. Havia também quem esperasse para levar o pálio do pároco.
A procissão começa a andar. Entra na rua Cónego Almeida  e segue em direção a Sº Bento/Altossano. Nestas ruas e um pouco pelas demais, por onde passou a procissão, respeitou-se o aviso de "não estacionar - passagem da procissão", colocado nas vésperas.
A procissão prossegue. Em cada esquina, travessa, há sempre mais alguém que entra na fila e faz com que a procissão esteja muito bem composta. Quando recolhe, cerca das 20h30, a procissão tinha o dobro do comprimento. Das quatro esquinas à praça pequena, um continum de gente também fazia a procissão. 
A procissão. Fotos: eB, 28-08-2015