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domingo, 16 de abril de 2023

Workshop Final do projeto "Viver o Clima no Baixo Alentejo" - 18 de abril, às 14h30

O Workshop Final do projeto Viver o Clima no Baixo Alentejo decorrerá no Auditório da EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva, S.A., no dia 18 de abril de 2023 pelas 14h30.

No workshop serão apresentados os resultados do projeto Viver o Clima no Baixo Alentejo, o qual integrou a implementação no terreno de medidas ambientais em 8 concelhos (Aljustrel, Alvito, Beja, Cuba, Ferreira do Alentejo, Moura, Serpa e Vidigueira) que simultaneamente integram a CIMBAL e a área de influência do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva, EFMA.

As medidas executadas apresentam inúmeros benefícios ambientais, sociais e económicos, nomeadamente atuam como sumidouros de carbono, melhoram a qualidade do ar e da água, sendo assim um poderoso meio de combate às alterações climáticas.

(Fonte: CIMBAL)

terça-feira, 12 de outubro de 2021

Confirmada que a Influência humana provocou o aquecimento da atmosfera, do oceano e da terra

Foi disponibilizado recentemente pelo Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) - o Painel Intergovernamental da ONU para as Alterações Climáticas - o primeiro relatóriodo AR6 que apresenta uma nova e mais completa avaliação do estado do clima e dos cenários previsíveis de evolução futura.

De entre as principais conclusões do relatório podemos destacar:
- É inequívoco que a influência humana provocou o aquecimento da atmosfera, do oceano e da terra.
- A escala das mudanças recentes no sistema climático que se verifica hoje é inédita, mesmo quando comparada com períodos passados de muitos séculos e mesmo milhares de anos.
- Já se verificam novos extremos climáticos em todas as regiões do mundo, observados sob a forma de ondas de calor, precipitação intensa, secas e ciclones tropicais
 
Vários cenários de evolução futura são apresentados em função das emissões de gases de efeito de estufa que se verificarem, mas estes cenários têm alguns pontos comuns:
- A temperatura da superfície continuará a aumentar até, pelo menos, meio do século, em todos os cenários de emissões considerados.
- O aquecimento global de 1,5°C e 2°C será ultrapassado durante o século XXI, a menos que ocorram reduções profundas de CO2 e outras emissões de gases com efeito de estufa nas próximas décadas
- A mudança climática irá incluir aumento na frequência e intensidade de extremos de temperatura, ondas de calor no mar, e precipitação intensa, secas agrícolas e ecológicas em algumas regiões, maior
importância de ciclones tropicais intensos, redução do gelo ártico, da cobertura de neve e do permafrost.
- O aquecimento global irá intensificar ainda mais o ciclo global da água, incluindo a sua variabilidade, a precipitação global das monções e a gravidade dos eventos húmidos e secos.
- Muitas destas mudanças serão irreversíveis durante séculos a milénios, especialmente as alterações no oceano, nos lençóis de gelo e no nível global do mar.

Fonte: IPMA, 26-08-2021

sábado, 26 de junho de 2021

Maio de 2021 - Quente e muito seco em Portugal Continental

Em maio de 2021 o valor médio da temperatura média no Globo foi 0.26 °C superior ao valor médio de 1991-2020 e inferior em 0.46 ° C na Europa (Fig. 1).

Segundo o relatório do IPMA, em maio de 2021, maior parte da Europa teve temperaturas inferiores à média. Na Alemanha foi o maio mais frio desde 2010 e no Reino Unido verificaram-se temperaturas máximas muito baixas. Por outro lado ocorreram temperaturas acima do valor médio na região leste do continente, no sul de Espanha, Grécia, Turquia e oeste da Noruega. Por exemplo, na Rússia, as temperaturas ultrapassaram 30 °C na zona norte do Círculo Polar Ártico.

Em relação à precipitação o mês foi mais húmido do que a média na maior parte da Europa central e do norte e mais seco do que a média no restante continente.
Em Portugal continental o mês de maio de 2021, classificou-se como quente e muito seco em relação à precipitação (Fig. 2).
Em relação à temperatura do ar, o valor médio da temperatura média, 16.20 °C, foi +0.47 °C em relação ao valor normal 1971-2000. O valor médio de temperatura mínima do ar, 9.75 °C, foi o 3 º mais baixo desde 1931, com uma anomalia de -0.74 °C; o valor médio de temperatura máxima do ar, 22.64 °C, foi superior ao valor normal, +1.68 °C.

O valor médio da quantidade de precipitação em maio, 32.8 mm, foi inferior ao valor normal 1971-2000 correspondendo a 46 %. De salientar durante o mês o dia 31 de maio, na região nordeste do território, a ocorrência de aguaceiros fortes, queda de granizo e trovoada.

Assim no final de maio verificou-se um aumento da área em seca meteorológica assim como da intensidade na região Sul. As regiões do Baixo Alentejo e Algarve estão na classe de seca moderada com alguns locais em seca severa. De salientar também a região nordeste na classe de seca fraca.

Fig. 1. Temperatura do ar e precipitação no mês de maio (período 1931 – 2021)

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Resumo Climatológico de março

O mês de março de 2020, em Portugal Continental, classificou-se como quente em relação à temperatura do ar e normal em relação à precipitação.
(mais informação em IPMA)
Mapa de chuva de março em Barrancos

domingo, 19 de janeiro de 2020

Dezembro quente e chuvoso

O mês de dezembro de 2019, em Portugal continental, classificou-se como quente em relação à temperatura do ar e chuvoso em relação à precipitação.
O valor médio da temperatura média do ar em Portugal continental, 10,99 °C, foi superior ao valor normal em 1.02 °C, sendo o 3º valor mais alto desde 2000 (mais altos em 2015 e 2000). O valor médio da temperatura máxima do ar foi de 15.22 °C, 1,34 °C superior ao valor normal, sendo o 3º valor mais alto desde 1931 (depois de 2015 e 2016).  O valor médio da temperatura mínima do ar, 6,76 °C, foi superior ao normal em 0,71 °C. Valores de temperatura mínima superiores aos agora registados ocorreram em 20 % dos anos, desde 1931.

O valor médio da quantidade de precipitação em dezembro foi superior ao normal e corresponde a cerca de 127 % do valor normal mensal. De referir que desde 2010, no mês de dezembro, não se verificavam valores acima do normal. No final do mês dezembro verificou-se um aumento dos valores de percentagem de água no solo, em relação ao final de novembro em todo o território, sendo de destacar:
  • Regiões do Norte e Centro com valores iguais à capacidade de campo;
  • Região Sul: aumento significativo da percentagem de água no solo;
  • Alguns locais do Baixo Alentejo e Algarve ainda com valores inferiores a 40%.
De acordo com o índice PDSI, no final dezembro as regiões do Norte e Centro já não estão em situação de seca meteorológica verificando-se até as classes de chuva severa e moderada em grande parte do território a norte do cabo Mondego. Na região Sul verificou-se um desagravamento significativo da situação de seca meteorológica. No Sotavento algarvio persiste ainda a seca severa.
(Fonte: IPMA)

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Clima - temperatura em Barrancos poderá subir 6ºC

Com as alterações climáticas as temperaturas no interior de Portugal podem subir até 6ºC e as ondas de calor podem durar mais de 40 dias.
O cenário de futuro, traçado por uma equipa da Faculdade de Ciências de Lisboa (consório Euro-Cordex), para o período 2071/2100, foi divulgado no passado sábado pelo semanário Expresso.
(In semanário Expresso, de 27/01/2018)

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Outono frio e sem chuva - campos de Barrancos em seca ligeira

O outono muito seco, praticamente sem chuva, e o frio da última semana, secaram as poucas pastagens que tinham crescido, havendo já explorações pecuárias que estão a alimentar o gado com fenos e palha.
exploração pecuária algures nos campos de Barrancos. Foto. eB, 26-11-2013