O apagamento de Barrancos de um mapa de Portugal, aqui denunciado publicamente, tem sido objecto de indignação de barranquenhos e amigos, mas também de outros leitores do blogue, alguns dos quais estrangeiros.
A alteração da integridade territorial de um Estado por uma empresa que se auto-proclama "especializada em cartografia" (Turinta), com a cumplicidade de um operador de telemóveis (Optimus) e de um "jornal de referência" (Expresso), não podia passar sem merecer um veemente protesto das autoridades locais e da população em geral.
A Câmara Municipal de Barrancos foi um dos primeiros a apresentar a sua indignação junto do director do semanário Expresso, que distribuiu o brinde-pasquim. No protesto (ver ofício) enviado na terça-feira, dia 25, António Tereno, presidente da câmara de Barrancos, questiona o director do Expresso, que "contribuiu e colaborou na distribuição de um produto que desvirtua e altera, unilateralmente, a integridade territorial de Portugal".
No protesto, o presidente da câmara municipal recorda que geograficamente estamos "junto a Espanha, falamos um dialecto próprio, o barranquenho, fruto das contigências históricas e do cruzamento de culturas, mas, ninguém duvide, continuamos a ser portugueses e orgulhosos de fazer parte do território português".
António Tereno, em nome da Câmara Municipal de Barrancos termina o protesto relebrando, que "aqui, em Barrancos, começa Portugal."
No mesmo sentido, muitos outros leitores contactaram o blogue dando conta da sua indignação e do protesto que enviaram aos responsáveis da Turinta, da Optimus e do Expresso.
Pela seu conteudo e espontaneidade, aqui fica o protesto enviado por um leitor, que pode servir de exemplo para mais reclamações e pedidos de esclarecimento:
"Senhores (Gerente da Turinta)
Não queria acreditar quando vi, pensei até que se tratava de erro (...), mas afinal foi toda uma publicação defeituosa que foi publicada.
Para além de prestar um péssimo serviço à informação pública em geral - retiraram do mapa (...)povoações Portuguesas, neste caso BARRANCOS, empurrando-a ... para o Reino de Espanha.
Quero pensar que não foi propositado, é lamentável. (..)
Barrancos é, e será, Portugal, até o perder dos tempos, e pelo menos enquanto os Barranquenhos quiserem.
Fica aqui o repúdio por um caso que merece, pelo menos, uma nova publicação e um pedido de desculpas a esta Terra, …"