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quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Futebol - Classificação da 2ª Divisão distrital (Série A) à 4ª jornada com BFC em 5º lugar

O GD Amarelejense manteve este sábado a liderança da Série A da 2ª Divisão Distrital, continuando a ser seguido de perto por CRD Cabeça Gorda e CA Aldenovense na classificação.

Na deslocação à Mina de São Domingos o líder GD Amarelejense venceu pela margem mínima (1-2), o suficiente para manter a vantagem de um ponto para o CRD Cabeça Gorda que também pelo mesmo resultado bateu o CCD Bº Conceição.

O resultado mais desnivelado da jornada aconteceu em Vila Nova de São Bento, onde o CA Aldenovense recebeu e goleou o GDC Alvito por 5-1, numa partida onde os forasteiros até foram os primeiros a marcar. Esta vitória permitiu ao Aldenovense ascender ao terceiro posto por troca com o Barrancos FC que na deslocação ao reduto do CDR Salvadense foi derrotado por 2-4, sendo igualmente ultrapassados pelos homens da Salvada na classificação geral. 

Por fim FC Albernoense e FC Serpa "B" empataram sem golos.

Série A - 4ª jornada
FC Albernoense 0-0 FC Serpa "B"
CCD Bº Conceição 1-2 CRD Cabeça Gorda
(Carlos Cruz 62'; Miguel Valentim 20', 26')
CA Aldenovense 5-1 GDC Alvito
(Rodrigo Cavaco 25', 55', 66', João Lopes 89', Henrique Soares 90+3'; André Garcia 7')
São Domingos FC 1-2 GD Amarelejense
CDR Salvadense 4-2 Barrancos FC
(João Ruivo 1', 3', Miguel Carvalho 18', 65'; António Maior 63', Marco Casimiro 80')

Classificação (à 4ª jornada):
1º- GD Amarelejense, 10 pontos
2º- CRD Cabeça Gorda, 9 pontos
3º- CA Aldenovense, 8 pontos
4º- CDR Salvadense, 7 pontos
5º- Barrancos FC, 6 pontos
6º- GDC Alvito, 6 pontos
7º- FC Albernoense, 5 pontos
8º- FC Serpa "B", 4 pontos
9º- CCD Bº Conceição, 1 ponto
10º- São Domingos FC, 0 pontos
Fonte: texto/fotos (daqui)

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Um pouco da "língua barranquenha" (para principiantes e especialistas)

Para quem acompanha a temática do estudo do dialecto ou da língua barranquenha, muita antes da sua classificação como "Património Cultural Imaterial de Interesse Municipal", em 25/06/2008, aqui ficam mais uns "bocadinhos" de contributos da Maria Vitoria Navas (Universidad Complutense de Madrid), da Maria Filomena Gonçalves (Universidade Évora)  e outros, que também se pode encontrar livremente na net:

Navas Sánchez-Élez, María Victoria (2019): “El barranqueño, lengua amenazada y minoritaria”, em Lourdes de Castro Coutinho, Rosa Lídia Coimbra, Elisa Fernández Rei, Xulio Sousa e Alberto Gómez Bautista (coords.), Estudos em variação linguística nas línguas românicas. Universidade de Aveiro: UA Editora, pp. 76-95. E-book:  https://ria.ua.pt/bitstream/10773/26311/1/2019_VL.pdf [consulta 26/07/2019].
Navas Sánchez-Élez, María Victoria e Maria Filomena Gonçalves (2018): “La codificación de una lengua oral: problemas e hipótesis”, em Roberto Antonelli, Martin Glessgen, Paul Videsott (eds.), Atti del XXVIII Congresso internazionale di lingüística e filologia romanza (Roma, 18-23 Iuglio 2016. Volume 2. Sezione 12. Lingue e letterature comparata, di frontera e dei migrantiSociété de Linguistique Romane. Strasbourg, pp. 1427-1438. Também disponível em Navas Sanchez-Elez_Goncalves_1427-1438_cilfr 2016_sez12.pdf [consulta 17/09/2018].
Navas Sánchez-Élez, María Victoria e  Maria Filomena Gonçalves (2020): Caracterização e problemas atuais do barranquenho: contribuições para uma política de revitalização”, Também disponível em Revista de Estudos de Lingüística Galega, 12, pp. 179-199, em  https://revistas.usc.gal/index.php/elg/issue/current
(Fonte: As 10 línguas de Portugal, 2015)

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Campeonato Distrital - Classificações gerais de futsal e benjamins (nesta data)

CD Futsal (à 13ª jornada)
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1º- GDC Baronia, 33 pontos (-1 jogo)
2º- SC Ferreirense, 33 pontos
3º- GDC Alcoforado, 30 pontos
4º- NS "Leões Almodôvar", 29 pontos
5º- CF Vasco Gama, 17 pontos
6º- Ourique DC, 16 pontos (-1 jogo)
7º- NS Moura, 16 pontos
8º- ACD Luzerna, 13 pontos
9º- CD Beja, 12 pontos
10º- CB Castro Verde, 10 pontos (-2 jogos)
11º- Barrancos FC, 7 pontos
12º- GDC Alvito, 4 pontos
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CD Benjamins | Liga de Formação - 3º Momento - 2ª Jornada
Série C

Barrancos FC 3-4 CF Vasco Gama
SC Cuba 8-0 CA Aldenovense
Moura AC 6-0 GD Amarelejense
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1º- Moura AC, 6 pontons
2º- GD Amarelejense, 3 pontos
3º- CF Vasco Gama, 3 pontos
4º- Barrancos FC, 3 pontos
5º- SC Cuba, 3 pontos
6º- CA Aldenovense, 0 pontos

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

A normalização linguística do barranquenho - como e'hcrebê o que falãm'u?

Caro letõ, a língua na que mê ehtá a lê, o Barranquenho, foi declarada “Património Culturá de Interesse Municipá” pela Assemblêa Municipá de Barrancos, em 24 de junho de 2008.
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O barranquenho poderá vir a ter uma convenção ortográfica para normalização linguística a exemplo do que sucedeu com o mirandês, para escrever o que diariamente falamos em Barrancos.
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O seminário sobre História e Línguas: Interfaces, promovido pela Universidade de Évora no passado dia 4, debateu o barranquenho (dialeto, fala, língua) enquanto património imaterial que poderá merecer proteção internacional. No primeiro painel, dedicado ao Património Imaterial: Língua e Tradição, as docentes universitárias Maria Filomena Gonçalves e Ana Paula Banza contextualizaram historicamente o Barranquenho. Para estas investigadoras do CIDEHUS, a decisão do Município de Barrancos de 24 de junho de 2008, de considerar o dialeto barranquenho “património cultural imaterial de interesse municipal, foi um passo importante para uma eventual classificação nacional, prioridade que depende do domínio da politica (da língua) e não tanto de questões de linguística.
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Entre os conferencistas, Vitor Correia era aquele que mais expetativas despertava entre o grupo dos barranquenhos que marcaram presença no seminário, com a comunicação "As fontes históricas e a elaboração de uma proposta de Convenção Ortográfica para o Barranquenho", que constitui o seu projeto de doutoramento. Logo no início, o próprio justificou o objeto de estudo como "um desafio muito difícil, dada a complexidade do tema e as suas implicações ao nível da linguística, cujos resultados podem surpreender (ou chocar) com a sonoridade duma língua de tradição oral". É natural que a uniformização duma escrita possa causar perplexidades, dado os vários registos do barranquenho (falado). O barraquenho, enquanto comunidade, terá de perceber que uma coisa é a sua fala/língua, que continuará a ser o que sempre foi e outra coisa distinta será a sua passagem ortográfica, assunto que sempre foi e será polémico. Aqui haverá, certamente, divergências entre cientistas e falantes.
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A arqueologização da língua barranquenha chegou a ser alvitrada entre o público, num outro contexto, mas a sua preservação, manutenção e continuidade depende da comunidade de falantes, da consciencialização da sua importância enquanto veículo de comunicação e de transmissão de saberes. Só se arqueologiza o que deixou de ser natural.  O barranquenho, ao contrário do Mirandês, só se manteve e contínua na oralidade, que tem que ver com a lógica cultural e do isolamento, de resistência e de comunicação endógena.
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Do debate, para além da polemização em torno da dualidade escrever vs falar, que pode suscitar surgiu uma certeza: a classificação do barranquenho como língua depende sobretudo de decisões de política linguística, influenciada por estudos, por investigadores e pela sua comunidade de falantes, incluindo os dirigentes políticos locais.
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Entretanto, soube-se também que a Universidade de Évora, no âmbito cátedra Património Imaterial e Tradições Locais, atribuída recentemente pela UNESCO, vai privilegiar o estudo desta temática, com especial destaque para o barranquenho, que pode criar as bases para a convenção ortográfica (normalização) e de um eventual dicionário Barranquenho/Português/Barranquenho.
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(Chegado aqui, remeto o leitor novamente para o parágrafo inicial deste texto, escrito em barranquenho, o meu barranquenho! Provavelmente diferente do teu/seu porque, a não haver regras, cada um escreve como bem entender! Será assim que queremos continuar?)
Na mesa: Vitor Correia, Filomena Gonçalves, Teresa Simão e Márcio Undulo.
 Foto: eB, 04-12-2013

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Dialecto Barranquenho: Classificado como Património Cultural Imaterial de Interesse Municipal

A assembleia municipal de Barrancos aprovou ontem, dia 24, a classificação do Dialecto Barranquenho como Património Cultural Imaterial de Interesse Municipal.
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De acordo com a decisão municipal “o reconhecimento da especificidade linguística do Barranquenho e a sua classificação como Património Cultural Imaterial permitirá sensibilizar a própria comunidade e promover uma expressão oral que, em poucas gerações corre o risco de não sobreviver à padronização inerente à escolarização e ao envelhecimento da população.”
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Para além da classificação como Património Cultural Imaterial o Município de Barrancos aprovou um plano que tem como finalidade a valorizar a função do nosso dialecto, a criação da Comissão de Estudo e de Valorização do Dialecto Barranquenho e de um Centro de Documentação e de Estudo do Dialecto Barranquenho, bem como “incentivar o ensino e a aprendizagem do Barranquenho junto da comunidade escolar de Barrancos, em especial no ensino básico”;
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Finalmente, constitui intenção do município, “proporcionar as condições tendentes à classificação do Dialecto Barranquenho como Património Cultural Imaterial da Humanidade, logo depois da sua classificação Nacional.”
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Notas:
Dois lamentos e uma declaração de interesses:
1º Lamento: A decisão municipal, ainda que por unanimidade, foi “frouxa”, faltou alma, deveria, na minha modesta opinião, ter sido por “unanimidade e aclamação”, por constituir um momento histórico.
2º Lamento: Por ignorância, desconhecimento ou desinteresse, a reunião da assembleia municipal, como é costume, não tinha público. O assunto de ontem, merecia-o! Foi pena.
Declaração de interesses: Assisti aos trabalhos da assembleia municipal, no espaço reservado ao público, na qualidade de dirigente do município.