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terça-feira, 6 de julho de 2021

Água de Alqueva chegou ontem a Barrancos

Foi ontem "inaugurada" a ligação da conduta adutora Moura/Barrancos, a partir dos reservatório de S. Lourenço (Moura), que vai combinar água de superfície da albufeira do Enxoé com a das captações de Moura-Ficalho, até aos depósitos do alto de Sº Bento (Barrancos), no âmbito do Sistema Público de Parceria Integrado de Águas dos Alentejo (SPPIAA).

A vila de Barrancos tem sido abastecida de água a partir da albufeira do Bufo, situada no rio Múrtega (ETA do Bufo), desde 1982/1983, data da ligação dos primeiros ramais domiciliários de água. 

Entretanto, de acordo com a informação disponibilizada pela CMB, "a atual ETA do Bufo será mantida ativa, constituindo o açude do Bufo uma origem complementar para o abastecimento a Barrancos, contribuindo para a resiliência deste abastecimento, sendo a redundância de infraestruturas justificada pelo elevado risco associado às longas distâncias de condutas a percorrer e elevado número de estações elevatórias intermédias".

obras - sistema de abastecimento de água e saneamento básico de Barrancos
(Foto: Pormenor dos ramais domiciliários na R Dr. Higino de Sousa, Barrancos, 1980/1981)

(Foto: CMB, 05-07-2021)

domingo, 24 de fevereiro de 2013

A solidão... no Alentejo

Albufeira de Alqueva. Foto: eB, 08fev2013
A propósito da "solidão", recebi do meu primo Xico o poema (sexteto) que não podia deixar de divulgar:
SOLIDÃO
Sinto-me só neste montado tão quieto…
Como azinheira que não tem identidade…
Na calma da planície alentejana!
O velho monte que vivia bem perto…
Foi engolido sem demora nem piedade…
Pelo mar que nasceu no Guadiana!

Cercada deste mar vivo isolada…
Com saudade da terra onde cresci…
Dos pastores, da perdiz, da cotovia!
Hoje vivo com as raízes inundadas…
Recordando um passado que vivi… 
Na terra em que o silêncio se ouvia! 

Perto vivem as velhas companheiras…
Que não foram pelas águas atingidas…
E espreitam a minha triste solidão!
Mas um dia todas estas azinheiras… 
Vão cair por um machado abatidas…
E vão arder em fornos de carvão!

ass) XICO MENDES