A apresentar mensagens correspondentes à consulta novo centro saúde ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta novo centro saúde ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Barrancos já tem novo Centro de Saúde

O ministro da Saúde, Paulo Macedo e o Presidente da Câmara Municipal, António Tereno, presidiram ontem à inauguração do Centro de Saúde de Barrancos, instalado no edifício da antiga escola primária nº 2, situada frente ao Mercado Municipal.
A inauguração oficial - descerramento da placa - foi precedida de uma visita guiada às instalações, que o ministro fez questão de conhecer, seguindo-se as boas-vindas apresentadas pela anfitriã da casa e diretora do centro de Saúde, Isabel Barreto. 
Na recepção, o presidente da câmara de Barrancos, depois de ressalvar a importância da parceria entre a "Câmara Municipal e a ARS Alentejo vs ministério da Saúde, para a conclusão deste projecto",  fez questão de alertar o "senhor ministro"  para a necessidade de alargamento do horário de funcionamento do centro de saúde, que "não pode ficar limitado ao período 8h30/17h30". Para isso,  relembrou, a equipa de trabalho do  "nosso centro, precisa de mais um médico", para apoiar a Drª Patrícia Vilela, única médica de família no serviço (dias de semana) e do Dr. Francisco Alcayde (fins-de-semana).
Na resposta, o ministro, que parecia conhecedor da nossa realidade sobre os rácios de pessoal médico/enfermagem/utente, "que estão na média nacional", reconheceu que para "colmatar períodos de férias, doenças e outras ausências, o ideal seria a existência de dois médicos", possibilidade sobre a qual não se comprometeu. 
As novas instalações começam a funcionar hoje, sendo os primeiros doentes atendidos a partir das 8h30, depois concluídas as mudanças dos equipamentos médicos e de enfermagem, e toda a logística técnica e administrativa.
Este novo Centro de Saúde dispõe de 3 gabinetes de consulta, um gabinete de enfermagem, uma sala de tratamentos, gabinete de Saúde Pública/Ambiental e respectivos Apoios, e disponibilizará as valências de Medicina Geral e Familiar, Saúde Materna, Planeamento Familiar e Enfermagem.
O novo Centro de Saúde de Barrancos, tem sede na Rua Duque de Cadaval, podendo ser contatado pelo Telf. 285 950 090 (nº novo)
Ministro da Saúde, Paulo Macedo e o Presidente da Câmara de Barrancos, António Tereno
Paulo Macedo e António Tereno
Placa celebrando o acontecimento
Presidente da CMB, Ministro da Saúde e Presidente da ARS Alentejo, José Noronha Robalo 
Mesa de Honra, no momento das boas-vindas apresentadas pela Directora do Centro de
Saúde de Barrancos, Isabel Barreto
Entre as entidades oficiais e convidados presentes, Dr. Francisco Alcalde (ao centro, de óculos de sol)
Drª Patrícia Vilela, médica de família de Barrancos

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Consultas do Dr. Francisco Alcayde (fins-de-semana) passam para o Centro de Saúde de Barrancos

O Dr. Francisco Alcayde, médico que presta serviço em Barrancos aos fins-de-semana, passa a ter consultório no novo centro de saúde, a partir deste sábado, dia 24, conforme comunicado divulgado hoje pela CMB.
Para a utilização de consultório no novo Centro de Saúde de Barrancos, foi necessário a celebração de um "acordo de colaboração inter-institucional" entre a Câmara de Barrancos e a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (USLBA), entidade gestora deste equipamento de saúde.
Recorda-se que o Dr. Francisco Alcayde, clínico geral contratado pelo Município, continuava a fazer as consultas médicas nas instalações do antigo centro de saúde, que já estava devoluto e sem as condições mínimas para atendimento de doentes.
Centro de Saúde de Barrancos. Foto: eB, 13-06-2013

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Centro de Saúde de Barrancos - abertura a 4 de novembro*

O novo Centro de Saúde de Barrancos, nas fotos, vai abrir a 4 de novembro, segundo a informação da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA).
Novas instalações do Centro de Saúde de Barrancos (foto:13Out2011)
Maquete do novo Centro de Saúde de Barrancos

* por razões logísticas, as instalações não abriram na data prevista pela ULS do Baixo Alentejo, a que pertence o Centro de Saúde,  prevendo-se a sua abertura para breve. (11/11/2011)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Novo Centro de Saúde para Barrancos

O gestor do INALENTEJO, Eixo 3 – Conectividade e Articulação Territorial, aprovou no passado dia 30 de Setembro, a candidatura apresentada pela ARS Alentejo de Construção do Centro de Saúde de Barrancos, um investimento total de € 718.638.

O novo Centro de Saúde, que poderá estar em funcionamento em finais de 2010, fica instalado no edifício da antiga escola nº 2 (Escola do Centenário), cedido pelo Município de Barrancos, sendo necessário obras de adaptação e remodelação, seguindo um projecto elaborado pela ARS Alentejo.

Recorda-se que o projecto de construção de um edifício de raiz para a instalação do Centro de Saúde de Barrancos, junto ao Bairro da Adua, chegou a ser elaborado e apresentado publicamente pela ARS Alentejo em 2004, que o veio depois a abandonar alegando “sobredimensionamento”.



Foto: ex-EB2. Futuro Centro de Saúde de Barrancos

quinta-feira, 25 de março de 2010

Novo Centro de Saúde de Barrancos: obras começam brevemente

A Administração Regional de Saúde do Alentejo (ARS), assinou no passado dia 2 de Março, o contrato de empreitada para a construção do novo Centro de Saúde de Barrancos, no valor de 635.648,16 euros.
Trata-se de uma obra de adaptação e remodelação da antiga escola primária nº 2,  que se encontrava desactivada, e que foi cedida pelo Município de Barrancos. O prazo de execução é de 10 meses e a adjudicação foi feita à firma “A Encosta Construções, S.A.”, estando o inicio dos trabalhos dependente da obtenção do visto pelo Tribunal de Contas.
Para a ARS Alentejo, este projecto pretende melhorar o acesso, a qualidade e a humanização dos cuidados de saúde prestados, as relações entre profissionais e utentes, bem como rentabilizar os recursos humanos.
Deste modo, o desenvolvimento do projecto permitirá:
- Dotar o Centro de Saúde de Barrancos com novas instalações e infra-estruturas técnicas modernas, a partir da adaptação / remodelação do edifício da antiga escola do ensino básico desactivada, localizado no centro da vila;
- Equipar os gabinetes médicos, de enfermagem, salas de tratamento e os espaços destinados aos utentes, com equipamento administrativo, médico e informático adequado ao desempenho das suas funções;
- Equipar as áreas de trabalho do apoio administrativo com equipamento administrativo e informático.
Fonte: ARS Alentejo

sexta-feira, 11 de março de 2011

Centro de Saúde de Barrancos vai perder enfermeiros

O Centro de Saúde de Barrancos poderá perder dois, dos três enfermeiros que tem actualmente ao seu serviço.
A redução do pessoal de enfermagem do nosso centro de saúde será o resultado da aplicação do cálculo de dotação previsto no acordo assinado entre o ministério da Saúde e a Ordem dos Enfermeiros (Guia de Recomedações), que começa a ser aplicado nas cinco regiões de saúde ainda este ano.
De acordo com o Guia de Recomendações, a dotação será de um enfermeiro por 1550 utentes ou 350 famílias. O centro de saúde de Barrancos, com cuidados primários, que não terá mais de 1900 utentes, poderá ficar então com apenas um, ou dois enfermeiros, neste último caso se forem atendidos outros factores, tais como as características da população que serve, maioritariamente envelhecida.
De salientar que as obras do novo centro de saúde de Barrancos estarão concluídas até finais de Maio próximo, tendo inclusive sido contratada uma nova enfermeira há menos de dois meses.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Novo centro de Saúde de Barrancos - algumas imagens

Numa cortesia para os nossos conterrâneos espalhados pelo mundo, aqui ficam algumas fotografias do novo Centro de Saúde de Barrancos, inaugurado no dia 28 de novembro de 2011:
Centro de Saúde - maquete do projecto
 Alçado principal - lado esquerdo (gabinetes medicos/enfermagem); centro (secretaria);
lado direito (farmácia, arquivos e wc); 1º andar (gabinetes de trabalho: psico-social, saúde pública, etc;)
Espaço exterior
 Alçado principal
 Alçados posterior e lateral (nascente) - zona de acesso (entrada principal), recepção e sala de espera
 Gabinetes Médicos e de Enfermagem (r/c)
 Acesso ao 1º andar (gabinetes de trabalho)
Acessos pela rua Duque de Cadaval
Casas-de-banho semi-públicas (r/c)
Sala de espera - área infantil

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Centros de saúde podem ter mais serviços - pediatria pode ser um deles

O Simplex na Saúde, em preparação pelo novo governo, que visa o reforço (regresso às bases) dos cuidados primários, vai ao encontro das aspirações das populações do interior que ficam longe dos hospitais. De acordo com este programa, os centros de saúde "deverão ter mais serviços, em áreas como a pediatria, psicologia, nutrição ou até alguns exames."
Algumas destas medidas preconizadas no Simplex Saúde, há anos que são reivindicadas pela Câmara de Barrancos no âmbito do seu programa intervenção municipal na Saúde (PIM-Saúde), que tem como objetivo o reforço da assistência médica em Barrancos.
Segundo o PIM-Saúde de Barrancos, o ministério da Saúde, através da Administração Regional de Saúde do Alentejo, deverá garantir a "colocação de segundo médico (vaga em aberto), o prolongamento do funcionamento do centro de saúde até às 20-22 horas, e a possibilidade de consultas de especialidades (p.ex. pediatria)". No centro de saúde de Barrancos, recorde-se, podemos encontrar desde há cerca quatro anos, consulta de psicologia (3ª feiras, das 14-17h30), mas para uma consulta de pediatria há necessidade de deslocar-se até Beja (110 km), e quase sempre "num consultório privado, a pagar entre 60 e 80 euros...".
Saliente-se que estas reivindicações de Barrancos foram também transmitidas pessoalmente pelo presidente da câmara, António Tereno, ao ministro da Saúde, Paulo Macedo, aquando da inauguração das novas instalações do centro de saúde, em 28 de novembro de 2011.
in Expresso, de 05-11-2015
PIM-Saúde (CMB, Orçamento GOP, PPI, 2013, pág, 18)

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Barrancos: Prioridades municipais para 2010

A Assembleia Municipal de Barrancos, sob proposta da CMB, aprovou no passado dia 28, o Plano de Actividades e o Orçamento do Município para 2010, cuja despesa, igual à receita, ascende a € 6.700.978,00, não incluindo o eventual aumento das transferências contempladas no Orçamento de Estado, que será aprovado no primeiro trimestre do próximo ano.
O Orçamento e o Plano de Actividades Municipal para 2010 estão organizados segundo dois grandes planos sectoriais de investimento: o Plano Económico e o Plano Social.
No âmbito do Plano Social, estão previstos os seguintes Programas de Intervenção Municipal (PIM):
- PIM de Educação;
- PIM Saúde;
- PIM Acção Social;
- PIM Habitação e Serviços Colectivos;
- PIM Cultura, Recreio e Lazer.
No âmbito do Plano Económico, foram integrados os seguintes PIM:
- PIM Agricultura, Pecuária, Silvicultura, Caça e Pesca;
- PIM Indústria e Energia;
- PIM Transportes e Comunicações;
- PIM Comércio e Turismo.
Das prioridades municipais para 2010, destaque para os seguintes investimentos e/ou acções:
No PIM Educação: A assumpção de novas competências na área da educação, nos domínios do pessoal não docente, das AEC e gestão do parque escolar; A revisão da Carta Educativa; O reforço dos apoios no domínio da acção social escolar (ASE);
No PIM Saúde: o cumprimento do protocolo estabelecido com a ARS Alentejo para construção do novo Centro de Saúde, que ficará localizada nas antigas instalações da EB2 (escola de baixo); a melhoria das condições funcionais e logísticas do Gabinete do Movimento; o reforço da assistência médica semanal e aos fins-de-semana;
No PIM Acção Social: a conclusão das obras do novo equipamento social (com as valências de Lar de Idosos, Centro de Dia, SAD e Creche) obra iniciada em Abril de 2009, sob a responsabilidade do Lar Nossa Sr.ª da Conceição de Barrancos, cujo financiamento, na componente não elegível pelo programa PARES, será suportada pelo Município; o reforço dos apoios sociais, dada a fragilidade económica e social de muitas famílias
No PIM Habitação e Serviços Colectivos: o início de funções da nova empresa AgdA – Águas Públicas do Alentejo, S.A. - que irá assegurar a Exploração e Gestão do Sistema Público em Parceria Integrada de Águas do Alentejo, que incluí o abastecimento de água e o saneamento básica, em alta; o início das obras da 2ª fase do Bairro Habitacional da Floresta; a elaboração do projecto técnico para a nova Casa Mortuária; a implementação, logo que aprovado, do Plano Estratégico de Regeneração Urbana da Vila de Barrancos, que será considerado um projecto âncora, dada a diversidade de acções que se pretendem desenvolver; e por último a construção do novo Quartel-Sede dos BVB, comparticipado pela CMB.
No PIM Cultura, Recreio e Lazer: as prioridades de intervenção com maior destaque vão para as acções de melhoramento do actual Parque Infantil do Miradouro, a realização da ExpoBarrancos e iniciar outros eventos que permitam promover o concelho, sob a Marca BARRANCOS (Capital do Presunto e Terra Única), que constituam uma mais valia económica ao território; as acções de protecção, valorização e reconhecimento do Dialecto Barranquenho, enquanto Património Cultural de Interesse Municipal; o início de funcionamento do Cine-Teatro; a requalificação dos equipamentos culturais e desportivos (projectos técnicos para ginásios, piscinas cobertas aquecidas, etc;.):
No Plano Económico, as prioridades vão para a conclusão do Acolhimento Empresarial, caso do Parque Empresarial de Barrancos, bem como a criação do Centro de Desenvolvimentos de Iniciativas Empresarias, entre outras acções relevantes para o desenvolvimento económico local;
Numa Estratégia de Desenvolvimento concebida no Modelo Territorial de Planeamento e Desenvolvimento Estratégico das Actividades Económicas do Concelho de Barrancos, estarão previstas acções com horizonte temporal de médio prazo e assentes em:
- Capacitação económica do território; Construção e dinamização de infra-estruturas de localização empresarial; Apoio à iniciativa empresarial; Melhoria das acessibilidades e conectividade intermunicipal
- Reforço da fileira do porco alentejano e do montado; Consolidar o desenvolvimento da fileira do porco alentejana; Diversificar o aproveitamento económico do montado; Dinamização institucional do sector agro-pecuário;
- Rentabilização dos recursos turísticos; Aproveitamento e rentabilização turística da Vila Medieval de Noudar; Recuperação de lugares e percursos com potencial turístico; Melhoria da atractividade turística; Reforço da oferta hoteleira.
- Desenvolvimento de actividades complementares; Marketing territorial; Aproveitamento económico dos xistos de Barrancos
Numa vertente transversal, o Projecto “Vila Medieval de Noudar” – Valorização Turística de Noudar, candidatado ao Programa de Intervenção do Turismo, em Junho de 2009, constitui mais uma prioridade política, que contempla as seguintes acções:
- Projecto de Restauro e Recuperação no Castelo de Noudar
- Promoção e conteúdos interpretativos
- Plano de Marketing
- Obras de restauro e recuperação no castelo de Noudar e sua envolvente
- Obras de intervenção arqueológica no Castelo de Noudar
.O Orçamento e o PA/GOP Municipal para 2010 pode ser consultado na íntegra em: www.cm-barrancos.pt/autarquia/cmb/orcamento_plano.htm

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Novo centro de saúde de Barrancos

No passado dia 15 foi apresentado na Assembleia da República a proposta de Lei do Orçamento de Estado para 2009, aprovada pelo governo.
De acordo com os mapas anexos à proposta, o governo, através do ministério da Saúde, inscreveu em PIDDAC a verba de 306 mil euros destinados ao novo Centro de Saúde de Barrancos.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Novo Centro de Saúde - as obras

Estado das obras do novo Centro de Saúde de Barrancos, no edifício da ex-escola primária nº 2 (também conhecida por escola de baixo e escola das raparigas)

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Homenagem aos autarcas 2004 - colóquio realizado em junho de 2004

No momento em que cesso funções de presidente da direcção da Associação Barranquenha para o Desenvolvimento (ABpD), aqui ficam, pela sua actualidade, alguns extractos da intervenção proferida na abertura do Colóquio promovido por essa associação em Junho de 2004, no qual foram homenageados os autarcas locais, em especial os antigos titulares do cargo de presidente da câmara municipal de Barrancos.
(…)
A Associação Barranquenha para o Desenvolvimento, é uma associação sem fins lucrativos, criada em Dezembro de 2003, que tem como objecto a promoção do desenvolvimento local e regional integrado, através de iniciativas nos domínios social, cultural, ambiental, cívico, recursos humanos, valorização do património natural e construído e o apoio às actividades produtivas.
(…)
       O presente colóquio, integrado no plano de actividades da associação, subordinado ao tema Barrancos: Modelo de Desenvolvimento Local, tem como objectivo central reunir, pela primeira vez na história de Barrancos, as pessoas que, desde meados da década de 50 do século XX até hoje, exerceram o cargo de presidente da CMB.

       Para um colóquio com estas características foi escolhido o local que simbolicamente representa o centro do Poder de Barrancos e dos barranquenhos, o Salão Nobre dos Paços do Município de Barrancos. Outros locais houve, até porque este edifício, acompanhando a evolução do Poder Local e as transferências de competências que hoje detêm mudou várias vezes, mas contínua a ser o local privilegiado para debater Barrancos e as suas gentes.
Sem qualquer preciosismo histórico convêm aqui, resumidamente, situar a questão do Sistema de Governo Municipal desde o período Estado Novo.
       O Estado Novo, assente no sistema corporativo, veio reforçar a centralização do poder político. O presidente da CM era nomeado pelo governo e os vereadores eleitos pelo Conselho Municipal. Nenhum deles era remunerado pelas funções, que eram desempenhadas a título gracioso, quantas vezes com prejuízo da vida pessoal e profissional dos seus titulares,
       Os Municípios estavam financeiramente dependentes do Estado, pois as suas receitas mal chegavam para pagar as despesas obrigatórias, sendo os investimentos executados os inscritos no plano do Governo. Era o sistema das comparticipações.
       Foi neste contexto jurídico e histórico do municipalismo que surgiu a Revolução de 25de Abril de 1974.

       Nos termos da Constituição da República Portuguesa de Abril de 1976, a organização das autarquias locais, e neste caso dos Municípios, compreende uma assembleia eleita dotadas de poderes deliberativos e um órgão executivo colegial – a câmara municipal –perante ela responsável.
Foi também a partir de 1977, que o Governo reforça as finanças municipais, através das chamadas “verbas livres”, sendo posteriormente aprovada a primeira lei de finanças locais, nos termos da qual são reguladas as comparticipações devidas ou transferidas do Orçamento do Estado, permitido o acesso ao crédito, etc.
(…)
       Neste encontro de autarcas, pretendemos que ao reflectir sobre o desenvolvimento de Barrancos, numa óptica descontraída e de apelo à memória, sejam contadas as experiências pessoais e profissionais dos intervenientes, as suas expectativas, dificuldades, constrangimentos, etc.
Para que isto fosse possível foram convidados os respectivos titulares, ainda vivos, dos quais apenas dois declinaram o convite, sendo aqui substituídos pelos respectivos vice-presidentes ou cargo similar.
       Aquando da aprovação do projecto do colóquio julgávamos que a sua concretização não teria certamente um caminho fácil, podíamos encontrar alguns obstáculos, deparar-nos com interesses, ambições pessoais ou aproveitamentos políticos.
       Felizmente, não foi assim, e como aqui se pode verificar, estão presentes desde o Sr. José Augusto Garcia Fialho, o mais antigo titular do cargo, ainda vivo – foi presidente da CMB de 1951-1965 - até ao actual titular Sr. Nelson Berjano - em funções desde Janeiro de 2002 – passando pelo titular do período da Revolução do 25 de Abril de 1974, que se manteve em funções, sem qualquer obstáculo ou pressão da população local, de 1972 a 9 de Julho 1974.
       Desse período revolucionário, conturbado e de incertezas, não posso deixar de referir um aspecto que para mim marca uma diferença e que denuncia o cansaço dos intervenientes políticos da época com um regime autoritário e fechado ao mundo: no dia 30 de Abril 1974, a CMB, em reunião extraordinária aprovou uma moção de congratulação, apresentada pelo seu presidente – Sr. José Augusto Lopes Fialho, aqui presente, na qual se lia “…ciente da vontade do Povo de Barrancos, perante factos consumados em 25 do corrente mês, propunha que fosse enviado à Junta de Salvação Nacional, um telegrama de incondicional apoio, adesão e colaboração da CMB no movimento de libertação levado a efeito pelas forças armadas”. Terminava a moção “fazendo votos para que a iniciativa tenha um êxito absoluto.”
       No texto da moção está patente a vontade dos membros da câmara municipal - órgão nomeado, à data, pelo Governo – e o sentimento de desencanto com um regime político que, apesar de pressionado pelos principais aliados da Europa e do Mundo, continuava a resistir à sua reforma e no fundo à sua continuidade.
       Em síntese, e glosando aqui um pouco a polémica deste ano relativa às Comemorações Nacionais dos 30 Anos do 25 de Abril de 1974, foi necessário uma Revolução para que se desse uma ruptura de regime e evolução no sistema político que uma grande maioria, à época, já ambicionava e estava à espera desde a Primavera Marcelista.
       Em Barrancos, e contrariamente ao que sucedeu um pouco por todo o País, a transição de regime no âmbito do Sistema de Governo do Município foi pacífica. Não houve invasões da “câmara”, não houve tumultos, não houve pressões. A mudança ocorreu apenas em 9 de Julho de 1974, com a posse da Comissão Administrativa (CA) nomeada pelo Governo Civil do Distrito de Beja, composta de três elementos: o Sr. José Domingos Gomes Escoval, que presidia, e pelos vogais, Srºs António Charrama Lopes, aqui presente, e Clemente Pires Marques.
       Foi esta CA que conduziu os destinos do Município até à posse dos primeiros eleitos locais, que ocorreu em inícios de Janeiro de 1977 e cuja CM passou a ser presidida pelo Sr. Carlos Caçador Durão, aqui presente, tendo como vereadores os Srs. António Semedo Guerra, Sebastião Santos Ramos, António Gomes Mira e António Charrama Lopes, único elemento que transitou da Comissão Administrativa.
       Para poder situar o estado de desenvolvimento deste município, permito-me resumidamente fazer uma breve caracterização de Barrancos, com base nos dados constantes do Diagnóstico Social de Barrancos, recentemente aprovado, apresentando na mesma algumas propostas estruturantes para o desenvolvimento de Barrancos:
       ● Até aos anos 60 do Séc. XX, o solo agrícola permitiu o sustento da população, mas o reflexo de várias condicionantes, quer económicas e até climatéricas contribuíram para essas mudanças e principalmente para o êxodo rural, uma vez que as alternativas existentes eram poucas.
       ● A partir da década de 60 do Séc. XX, o município registou fluxos migratórios significativos para outras regiões do País com maior capacidade empregadora e que necessitavam de mão-de-obra pouco especializada, devido à franca expansão e desenvolvimento da industria, sendo por isso muito apelativa a uma população que enfrentava condições de vida pouco satisfatórias. Foi também entre os anos de 1958-1964 que partiram os primeiros emigrantes com destino a França, depois Alemanha e Suiça. A busca de melhores condições de vida levou-os a abandonar Barrancos; lá ficaram, criaram os filhos e hoje muitos destes conterrâneos já reformados regressam.
       ● Hoje, a estrutura sócio-produtiva do município é marcada pela debilidade do tecido empresarial, dispondo de uma indústria fraca, ligada aos produtos endógenos: extracção de xistos duros, algum mel, azeite e a produção de enchidos e presuntos, estes últimos com potencial de desenvolvimento.
       ● Para atenuar as consequências da pouca ou quase inexistente oferta de trabalho e da consequente elevada taxa de desemprego, os agentes e entidades locais têm promovido algumas formas de «sustento» da população, através dos programas de actividade ocupacional e de cursos de formação profissional que permitem à população a obtenção de algum rendimento, fixando-os em Barrancos, evitando que a população abandone definitivamente esta terra.
       ● Este apego à terra, a Barrancos, é mais forte que a ansiedade que têm em relação ao futuro. Poucos são aqueles que se mostram disponíveis para trabalhar fora da sua terra, mesmo tendo consciência que as perspectivas de quem fica não são as mais desejadas.
       ● Importa, pois, reflectir sobre esta realidade. O desemprego, o isolamento social, a fraca dinâmica económica e os parcos recursos existentes no município poderão estar na origem de uma postura pouco activa por parte da população, para a resolução dos seus problemas sócio-profissionais. Resulta daqui a inexistência de projectos de vida dos jovens, sendo poucos os que têm definido objectivos e metas a atingir e que saibam como o fazer. Este é, talvez, um dos mais graves problemas do município, pois quando a população, principalmente os jovens, não têm expectativas e aspirações em relação ao futuro, não se podem esperar grandes mudanças na comunidade, quer sejam a nível económico quer social.
       ● Barrancos é pois um município onde existem alguns problemas relacionados, essencialmente, com a falta de projectos de desenvolvimento por parte da população, e para os quais as estruturas existentes não têm capacidade de resposta a curto e médio prazo. É nesta perspectiva que faz sentido intervir neste município. Intervenção que, só poderá ter resultados gratificantes para todos se se conseguir envolver a população, nomeadamente os jovens, ajudá-los na criação dos seus projectos de vida e consequentemente, na criação de uma nova dinâmica psicossocial e económica.
       ● Apesar de tudo não se detectam em Barrancos problemas sociais significativos. Existe nesta comunidade, pelas características rurais que conserva ainda hoje, redes de solidariedade que a defendem dos graves problemas sociais que assolam as sociedades urbanas.

       ● Para a fixação da população, a principal prioridade, deverá ser a aposta na fixação de empresas e criação de empregos, melhoria substancial no tecido social, nomeadamente no ensino, na saúde, na habitação, na velhice, etc.
       ● Na educação, para além da unificação do diferentes graus de ensino no mesmo edifício, a aposta será o alargamento da escolaridade até ao 12º ano, intenção prevista na nova Lei Bases de Educação em fase de aprovação no Parlamento.
       ● Uma outra prioridade detectada será a maior abertura da escola à população, que poderá passar por aquela promover, organizar e apoiar actividades culturais diversas, envolvendo a comunidade.
       ● Acreditamos que o estudo do “Barranquenho”, é um projecto que deve ser revitalizado e desenvolvido entre a CMB e a EBI, com o apoio e empenho de toda a comunidade, é uma possibilidade a ponderar pois levará à continuidade do falar barranquenho, dialecto que corre perigo de extinção.
       ● Na saúde, área muito sensível e necessitada, vemos com grande apreensão várias lacunas. A construção do novo Centro de Saúde, que deverá ser uma realidade em 2007 – a construir no largo do Mercado - não será condição sine quanom para satisfação desta problemática, sem que simultaneamente sejam colocados e preenchidos os quadros médicos desta unidade de saúde – três médicos de clínica geral e um de saúde pública. Basta acrescentar que hoje há apenas um médico em Barrancos. Aos fins-de-semana os cuidados de saúde são assegurados por um médico contratado pela CMB. Apesar de tudo, muita é a população que recorre ao Centro de Saúde de Encinasola, onde há médicos 24 horas por dia.
       ● Na habitação é urgente a disponibilidade de terrenos para construção, direccionados, preferencialmente, aos jovens casais, pois, também assim se poderá contribuir para a fixação da população. Uma outra intervenção importante tem a ver com a recuperação dos muitos imóveis degradados e em estado de abandono existentes na Vila, a qual poderá ser possível na sequência de alteração legislativa.
       ● Na velhice a prioridade será a construção de um Lar de terceira idade, em edifício adequado para as várias valências, pois o actual não tem condições mínimas para fazer face à procura que se verifica e que se comprova com o elevado número de pessoas em lista de espera.
       ● Aliada ao envelhecimento da população, à fraca densidade populacional e aos elevados índices de desemprego, o município vê-se confrontado com uma rede viária degradada e pouco atractiva para quem quer, ou precisa, de se deslocar. Quer a estrada nº 258 (St. Aleixo) construída há mais de 80 anos quer a estrada 386 (Amareleja), construída há cerca de 60 anos, mantêm o mesmo traçado inicial, com algumas intervenções mínimas de conservação. É urgente, pois, a construção de novos acessos ou pelo menos a sua renovação e correcção dos traçados.
       Com a resolução, em tempo oportuno, das prioridades enumeradas, a par de outras não tão urgentes mas necessárias, que se forem realizando, Barrancos tem futuro e poderá ser um espaço onde a qualidade de vida dos seus habitantes seja uma realidade e poderá contribuir para o auto estima deste povo.
       Estou convicto, até pela assistência aqui presente, que este colóquio (encontro) despertou a curiosidade da população local:
       - Curiosidade para conhecer os diversos titulares do cargo de presidente da CMB, desde meados da década de 50 do Séc. XX até esta data;
       - Curiosidade para conhecer as experiências pessoais e profissionais destes intervenientes, enquanto titular do cargo;
       - Curiosidade, em suma, por conhecer a história de Barrancos através das personalidades ou lideres locais.
       Queremos também que este colóquio seja o primeiro de muitos onde se reflicta sobre as questões de desenvolvimento local;
       Queremos também que este colóquio desperte a curiosidade da comunidade barranquenha para estas questões que são importante para o seu bem-estar e qualidade de vida, e contribua para o envolvimento de toda a comunidade.
(…)
       Queremos também com este colóquio disponibilizar-nos para em conjunto com todas as entidades locais, incluindo a CMB e a JFB, buscar soluções e modelos alternativos de desenvolvimento que contribuam para a fixação da população e atenuem a desertificação humana de Barrancos.
       Por último e vendo que há vários autarcas entre os assistentes, alguns ainda em funções, permito-me daqui, em nome da ABpD prestar homenagem a todos os autarcas de Barrancos, sem esquecer aqueles que infelizmente nos deixaram, e reconhecer que, muitas vezes com prejuízo das suas vidas particular e familiar, serviram esta terra e as suas gentes.
Muito obrigado.
Ass) Jacinto Domingos Mendes Saramago
Presidente da Direcção
___________
Seguindo a cronologia dos períodos históricos, iniciaram-se as intervenções dos antigos presidentes e autarcas presentes, começando pelo Sr. José Augusto Garcia Fialho, o mais antigo presidente da CMB (falecido em 08/12/2006), terminando no titular do cargo naquela data, o Sr. Nelson Berjano.
Para o colóquio foram convidados todas as pessoas ainda vivas que, em diferentes épocas, exerceram o cargo de presidente da câmara municipal de Barrancos:
•José Augusto Garcia Fialho, presidente da CMB de 1955 até Agosto de 1965;
•Mário Francisco Fernandes Escoval, presidente CMB de 1965 (não compareceu por motivo de doença);
•José Augusto Lopes Fialho, presidente CMB de 1972 a 9 de Julho de 1974;
•José Domingos Gomes Escoval, presidente da Comissão Administrativa – de 09/07/1974 a 31/12/1976 (não compareceu tendo estado presente o Sr. António Charrama Lopes, vogal da mesma Comissão Administrativa);
•Carlos Caçador Durão, presidente CMB, Mandatos de 1977 a 1979 e de 1980 a 1982);
•Manuel Baleizão Chamorro, vereador-substituto do presidente da CMB - mandatos de 1983-1985 e de 1985 a 1989);
•Manuel Torrado Lavaredas, vereador-substituto do presidente – mandatos de 1990-1993,(não compareceu);
•António Pica Tereno, presidente CMB - Mandatos de 1994 a 1997 e de 1998 a 2001 (não compareceu);
•Nelson José Costa Berjano, presidente CMB - Mandato de 2002 a 2005).

sábado, 30 de abril de 2011

Centro de Saúde de Barrancos - obras em fase final

As obras do novo Centro de Saúde de Barrancos, na antiga escola primária nº 2, estão quase concluídas, incluindo os arranjos exteriores e arruamentos.
Centro de Saúde de Barrancos (novas instalações)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

40 anos das primeiras eleições autárquicas - subsídios para a história de Barrancos (parte IV)

Dando continuidade a esta série de notícias dedicada aos "40 anos das primeiras eleições autárquicas", republica-se, em baixo, pela sua importância, o post/noticia aqui divulgado em 31/12/2007, a propósito do colóquio sob o tema "Barrancos: Modelo de Desenvolvimento Local", promovido em junho de 2004 pela Associação Barranquenha para o Desenvolvimento (ABpD), que reuniu no salão Nobre dos Paços do Município, um grande número de autarcas de antes e depois do 25 de abril.


      O presente colóquio, integrado no plano de actividades da associação, subordinado ao tema Barrancos: Modelo de Desenvolvimento Local, tem como objectivo central reunir, pela primeira vez na história de Barrancos, as pessoas que, desde meados da década de 50 do século XX até hoje, exerceram o cargo de presidente da CMB.
     Para um colóquio com estas características foi escolhido o local que simbolicamente representa o centro do Poder de Barrancos e dos barranquenhos, o Salão Nobre dos Paços do Município de Barrancos. Outros locais houve, até porque este edifício, acompanhando a evolução do Poder Local e as transferências de competências que hoje detêm mudou várias vezes, mas contínua a ser o local privilegiado para debater Barrancos e as suas gentes.
      Sem qualquer preciosismo histórico convêm aqui, resumidamente, situar a questão do Sistema de Governo Municipal desde o período Estado Novo.
      O Estado Novo, assente no sistema corporativo, veio reforçar a centralização do poder político. O presidente da CM era nomeado pelo governo e os vereadores eleitos pelo Conselho Municipal. Nenhum deles era remunerado pelas funções, que eram desempenhadas a título gracioso, quantas vezes com prejuízo da vida pessoal e profissional dos seus titulares.
    Os Municípios estavam financeiramente dependentes do Estado, pois as suas receitas mal chegavam para pagar as despesas obrigatórias, sendo os investimentos executados os inscritos no plano do Governo. Era o sistema das comparticipações.
      Foi neste contexto jurídico e histórico do municipalismo que surgiu a Revolução de 25 de Abril de 1974.
      Nos termos da Constituição da República Portuguesa de Abril de 1976, a organização das autarquias locais, e neste caso dos Municípios, compreende uma assembleia eleita dotada de poderes deliberativo e um órgão executivo colegial – a câmara municipal – perante ela responsável.
      Foi também a partir de 1977, que o Governo reforça as finanças municipais, através das chamadas “verbas livres”, sendo posteriormente aprovada a primeira lei de finanças locais, nos termos da qual são reguladas as comparticipações devidas ou transferidas do Orçamento do Estado, permitido o acesso ao crédito, etc.
(…)
      Neste encontro de autarcas, pretendemos que ao reflectir sobre o desenvolvimento de Barrancos, numa óptica descontraída e de apelo à memória, sejam contadas as experiências pessoais e profissionais dos intervenientes, as suas expectativas, dificuldades, constrangimentos, etc.
      Para que isto fosse possível foram convidados os respectivos titulares, ainda vivos, dos quais apenas dois declinaram o convite, sendo aqui substituídos pelos respectivos vice-presidentes ou cargo similar.
      Aquando da aprovação do projecto do colóquio julgávamos que a sua concretização não teria certamente um caminho fácil, podíamos encontrar alguns obstáculos, deparar-nos com interesses, ambições pessoais ou aproveitamentos políticos.
      Felizmente, não foi assim, e como aqui se pode verificar, estão presentes desde o Sr. José Augusto Garcia Fialho, o mais antigo titular do cargo, ainda vivo – foi presidente da CMB de 1951-1965 - até ao actual titular Sr. Nelson Berjano - em funções desde Janeiro de 2002 – passando pelo titular do período da Revolução do 25 de Abril de 1974, que se manteve em funções, sem qualquer obstáculo ou pressão da população local, de 1972 a 9 de Julho 1974.
      Desse período revolucionário, conturbado e de incertezas, não posso deixar de referir um aspecto que para mim marca uma diferença e que denuncia o cansaço dos intervenientes políticos da época com um regime autoritário e fechado ao mundo: no dia 30 de Abril 1974, a CMB, em reunião extraordinária aprovou uma moção de congratulação, apresentada pelo seu presidente – Sr. José Augusto Lopes Fialho, aqui presente, na qual se lia “…ciente da vontade do Povo de Barrancos, perante factos consumados em 25 do corrente mês, propunha que fosse enviado à Junta de Salvação Nacional, um telegrama de incondicional apoio, adesão e colaboração da CMB no movimento de libertação levado a efeito pelas forças armadas”. Terminava a moção “fazendo votos para que a iniciativa tenha um êxito absoluto.”
      No texto da moção está patente a vontade dos membros da câmara municipal - órgão nomeado, à data, pelo Governo – e o sentimento de desencanto com um regime político que, apesar de pressionado pelos principais aliados da Europa e do Mundo, continuava a resistir à sua reforma e no fundo à sua continuidade. 
      Em síntese, e glosando aqui um pouco a polémica deste ano relativa às Comemorações Nacionais dos 30 Anos do 25 de Abril de 1974, foi necessário uma Revolução para que se desse uma ruptura de regime e evolução no sistema político que uma grande maioria, à época, já ambicionava e estava à espera desde a Primavera Marcelista.
      Em Barrancos, e contrariamente ao que sucedeu um pouco por todo o País, a transição de regime no âmbito do Sistema de Governo do Município foi pacífica. Não houve invasões da “câmara”, não houve tumultos, não houve pressões. A mudança ocorreu apenas em 9 de Julho de 1974, com a posse da Comissão Administrativa (CA) nomeada pelo Governo Civil do Distrito de Beja, composta de três elementos: o Sr. José Domingos Gomes Escoval, que presidia, e pelos vogais, Srºs António Charrama Lopes, aqui presente, e Clemente Pires Marques. 
      Foi esta CA que conduziu os destinos do Município até à posse dos primeiros eleitos locais, que ocorreu em inícios de Janeiro de 1977 e cuja CM passou a ser presidida pelo Sr. Carlos Caçador Durão, aqui presente, tendo como vereadores os Srs. António Semedo Guerra, Sebastião Santos Ramos, António Gomes Mira e António Charrama Lopes, único elemento que transitou da Comissão Administrativa.
      Para poder situar o estado de desenvolvimento deste município, permito-me resumidamente fazer uma breve caracterização de Barrancos, com base nos dados constantes do Diagnóstico Social de Barrancos, recentemente aprovado, apresentando na mesma algumas propostas estruturantes para o desenvolvimento de Barrancos:
      ● Até aos anos 60 do Séc. XX, o solo agrícola permitiu o sustento da população, mas o reflexo de várias condicionantes, quer económicas e até climatéricas contribuíram para essas mudanças e principalmente para o êxodo rural, uma vez que as alternativas existentes eram poucas. 
      ● A partir da década de 60 do Séc. XX, o município registou fluxos migratórios significativos para outras regiões do País com maior capacidade empregadora e que necessitavam de mão-de-obra pouco especializada, devido à franca expansão e desenvolvimento da indústria, sendo por isso muito apelativa a uma população que enfrentava condições de vida pouco satisfatórias. Foi também entre os anos de 1958-1964 que partiram os primeiros emigrantes com destino a França, depois Alemanha e Suiça. A busca de melhores condições de vida levou-os a abandonar Barrancos; lá ficaram, criaram os filhos e hoje muitos destes conterrâneos já reformados regressam.
    ● Hoje, a estrutura sócio-produtiva do município é marcada pela debilidade do tecido empresarial, dispondo de uma indústria fraca, ligada aos produtos endógenos: extracção de xistos duros, algum mel, azeite e a produção de enchidos e presuntos, estes últimos com potencial de desenvolvimento.
    ● Para atenuar as consequências da pouca ou quase inexistente oferta de trabalho e da consequente elevada taxa de desemprego, os agentes e entidades locais têm promovido algumas formas de «sustento» da população, através dos programas de actividade ocupacional e de cursos de formação profissional que permitem à população a obtenção de algum rendimento, fixando-os em Barrancos, evitando que a população abandone definitivamente esta terra.
      ● Este apego à terra, a Barrancos, é mais forte que a ansiedade que têm em relação ao futuro. Poucos são aqueles que se mostram disponíveis para trabalhar fora da sua terra, mesmo tendo consciência que as perspectivas de quem fica não são as mais desejadas.
     ● Importa, pois, reflectir sobre esta realidade. O desemprego, o isolamento social, a fraca dinâmica económica e os parcos recursos existentes no município poderão estar na origem de uma postura pouco activa por parte da população, para a resolução dos seus problemas sócio-profissionais. Resulta daqui a inexistência de projectos de vida dos jovens, sendo poucos os que têm definido objectivos e metas a atingir e que saibam como o fazer. Este é, talvez, um dos mais graves problemas do município, pois quando a população, principalmente os jovens, não têm expectativas e aspirações em relação ao futuro, não se podem esperar grandes mudanças na comunidade, quer sejam a nível económico quer social. 
      ● Barrancos é pois um município onde existem alguns problemas relacionados, essencialmente, com a falta de projectos de desenvolvimento por parte da população, e para os quais as estruturas existentes não têm capacidade de resposta a curto e médio prazo. É nesta perspectiva que faz sentido intervir neste município. Intervenção que, só poderá ter resultados gratificantes para todos se se conseguir envolver a população, nomeadamente os jovens, ajudá-los na criação dos seus projectos de vida e consequentemente, na criação de uma nova dinâmica psicossocial e económica.
      ● Apesar de tudo não se detectam em Barrancos problemas sociais significativos. Existe nesta comunidade, pelas características rurais que conserva ainda hoje, redes de solidariedade que a defendem dos graves problemas sociais que assolam as sociedades urbanas.
     ● Para a fixação da população, a principal prioridade, deverá ser a aposta na fixação de empresas e criação de empregos, melhoria substancial no tecido social, nomeadamente no ensino, na saúde, na habitação, na velhice, etc.
      ● Na educação, para além da unificação dos diferentes graus de ensino no mesmo edifício, a aposta será o alargamento da escolaridade até ao 12º ano, intenção prevista na nova Lei Bases de Educação em fase de aprovação no Parlamento. 
      ● Uma outra prioridade detectada será a maior abertura da escola à população, que poderá passar por aquela promover, organizar e apoiar actividades culturais diversas, envolvendo a comunidade.
     ● Acreditamos que o estudo do “Barranquenho”, é um projecto que deve ser revitalizado e desenvolvido entre a CMB e a EBI, com o apoio e empenho de toda a comunidade, é uma possibilidade a ponderar pois levará à continuidade do falar barranquenho, dialecto que corre perigo de extinção.
      ● Na saúde, área muito sensível e necessitada, vemos com grande apreensão várias lacunas. A construção do novo Centro de Saúde, que deverá ser uma realidade em 2007 – a construir no largo do Mercado - não será condição sine quanom para satisfação desta problemática, sem que simultaneamente sejam colocados e preenchidos os quadros médicos desta unidade de saúde – três médicos de clínica geral e um de saúde pública. Basta acrescentar que hoje há apenas um médico em Barrancos. Aos fins-de-semana os cuidados de saúde são assegurados por um médico contratado pela CMB. Apesar de tudo, muita é a população que recorre ao Centro de Saúde de Encinasola, onde há médicos 24 horas por dia.
      ● Na habitação é urgente a disponibilidade de terrenos para construção, direccionados, preferencialmente, aos jovens casais, pois, também assim se poderá contribuir para a fixação da população. Uma outra intervenção importante tem a ver com a recuperação dos muitos imóveis degradados e em estado de abandono existentes na Vila, a qual poderá ser possível na sequência de alteração legislativa.
      ● Na velhice a prioridade será a construção de um Lar de terceira idade, em edifício adequado para as várias valências, pois o actual não tem condições mínimas para fazer face à procura que se verifica e que se comprova com o elevado número de pessoas em lista de espera.
      ● Aliada ao envelhecimento da população, à fraca densidade populacional e aos elevados índices de desemprego, o município vê-se confrontado com uma rede viária degradada e pouco atractiva para quem quer, ou precisa, de se deslocar. Quer a estrada nº 258 (St. Aleixo) construída há mais de 80 anos quer a estrada 386 (Amareleja), construída há cerca de 60 anos, mantêm o mesmo traçado inicial, com algumas intervenções mínimas de conservação. É urgente, pois, a construção de novos acessos ou pelo menos a sua renovação e correcção dos traçados.
     Com a resolução, em tempo oportuno, das prioridades enumeradas, a par de outras não tão urgentes mas necessárias, que se forem realizando, Barrancos tem futuro e poderá ser um espaço onde a qualidade de vida dos seus habitantes seja uma realidade e poderá contribuir para o auto estima deste povo.
      Estou convicto, até pela assistência aqui presente, que este colóquio (encontro) despertou a curiosidade da população local: 
      - Curiosidade para conhecer os diversos titulares do cargo de presidente da CMB, desde meados da década de 50 do Séc. XX até esta data;
  - Curiosidade para conhecer as experiências pessoais e profissionais destes intervenientes, enquanto titular do cargo;
    - Curiosidade, em suma, por conhecer a história de Barrancos através das personalidades ou lideres locais.
      Queremos também que este colóquio seja o primeiro de muitos onde se reflicta sobre as questões de desenvolvimento local;
      Queremos também que este colóquio desperte a curiosidade da comunidade barranquenha para estas questões que são importante para o seu bem-estar e qualidade de vida, e contribua para o envolvimento de toda a comunidade.
(…)
     Queremos também com este colóquio disponibilizar-nos para em conjunto com todas as entidades locais, incluindo a CMB e a JFB, buscar soluções e modelos alternativos de desenvolvimento que contribuam para a fixação da população e atenuem a desertificação humana de Barrancos. 
     Por último e vendo que há vários autarcas entre os assistentes, alguns ainda em funções, permito-me daqui, em nome da ABpD prestar homenagem a todos os autarcas de Barrancos, sem esquecer aqueles que infelizmente nos deixaram, e reconhecer que, muitas vezes com prejuízo das suas vidas particular e familiar, serviram esta terra e as suas gentes.

___________
Seguindo a cronologia dos períodos históricos, iniciaram-se as intervenções dos antigos presidentes e autarcas presentes, começando pelo Sr. José Augusto Garcia Fialho, o mais antigo presidente da CMB (falecido em 08/12/2006), terminando no titular do cargo naquela data, o Sr. Nelson Berjano.
Para o colóquio foram convidados todas as pessoas ainda vivas que, em diferentes épocas, exerceram o cargo de presidente da câmara municipal de Barrancos:
•José Augusto Garcia Fialho, presidente da CMB de 1955 até Agosto de 1965;
•Mário Francisco Fernandes Escoval, presidente CMB de 1965 (não compareceu por motivo de doença);
•José Augusto Lopes Fialho, presidente CMB de 1972 a 9 de Julho de 1974;
•José Domingos Gomes Escoval, presidente da Comissão Administrativa – de 09/07/1974 a 31/12/1976 (não compareceu tendo estado presente o Sr. António Charrama Lopes, vogal da mesma Comissão Administrativa);
•Carlos Caçador Durão, presidente CMB, Mandatos de 1977 a 1979 e de 1980 a 1982);
•Manuel Baleizão Chamorro, vereador-substituto do presidente da CMB - mandatos de 1983-1985 e de 1985 a 1989);
•Manuel Torrado Lavaredas, vereador-substituto do presidente – mandatos de 1990-1993,(não compareceu);
•António Pica Tereno, presidente CMB - Mandatos de 1994 a 1997 e de 1998 a 2001 (não compareceu);
•Nelson José Costa Berjano, presidente CMB - Mandato de 2002 a 2005).

40 anos das primeiras eleições autárquicas - subsídios para a história de Barrancos (parte V - conclusão)

Hoje, 40 anos depois das primeiras eleições autárquicas e 42 anos passados desde o 25 de abril, Barrancos não é o mesmo. Desenvolveu-se. Progrediu. Portugal também. Haverá sempre quem diga, que foi pouco, que foi muito, que foi assim-assim. Nada é absoluto.
Há uns meses, um leitor assíduo do eB recordava-me que “era do tempo” - nas décadas de 1950 e 1960 – em que dezenas de “homens se acotovelavam nas quatro esquinas”, à espera duma jorna, enquanto outros andavam “com o burro e gorpelha, a apanhar esterco nas ruas, não para as limpar, mas para vender”, muitas vezes único sustento familiar.
Hoje, 40 anos depois, não haverá pleno emprego, uma utopia, mas os apoios do Estado Social, atenuaram ou fizeram desaparecer estas práticas degradantes.

Em síntese, para terminar em jeito de balanço, falta acrescentar que o sucesso do poder local democrático e o seu contributo para o desenvolvimento e progresso económico e social de Barrancos é uma evidência. Para o confirmar, vejamos abaixo -  citados de memória, ainda que um ou outro com o apoio de companheiros de oficio -  os principais projetos desenvolvidos ao logo destes 40 anos, pedindo desculpas por eventuais faltas ou lapsos, nas datas, que serão involuntárias: 

- o início da recolha diária, porta-a-porta, dos resíduos sólidos urbanos (lixo), em 1976;
- o abastecimento de água e o saneamento básico,  um dos primeiros grandes projetos, iniciado em 1977/80 com a barragem do bufo, a estação de captação (ETA) e conduta adutora  da ETA aos depósitos Centrais  de Sº  Bento (1980), terminando com os últimos ramais domiciliário na zona de Sº Bento/rua da Cruz, nos anos 1983/84;
- a construção as estações de tratamento de esgotos (ETAR), do baldio (1989/90), de biodiscos do Poço Novo (1991/92), hoje desativada, e finalmente da Ferenha (2000/2002);
- a aquisição do Quintalão de Festas, em meados de 1978, recuperado e remodelado em 2007;
- a instalação do centro de saúde (no atual serviço da Segurança Social, depois na Casa dos Fialhos, na rua Dr. Filipe Figueiredo, comprada de propósito para esse fim (1980), e agora nas Fontainhas/Rua Duque de Cadaval,  onde dantes estava a escola nº 2 (escola de baixo), inaugurado em 28/11/2011:
- o novo edifício dos Paços do Município de Barrancos, iniciado em 1979, inaugurado em 04/08/1980;
- as estradas e caminhos municipais (das Bicas, de Noudar, do Pinhão, de Cansalobos, etc;); 
- o Jardim do Miradouro, iniciado em 1979;
- a construção do Bairro Habitacional da Adua (12 fogos), 1979-1983; do Bairro dos Espanhóis (1ª fase, 1980-1983; 2ª fase, 1986/89 e 3ª e última fase 1991/93); do Bairro da Guarda Fiscal (1980/84, só apoio da CMB); do Bairro das Canas (5 fogos), 1983/1984, das Fontainhas (1990, em regime de autoconstrução) e por último o da Floresta (2004/2006);
- o programa de recuperação do castelo de Noudar (iniciado em 1980) e o encontro de mestres construtores (1984);
- as obras de adaptação do quartel dos BVB, primeiro na rua da Igreja (1980/81), depois nas Fontainhas (1994-2015) e nas novas instalações (2011/2015), neste caso comparticipação;
- a recuperação do antigo matadouro como Casa de Matança, entre 1982 e 1983, hoje desativado;
- o polidesportivo municipal, hoje desativado, entre 1984/86;
- a criação da Biblioteca Municipal, na praça da Liberdade (1986), transferida para o centro cultural (1991), hoje com a designação  de Biblioteca de Barrancos, depois da fusão com a biblioteca escolar em 2007;
- a construção do centro cultural que acolheu a biblioteca municipal (1990/91), onde hoje funciona o jardim-de-infância;
- os dois alargamentos do cemitério, em finais da década de 1980 (1ª) e em 2003 (2ª);
- o campo de futebol do baldio (1980), remodelado em 1983/85, transformado em estádio municipal de futebol depois (12/09/2009);
- o posto fronteiriço, inaugurado em 25/09/1986, hoje desativado por força da abertura das fronteiras em 23/01/1993;
- o programa de recuperação das casas dos idoso, pessoas carenciadas e pensionista, iniciada em 1983 (ainda existente, parcialmente), depois completado com distribuição de lenha (desaparecido nos finais dos anos 1996/97);
- a criação do jardim-de-infância (1979), primeiro no salão da ex-Mocidade Portuguesa, onde também esteve o quartel dos BVB (rua da Igreja), depois na cave da ex-Escola nº 1 (EB1 ou escola de cima),  ocupando a parte de cima em 1991/1992, sendo definitivamente instalado no atual edifício, a partir do ano letivo 2007/2008.
- a construção do posto de abastecimento de combustível (1990), na sequência da polémico encerramento do existente frente ao Miradouro da MOBIL, em finais de 1986;
- o início do transporte escolar das crianças no ensino básico e preparatório, que moravam nos montes, em 1983;
- o início da comparticipação financeira no transporte escolar (passe) dos alunos que frequentam a escola secundária de Moura, a partir de 1982;
- os apoios, mediante cedência de viatura e motorista para deslocação a Moura dos alunos que frequentaram o ensino secundário, do ano letivo 1981/1982 a, pelo menos, 1989/1990;
- a labuta para a construção da Escola C+S (11 turmas), isto é, escola de ensino preparatório (C) e secundário (S), com 11 turmas, projeto falado desde 1983, como uma promessa do governo da data, iniciada no início de 1986 e inaugurada em 06/02/1988, que chegou a ter aulas até aos 12º ano (noturno), até finais do ano letivo 2000/2001;
- a criação do programa de bolsas de estudo para apoio aos estudantes do ensino superior, pelo menos desde o ano letivo 1991/1992;
- a institucionalização dos prémios de mérito à educação (2003);
- a ampliação da antiga Casa da Sopa, para instalação do lar e centro de dia de idosos, em 1991, mais tarde apoiando financeiramente a IPSS para construção do novo equipamento social (lar, centro de dia, SAD e creche), em funcionamento desde junho 2011;
- a compra da propriedade da Coitadinha, onde se encontra o castelo de Noudar, hoje Parque natureza de Noudar, que partilhou com a EDIA (1998, contrato-promessa e 2000 escritura definitiva);
 - o Complexo Municipal de Piscinas, começado em 1993 e terminado em 1998;
- o Parque Empresarial, começado em 2004, inaugurado em 2 de maio de 2010, por ocupação total da Zona Industrial do Poço Novo (1990/1991);
- o cineteatro, começado em 2002,  terminado 2008 e inaugurado em 2 de maio de 2010;
- a casa mortuária da rua da igreja, em fase de mudança para novo local ainda não divulgado;
- o parque de feiras e exposições de Barrancos, construído entre 2003/2006, inaugurado em 12/04/2007;
- o centro de fisioterapia (gabinete do movimento), inaugurado em 05/01/2008;
- a criação do museu municipal, inaugurado em  2007, projeto que já vinha desde 1997;
- o Plano de Ação de Regeneração Urbana (PARU), também conhecido como PERU, em fase de contratualização da empreitada, que terá um horizonte temporal de execução de 2017/2031;
Muitos outros projetos, programas e ações, em todas as áreas da intervenção autárquica, terão sido desenvolvidos ao logo destes 40 anos, dos quais, os mais recentes,  nos domínios da ação social, da educação, do emprego, etc, etc, estes últimos disponíveis no sitio eletrónico da CMB.

Numa coisa estou certo que falhámos: não conseguimos “segurar” a população, que continuamos a perder desde inícios dos anos 1960. Hoje somos menos, muitos menos, mas não podemos culpar os nossos eleitos locais pelo despovoamento de Barrancos. Todo o chamado "interior" perdeu gente, desde a década de 1950/60. Está despovoado. Há outros responsáveis. É fácil passar a culpa.
Como já foi dito, a queda demográfica de população é contínua desde 1960 e não há Programa Nacional para a Coesão Territorial, com esta ou outra designação, que tenha conseguido reverter esta tendência. Eis aqui o grande desafio para o novo ciclo autárquico.

Para terminar a série, abaixo divulgamos a lista dos autarcas que integraram a Câmara Municipal de Barrancos, começando no período de transição do Estado Novo (1972/1974, passando pela Comissão Administrativa (1974/1976) e terminando com o elenco dos 11 mandatos democraticamente eleitos, desde 12/12/1976:

COMPOSIÇÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE BARRANCOS
 (Anos de 1974 a 1976)

TRANSIÇÃO DE REGIME (Manteve-se em funções de 1972 até 9 de julho de 1974, data da posse da Comissão Administrativa)
Cargo
Nome
Presidente
José Augusto Lopes Fialho
Vice-presidente
Félix Caeiro Mira
Vereador
Manuel Fernandes Fretes
Vereador
Francisco José Comprido Coco

COMISSÃO ADMINISTRATIVA (de 09/07/1974 a 31/12/1976)
Cargo
Nome
Presidente
José Domingues Gomes Escoval
Vogal
Clemente Pires Marques
Vogal
António Charrama Lopes

MANDATOS ELEITOS – a partir de 01/01/1977

1º - MANDATO DE 1977 a 1979
Cargo
Nome
Presidente
Carlos Caçador Durão (FEPU)
Vereador
António Semedo Guerra (FEPU)
Vereador
Sebastião dos Santos Ramos (FEPU)
Vereador
António Gomes Mira (PS)
Vereador
António Charrama Lopes (PS)

2º - MANDATO DE 1980 a 1982
Cargo
Nome
Obs.
Presidente
Carlos Caçador Durão (APU)

Vereador
Domingos Nunes Fretes (APU)

Vereador
José Fernandes Bossa (APU)

Vereador
Sebastião dos Santos Ramos (PS)
Renunciou em 24/11/1980
Vereador
Francisco Mendes Domingues (PS)

Vereador
Alfredo Ramos Monteiro (PS)
Substituiu Sebastião Santos Ramos, a partir de 24/11/1980.

3º - MANDATO DE 1983 a 1985
Cargo
Nome
Obs.
Presidente
António Semedo Guerra (APU)

Vereador
Manuel Baleizão Chamorro (APU)

Vereador
Manuel Torrado Lavaredas (APU)

Vereador
Carlos Caçador Durão (PS)

Vereador
Domingos Nunes Fretes (PS)

Vereador
Félix Caeiro Mira (PS)
Em substituição de Carlos Caçador Durão, que suspendeu o mandato por 180 dias, a partir de 13/06/1984, tendo depois renunciado

4º - MANDATO DE 1986 a 1989
Cargo
Nome
Obs.
Presidente
António Semedo Guerra (APU)

Vereador
Manuel Torrado Lavaredas (APU)

Vereador
Manuel Baleizão Chamorro (APU)

Vereador
Domingos Burgos Caiadas (APU)

Vereador
Joaquim Serrano Rosa (PS)


5º - MANDATO DE 1990 a 1993
Cargo
Nome
Obs.
Presidente
António Semedo Guerra (CDU)

Vereador
Manuel Torrado Lavaredas (CDU)

Vereador
António Pica Tereno (CDU)

Vereador
Carlos Caçador Durão (PS)

Vereador
Manuel Vidinha de Sousa (PS)


6º - MANDATO DE 1994 a 1997
Cargo
Nome
Obs.
Presidente
António Pica Tereno (CDU)

Vereador
Manuel Baleizão Chamorro (CDU)

Vereador
Manuel Torrado Lavaredas (CDU)
Renuncia em 01/01/1996
Vereador
José Domingos Gomes Escoval (PS)

Vereador
António José Gavino Paixão (PS)
Renunciou em 09/11/1995
Vereador
Francisco Marcelo Bergano (PS)
Em substituição de António José Gavino Paixão, a partir de 09/11/1995
Vereador
Francisco Marcelo Sabino (CDU)
Em substituição de Manuel Torrado Lavaredas, que renuncia ao mandato, a partir de 01/01/1996

7º - MANDATO DE 1998 a 2001
Cargo
Nome
Obs.
Presidente
António Pica Tereno (CDU)

Vice-presid.
Isabel Catarina Caçador Sabino (CDU)

Vereador
Manuel Baleizão Chamorro (CDU)

Vereador
José Carlos Fernandes Durão (PS)
Renuncia em 25/02/1998
Vereador
Agostinho Peres Valério (PS)

Vereador
Nelson José Costa Berjano (PS)
Em substituição de José Carlos Fernandes Durão, que suspendeu o mandato, a partir de 25/02/1998

 8º - MANDATO DE 01/01/2002 a 22/10/2005
Cargo
Nome
Obs.
Presidente
Nelson José Costa Berjano (PS)

Vice-presid.
Francisco José Nunes Gabriel Bossa (PS)

Vereador
Dalila Maria Costa Lopes (PS)

Vereador
Isabel Catarina Caçador Sabino (CDU)

Vereador
Manuel Fernandes Charrama (CDU)
Por renuncia de António Pica Tereno em 01/01/2002

9º - MANDATO DE 22/10/2005 a 24/10/2009

Cargo

Nome

Obs.

Presidente

António Pica Tereno (CDU)

Vice-presid.

Isabel Catarina Caçador Sabino (CDU)

Vereador

António Manuel Durão Gavino (CDU)

 

Vereador

 

Nelson José Costa Berjano (PS)

- Suspendeu mandato, por 120 dias, com efeitos a partir de 21/12/2006;

- Renunciou ao mandato, com efeitos a partir de 17/10/2007.

Vereador

Francisco José Nunes Gabriel Bossa (PS)

 

 

Vereadora

 

 

Ana isabel Batista da Cruz (PS)

- Em substituição de Nelson Berjano, desde 01/01/2007;

- Efetiva, por renúncia de Nelson Berjano, a partir de 24/10/2007.


10º - MANDATO DE 24/10/2009 a 22/10/2013
Cargo
Nome
Obs.
Presidente
António Pica Tereno (CDU)

Vice-presid.
Isabel Catarina Caçador Sabino (CDU)

Vereador
António Manuel Durão Gavino (CDU)

Vereador
Francisco Manuel Canudo Sena (PS)
Renúncia em 01/09/2010
Vereador
Cláudia Jesus Marcelo Costa (PS)

Vereador
António Carlos Oliveira Torrado Marcelo (PS)
- Em substituição de Francisco Sena, que renunciou ao mandato em 01/09/2010;
- Renúncia em 01/07/2012;
Vereadora
Dalila Maria Alcario Lopes (PS)
Em substituição de António Carlos Oliveira Torrado Marcelo, que renunciou ao mandato, a partir de 01/07/2012

11º - MANDATO DESDE 22/10/2013 a (…)
Cargo
Nome
Obs.
Presidente
António Pica Tereno (CDU)

Vice-presid.
Isabel Catarina Caçador Sabino (CDU)

Vereador
António Manuel Durão Gavino (CDU)

Vereador
Fernando Manuel Fernandes Durão (PS)

Vereador
Miguel Pedro Rodrigues Escoval (PS)


Galeria dos Presidentes da Câmara Municipal de Barrancos
Salão Nobre dos Paços do Município de Barrancos
Fotos: eB, 09/12/2016