A apresentar mensagens correspondentes à consulta azeitonas ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta azeitonas ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

1º Concurso Nacional de Azeitonas Tradicionais Portuguesas

O concurso, que decorre a 5 de dezembro, é promovido pelo CNEMA, em conjunto com a Qualifica, que assume a respetiva direção.
O objetivo principal do Concurso é premiar, promover, valorizar e divulgar as genuínas azeitonas de mesa e pastas de azeitona tradicionais Portuguesas.
Inscrições: Até às 17h30m do dia 23 de Novembro de 2012
Receção de amostras: Até às 17h30m do dia 30 de Novembro de 2012, devendo a embalagem mencionar expressamente e de forma bem visível “produto para o concurso de azeitonas tradicionais”
Para informação complementar, pedido de regulamento e inscrições CNEMA (andreiag@cnema.pt ou dgomes@cnema.pt) ou QUALIFICA (geral.qualifica@gmail.com).
Azeitonas machacadas. Foto: eB
 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Azeitonas de Barrancos

Sem marketing....
Azeitonas do  Chaparral, Barrancos
Foto: eB, 21-10-2015
com estratégia de marketing... "Azeitonas  machacadas,...do campo, até à mesa"

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O olival barranquenho em setembro de 2013

Não se pode generalizar, pela amostra, mas as azeitonas do olival barranquenho começam a ficar cheias e prontas para... machacar. 
Ramos de azeitonas. Fotos: eB, 19-09-2013

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Azeitonas de Barrancos - este ano muito pouca

Devido à seca, mas sobretudo por causa do envelhecimento do olival, que em Barrancos é centenário (para não dizer milenar...), este ano a campanha da azeitona será curta e com pouquíssima quantidade.
Azeitonas de Barrancos (regadas)
Fotos: eB, 08-11-2017

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Azeitonas de setembro

Ainda não há azeitonas machacadas, mas já estão assim...
Azeitona de Barrancos. Foto: eB, 03-09-2014

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Azeitonas de Barrancos - o olival barranquenho perto da Vila está bem carregado

Pela amostra das oliveiras em volta da vila, a campanha olivícola 2021 promete, mas não é bem assim na generalidade do olival barranquenho.

Para o inicio da campanha 2021, que pode ser "substancialmente melhor que a média dos últimos três  anos, pelo menos nalguns olivais, que estão carregados", ainda faltam cerca de dois meses, e a azeitona, da foto, ainda está verde, mas cheia.

azeitonas, algures num olival de Barrancos
(Fotos: eB, 23-08-2021)

terça-feira, 15 de setembro de 2015

O olival de Barrancos na primeira semana de setembro

Oliveiras secas e azeitonas mirradas, assim está o olival barraquenho na primeira semana de setembro. Eis o resultado de um inverno muito frio e praticamente sem chuva, uma primavera também fria e seca (pouco mais de 135 mm em oito meses) e um verão muito quente.
Esperamos que este ano hidrológico, que começa em outubro, seja mais chuvoso que 2014/2015.
Oliveiras e azeitonas. Fotos: eB, 08-09-2015

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Azeitonas de Barrancos - olival velho só pode dar pouca fruta

Esta campanha "azeitonêra", que se aproxima, não será forte em quantidade. Há zonas onde o olival está bem decorado (fotos 1 e 2), e outras onde a azeitona está mirrada, por falta de água (fotos 3-4). Se a chuva continuar atrasada, a pouca azeitona do olival barranquenho irá cair antes da época e pouca será aproveitada.
Fotos 1-2: azeitonas - olival próximo de linha de água
Fotos: 3-4: azeitona mirrada - o normal em Barrancos, por falta de chuva
(Fotos: eB, 10-10-2018)

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O olival barranquenho em Agosto 2010

Pela mostra da fotografia, a safra de azeitona deste ano poderá ser excepcional. O centenário olival de Barrancos está carregado de azeitonas. Poderá ser um bom ano para os olivicultores locais!
Aguardemos as primeiras azeitonas machacadas...

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Azeitonas de Barrancos - este ano o olival barranquenho tem pouca fruta!

A campanha olivícola 2020 de Barrancos vai ser muito fraca, ou quase nula. Este ano, o olival de Barrancos, constituído por 99,9% de oliveiras centenárias, testemunhas da chegada do general Prin  ao cerro do Calvário, resolveu "fazer uma pausa" e poucos serão os olivicultores com azeitona para apanhar.
A Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos vai sentir a falta da "nossa" azeitona, 100% biológica!

azeitonas, algures num olival de Barrancos
(Fotos: eB, 30-09-2020)

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Roubam azeitonas em Moura

Diz a rádio Planície, de Moura, numa notícia de ontem, ver texto abaixo, que a "GNR deteve quatro cidadãos por furto de azeitona em Moura". 
De Barrancos não há notícia oficial de casos semelhantes, até porque muitas toneladas de azeitona devem ficar no olival. Mas, sabe o eB que, em pelo menos dois sítios diferentes, houve desvios de sacas de azeitonas. Depois de colhida e ensacada, com este "gesto de ajuda", alguém fez uma gracinha de dispensar os proprietários de transportar a azeitona para a cooperativa. E de passar recibo!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Campanha de azeitonas 2012 em Barrancos

A Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos inicia a campanha de azeitonas 2012 na próxima segunda-feira, dia 5 de novembro, data em que "abre portas" em Barrancos.
ramo de azeitona, Minancos, Barrancos. Foto: eB, 22out2012
 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O olival barranquenho em maio de 2012

Pela mostra das fotografias, a campanha de azeitonas de 2012 promete. Esperamos que as trovoados não apedrejem as árvores...
Oliveira no recinto da EBI
Olival da zona de Minancos
Olival na estrada da Pipa
Fotos de 17maio2012

sábado, 6 de outubro de 2012

O olival barranquenho em outubro 2012

As chuvas da semana passada arrebitaram o olival e fizeram crescer a azeitona, que já está boa para machacar.
Não será um ano de muita zafra, mas há zonas com olival carregado. Vamos ver se aguenta até meados de novembro, quando começa a campanha de 2012/13.
O olival...
  ... a oliveira...
... e as azeitonas. Fotos: eB, 01out2012

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Contributos para a História de Barrancos (X) - o ferrador

Mais um contributo (X) para a história de Barrancos, de José Peres Valério, que o eB volta a publicar, com a autorização/cortesia do seu autor:

Com esta publicação tento transmitir um resumo muito conciso sobre o Ferrador em Barrancos. Estando situado numa área geográfica de 168,42 Km2 a Este da província do Baixo Alentejo, confinado a norte e leste com os municípios espanhóis de Oliva de la Frontera e Valencia del Monbuey (província de Badajoz) e de Encinasola (província de Huelva), Barrancos está inserido no mundo rural.

Perde-se nos primórdios do tempo a sua sobrevivência com base na economia agro pastoril. Para produzirem os meios de subsistência, o povo, a grande maioria, teve de se dedicar a exploração da terra.

Começa a engendrar meios capazes de produzir preparando  o terreno para deitar a semente de várias espécies nomeadamente o trigo,  aveia, cevada, centeio, milho e outras.

Para tal, necessitou de arranjar meios para explorá-la recorrendo aos animais de carga e de puxe tais como: cavalar, muar, asinino e vacum que com as alfaias agrícolas inerentes a agricultura  como: o arado, a charrua, grades e outros conseguiu criar condições para a sua continuidade.  Decorridos o tempo da ceifa era necessário acarretar as sementes  para as eiras a fim de serem debulhadas por estes animais,  bem como as azeitonas para os lagares que, com os animais de carga ou com carros de um e dois varais, puxados com dois animais e um respetivamente,  a transportavam para os destinos citados.

Mas com os esforços dos animais nas diversas atividades faziam com que os cascos se deteriorarem nos terrenos áridos e outros que pisavam provocando-lhes dores não podendo trabalhar por muito tempo, o homem com a sua astúcia apercebe-se que tinha de criar qualquer objeto capaz de colmatar o desgaste do casco do animal.  

É no Séc. X  que viu a necessidade de proteger os animais e cria a ferradura em formato de sandália feita de grama trançada. Mais tarde passou a utilizar a ferradura de couro com mais poder de fixação ao casco. Posteriormente os gregos criam a hipo-sandália feita de chapa de ferro presas com tiras ao casco.

Entretanto o homem foi evoluindo e aperfeiçoou a ferradura tornando-a mais duradoura e menos sofrimento para o animal. Hoje, as ferraduras são feitas em ferro e outros materiais, com vários formatos para o cavalar, muar e asinino, consoante a atividade de cada animal, ajudando a preservar os cascos. É com esta invenção que nasce o Ferrador atual que, como dizia o Dr. Leite de Vasconcelos na sua publicação Etnografia Portuguesa 1933,  eram alveitares (ferrador sem diploma que faz curativos, sangrias, partos etc…, tratam animais doentes).

Em Barrancos nas décadas de 1930/40 em diante, outros haviam antes destes, existiam oito ferradores com oficinas próprias: Mestre Cristóvão Ilhéu, com oficina na Praça da Liberdade, hoje com o nº 2;  Tio Zé Elvira, mais tarde o filho, também Zé, com a oficina na Rua 1º de Dezembro, nº 23; André Nina, pai, com oficina na Rua da Igreja, hoje com o nº 34, mais tarde o filho, mais conhecido por André Papagaio, com a oficina na Rua da Igreja, hoje com o nº 14; Domingos Gomes Mendes, com oficina na Rua Cónego Almeida, hoje com o nº. 17;  José Lopes Bergano, mais conhecido por Zé Velhinho, com a oficina na Rua D. Maria das Dores Fialho Garcia, hoje  “Bar Paçeu”; todos naturais de Barrancos, e o Mestre Diogo Ferreira Branco, natural da Amareleja, com oficina na Travessa do Arco, hoje com o  nº. 5.

Homens que foram autênticos “veterinários” naquele tempo, julga-se, pela inexistência destes. Eles desempenhavam todo o tipo de trabalho como atrás se diz (alveitares). Homens que eram genuínos em “ortopedia” moldando a ferradura ao casco por forma ao animal não se tocar na  pata oposta evitando ferir-se,  dando formato adequado para o desempenho do animal.   Alguns fizeram operações com algum risco, com instrumentos primitivos que possuíam fazendo o melhor que sabiam e podiam.

Eram tempos de muita atividade. Havia muito trabalho não só nas oficinas como também no campo, em virtude da grande quantidade de animais, nomeadamente o asinino que, menos robusto que os já citados, tornou-se o animal mais acessível as posses dos mais desfavorecidos, sendo  utilizado pelo homem como animais de carga desde a pré-história, aproximadamente 5.000 a.C., muar e cavalar nas classes  menos e mais abastadas. Muitas vezes tinham que se deslocar ao campo a tratar de animais doentes, cujo transportes  eram  os animais citados, mais tarde,  em motorizadas e carro.

As ferraduras eram compradas, algumas, em Santo Amador, outras em outros locais, sendo moldadas (atarracadas) nas bigornas das oficinas pelos  requisitantes.

Todavia e sem pretender valorizar o trabalho exercido por um elemento,  menosprezando os demais, o Zé Velhinho, o mais jovem dos proprietários, foi o Mestre, julgo,  mais criativo, não só em ferrador como também em “veterinária”. Vendo que era capaz de fazer as ferraduras, cria uma forja na oficina começando  a ser ele  a produzi-las com a ajuda de ferradores jovens, já com conhecimento do oficio, tornando-se ferrador e forjador.  Como acima se diz fez algumas operações de grande risco. Tinha sempre dois e três aprendizes do oficio. Jovens, alguns, que não tendo idade e forças capazes de ajudar os pais em trabalhos mais pesados para ganhar alguma jorna para ajuda da família, os pais punham-nos a aprender um oficio até atingirem a capacidade de outros trabalhos remunerados uma vez que nesta profissão aprendiam, trabalhando,  sem qualquer jorna, norma praticada por todos. Em Barrancos houve um período que existiam muitos ferradores, não estabelecidos, alguns trabalhavam por conta  dos Mestres citados, outros sem exercerem a profissão procuravam outros meios para sobreviverem.

Entretanto com a revolução tecnológica na agricultura os trabalhos que eram executados com os animais, paulatinamente, deixaram de o ser reduzindo drasticamente o efetivo de animais de carga e puxe causando o fecho de algumas oficinas, inicialmente, mais tarde a totalidade.

Há década e meia, aproximadamente, que, com o fecho da oficina pelo Zé Elvira filho, Barrancos não possuía um ferrador a exceção de um jovem natural, José Carlos Costa Garcia, que agora começou a dar os primeiros passos nos períodos de tempo disponíveis.

Barrancos, 15 de setembro de 2020 - Ass) José Peres Valério

"O ferrador de Barrancos - José Elvira"
(Postais de Barrancos, Luís Pavão, edição CMB, 1984)
(ferrador - imagens adaptadas por JP Valério, facebook)

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A azeitona do totoloto


Enquanto não chega o cogumelo e o espargo ainda é escasso, sabe bem beber uma cervejinha acompanhada de… azeitonas, machacadas!…

A amostra, deliciosa, foi “comida” ontem à noite, dia de Sº Martinho, no café do Carlos (ex-Gabriel), em Barrancos. Disseram-me que eram do Daniel C…!? Gente “influente” dizia que eram do António Pic… Não importa, com ou sem azeitona, vale a pena beber (com mederação) uma mini no Carlos, na companhia dos amigos, ZM, LC, e outros que, de vez em quando, à quarta-feira, com a desculpa do totoloto, vão até lá…

Na próxima quarta-feira, lá estaremos….

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Contributos para a História de Barrancos (IV) – a Casa da Malta

O que era a Casa da Malta?
A casa da malta era um espaço existente, por norma, nos montes dos grandes senhorios para albergar os trabalhadores que executavam trabalhos semanais ao serviço destes, proprietários de terras, onde comiam e dormiam. Este espaço, além da área envolvente onde os trabalhadores dormiam, no chão, tinha uma lareira central, como existia, por exemplo, na herdade da Coitadinha, hoje transformada, onde um trabalhador, o rancheiro, era incumbido de olhar pelos pochêros (panela pequena de barro) com o comer que cada um tinha para cozinhar, bem como o transporte de água.
Era nos trabalhos sazonais (sementeiras, mondas, ceifas, debulha, apanha de azeitonas, etc.) que mais trabalhadores se concentravam.
Nem todas as casas da malta possuíam esta caraterística.
Gente que dormia nesse espaço, cuja cama era com palha ou outros meios; no chão, fosse Verão ou Inverno; gente que, quando se levantavam, tinham os ossos todos moídos da dureza da cama; gente que, quantas vezes encharcados em água, tinham de secar ao lume a roupa que traziam posta, para no dia seguinte, ao nascer do sol, estarem prontos para mais um dia de trabalho penoso. Que motivação teria estas gentes para, depois de tantas vicissitudes, desempenhar o seu trabalho com o máximo empenho! Como se depreende, a motivação era ganhar uns escudos (poucos), para poderem comprar alimentos para pôr na mesa à sua família.
Essas casas da malta, dos mais abastados, possuíam paus espetados nas paredes para os trabalhadores pendurarem os alforges com os alimentos (poucos, porque os tempos não eram de grande abastança), para toda a semana, bem como as mantas ou mantões. Havia trabalhadores que acordavam com os patrões para a alimentação ser de conta destes, sendo o comer servido numa terrina donde todos comiam. Os menos abastados possuíam uma casa da malta improvisada, com uma habitação existente no monte com chaminé para fazer lume, e a dormida cada um procurava o canto que mais gostasse no chão.
Gente que trabalhavam de sol a sol. Gente que só descansavam ao domingo, e nem sempre! Esta gente quando chegava ao desejoso sábado toca a aparelhar os jumentos e ‘ala!, a caminho de casa que a noite espreita. Na segunda-feira, antes de nascer o sol, os que trabalhavam nas Russianas, que era onde havia mais assalariados, faziam a sua concentração no celeiro, hoje bombas de gasolina e, em caravana, nos seus jumentos, animais de carga predominantes no concelho, lá iam contentes, cantando e alegres pelos caminhos fora até chegarem aos seus destinos de trabalho, para começarem mais uma semana de labuta.
Eram tempos sofridos! Tempos de fortuna adversa. Higiene não havia. A roupa que vestiam na segunda-feira, só no sábado, quando vinham a casa e depois de se lavarem numa panêra ou alguidar - chuveiros, só alguns improvisados de cinco ou dez litros, porque água canalizada nem sonhar - é que mudavam de roupa. Era uma vida cheia de penosidade, merecedores daquilo que hoje conhecemos como “subsídio de penosidade”, mas naquele tempo nem se falava, nem se conheciam regalias sociais. Era trabalho e só trabalho! E pior ainda, era ter que trabalhar e aguentar calado, porque atrás deles estavam outros à espera que uma falha se verificasse para ocupar o seu lugar, em virtude da grande falta de trabalho existente.
Tempos em que o trabalho era precário. 
Difíceis como tudo naquele tempo.
Os que ainda se encontram entre nós certamente recordarão aquelas agruras da vida. Com saudades….? Ou Amargura!!.
Barrancos, 3 de dezembro de 2019
Ass) José Peres Valério
Vídeo/reportagem do Monte da Coitadinha e Casa da Malta (1992-1993)
Casa da Malta do Monte da Coitadinha (s/d), finais dos anos 1970
(Fotos: Cortesia PNN
Casa da Malta, exterior e interior - Monte da Coitadinha, na atualidade, enquanto alojamento local
(Foto: PNN)
Monte da Coitadinha, 1936
Monte da Coitadinha, 1999
Monte da Coitadinha, 2011
(Fotos; Cortesia PNN - daqui)