quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022
"Práticas da cultura na raia do Baixo Alentejo" - o novo livro da investigadora Dulce Simões
Desde uma perspectiva histórica e etnográfica a autora, Dulce Simões, analisa as transformações económicas, políticas e sociais do mundo rural e as suas repercussões nas práticas e expressões culturais da raia do Baixo Alentejo, partindo do cruzamento de fontes escritas e orais. Desde uma perspectiva crítica interroga os processos de patrimonialização e a criatividade social, a partir da análise de um conjunto de manifestações culturais que reforçam o sentido do comum e a utopia de uma sociedade mais justa.
Um livro com a chancela das edições Colibri, com alguma centralidade em Barrancos: dos grupos corais, o Cumbrenho, o Chicuelo e outros cantadores locais, passando pelas festas, músicas e o imaginário popular do ciclo festivo de Barrancos.
Entre os méritos deste livro, destaco a centralidade das vozes e das histórias de vida dos protagonistas das práticas expressivas e rituais em estudo e de outros agentes locais que desempenharam um papel central nos processos estudados. (…) Por outro lado, a perspetiva crítica adotada pela autora em torno do património e do processo de patrimonialização protagonizado pela UNESCO, pode ser lida como um convite para repensarmos o conceito do “património” enquanto modelo fixo a ser “preservado” assim como os usos do património no âmbito do regime neoliberal atual.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2022
Campos de Barrancos reclamam chuva - inverno 2021/2022 muito seco
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022
Baile da Pinha 2022 - sucessão adiada por 30 dias...
Câmara de Barrancos dá parecer favorável ao "cultivo da planta canábis para fins medicinais"
A câmara municipal de Barrancos aprovou, no passado dia 14 de janeiro, o pedido da empresa Noudar Green, de "inexistência de restrições ao cultivo da planta canábis, para fins medicinais", na herdade do Cerqueiro, em Barrancos.
domingo, 13 de fevereiro de 2022
A terra tremeu ontem em Barrancos
sábado, 12 de fevereiro de 2022
Razão tem o João e a Cândida
Tem razão o João (Tavares), ao falar do João (o alegado terrorista), que foi logo sentenciado "culpado" pelo comunicado "anormal e precipitado" da PJ, sem direito a presunção de inocência. Como diz a Cândida (Almeida), "não é normal, que se divulguem tentativas"!
Não tarda, pedem a pena de morte para o João ( estudante) e para a família. Que jornalismo é este? Está tudo a copiar a CMTV e a Tele5 (com o lixo "Salvame")?
E se - porque também pode haver um "se", e até um "mas"! - os alegados "planos terroristas encontrados no quarto do João" (o estudante), fizessem parte de um livro que o "jovem estudante, de 18 anos..." estivesse a escrever? Sim. Porque tal como há livros de romance, de poesia, de biografias, etc.. também há autores de livros de ficção criminal, de horror, entre outros géneros afins...!
E se...!?
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022
Fim-de-semana desportivo (resultados - dois jogos vs duas vitórias - Parabéns BFC)
Ouçam como corre a água no açude da Pipa...
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022
Camião "rebenta" ponte da Pipa (sobre o rio Murtega)
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022
Apesar da seca, a albufeira do Bufo está cheia
No Açude da Pipa, a montante da albufeira do Bufo, ainda não se nota a falta de água. O rio continua a correr. Pouco, para um mês de janeiro, pleno inverno, mas ainda corre. Se não chover, poderemos ter problemas no abastecimento de água, ... a partir de maio/junho.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2022
Candelária 2022 - quando virá a chuva?
Vamos no 7º dia de quarentana, e continua o tempo seco, ensolarado, com temperaturas matinais frias (6-8ºC) e primaveris a meio da tarde (19-22ºC).
Contributos para a História de Barrancos XXII - os pastores e a tosquia (de José Peres Valério)
Segue, abaixo, mais um contributo para a história local, de José Peres Valério:
"Iniciando uma curta análise comparativa da quantidade de gado
lanígero em Barrancos, pensa-se existir uma diferença abismal entre antes das
décadas de 1960 ou 1970 e os nossos dias. Entre as variadíssimas espécies de
animais que os pastores guardam, escolhi o gado lanígero para esta narrativa.
Naquele tempo, o grosso dos rebanhos de ovelhas estava nas
mãos dos grandes senhorios, proprietários de imensas extensões de terras. Eram
guardados por pastores que os patrões contratavam. Sem horário de trabalho, sem
descanso, sem férias. Como o soldo era baixíssimo tinham, como contrapartida
para reforçar o salário, um pigulhá de
ovelhas. O que é? Acordo em que o patrão autorizava o pastor a juntar
as suas ovelhas ao rebanho, desde que identificadas com uma marca. Era um número
variável (±30 ou 40), conforme as cabeças que tinha. Além deste
beneficio, tinham ainda as comedias (alimentos
contratados) composta por 15/20 kg. de farinha, grão e 5l de azeite mensal). O
acordo era válido por um ano, com início e término no S. Pedro, 29 de Junho. Nesta
data, transferiam-se muitos pastores de um patrão para o outro, escolhendo
aqueles que melhores condições ofereciam.
Uns viviam em choças fixas, outros, menos sortudos, em choças
móveis construídas com cancelas feitas numa estrutura com travessas laterais e
ripas fixas a elas com palha de centeio, junco, giestas ou outros arbustos,
apertada entre as ripas. Eram habitações primitivas de construção rudimentar
que utilizavam de dia e noite resguardando-se das intempéries que os
afugentavam, com 2 ou 4 cancelas, Estavam divididas, por norma, em duas
áreas: ao fundo zona de dormir, a
restante, zona do lume para aquecimento, cozinhar e guardar os parcos artigos
de cozinha e outros. Utilizada quando
fazia frio e chuva. Com o bom tempo era feita no lhano (espaço no exterior da choça). Todo o piso era em terra
batida. Dormiam no chão sobre palha ou em cama improvisada com bancos ou outras
estruturas que os protegessem. Trabalhavam dia e noite, atentos ao
desenvolvimento do rebanho, não fosse adoecer ou extraviar-se alguma ovelha ou
borrego com o aparecimento de lobos, raposas ou outros predadores. Como o
patrão tinha vários terrenos, às vezes tinham de fazer a transumância dos
rebanhos de propriedade em propriedade ou na própria e, “como o caracol”, levar a “casa às costas” (choças). Dias
após dias, estas pessoas passavam o tempo calcorreando terreno, por montes e
vales, numa solidão imensa, partilhando-a
com a natureza, ouvindo o piar da passarada e as vozes dos animais
selvagens, atrás do gado com os seus inseparáveis companheiros: os cães. Tinham
uma vida cheia de canseira, não estando tranquilos cinco minutos! Enquanto os
patrões estavam descansados em casa. Uma vida dura! Um membro da família vinha
ao povo de vez em quando buscar os avios (alimentos para algum tempo) porque o
pastor tinha de ficar com o gado.
No ponto de vista económico, os ovinos geram mais rendimento,
superior aos caprinos por exemplo, que, além da carne, leite e pele, comum a
ambos, nos dão a lã. Há raças que dão maior quantidade e qualidade do que
outras. Em Barrancos predominava a merina
que, pastando pelos campos ora verdes, ora secos, se adaptava melhor aos
terrenos agrestes do concelho. Hoje, existe um número acentuado deste gado
disperso pelo concelho, de variadas raças, distribuído por vários residentes de
diversas classes sociais. Motivados pelos subsídios concedidos pela Comunidade
Europeia, aqueles que tenham um efetivo superior a dez ovelhas, recebem apoio
às explorações. Para algumas destas pessoas, que não têm terras, contribui a
existência de baldios.
Como tudo na vida, cada animal tem a sua característica. Este
gado na época invernosa usa o (sobretudo)
para se resguardar do frio e chuva. Chegado o mês de Abril ou Maio de cada ano,
o calor começa a apertar. Como os humanos, também os animais necessitam de
andar mais frescos face ao calor exacerbado sentido nos campos do Alentejo, em
especial em Barrancos, com elevadíssima temperatura. Para atenuar este efeito,
os animais necessitam despir-se para andarem mais frescos. Os donos
protegem-nos, reduzindo a temperatura corporal. De que forma? TOSQUIANDO-OS.
A tosquia não se baseia apenas na retirada da lã dos ovinos
para ser comercializada, mas também, como atrás se diz, para o conforto do
animal.
Não obstante, ao tosquiar são retirados resíduos depositados
na lã acumulados todo o ano. Casos há em que patrões os deixam durante o ano sem
serem tosquiados, dificultando a
mobilidade do animal.
Como se faz?
Para se proceder à tosquia, o animal era atado nas patas
facilitando o trabalho do tosquiador. Durante os meses entre Abril a Junho, os
tosquiadores empenhados nesta atividade retiravam a lã dos animais, enrolavam e
atavam os velos (rolos de lã). Esta lã tem várias aplicações. Entre elas a
confeção de vestuário para o agasalhamento dos humanos. As pessoas com menos
posse, usavam-na vulgarmente, lavada e cardada, nos colchões das camas. Desde
tempos remotos, esta profissão transitava de pais para filhos. Eram trabalhadores
rurais, que se ocupavam de vários trabalhos de campo anualmente, nas
propriedades dos grandes agrários. E, neste período algum especializado nesta
actividade interrompia outros trabalhos para se dedicar à tosquia. Aqueles que tinham duas ou três (…) encontravam
disponibilidade para as tosquiar quando vinham a casa descansar ao Domingo. Ou
outros que se encontravam sem trabalho. Era uma profissão, nada fácil, um trabalho
duro com aquela posição curvada em que tinham de estar horas e horas. Tinham
uma enorme responsabilidade no manejo da tesoura não fosse ferir o animal.
Feridas que muitas vezes originavam bicheiras com o aparecimento da mosca. Nos
tempos que correm, está mais facilitado este trabalho em virtude de ser feito
com máquinas elétricas e cintas de apoio em algumas explorações.
Boas colheitas de lã para a próxima safra
Barrancos, 2 de Fevereiro de 2022 - ass) José Peres Valério"
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022
Orçamento Municipal 2022
domingo, 6 de fevereiro de 2022
sábado, 5 de fevereiro de 2022
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022
Fim-de-semana desportivo (com resultados positivos para as duas equipas do BFC)
Resultado: Barrancos FC 3 - CA Aldenovense 0
Estádio Municipal de Barrancos
12ª Jornada do Campeonato Distrital de Juvenis
Resultado: JC Boavista 2 - Barrancos FC 3
6 de Fevereiro, às 11h30.
Campo Municipal da Boa Esperança
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022
Sociedade dos Rapazes - eleitos os órgãos sociais para o biénio 2022/2023
A assembleia geral da Sociedade Recreativa Artística Barranquense (SRAB), reunida em segunda convocatória no passado dia 14 de janeiro, elegeu os órgãos sociais para o biénio 2022/2023, com a composição indicada no termo de posse seguinte:
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022
Candelária 2022 - começou hoje a quarentana, com o dia a sorrir. Lamentavelmente ri há muitas semanas!
Os próximos 40 dias vão depender do estado do tempo nesta data, 2 de fevereiro - Dia da Candelária (ou dia das Candeias).
Em 2020 - dia ensolarado, 12ºC, às 8h15, vento E 4 km/h, 90% de humidade, e 1028 hpa de pressáo atmosférica.
Em 2019 - dia ensolarado, mas frio (3ºC, às 7h00), vento NE 14 km/h, 80% de humidade e 1016 hpa de pressão atmosférica.
Em 2018 - manha fria, mais um dia de geada, 0ºC às 7h00, vento NE 4 km/h, humidade de 77%, 1016 hpa de pressão atmosférica. Uma manhã típica de inverno, mas ensolarada.
Em 2017 - manhã de chuvisco, ligeiros, muito ligeiro, e tarde nublada ou ensolarada;
Em 2016 - manhã ensolarada, ainda que com algum nevoeiro, 6ºC às 7h00, vento SE 5 km,/h, com 89% de humidade e 1027 hpa de pressão atmosférica. O nevoeiro, mais denso ao longo do dia, fez com que a temperatura não subisse além dos 10ºC. Dia muito frio.
Em 2015 (céu encoberto, nevoeiro e frio, 2ºC (sensação térmica de 0º), 96% de humidade e vento SW 10 km/h)
Em 2014 (manhã ensolarada; fria. 2ºC às 8h00);
Em 2013 (5ºC às 7h00; sol, com nuvens que foram desaparecendo ao longo do dias);
Em 2012 (sol, com algumas nuvens cinzentas, que deixaram chuvisco noturno; 3,5º às 7h00);
Em 2011 (sol; frio; -2,5ºC às 7 horas).
terça-feira, 1 de fevereiro de 2022
Órgãos sociais da AH Bombeiros Voluntários de Barrancos tomaram ontem posse
Tomaram ontem à tarde posse, pelas 18h00, os órgãos sociais da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Barrancos, para o biénio 2022/2023, eleitos na assembleia-geral do passado dia 25 de janeiro.
A cerimónia decorreu na sala de reuniões da AH-BVB, tendo contado com a presença do presidente da câmara municipal de Barrancos, Leonel Rodrigues.