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domingo, 29 de junho de 2025

Exposição “Patrimónios do Múrtega", no Centro Interpretativo do Barranquenho (CIBa) - termina amanhã, 30 de junho

A exposição “Patrimónios do Múrtega” reúne um conjunto de obras de arte, cujo objeto principal de inspiração é a ribeira do Múrtega. São fundamentalmente quadros sob a técnica de óleo sobre tela da autoria de artistas naturais de Barrancos: Ana Carolina Segão, Carlinda Marcelo, José Escoval Lopes e Zandre.

A temática da exposição aborda o património em conexão com o rio, seja ele material ou imaterial, natural ou edificado. São essencialmente paisagens com valor natural, cultural e histórico que preservam a memória deste território.

Os artistas reproduzem na tela lugares de rico valor natural, locais históricos, monumentos e edifícios capazes de transportar o observador para a vida de outrora, como são exemplos, as atividades do moleiro ou das lavadeiras que do rio tinham o recurso para o desenvolvimento dos seus ofícios. Também traz para o presente as vivências de práticas culturais e tradições, caso é o “Dia de Flores” que ocorre no sítio do Cadaval nas margens da ribeira do Múrtega.
De 23 de maio a 30 de junho de 2025

quinta-feira, 8 de abril de 2021

A entrevista do "Goucha" à Ana Ramos

Pode ver aqui a reportagem/entrevista de Manuel Luís Goucha à Ana Ramos, no programa "Goucha", que decorreu ontem à tarde, na TVI, a partir das 17h00. 

Na entrevista, em estúdio, a Ana conta "o que é que a encantou em José André (Zandre), artista plástico de Barrancos, com quem esteve casada durante 17 anos e o que está a fazer para honrar a memória do marido"

O José André Garcia, (Zé André ou Zandre), que o eB várias vezes divulgou, faleceu em Barrancos em 2017. 

Ana Ramos e Zandré, captura de imagem TVI

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

"Somos responsáveis pela herança que deixamos aos nossos meninos”

"Ana Maria Ramos, de 43 anos, natural do Barreiro, e Eva Garcia, de 10 anos, nascida em Beja, aluna do 4.º ano de escolaridade, mãe e filha, ambas vivendo em Barrancos, escreveram “a quatro mãos” um livro para crianças. As ilustrações são do artista barranquenho Zandre, marido e pai das autoras, falecido há pouco. A obra, Triste feijão frade descobre a alegria, editada pelas Letras Paralelas, foi apresentada em Barrancos pelo presidente da câmara, João Serranito Nunes, numa sessão que também homenageou Zandre.
Foi a Letras Paralelas, editora de Lisboa, que acreditou e apostou nesta obra. Conta Ana Maria Ramos: “Triste feijão frade descobre a alegria é um livro dirigido às crianças, ao seu mundo, às suas relações interpessoais: são, de algum modo, elas próprias. São legumes a falar num mundo fantasiado onde vivem em amizade. O Fradito triste, personagem principal da história, teve alguém que se apercebeu do porquê do seu sofrimento. Deu-lhe a mão e fê-lo descobrir o seu valor em alegria, descobrindo que também ele era importante, na terra, nos hábitos de uma alimentação que se deseja saudável”.
O livro foi um projeto a três…
Sim, é um projeto, a três, carregado por um forte simbolismo – abraça a arte de Zandre que, na altura, já não o tínhamos connosco. É uma homenagem que, com a nossa filha Eva, fazemos ao pai querido e companheiro de uma vida. Esta ideia de editar um livro surgiu muito por acaso. Ao revolver as gavetas onde guardo os desenhos do Zandre, reencontrei-os e tive um sentimento de nostalgia. Senti desde logo o apelo de que era preciso estes desenhos saírem do esquecimento. Contactei o dr. Rui Pereira, grande amigo de Zandre, para saber o que fazer. (…) Ao conhecer as ilustrações, ficou deliciado com elas. O desafio foi lançado para que eu e a Eva escrevêssemos uma história em torno daquelas imagens mágicas. Na altura pareceu-me uma proposta de loucos, pois não sou escritora, mas a ideia ficou a remoer na cabeça. A Eva e eu falámos, olhámos os desenhos e de repente começámos a encontrar-lhes um sentido. Os nomes dos personagens foram surgindo e sem querer estávamos novamente com o pai, a nossa felicidade. A história começou a fluir e acreditámos que éramos capazes. Os leitores o dirão, é claro! (…) O município barranquenho está empenhado em honrar a memória deste filho de Barrancos, referência no mundo das artes. Este é o primeiro passo no caminho de um outro sonho que é, a curto prazo, vir a nascer a casa das artes em Barrancos com o nome do mestre Zandre. Uma casa que dê a conhecer e preserve a obra do autor e seja ao mesmo tempo um espaço vivo e dinâmico, onde acontecimentos culturais pelas artes sejam uma realidade.
De que fala, no essencial, o livro?
A amizade, o respeito pelo outro são aqui cultivados. É talvez um pouco utópico, sem o ser. Acredito num Mundo solidário, melhor. Semear um pouco o amor, reparti-lo pelas crianças e adultos. Uma mensagem que, nós, como pais e mães, devemos transmitir aos nossos filhos. Somos responsáveis pela herança que deixamos aos nossos meninos."
Texto Carlos Lopes Pereira
(in Diário do Alentejo, nº 1915, de 03-01-2019)
(D.A, edição nº 1915)

terça-feira, 31 de março de 2015

Oficina da Artes de Barrancos - à descoberta de novos talentos

A oficina das artes começou a funcionar no início de janeiro deste ano, na sede da Sociedade Filarmónica Barranquense. Aqui, numa sala ampla e iluminada, podemos encontrar às terças e quintas-feiras, a partir das 15h30, e sábados de manhã ou de tarde, conforme a disponibilidade, entre seis a oito jovens e adultos interessados na aquisição de conhecimentos sobre artes plásticas.
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No dia da visita à Oficina das Artes, que aqui e aqui tinha divulgado, o eB encontrou quatro formandos "agarrados" ao seu cavalete a completar na tela a pintura que tinham escolhido. Atento aos pormenores, Zandré, o mestre desta arte e professor do curso, explicava como "misturar a tinta para pintar o chapéu amarelo da senhora", ou como "molhar o pincel para que a tinta não borre o horizonte", ou ainda, como "iluminar uma janela,que parece entre-aberta". Uma pintura cubista, uma paisagem holandesa, uma senhora a descer escadarias ou, mais familiar, o fontanário da Biquinha, eram estes os quadros que nesse dia estavam a ser trabalhados.
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O curso, promovido pelo projeto CLDS+Barrancos, sem qualquer custo para os participantes, visa descobrir, desenvolver e incentivar o potencial criativo do aluno/formando, segundo as suas tendências e necessidades. Depois de conhecer as técnicas básicas da pintura e adquirir a sensibilidade para as diferentes formas de expressão, cada aluno poderá executar uma ou várias pinturas da sua autoria. Ficou prometida uma exposição coletiva para divulgação dos trabalhos. Agosto será uma boa data?
sala da Oficina das Artes, vista a partir da entrada
a Rosa entusiasmada com o cubismo, aguarda que o último retoque preto seque para continuar...
Zé André, o mestre, explica como melhorar as flores
o Vitor, a completar os sapatos da senhora que sai do prédio
a Eulália, a retocar a sombra da nuvem, para depois "melhorar as flores" 
a Dália, nostálgica, a retratar um local familiar onde brincou com os seus avós
trabalhos concluídos (ou quase) de artistas ausentes no dia da visita do eB
o material de trabalho. Fotos: eB, 19-03-2015

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Ainda está a tempo de aprender artes plásticas com o Zé André...

... as aulas decorrem na sede da Banda Filarmónica Barranquense, na Rua Dr. Filipe Figueiredo.
Para informação complementar contactar o CLDS+ (em)Barrancos.
Cartaz aqui divulgado em 19-10-2014
Zé André no seu atelier, imagem daqui

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Sócios a tomar o fresco na sociedade dos rapazes

A cadeira branca, vazia, simboliza todo aquele que está ausente, que morreu, que emigrou ou simplesmente ainda não chegou. (sic, Zandre)
Na cadeira branca, vazia, falta muita gente, mas sobretudo falta você/tu que, neste momento, está(s) a ler este post.
"A cadeira branca", tela de 73x92 cm do Zandre, que pode ser vista na Sociedade dos Rapazes, Barrancos

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Zé André revela-nos “O espelho de Salomão” numa exposição em Aljustrel

Exposição de pintura de Zandre
11-jan-2013| sex | 18h00 - Inauguração da exposição
Patente ao público até 2 de fevereiro de 2013
Nas suas obras, que “transpiram” naturalismo e realismo, Zandre mostra homens e mulheres barranquenhos, animais, o branco alvo das casas alentejanas, a planície e as suas azinheiras.
Fonte: CMA