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quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Onde pára a Solidariedade?

Segundo o ministro da solidariedade e segurança social, citado pelo jornal Público, o "Estado põe comida na mesa de 73 mil pessoas.O Programa financiado pelo Fundo de Auxílio Europeu às Pessoas mais Carenciada foi pensado para substituir rede de Cantinas Sociais.
Infelizmente em Barrancos ainda (ou também) há pessoas que beneficiam deste programa, mas aqui são duplamente penalizadas: são carenciadas e expostas publicamente por terem de ir em "excursão" a Moura recolher mensalmente os produtos a que têm direito!
O Estado é assim. Desenrascado! Não havendo (ou não querendo) parceiro local em Barrancos, para entregar os produtos alimentares às famílias que deles precisam, leva as famílias onde estão esses produtos essenciais! A Moura, em grupo e de carro emprestado... 
Isto não é solidariedade social. É assistencialismo. E deste não precisamos.
(foto daqui)

quinta-feira, 8 de março de 2018

Obrigado, simplesmente obrigado - desta vez publicamente

Há instituições que só nos apercebemos o quão falta nos fazem, quando delas precisamos. Os bombeiros e o Lar de Barrancos, são dois exemplos locais. Estão sempre prontos, disponíveis para nos atender, e nem damos por isso.
Até ao dia…
Precisamos sempre numa aflição. Pedimos; chamamos; barafustamos; por vezes dizemos mal!. Somos atendidos. Bem atendidos.
Agradecemos?! 
Na maioria das vezes, não agradecemos. Esquecemos. Adiamos. Deixamos passar. Até que voltamos a necessitar!
No meu caso pessoal/familiar, a necessidade teve a ver com a instituição Lar Nossa Senhora da Conceição de Barrancos. No espaço de três/quatro anos, duas vezes precisámos dos serviços desta instituição. De urgência. Dum momento para o outro. Contactámos. Estavam disponíveis. Prestaram o serviço contratualizado. Trataram e cuidaram da(s) utente(s) - foram duas. Nas duas vezes agradecemos. Em privado. 
Hoje apetece-me fazê-lo publicamente, divulgando quase na íntegra a carta enviada à instituição, há cerca de dois meses meses. Eis o agradecimento, que reiteramos, porque merecem:
(…)
     “Serve o presente para transmitir a Vª Exª, na qualidade de (....) do Lar Nossa Senhora da Conceição de Barrancos, o agradecimento da família da utente (…),
     O presente agradecimento destina-se a todos os trabalhadores dessa instituição, mas em especial às auxiliares de ação direta (ajudantes) que, primeiro em SAD, durante dois a três anos, e depois em Lar, durante este último ano, prestaram sempre todo o apoio/cuidados necessários.  
     As ajudantes (AAD), foram de uma competência e dedicação inexcedível. O seu profissionalismo, que se  refletia na disponibilidade, prontidão e carinho no atendimento, era também reconhecido pela utente que, apesar do seu “temperamento”, sempre manifestou à família essa percepção.
     O nosso agradecimento vai também para a instituição que a acolheu, bem como a todos os demais trabalhadores que, direta ou indiretamente, cuidaram e apoiaram a nossa (…), durante a sua permanência no Lar de Barrancos.
     Obrigado.
ass) a família..”

Nota
Este agradecimento é propositadamente publicado hoje, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, porque mulheres são praticamente todas as trabalhadoras do Lar Nossa Senhora da Conceição de Barrancos, que bem merecem este reconhecimento público. 
São mulheres as cuidadoras de utentes do Lar, do centro de dia ou do SAD, algumas há mais de 25 anos. Estão em todos os serviços -  nos cuidados gerais e especiais, na cozinha, na limpeza, na lavandaria, na enfermaria, na receção e telefone, na gestão e direção, etc. 
Continuam a cuidar. Também precisam de cuidados.