quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A Divisão da Contenda (1894)


Assinatura da acta de delimitação da fronteira e divisão da Contenda.  Marco 13 (18/07/1894)
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Foram testemunhas:
Ignacio Salinas y Angulo. Coronel do Estado Maior del Ejército
José Manuel Ebras Cardeira. Coronel do Estado Maior do Exército.
João Gomes Segão. Representante da Câmara Municipal de Barrancos
Francisco Piteira Fernandes. Vice-presidente da Câmara Municipal de Moura
Francisco Delgado Gomez. Delegado del Ayuntamiento de Encinasola
Pedro Vázquez González, Delegado del Ayuntamiento de Aroche
João Antunes de Paiva Junior. Alferes, Chefe da Secção da Guarda Fiscal
Enrique Serrano. Teniente 1º de carabineros
Sr. Navajas. Teniente de la Guardia Civil

Tropas:
Regimento de Infantaria de Vila Viçosa (Direita)
Guardia Civil y Carabineros (Esquerda)
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A Convenção da Divisão da Contenda foi assinada em Madrid em 2 de Março de 1893, pelos ministros plenipotenciários D. Sebastião Guedes Brandão de Mello, Conde de Sº Miguel (Portugal) e D. Antonio Aguillar y Correa, Marquês de la Vega de Amijo e de Mos (Espanha), tendo sido publicada no Diário do Governo de 29 de Setembro de 1893.

Os marcos, de granito de forma prismática, sobressaem do solo 90 cm. Num dos lados têm gravado a letra E e no outro a letra P. Nos outros dois lados surge a letra C seguida do número de ordem.
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Entretanto, recorda-se que o presidente da Câmara Municipal de Barrancos e os alcaldes dos municípios de Encinasola, de Oliva de la Frontera e de Valecia del Mombuey (Espanha) reunem anualmente, nos meses de Julho ou Agosto,  para assinarem o "auto de reconhecimento da linha internacional da fronteira", em cumprimento do artigo 25º do Tratado de Limites entre Portugal e Espanha de 1864 e do artigo 14º do Convénio de Limites de 1926. O último auto foi assinado em Barrancos, no passado mês de Agosto.
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Igual procedimento é seguido em toda a linha de fronteira entre os municípios confinantes, salvo, talvez, no troço ainda em aberto pelo contencioso de Olivença.

3 comentários:

romcadur@gmail.com disse...

E no meio disto tudo, já lá vão 115anos e enquanto Aroche e Encinasola gozam a sua cota parte dos terrenos da Cntenda, Barrancos o que vê?
Assisti antes do 25 de Abril a ceareiros ,imensos alguns a viverem daquilo que aquela terra lhes dava, em pecuária e cereais, onde esá a divisão das terras da Contenda pelos dois mnicipios Barrancos e Moura.
É caso para dzer que a contenda continua e que temos obrigação de ir aos fundos e exigir se fôr correcto a parte daquelas terras para o concelho de Barrancos.
Estou convencido que houve acordo de divisão e que esse ac or ainda não veio à luz do dia porque há interesses que foram quartados e que não interessa revelar.

Por minha parte visitarei a Torre do Tombo assim que me fôr possível para não viver na ignorância.

A Cezar oque é de Cezar.

Unknown disse...

"Promover a Caminhada da Restauração da Dignidade Geográfica de Barrancos, exigindo à Câmara Municipal de Moura, que devolva a Barrancos o que lhe foi subtraído em 1893, a sua delimitação geográfica como Concelho, devolvendo a área do Perímetro Florestal da Contenda a Norte do Murtigão. É uma questão de Honra, que Todos os Barranquenhos têm o direito de ver reposta, e que contribuirá para a criação de Riqueza que nos pertence."
Esta foi uma promessa feita pelo PS durante as eleições. Espero que agora, aunque seja da oposição, cumpram essa promessa. Espero que sim pero tengo mis dudas...

António Pereira disse...

Pois esse foi um dos muitos dislates prometidos pelo P.S. local nas últimas eleições.
A delimitação dos concelhos é competência exclusiva da Assembleia da Republica, assim como a criação ou extinção de autarquias.
Prometer o que não se pode cumprir ou nem sequer saber se para tal se tem competências faz parte de um estilo de fazer política....
Dele vamos estar livres nos próximos 4 anos,,,
CC
António Eloy