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terça-feira, 19 de agosto de 2025

Barranquenho na seleção nacional do Campeonato do Mundo de Futebol de Rua 2025 (Noruega)

O jovem barranquenho, Rúben Costa, atleta do BFC, foi convocado para a Seleção Nacional de Futebol de Rua 2025 que representará Portugal no Campeonato do Mundo de Futebol de Rua 2025, a decorrer em Oslo, Noruega, de 23 a 30 de agosto.

Este é o 20.º Campeonato do Mundo de Futebol de Rua e contará com a participação de 40 equipas masculinas e 23 femininas de 48 países. 

Recorde-se que em 2022, Beja acolheu a final Nacional de Futebol de Rua, cuja seleção contou dois jovens atletas barranquenhos, os irmãos, Avelino e Manuel Galvão, que fizeram parte da equipa distrital de futebol (masculino) de Beja, que se consagrou campeã nacional de Futebol de Rua.
Foto: CMB

sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Final Nacional Futebol Rua 2022 - seleção de Beja vence torneio com dois atletas de Barrancos

Os irmãos, Avelino e Manuel Galvão, jovens barraquenhos, fizeram parte da equipa distrital de futebol (masculino) de Beja, que se consagrou campeã nacional de Futebol de Rua 2022.

As seleções feminina e masculina de Beja conquistaram o título nacional de futebol de rua, durante os campeonatos que decorreram, no passado fim-de-semana, de 20 a 23 de outubro, na cidade de Beja.  

A seleção masculina foi orientada por Fábio Pacheco e Gonçalo Lourenço e contou com os seguintes atletas André Quintos, Avelino Galvão, João Oliveira, Francisco Raposo, Manuel Galvão, Miguel Mestre, Rudinelo Vieira e Sandro Cavaco. A seleção feminina orientada por Fábio Pacheco e Mariana Pacheco foi constituída por Ana Costa, Ana Soeiro, Beatriz Modesto, Fátima Lima, Jéssica Pacheco, Lara Filipe e Margarida Bartolomeu.

O Torneio Nacional de Futebol de Rua 2022 teve lugar no Parque de Feiras e Exposições “Manuel Castro e Brito”, em Beja, numa organização da Associação CAIS em parceria com a Câmara de Beja.

momentos do torneio
(Fotos; CM Beja)

terça-feira, 9 de março de 2010

Lista da associações com sede em Barrancos

Listagem das associações locais de Barrancos (ordem alfabética):

Associação Barranquenha para o Desenvolvimento. (ABpD)
(Fundada em 23/11/2003)
Praça da Liberdade, 6º 1ºE - 7230 - 025 Barrancos
Contactos: Telef – 285 958 739 - Fax – 285 958 739 - Mail: abpd.barrancos@gmail.com

Associação Barranquenha Criadores Porco Preto
(Fundada em 27/05/2002)
Quinta de Linhares – 7230 Barrancos
Contactos: Tel/Fax: 285 958 620
Mail: geral@porcopreto.pt
Site: www.porcopreto.pt/index.php?option=com...act 


 Associação Desportiva de Caça e Pesca da Herdade de Pé de Cão
Monte da Taberneira
Contactos: Telm: 96 965 7130
Mail: romcadur@gmail.com

Associação Desportiva de Tiro aos Pratos “Barrancos Tira”
(Fundada em 20/03/1996)
Rua de Espanha, 7 - 7230 - 017 Barrancos

Associação Equestre de Barrancos – O Estribo
(Fundada em 08/08/2003)
Travessa do Arco, n.º 4 - 7230 - Barrancos

Associação Humanitária dos Bombeiro Voluntários de Barrancos (AH-BVB)
(Utilidade Pública desde 1981 - Fundada em 10/01/1980)
Sede/Quartel - Rua das Fontainhas, n.º 1 - 7230 - 018 Barrancos
Contactos: telef –285 950 600 - Fax – 285 950 609

Associação de Pais e Encarregados de Educação da EBI de Barrancos
(Fundada em 20/03/1996)
EBI de Barrancos
Rua de Angola - 7230 - 003 Barrancos
Contactos: telef – 285 950 650

Associação de Reformados de Barrancos
(Fundada em 09/02/2007)
Rua 1º de Dezembro - Cave do Posto de Turismo s/n
7230 – 042 Barrancos
Contactos: telef – 285 107 339

Barrancos Futebol Clube (BFC)
(Fundado em 27/04/1982)
Rua de S. Sebastião, n. º 6 - 7230 - 049 Barrancos
Contactos: telef – 285 958 500

Barrancos Futsal – Associação Desportiva e Cultural
(Fundada em 05/07/2007)
Praça da Liberdade, 6 - 1ºD - 7230 – 025 Barrancos

Centro Social e Cultural dos Trabalhadores da CMB
(Utilidade Pública - Fundada em 06/01/1993)
Rua da Igreja - 7230 - 023 Barrancos
Contacto: ?

Clube Desportivo de Caça “Caçadores de Barrancos”
(Fundado em 17/02/1988)
Rua Dr. Filipe de Figueiredo, n.º 12 - 7230 - Barrancos
Contacto: telef – 285 958 220

Clube Amadores de Pesca Desportiva de Barrancos
(Fundado em 10/11/1987)
Rua N.ª Sr.ª da Conceição, n.º 2 - 7230 - 034 Barrancos
Contactos: ?
Mail: capdb@sapo.pt

Comissão Fabriqueira da Paróquia de Barrancos
Casa Paroquial de Barrancos
Rua da Igreja, n.º 4 - 7230 – 023 Barrancos
Contactos: ?

Comissão de Festas de Barrancos (CFB)
Fundada em 31/01/2008)
Rua Cónego Almeida, nº 2 - 7230 Barrancos
Contactos: ?
Mail: cfbarrancos@hotmail.com

Grupo Coral  “Os Arraianos de Barrancos”
Rua da Igreja, n.º 6 - 7230 Barrancos
Contactos: ?

Grupo de Baile “Alma Raiana”
Rua de Encinasola, - 7230 - 012 Barrancos
Contactos: tlm – 963 777 503 - 964 750 067

Lar Nossa Senhora da Conceição de Barrancos (IPSS)
(Fundado em 20/01/1934)
Rua 1º de Dezembro, n.º 66 - 7230 - 042 Barrancos
Contactos: Telef/fax – 285 958 353

Moto Clube “Os Pata Negra”
(Fundado em 11/04/2002)
Cave do Antigo Posto Fronteiriço de Barrancos s/n - 7230 - Barrancos
Contactos:?

Sociedade Filarmónica Barranquense (SFB)
(Fundada em 20/03/1953)
Rua Dr. Filipe de Figueiredo, 10 - 7230 - 012 Barrancos
Contactos: ?

Sociedade União Barranquense (SUB)
(Fundada em 10/10/1942)
Praça da Liberdade, n.º 3 - 7230 - 025 Barrancos
Contactos: telf – 285 985 268

Sociedade Recreativa Artística Barranquense (SRAB)
(Fundada em 31/05/1919)
Praça da Liberdade, n.º 9 - 7230 - 025 Barrancos
Contactos: telef – 285 958 158

Núcleo dos Amigos do Concelho de Barrancos (NACB)
(Fundada em 30/05/1985)
Sede social: Casa do Alentejo
Rua Portas de S. Antão, 58 - 1150 – Lisboa
ou
Travessa da Mãe de Água, 6 - r/c D
Telm: 96 792 0246

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Contributos para a História de Barrancos IX - Desporto

Mais um contributo (IX) para a história local, da pena de José Peres Valério, que o eB volta a publicar, com a autorização/cortesia do seu autor:
(...)
"Barrancos teve na infância dos seus filhos, em tempos remotos, antes da década de 1920/30 do Séc. XX, uma visão do desporto praticamente nula. Não porque não houvesse interesse em certas camadas jovens mas porque a vida vivida naquele tempo não o permitia.
Eram tempos, não direi difíceis, mas dificílimos. As crianças de então, miúdos(as), mal começavam a ter capacidade para desempenhar qualquer atividade no campo, em especial, ou outros afazeres, os pais punham-nos a trabalhar para ganharem uns magros tostões para colmatar as despesas familiares não havendo por conseguinte espaço nem condições para poderem pôr em prática tal desejo dos jovens.
A escola, entidade que deveria criar a disciplina de desporto cuja atividade era e é benéfico para o desenvolvimento físico e mental do ser humano, não o fez. Naquele tempo era só exploração. As crianças cedo começavam a trabalhar - nunca foram crianças - com a agravante de se propagar o analfabetismo atingindo proporções indesejáveis. A maioria da população era analfabeta.
O Estado Novo de então pouco ou nada se interessava em dar uma formação adequada aos seus concidadãos. O Povo queria-se analfabeto!!! O desenvolvimento humano para o Governo era trabalho, trabalho, trabalho, “quando havia”, em condições precárias e soldos magros para pais e filhos. A grande maioria dos jovens não estudavam além da 3ª classe ou menos. Só mais tarde por volta do ano de 1956 é que foi instituída a obrigatoriedade de estudarem até à 4ª. classe só para o sexo masculino. Para o sexo feminino só a partir de 1960. Mas, como se diz, eles e elas tinham que trabalhar desde que as suas forças o permitissem não havendo lugar a prática de desporto. Vivia-se num total obscurantismo.
O desporto praticado pelos jovens residentes na vila, a única modalidade, excluindo os jogos de mesa (dominó, cartas, damas, xadrez) era o futebol, desporto rei praticado nos diversos recantos do mundo. E diz-se os residentes na vila, porque os que viviam no campo não tinham possibilidade de juntarem-se a estes e participarem em desafios uns com os outros. Eles tinham que acompanhar os pais nas tarefas que lhes eram incumbidas.
Entretanto os artífices e funcionários públicos daquele tempo, jovens que exerciam as suas profissões na vila, nos anos de 1925/30, impulsionados, consta-se, pelo jovem Francisco Balsa Escoval organizam uma equipa de futebol que, em especial, na primavera, realizavam jogos entre eles e às vezes com equipas de localidades vizinhas nomeadamente com Encinasola em Espanha, desconhecendo-se a forma como eles se deslocavam atendendo ao fecho da fronteira e a situação política de então.
Mas, como se verifica, houve sempre uma relação de aproximação bastante grande entre ambos os povos, não existindo, por conseguinte, barreiras fronteiriças.
Os jogos eram realizados nas Eiras de Carrasco, hoje estação de recolha do lixo, que, para se fazerem as balizas eram transportados, pelos “craques”, aos ombros, madeiros que colocados nos extremos do terreno passava-se um cordel de madeiro a madeiro e assim estavam criadas as balizas. Eram jogos que não tinham uma assiduidade constante. De tempos a tempos quando um se lembrava lá iam fazer os seus jogos no local citado que dista da vila aproximadamente 2 Km.
Equipamento: cada um levava a roupa que tinham. Botas: nem sonhar, só os que tinham mais posses é que calçavam botas de futebol, os outros calçavam alpargatas de trapo ou botas de um tecido que quando acabavam os jogos tinham os pés cheios de bolhas! e outros, ainda, descalços, porque os sapatos melhorzinhos que tinham não eram para estas aventuras e tinham que se poupar porque dinheiro para outros não havia.
Entretanto, pensasse, houve um grande interregno que mais tarde, década de 1950, com o voluntarismo do Mário Francisco Fernandes Escoval, com uma vocação enorme para e desporto, retoma aquele tempo perdido desta atividade desportiva e, começa a contatar, também, os artífices da terra, funcionários públicos e alguns, poucos, que se ocupavam em outros trabalhos, para se organizar uma equipa de futebol que, inesperadamente, deu continuidade ao tempo atrás referido e assim forma equipa que defrontavam as localidades vizinhas, bem como com a equipa da Mina da Apariz, aglomerado populacional que laboravam na respetiva mina no concelho de Barrancos.
Mas passou-se um episódio curioso. Em determinado jogo para defrontar o Safara não havia bola, conhecida no nosso meio como bola de catechu, (bola em couro exterior e borracha por dentro enchendo-se de ar que, mais tarde, com a criação da vulcanização criou-se bexigas infláveis que pressionava o couro externo da bola). O Mário Escoval sabendo que havia um miúdo a quem lhe tinha pertencido uma bola de catechu na loja do Tio Raúl, com os cromos de futebolistas, que ia juntando com uns tostões que angariava a fazer mandados, preenchendo uma caderneta, foi ter com ele: - Zé não te importas de nos emprestar a tua bola, porque não temos nenhuma, para jogarmos com o Safara? O Zé respondeu-lhe que não se importava emprestara-la mas só com a anuência dos pais que, de imediato, foi concedida não só para este jogo como para tantos outros que se seguiram. Lá ficou o problema resolvido e se a memória não me falha até ganhamos o jogo, havendo seguidamente o salutar convívio com um lanche na Sociedade Recreativa Artistica Barranquense (edifício antigo, Sociedade dos Rapazes).
Mais tarde, década de 1960/70, passaram-se a realizar os jogos no campo do baldio, hoje Campo Municipal de Barrancos, adaptado para o efeito, até a construção do atual.
Entretanto, com a evolução do tempo, porque não para, eis que no fim da década de 1950 princípio de 1960, do século transato, é criada a Ala nº. 8 da Mocidade Portuguesa em Barrancos destinada as crianças entre os 7 e 14 anos de idade, Centro Escolar, e Centro Extra-Escolar para maiores de 14 anos.
Neste Organismo existiam diversas atividades tais como: Ténis de Mesa, Voleibol e Tiro com carabina de ar, disputando-se campeonatos Distritais em todas as modalidades, tendo alcançado em 20/3/1960, em Beja, um notável 2º. lugar no tiro. Além destes jogos haviam jogos de mesa para os mais jovens.
A coordenação de toda a atividade desportiva estava a cargo do Mário Escoval que, também ele, praticava e ensinava a modalidade do hóquei em patins com patins existentes na escola dos rapazes.
Não havendo espaço apropriado nas escolas para a prática de ginástica os responsáveis improvisaram um mini-pavilhão na sede da Mocidade, hoje edifício instalada a Câmara Municipal, no salão virado para a Rua da Igreja, constituído por: Plinto Piramidal, Cordas, Argolas, Trapézio e Escada que a juventude residente praticava, se bem me lembro, três vezes por semana com os respetivos equipamentos adequados, também coordenada pelo Mário Escoval.
Mais tarde a organização perdeu vitalidade que, deduz-se, passaram a ficar centrada nas Escolas. E em 1974 pelo derrube do regime, foi extinta.
Porém, com a ausência definitiva de Barrancos do Mário Escoval, outros amantes do futebol certamente deram continuidade a formação de equipas no período das décadas de 1960/70 do Séc. passado.
E assim fechou-se um ciclo. Outro se criou com a Juventude mais esclarecida e dinâmica até a criação do Barrancos Futebol Clube em 1982 do Séc. XX. que, este, bem organizado, tem contribuído para o desenvolvimento não só do futebol (benjamim, iniciados, juvenis, juniores e seniores) chegando a obter um invejável currículo a nível Distrital desde Benjamim a Seniores tendo-se destacado a conquista de vários Troféus, entre outros: Taça disciplina da Associação de Futebol de Beja (AFB) em 1985/86, 1990/91, 2009/2010 e 2011/2012; Taça Distrital de Beja em 2009/2010; Campeão 2ª. divisão Distrital em 1999/2000 e Campeão-Série A 2ª. divisão Distrital da AFB em 2001/2002 como, também, no atletismo, destacando-se os atletas Paulo Guerra e Manuel Damião que levaram bem alto o nome de Barrancos em particular e o nome de Portugal em especial pelos mais recônditos cantos do mundo, nomeadamente o Paulo. Além destas modalidades também se pratica futebol de 5/7, BTT e outras.
Não obstante e não existindo Clube de Pesca, apesar do grande empenho e assiduidade de muitos jovens e mais velhos, gostarem de praticar a modalidade, foi criado o Clube Amadores de Pesca Desportiva de Barrancos fundado em 10/11/1987, Séc. XX, por um grupo de cinco amantes da pesca desportiva cujos elementos foram: José Valério, que coordenou, Diogo Fialho, José Gala, João Luís Godinho e Quim Ferraz mantendo-se em atividade até aos nossos dias.
Barrancos. 10 de Agosto de 2020
ass) José Peres Valério"
Em cima, campo improvisado como o da Eira de Carrasco,
em baixo, atual Estádio Municipal de Futebol (esq) e equipa do BFC (dta)
(texto/fotos, in José Valério, facebook)

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Contributos para a História de Barrancos (XI) - a água para consumo humano

O eB, com autorização do seu autor, José Peres Valério, aqui reproduz mais um excelente "contributo histórico", o XI, sobre a historia da água e dos aguadêros de Barrancos, profissão que progressivamente se extinguiu  depois de 1982/83, data da "ligação dos primeiros ramais domiciliários de água":
"Não é fácil escrever sobre esse líquido precioso que é a Água.
Com esta pequena sinopse, quero exprimir a situação de escassez de água, vivida em Barrancos, nas décadas anteriores a 1960/70, inclusive.
A água, cuja fórmula química é H2O (dois átomos de hidrogénio e um de oxigénio), é um bem valiosíssimo de que todos os seres vivos necessitam.
Ela ocupa uma abundância muito expressiva na Terra, em três estados físicos: líquido, sólido e gasoso, distribuída principalmente por oceanos, rios e lagos. Os oceanos cobrem a maior parte da superfície da Terra. Mas, por força da sua salinidade, a água é imprópria para ser consumida por grande parte dos seres vivos no meio terrestre. Por sua vez, a água doce aplica-se a estes seres vivos, bem como à agricultura e outras. As atividades agrícolas exigem grandes retiradas de água do leito natural (terrenos cobertos pelas águas não influenciadas por cheias, inundações, etc.), bem como das águas subterrâneas com aberturas de furos hertzianos.
Pensa-se que já nesse tempo, a poluição hídrica existente comprometia a qualidade da água, porém menos que atualmente.
Como se calcula, a distribuição da água não é uniforme, uma vez que existem diversas regiões que sofrem de escassez deste recurso.
Segundo a ONU: «três em cada dez pessoas não têm acesso a água potável, mais de 2 mil milhões vivem em países com um elevado nível de “stress” hídrico e cerca de 4 mil milhões de pessoas passam por uma grave escassez de água potável durante, pelo menos, um mês do ano.»
Chegado aqui e depois desta breve introdução, importa analisar o que foi a carência de água naquele tempo em Barrancos. Haverá quem reconheça o que se segue, pois muitos dos que passaram por aquela situação, ainda estão entre nós.
Barrancos sempre teve uma disparidade entre inverno e Verão. Na década de 1960/70 e anteriores, como se diz, havia temporais agressivos. Começava a chover em setembro/outubro e passavam dias, semanas e até meses sem deixar de cair.  Os campos alagados criavam grandes transtornos, nomeadamente nas sementeiras que por norma tinham início no mês de setembro. Os caminhos de terra batida, em certos sítios, eram autênticos lodaçais. Os animais atascavam-se. As pessoas que percorriam esses itinerários, em alguns sítios, tinham que pôr pedras para poderem passar, com muito cuidado, não fossem surpreendidas por alguma queda e saírem todas enlameadas ou com  danos mais graves. Por sua vez, os verões secos e agrestes, com temperaturas altíssimas, causavam e causam um impacto acentuado na quantidade de água disponível nos terrenos, poços e fontes. Era nessas reservas que a população se abastecia. Existiam anos em que os verões eram tão rígidos, que as pessoas que recorriam à água dos poços, que abaixo se indicam, esgotavam-nos e só recuperavam durante a noite.  O Poço Novo tinha uma nascente maior que todos os outros com exceção da Ferrenha.  Esgotadas as nascentes menores, as pessoas iam, com burros ou outros meios, buscar água a este poço.
Nas bicas, corria um fio de água a ponto de as pessoas fazerem bicha para encher um cântaro ou uma carga. Eram horas à espera que chegasse a vez. O mesmo acontecia na nascente da Pipa.
Logo de manhã, as mulheres, (sim, porque os homens, por norma tinham de se deslocar ao campo, trabalho que prevalecia naquele tempo, entre outros, trabalhando de sol a sol), apanhavam nos cântaros de barro  e deslocavam-se ao poço ou bica mais próximos da sua residência para acarretarem a água necessária para o consumo diário. Havia pessoas que saiam de madrugada para ir a esses poços buscar o líquido precioso em virtude do declínio das nascentes durante o dia. Mulheres havia que transportavam um cântaro à cabeça em cima de uma rodilha e outro no quadril, (autênticas equilibristas), percorrendo as ruas ingremes que a vila tem. Chegadas ao destino, com o esforço despendido, tinham mais vontade de se deitar do que começar outros trabalhos. Outras mulheres, que tinham meios de transporte, como burros ou muares, poupavam esforços em relação àquelas que se deslocavam a pé.
Após o acarreto da água, palmilhando o terreno por três, quatro ou mais vezes num trabalho árduo (aquelas que tinham ajustado serviços com outras pessoas mais abastadas), ainda que com todas as dificuldades passadas, mal alimentadas, encontravam resiliência para adquirir forças e trabalhar o resto do dia, conseguindo superar as situações mais difíceis.
Os homens desempenhavam este serviço no dia de descanso (domingo) ou quando estavam parados (desempregados), por norma com burros ou muares.
A maioria destas pessoas pertenciam a uma classe social baixa, pobre, com suas necessidades de sobrevivência. Gente que, para ganhar uns parcos tostões, tinha que fazer grandes sacrifícios!
As casas dos lavradores tinham criados que iam buscar água. Estes percorriam todos os locais abaixo citados de forma que a carregassem para casa dos patrões, durante todo o dia, e em alguns casos, deitavam-na em poços que existiam nas residências. Daí verificar-se o vazio quase total nos poços para o abastecimento público. Estes criados iam buscar a água com animais com quatro barris de 15 l cada. Mas, como se diz, algumas casas tinham pipas (vasilha grande de madeira usada para transportar água em cima de uma estrutura de madeira puxada por um animal, geralmente muar ou cavalar). Nesses períodos gravosos, deslocavam-se até à Herdade da Contenda, ao poço de Vale Cristiana, que dista de Barrancos aproximadamente 6/7 km, possuidor de uma grande nascente que dava oportunidade aos outros de recuperar. Houve quem dissesse, naquele tempo, que havia um projeto para canalizar a água para Barrancos. Defendiam, que na zona deste poço existia um grande lençol de água. A verdade é que de água canalizada, nada.
Os vasilhames com que transportavam a água eram: como atrás se diz, cântaros de barro ou zinco, carburo (recipiente em forma de balde, em zinco), barris de madeira de 12 e 15 litros e, ainda, a pipa. Eram tempos muito difíceis. Tempos em que quando as pessoas chegavam do trabalho, cansados(as), sujos(as), da agricultura ou outros, apeteciam-lhes um retemperado banho ou duche. Todavia quedavam por se lavar num alguidar ou paneira, à falta de água canalizada, aproveitando a do banho ainda para outros desempenhos. Inadvertidamente cada um fazia racionamento para evitar o desperdício.
Na povoação, havia pessoas sem possibilidades de ir buscá-la e para resolverem a situação compravam ao Tio Zé Cubilha que, com os filhos Zé e Chico, todo o ano vendiam um cântaro ou dois, ou até uma carga, formada por quatro cântaros de barro. Também existiam outros que esporadicamente a vendiam.
Posto isto, esta água, utilizada nos mais variados processos, de que o povo beneficiava, dos poços e bicas, seria potável!?  Nunca, que se saiba, nesse espaço de tempo, houve análises a este bem. Igualmente, para ela se tornar potável era necessário passar por várias operações até chegar à situação de ter qualidade suficiente para o consumo humano (beber e preparar os alimentos).
Onde quer que houvesse uma “pinga” de água, o povo não se importava de adquiri-la para seu proveito. Nos campos, habitados por pessoas que aí trabalhavam, com vivência dia e noite, bebia-se das fontes, poços e até dos rios correntes.
Eram os seguintes poços para abastecimento público: Poço do Galapêro, no caminho para as Eiras de Carrasco; Poço de Martins, hoje, soterrado, na propriedade do Mário Ruivo, também no caminho para as Eiras de Carrasco; Poço dos árvores, sito próximo da Bica grande; Poço da Praça, sito no fundo da Rua da Igreja, hoje tapado com o edifício da  oficina do falecido Leonardo Sena, já desativada; Poço velho, sito  no fim da Rua Dr. Mendes Ribeiro; Poço Novo, que abastecia o Matadouro municipal, hoje Rua do  Lagar; Poço na Adua, hoje, soterrado, na entrada do pavilhão gimnodesportivo; Poço sito no largo do Mercado, hoje soterrado,  na porta grande de entrada para o centro de saúde;  Poço da ferrenha; Poço dos Cascáveis, sito junto a estrada internacional no término das casas;  Outro a escassos metros deste e Poço por detrás do campo de futebol, hoje soterrado com o alargamento do campo. Todos foram tapados pela Junta de Freguesia.
Fontanários existiam e existem: Bica grande, como atrás se diz; Biquinha, na Rua das Bicas; Bicas do baldio de cima e de baixo; Bica da Lancheira, sita na Estrada Internacional junto a fronteira e a Pipa que dista, aproximadamente 3 Km.
Entretanto, nas décadas de 70 início de 80 do século passado, já os meios de transporte eram mais acessíveis, com o aparecimento de motorizadas e carros.
Contudo, com o advento do 25 de Abril de 1974 a situação mudou radicalmente proporcionando às populações a criação da tão desejada água potável e o saneamento básico. Mais tarde, no princípio da década de 80 do século XX, a população passou a ter acesso a água canalizada e o povo deixou de passar as agruras de outros tempos que tão hostis tinham sido para todos.
Barrancos, 17/10/20
Ass) José Peres Valério"
aguadeiros na Bica Grande
entre a Bica e a Biquinha, junto ao atua jardim das Bicas
mulher com cântaro à cabeça e jovem com burro, no início  da
rua da Igreja, (subir), frente à atual urbanização da Biquinha
a beber água fresca pelo piporro, na rua da Igreja
jovem a descarregar os cântaros de lata, na rua da Igreja
"a buscar" água à Bica do Baldio
(Fotos: Manuel Valério, s/data)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Plano Estratégico para a Regeneração Urbana de Barrancos

A câmara de Barrancos apresentou no dia 20 uma candidatura ao “programa de acção para a regeneração urbana” do Programa Operacional do Alentejo - INALENTEJO 2007/2013.

De acordo com o comunicado municipal publicado no site www.cm-barrancos.pt , o Plano Estratégico para a Regeneração Urbana, prevê intervenções em diversas áreas da vila nomeadamente:

- Requalificação da Zona Lúdica do Baldio (acessos ao Parque de Feiras e Exposições, Cineteatro, Piscinas e Estádio Municipal de Futebol);
- Requalificação do largo do Quiligrito;
- Artérias Urbanas: Rua São João de Deus, Rua Higino de Sousa, Rua de Noudar, Rua N.ª Srª da Conceição, Rua D.ª Maria das Dores Fialho Garcia; Rua Jerónimo Vasques, Rua do Cerro, Rua Dr. Leite de Vasconcelos, Rua de Timor e Rua de Santo António;
- Construção do troço inicial de uma Ciclovia, que iniciará o percurso na Zona Lúdica do Baldio;
- Plano de sinalização Rodoviária;
- Construção do Espaço Geriátrico de lazer, saúde e bem-estar a situar na Zona Lúdica do Baldio;
- Requalificação exterior de Edifícios Municipais que albergam Serviços Públicos, caso da Repartição de Finanças, Conservatória, Registo Civil e Notariado, ficando para uma segunda fase os Edifícios da GNR e do actual Centro de Saúde;
- Inclui ainda a aquisição de equipamentos para a ciclovia;
- Implementar zonas WiFi, nos equipamentos colectivos, que permitirá o acesso livre à Banda larga de Internet.

Ainda de acordo com o comunicado, a candidatura atinge um montante elegível de € 911.487,60, comparticipados até 70% pelo FEDER, para um horizonte temporal até final de 2011.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Abertas as inscrições para curso de Treinador de Futebol de 11

Estão abertas as inscrições para o XIV Curso de Treinadores de Futebol de 11 - Nível I,  organizado pela Associação de Futebol de Beja, Federação Portuguesa de Futebol e Associação Nacional de Treinadores de Futebol.
As aulas teóricas decorrerão na sede desta Associação, sita na Rua Pablo de Neruda n.º 1 A e B em Beja.
Inscrições até ao dia 15 de Novembro de 2010.
.Informações:
- N.º mínimo de candidatos: 25
- Taxa de inscrição: € 325,00 + IVA
- Inicio do curso: 29 de Novembro de 2010
- Fim do curso: 28 de Fevereiro de 2011
- Local das aulas teóricas: sede da AFB
- Local das aulas práticas: Campo relvado ou sintético.
- Horário do curso: Segundas, Quartas e Sextas: das 20h30 às 23h00 - Sábados: a definir
Para mais informações consultar a Nota Informativa n.º 02 de 07/10/2010

sábado, 6 de setembro de 2025

Portugal Vice-campeão Mundial de Futebol de Rua 2025 - parabéns ao Rubén Costa, que integrou a equipa

A Seleção Nacional de Futebol de Rua sagrou-se Vice-campeã Mundial de Futebol de Rua 2025, depois de conquistar o segundo lugar no Homeless World Cup, que se disputou em Oslo, na Noruega, entre 23 e 30 de agosto – apenas perdeu na final, frente ao Egito, por 3-4. 
Na equipa, fazia parte  o jovem barranquenho Rúben Costa (na foto abaixo, o primeiro da fila de baixo, a contar da esquerda).
Foto Oficial do Rúben Costa


sexta-feira, 14 de junho de 2019

Lista do movimento associativo local (Barrancos) 2019

A nova lista do movimento associativo de Barrancos, inscrito no REMAL, composta por 14 associações locais, foi divulgada pelo edital nº 11/2019, de 13/5, que substitui a lista do edital nº 2/2019, de 8/2.
DESIGNAÇÃO
SEDE / CONTACTOS
1

AGROBARRANCOS – Associação de Agricultores e Criadores de Gado de Barrancos
(Fundada em 19/05/2017)

Rua Nova,15 – Espaço Multiusos
7230 - 032 Barrancos
2

Alburóti Associação Cultural
(Fundada em 03/04/2019)

Rua das Forças Armadas nº 11
7230-019 Barrancos
3

A Estêva- Associação para  o Desenvolvimento do Concelho de Barrancos
(Fundada em 14/09/2000)

Rua 1º de dezembro,36-A
7230-042 Barrancos

4
Associação BTT Veredas de Noudar
(Fundada em 28/01/2014)
Casa das Associações
Rua N S Conceição, 2
7230-034 Barrancos
5

Associação de Baile Zapatito Flamenco
(Fundada em 12/09/2018)

Rua das força Armadas nº 27
7230 Barrancos
6
Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Barrancos
(Utilidade Pública - Fundada em 10/01/1980)

EN 258-Km103,44
7230 - 000Barrancos

7

Associação de Reformados de Barrancos
(Fundada em 09/02/2007)

Rua 1º de Dezembro
7230 – 042 Barrancos
8

Barrancos Futebol Clube
(Fundado em 27/04/1982)

Rua de S. Sebastião, nº 4-6
7230 - 049 Barrancos
9

Clube Amadores de Pesca Desportiva de Barrancos
(Fundado em 10/11/1987)

Casa das Associações
Rua NS Conceição, 2
7230 - 034 Barrancos
10
Lar N.ª Sr.ª da Conceição de Barrancos
(IPSS - Fundado em 20/01/1934)
Largo Ten. António Augusto Seixas.
7230-001  Barrancos
11
Núcleo dos Amigos do Concelho de Barrancos
(Fundada em 30/05/1985)
Sede Provisória
Rua de Macau, 19-r/c D
2700-538 Amadora
12

Sociedade Filarmónica Barranquense
(Fundada em 1898)

Rua Dr. Filipe de Figueiredo, 10
7230 - 012 Barrancos
13

Sociedade Recreativa Artística Barranquense
(Fundada em 31/05/1919)

Praça da Liberdade,nº 9
7230-025 Barrancos
14

O Estribo – Associação Equestre de Barrancos
(Fundada em 08/08/2003)

Travessa do Arco, nº 6
7230 Barrancos

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

40 anos das primeiras eleições autárquicas - subsídios para a história de Barrancos (parte V - conclusão)

Hoje, 40 anos depois das primeiras eleições autárquicas e 42 anos passados desde o 25 de abril, Barrancos não é o mesmo. Desenvolveu-se. Progrediu. Portugal também. Haverá sempre quem diga, que foi pouco, que foi muito, que foi assim-assim. Nada é absoluto.
Há uns meses, um leitor assíduo do eB recordava-me que “era do tempo” - nas décadas de 1950 e 1960 – em que dezenas de “homens se acotovelavam nas quatro esquinas”, à espera duma jorna, enquanto outros andavam “com o burro e gorpelha, a apanhar esterco nas ruas, não para as limpar, mas para vender”, muitas vezes único sustento familiar.
Hoje, 40 anos depois, não haverá pleno emprego, uma utopia, mas os apoios do Estado Social, atenuaram ou fizeram desaparecer estas práticas degradantes.

Em síntese, para terminar em jeito de balanço, falta acrescentar que o sucesso do poder local democrático e o seu contributo para o desenvolvimento e progresso económico e social de Barrancos é uma evidência. Para o confirmar, vejamos abaixo -  citados de memória, ainda que um ou outro com o apoio de companheiros de oficio -  os principais projetos desenvolvidos ao logo destes 40 anos, pedindo desculpas por eventuais faltas ou lapsos, nas datas, que serão involuntárias: 

- o início da recolha diária, porta-a-porta, dos resíduos sólidos urbanos (lixo), em 1976;
- o abastecimento de água e o saneamento básico,  um dos primeiros grandes projetos, iniciado em 1977/80 com a barragem do bufo, a estação de captação (ETA) e conduta adutora  da ETA aos depósitos Centrais  de Sº  Bento (1980), terminando com os últimos ramais domiciliário na zona de Sº Bento/rua da Cruz, nos anos 1983/84;
- a construção as estações de tratamento de esgotos (ETAR), do baldio (1989/90), de biodiscos do Poço Novo (1991/92), hoje desativada, e finalmente da Ferenha (2000/2002);
- a aquisição do Quintalão de Festas, em meados de 1978, recuperado e remodelado em 2007;
- a instalação do centro de saúde (no atual serviço da Segurança Social, depois na Casa dos Fialhos, na rua Dr. Filipe Figueiredo, comprada de propósito para esse fim (1980), e agora nas Fontainhas/Rua Duque de Cadaval,  onde dantes estava a escola nº 2 (escola de baixo), inaugurado em 28/11/2011:
- o novo edifício dos Paços do Município de Barrancos, iniciado em 1979, inaugurado em 04/08/1980;
- as estradas e caminhos municipais (das Bicas, de Noudar, do Pinhão, de Cansalobos, etc;); 
- o Jardim do Miradouro, iniciado em 1979;
- a construção do Bairro Habitacional da Adua (12 fogos), 1979-1983; do Bairro dos Espanhóis (1ª fase, 1980-1983; 2ª fase, 1986/89 e 3ª e última fase 1991/93); do Bairro da Guarda Fiscal (1980/84, só apoio da CMB); do Bairro das Canas (5 fogos), 1983/1984, das Fontainhas (1990, em regime de autoconstrução) e por último o da Floresta (2004/2006);
- o programa de recuperação do castelo de Noudar (iniciado em 1980) e o encontro de mestres construtores (1984);
- as obras de adaptação do quartel dos BVB, primeiro na rua da Igreja (1980/81), depois nas Fontainhas (1994-2015) e nas novas instalações (2011/2015), neste caso comparticipação;
- a recuperação do antigo matadouro como Casa de Matança, entre 1982 e 1983, hoje desativado;
- o polidesportivo municipal, hoje desativado, entre 1984/86;
- a criação da Biblioteca Municipal, na praça da Liberdade (1986), transferida para o centro cultural (1991), hoje com a designação  de Biblioteca de Barrancos, depois da fusão com a biblioteca escolar em 2007;
- a construção do centro cultural que acolheu a biblioteca municipal (1990/91), onde hoje funciona o jardim-de-infância;
- os dois alargamentos do cemitério, em finais da década de 1980 (1ª) e em 2003 (2ª);
- o campo de futebol do baldio (1980), remodelado em 1983/85, transformado em estádio municipal de futebol depois (12/09/2009);
- o posto fronteiriço, inaugurado em 25/09/1986, hoje desativado por força da abertura das fronteiras em 23/01/1993;
- o programa de recuperação das casas dos idoso, pessoas carenciadas e pensionista, iniciada em 1983 (ainda existente, parcialmente), depois completado com distribuição de lenha (desaparecido nos finais dos anos 1996/97);
- a criação do jardim-de-infância (1979), primeiro no salão da ex-Mocidade Portuguesa, onde também esteve o quartel dos BVB (rua da Igreja), depois na cave da ex-Escola nº 1 (EB1 ou escola de cima),  ocupando a parte de cima em 1991/1992, sendo definitivamente instalado no atual edifício, a partir do ano letivo 2007/2008.
- a construção do posto de abastecimento de combustível (1990), na sequência da polémico encerramento do existente frente ao Miradouro da MOBIL, em finais de 1986;
- o início do transporte escolar das crianças no ensino básico e preparatório, que moravam nos montes, em 1983;
- o início da comparticipação financeira no transporte escolar (passe) dos alunos que frequentam a escola secundária de Moura, a partir de 1982;
- os apoios, mediante cedência de viatura e motorista para deslocação a Moura dos alunos que frequentaram o ensino secundário, do ano letivo 1981/1982 a, pelo menos, 1989/1990;
- a labuta para a construção da Escola C+S (11 turmas), isto é, escola de ensino preparatório (C) e secundário (S), com 11 turmas, projeto falado desde 1983, como uma promessa do governo da data, iniciada no início de 1986 e inaugurada em 06/02/1988, que chegou a ter aulas até aos 12º ano (noturno), até finais do ano letivo 2000/2001;
- a criação do programa de bolsas de estudo para apoio aos estudantes do ensino superior, pelo menos desde o ano letivo 1991/1992;
- a institucionalização dos prémios de mérito à educação (2003);
- a ampliação da antiga Casa da Sopa, para instalação do lar e centro de dia de idosos, em 1991, mais tarde apoiando financeiramente a IPSS para construção do novo equipamento social (lar, centro de dia, SAD e creche), em funcionamento desde junho 2011;
- a compra da propriedade da Coitadinha, onde se encontra o castelo de Noudar, hoje Parque natureza de Noudar, que partilhou com a EDIA (1998, contrato-promessa e 2000 escritura definitiva);
 - o Complexo Municipal de Piscinas, começado em 1993 e terminado em 1998;
- o Parque Empresarial, começado em 2004, inaugurado em 2 de maio de 2010, por ocupação total da Zona Industrial do Poço Novo (1990/1991);
- o cineteatro, começado em 2002,  terminado 2008 e inaugurado em 2 de maio de 2010;
- a casa mortuária da rua da igreja, em fase de mudança para novo local ainda não divulgado;
- o parque de feiras e exposições de Barrancos, construído entre 2003/2006, inaugurado em 12/04/2007;
- o centro de fisioterapia (gabinete do movimento), inaugurado em 05/01/2008;
- a criação do museu municipal, inaugurado em  2007, projeto que já vinha desde 1997;
- o Plano de Ação de Regeneração Urbana (PARU), também conhecido como PERU, em fase de contratualização da empreitada, que terá um horizonte temporal de execução de 2017/2031;
Muitos outros projetos, programas e ações, em todas as áreas da intervenção autárquica, terão sido desenvolvidos ao logo destes 40 anos, dos quais, os mais recentes,  nos domínios da ação social, da educação, do emprego, etc, etc, estes últimos disponíveis no sitio eletrónico da CMB.

Numa coisa estou certo que falhámos: não conseguimos “segurar” a população, que continuamos a perder desde inícios dos anos 1960. Hoje somos menos, muitos menos, mas não podemos culpar os nossos eleitos locais pelo despovoamento de Barrancos. Todo o chamado "interior" perdeu gente, desde a década de 1950/60. Está despovoado. Há outros responsáveis. É fácil passar a culpa.
Como já foi dito, a queda demográfica de população é contínua desde 1960 e não há Programa Nacional para a Coesão Territorial, com esta ou outra designação, que tenha conseguido reverter esta tendência. Eis aqui o grande desafio para o novo ciclo autárquico.

Para terminar a série, abaixo divulgamos a lista dos autarcas que integraram a Câmara Municipal de Barrancos, começando no período de transição do Estado Novo (1972/1974, passando pela Comissão Administrativa (1974/1976) e terminando com o elenco dos 11 mandatos democraticamente eleitos, desde 12/12/1976:

COMPOSIÇÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE BARRANCOS
 (Anos de 1974 a 1976)

TRANSIÇÃO DE REGIME (Manteve-se em funções de 1972 até 9 de julho de 1974, data da posse da Comissão Administrativa)
Cargo
Nome
Presidente
José Augusto Lopes Fialho
Vice-presidente
Félix Caeiro Mira
Vereador
Manuel Fernandes Fretes
Vereador
Francisco José Comprido Coco

COMISSÃO ADMINISTRATIVA (de 09/07/1974 a 31/12/1976)
Cargo
Nome
Presidente
José Domingues Gomes Escoval
Vogal
Clemente Pires Marques
Vogal
António Charrama Lopes

MANDATOS ELEITOS – a partir de 01/01/1977

1º - MANDATO DE 1977 a 1979
Cargo
Nome
Presidente
Carlos Caçador Durão (FEPU)
Vereador
António Semedo Guerra (FEPU)
Vereador
Sebastião dos Santos Ramos (FEPU)
Vereador
António Gomes Mira (PS)
Vereador
António Charrama Lopes (PS)

2º - MANDATO DE 1980 a 1982
Cargo
Nome
Obs.
Presidente
Carlos Caçador Durão (APU)

Vereador
Domingos Nunes Fretes (APU)

Vereador
José Fernandes Bossa (APU)

Vereador
Sebastião dos Santos Ramos (PS)
Renunciou em 24/11/1980
Vereador
Francisco Mendes Domingues (PS)

Vereador
Alfredo Ramos Monteiro (PS)
Substituiu Sebastião Santos Ramos, a partir de 24/11/1980.

3º - MANDATO DE 1983 a 1985
Cargo
Nome
Obs.
Presidente
António Semedo Guerra (APU)

Vereador
Manuel Baleizão Chamorro (APU)

Vereador
Manuel Torrado Lavaredas (APU)

Vereador
Carlos Caçador Durão (PS)

Vereador
Domingos Nunes Fretes (PS)

Vereador
Félix Caeiro Mira (PS)
Em substituição de Carlos Caçador Durão, que suspendeu o mandato por 180 dias, a partir de 13/06/1984, tendo depois renunciado

4º - MANDATO DE 1986 a 1989
Cargo
Nome
Obs.
Presidente
António Semedo Guerra (APU)

Vereador
Manuel Torrado Lavaredas (APU)

Vereador
Manuel Baleizão Chamorro (APU)

Vereador
Domingos Burgos Caiadas (APU)

Vereador
Joaquim Serrano Rosa (PS)


5º - MANDATO DE 1990 a 1993
Cargo
Nome
Obs.
Presidente
António Semedo Guerra (CDU)

Vereador
Manuel Torrado Lavaredas (CDU)

Vereador
António Pica Tereno (CDU)

Vereador
Carlos Caçador Durão (PS)

Vereador
Manuel Vidinha de Sousa (PS)


6º - MANDATO DE 1994 a 1997
Cargo
Nome
Obs.
Presidente
António Pica Tereno (CDU)

Vereador
Manuel Baleizão Chamorro (CDU)

Vereador
Manuel Torrado Lavaredas (CDU)
Renuncia em 01/01/1996
Vereador
José Domingos Gomes Escoval (PS)

Vereador
António José Gavino Paixão (PS)
Renunciou em 09/11/1995
Vereador
Francisco Marcelo Bergano (PS)
Em substituição de António José Gavino Paixão, a partir de 09/11/1995
Vereador
Francisco Marcelo Sabino (CDU)
Em substituição de Manuel Torrado Lavaredas, que renuncia ao mandato, a partir de 01/01/1996

7º - MANDATO DE 1998 a 2001
Cargo
Nome
Obs.
Presidente
António Pica Tereno (CDU)

Vice-presid.
Isabel Catarina Caçador Sabino (CDU)

Vereador
Manuel Baleizão Chamorro (CDU)

Vereador
José Carlos Fernandes Durão (PS)
Renuncia em 25/02/1998
Vereador
Agostinho Peres Valério (PS)

Vereador
Nelson José Costa Berjano (PS)
Em substituição de José Carlos Fernandes Durão, que suspendeu o mandato, a partir de 25/02/1998

 8º - MANDATO DE 01/01/2002 a 22/10/2005
Cargo
Nome
Obs.
Presidente
Nelson José Costa Berjano (PS)

Vice-presid.
Francisco José Nunes Gabriel Bossa (PS)

Vereador
Dalila Maria Costa Lopes (PS)

Vereador
Isabel Catarina Caçador Sabino (CDU)

Vereador
Manuel Fernandes Charrama (CDU)
Por renuncia de António Pica Tereno em 01/01/2002

9º - MANDATO DE 22/10/2005 a 24/10/2009

Cargo

Nome

Obs.

Presidente

António Pica Tereno (CDU)

Vice-presid.

Isabel Catarina Caçador Sabino (CDU)

Vereador

António Manuel Durão Gavino (CDU)

 

Vereador

 

Nelson José Costa Berjano (PS)

- Suspendeu mandato, por 120 dias, com efeitos a partir de 21/12/2006;

- Renunciou ao mandato, com efeitos a partir de 17/10/2007.

Vereador

Francisco José Nunes Gabriel Bossa (PS)

 

 

Vereadora

 

 

Ana isabel Batista da Cruz (PS)

- Em substituição de Nelson Berjano, desde 01/01/2007;

- Efetiva, por renúncia de Nelson Berjano, a partir de 24/10/2007.


10º - MANDATO DE 24/10/2009 a 22/10/2013
Cargo
Nome
Obs.
Presidente
António Pica Tereno (CDU)

Vice-presid.
Isabel Catarina Caçador Sabino (CDU)

Vereador
António Manuel Durão Gavino (CDU)

Vereador
Francisco Manuel Canudo Sena (PS)
Renúncia em 01/09/2010
Vereador
Cláudia Jesus Marcelo Costa (PS)

Vereador
António Carlos Oliveira Torrado Marcelo (PS)
- Em substituição de Francisco Sena, que renunciou ao mandato em 01/09/2010;
- Renúncia em 01/07/2012;
Vereadora
Dalila Maria Alcario Lopes (PS)
Em substituição de António Carlos Oliveira Torrado Marcelo, que renunciou ao mandato, a partir de 01/07/2012

11º - MANDATO DESDE 22/10/2013 a (…)
Cargo
Nome
Obs.
Presidente
António Pica Tereno (CDU)

Vice-presid.
Isabel Catarina Caçador Sabino (CDU)

Vereador
António Manuel Durão Gavino (CDU)

Vereador
Fernando Manuel Fernandes Durão (PS)

Vereador
Miguel Pedro Rodrigues Escoval (PS)


Galeria dos Presidentes da Câmara Municipal de Barrancos
Salão Nobre dos Paços do Município de Barrancos
Fotos: eB, 09/12/2016