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segunda-feira, 26 de abril de 2010

As flores de Barrancos: Agarrocha Flores

Barrancos passou a ser produtor de flores de corte.
Quem visitou Barrancos nos últimos meses provavelmente reparou nas estufas que ficam situadas na estrada da Pipa (EM Pipa/Noudar, km 0,3). As estufas constituem um projecto inovador em Barrancos, promovido pelo Maurício Dinis Reganha Calhaco, um jovem barranquenho regressado recentemente da Suiça, onde esteve emigrado.
Para a preparação e adaptação dos terrenos com solo adequado, numa zona árida e rochosa, foi necessário proceder a movimentos e transferência de terras.
O projecto, que espero venha a  ser de sucesso, é o resultado de um investimento pessoal do Mauricio sem qualquer apoio ou financiamento nacional ou comunitário. Como todos os negócios tem riscos. O retorno do investimento não é imediato, mas o Maurício, mostrando-se determinado e empreendedor, preferiu apostar num negócio próprio à inevitabilidade e ao conformismo dominante.
Nas estufas, donde por estes dias "sairam" as primeiras flores, são produzidos flores de corte: cravos, gladiolos, gerberas, coroas imperiais, lisiantos, bocas de lobo, cécias e estatícias (lavandas do mar).
A produção e a distribuição assenta numa estrutura artesanal e familiar, notando-se na atitude do Maurício um forte desejo de melhoramento e de expansão, sendo esta condicionada à procura deste tipo de flores.
Para informação complementar, poderão os interessados contactar a Agarrocha Flores, sita na EM da Pipa/Noudar, Km 0,3, pelo telefone 92 554 5147 (Carla ou Dinis Calhaco) ou pelo mail mcalhaco@live.com.pt.
Da próxima vez que passares para a Pipa ou para Noudar, não esqueças, entra e compra uma flor.

As estufas de Barrancos vistas da Estrada Internacional

Pormenor do interior das estufas - cravos
Estufas de Barrancos - interior
Estufas de Barrancos, gereberas
As coroas imperiais, de Barrancos 

Força, Maurício. O estado de Barrancos deseja-te os maiores sucessos neste negócio, que contribua para o desenvolvimento económico-social da nossa Terra.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 28 de junho de 2021

Programa de Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis (2ª fase) - mais uma vez Barrancos ficará de fora!

Foi publicado o Despacho nº 6070-A/2021/MAAC, que aprova o regulamento de atribuição de incentivos da 2.ª fase do Programa de Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis. O Programa de incentivos abrange edifícios de habitação existentes, unifamiliares, bem como edifícios multifamiliares ou suas frações autónomas, construídos e licenciados para habitação até 31 de dezembro de 2006, inclusive, em todo o território nacional.

Nesta 2ª fase, tal como sucedeu na 1ª fase que o eB denunciou, será impossível a um(a) proprietário(a) de Barrancos beneficiar do programa, por uma razão simples: não há na zona empresas ou instaladores certificados e/ou registados nas plataformas referidas no ponto 7.4 do regulamento do programa (foto1 abaixo). As empresas/instaladores mais próximos, a 120 ou 180 km, nunca mostraram interesse em responder aos pedidos de orçamento, por razões obvias. A distância e o mercado!


O programa, tal como está, tem como destinatários as grandes cidades e áreas metropolitana de Lisboa ou Porto. O governo, através do Fundo Ambiental, que coordena o programa, não atendeu as sugestões, nem sequer respondeu aos pedidos de esclarecimentos que, sabe o eB, terão sido apresentados a partir de Barrancos.

O regulamento tem como objetivo apoiar candidaturas que podem incluir uma das seguintes tipologias de projetos:

a) Substituição de janelas não eficientes por janelas eficientes, de classe energética igual a «A+»;

b) Aplicação ou substituição de isolamento térmico em coberturas, paredes ou pavimentos, recorrendo a materiais de base natural (ecomateriais) ou que incorporem materiais reciclados, bem como a substituição de portas de entrada;

c) Sistemas de aquecimento e/ou arrefecimento ambiente e de águas quentes sanitárias (AQS) que recorram a energia renovável, de classe energética «A+» ou superior;

d) Instalação de painéis fotovoltaicos e outros equipamentos de produção de energia renovável para autoconsumo com ou sem armazenamento;

e) Intervenções que visem a eficiência hídrica por via da substituição de dispositivos de uso de água na habitação por outros mais eficientes, por instalação de soluções que permitam a monitorização e controlo inteligente de consumos de água ou por instalação de sistemas de aproveitamento de águas pluviais;

f) Intervenções para incorporação de soluções de arquitetura bioclimática, que envolvam a instalação ou adaptação de elementos fixos do edifício, designadamente sombreamentos, estufas e coberturas ou fachadas verdes, privilegiando soluções de base natural.


Foto 1: requisitos das empresas/instaladores

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012