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sábado, 24 de fevereiro de 2007

Razões da "baixa" percentagem do SIM em Barrancos no referendo despenalização IVG

Em Barrancos ganhou o SIM. Contudo, quando comparado com os restantes municípios do Alentejo, foi o que apresentou a mais baixa percentagem de votos favoráveis à descriminalização.
Razões? Não sei, vamos reflectir:
1º- A influência da Igreja? Não me parece!
2º - A influência das elites (conservadoras)? Também não, por inexistentes!
3º - A complexidade da estrutura social e a rede de influências? Talvez, em parte... mas pouco.
4º - O envelhecimento da população? Sim! Teoricamente as pessoas idosas, e em Barrancos são a maioria, são mais conservadoras e, neste caso, susceptíveis de votar Não num assunto que já "não os afecta"; os jovens, presumidamente mais informados e interessados no problema, mas em menor número, estariam mais inclinados para o SIM.
5º - A não realização de qualquer campanha de esclarecimento? Talvez, um pouco...
Em Barrancos, salvo a honrosa excepção do Dr. António Eloy, que já felicitei, que fez um porta-a-porta na antevéspera do referendo, e a teimosia de meia-dúzia de partidários do SIM que no seu ambiente do dia-a-dia apelavam ao voto SIM e esclareciam o porquê da necessidade de descriminalização, nada se passou durante o período da campanha eleitoral.

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Resultados do Referendo: Finalmente o SIM

Resultados comparativos dos Referendos sobre a IVG em Barrancos:
Ano 2007 1998
Inscritos 1595 1659
Votantes 492 30.85% 303 18.26%
Em Branco 7 1.42% 11 3.63%
Nulos 3 0.61% 2 0.66%
2007 1998
Opções Votos % Opções Votos %
Sim 329 68.26 Sim 181 62.41
Não 153 31.74 Não 109 37.59
Percentagem calculada sobre votos validamente expressos (brancos e nulos excluídos)
Fonte: STAPE
Espero agora que a Assembleia da República, apesar da abstenção superior a 50%, não hesite e resolva legislando, de uma vez por todas, de acordo com o sentido maioritário de voto: despenalizando a IVG, pelo menos até às 10 semanas.
Pode ser hoje o princípio do fim das mulheres vexadas e punidas por uma legislação terceiro-mundista.
Finalmente, e tendo em conta a participação das populações, deveráo os nossos políticos reflectir acerca da continuidade do instituto do referendo.