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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Câmara de Barrancos pretende "concessionar a exploração da Pedreira de Xistos" da Lanchêra (Serra Colorada)

De acordo com o anúncio do Município de Barrancos, datado de 3 de fevereiro, "será arrematada em hasta pública o direito de exploração da Pedreira de Xistos, sita na zona Lancheira e propriedade do Município de Barrancos". 
A arrematação da concessão da exploração da Pedreira de Xistos, terá lugar perante a Câmara Municipal (CMB), na sua reunião de 25/02/2021, às 9h30,
A base de licitação, para a renda anual, é de € 8 000 (oito mil euros), acrescido de IVA à taxa legal em vigor, se aplicável, com lanços de 100,00 € (cem euros), a "efetuar de forma verbal, perante o executivo municipal". A taxa de matagem devida pela extração não está incluída no valor da renda.
Neste procedimento, aprovado pela CMB a 29 de janeiro passado, pode ser concessionário (no caso, arrematante), “qualquer pessoa singular e coletiva detentora de capacidade jurídica de gozo e de exercício que estiver interessada na exploração da Pedreira de Xistos, as quais têm de estar presentes na hasta pública ou fazerem-se representar por procurador devidamente habilitado para o efeito e, em qualquer dos casos, munidos de documento idóneo de identificação”.
Recordo, conforme o eB noticiava em 07/08/2014,  que "a pedreira de xisto da Lancheira, a leste da Serra Colorada, chegou a  ter uma estrutura empresarial, primeiro como cooperativa (1989/1990), depois transformada em sociedade por quotas (1991/1992), que se extinguiu pouco tempo depois." 
Ainda, segundo a mesma noticia do eB, "com a extinção da empresa, a concessão das pedreiras regressaram ao seu proprietário, o Município, que ainda hoje continua a extrair, transformar (cortar) e a vender as lajes de xisto, mas a uma escala quase residual, se comparado com o que se praticava até há cerca de 8-10 anos".

Foto1: anúncio da hasta pública
Foto2: extrato do programa de concurso
(Fonte: CMB
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Localização da pedreira da Lancheira, Serra Colorada, Barrancos
(Imagens: Arquivo, eB, 07-08-2014)

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Os xistos de Barrancos - rochas ornamentais

A extração, transformação e venda de xisto de Barrancos constituiu uma atividade produtiva rentável para o Município, desde início dos anos 1980 até meados da década de 2000.
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A exploração dos xistos, que foi apresentada na Feira Internacional de Lisboa, no âmbito da FIL/SIROR 1982 (salão internacional das rochas ornamentais), como "potenciador do desenvolvimento regional e criador de postos de trabalho", chegou a ter uma estrutura empresarial, primeiro como cooperativa (1989/90), depois transformada em sociedade por quotas (1991/92), que se extinguiu pouco tempo depois. Para o presidente da câmara de Barrancos, António Tereno, o processo da empresa "foi um fiasco, (porque) toda a gestão foi má conduzida, (e) a própria empresa faliu". No entanto, admite, que o "xisto, (...) é uma matéria-prima com potencialidades desde que explorado por pessoas com bons conhecimentos técnicos e com um bom marketing." (in Café Portugal, 13/01/2011).
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Com a extinção da empresa, a concessão das pedreiras regressaram ao seu proprietário, o Município, que ainda hoje continua a extrair, transformar (cortar) e a vender as lajes de xisto, mas a uma escala quase residual, se comparado com o que se praticava até há cerca de 8-10 anos. Esta redução da atividade empresarial do xisto deve-se, quer ao esgotamento da fileira da pedreira do mestre André, já encerrada, e à diminuição da qualidade das lajes na pedreira da Lancheira, ainda em exploração, quer ainda às exigências burocráticas a nível ambiental. A obrigatoriedade de elaboração de planos de lavra e de recuperação paisagística, que teriam como obetivo, alegadamente, atenuar os impactos negativos das explorações, também contribuíram para este retrocesso empresarial.
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Contudo, "no que respeita à exploração de xistos nos concelhos de Mourão e Barrancos, a estratégia preconizada assenta na manutenção das actuais explorações, potenciando a sua transformação nas zonas industriais municipais. Futuros desenvolvimentos das actuais pedreiras deverão ser avaliados em termos da sua viabilidade técnica e económica e das suas incidências ambientais." (in Plano Regional de Ordenamento do Território da Zona Envolvente da Albufeira do Alqueva, vulgo Prozea, pág, 3401, aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros nº 70/2002)
Filcatálogo, edição SIROR, 1982 (FIL)
Corte das lajes de xisto na oficina que funcionou  no Quintalão, entre 1983/1994 (?).
Na imagem, podemos reconhecer o Abel, de óculos, junto à máquina de polir e o Xico Damião
de bibaque, numa das máquinas de cortar.
Foto: Diário do Alentejo, s/d
Pedreira de xisto. Foto: Rui Cunha, 1999 (Em Barrancos, edição Costa do Castelo)
Localização da pedreira da Lancheira, Serra Colorada, Barrancos
Imagem: Global Find (14h27-10062014)

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Câmara de Barrancos atualiza preço de venda de xisto

O Município local, “considerando o potencial natural da pedra de xisto, em virtude da sua beleza e versatilidade, assim como as reservas existentes e exploráveis e o potencial comercial da mesma”, resolveu em 13/12/2012 atualizar a tabela de venda do xisto de Barrancos que “desde tempos imemoriais (…) tem sido utilizada na construção civil, não só para revestimento de superfícies, como para construção de paredes estruturais, fundações de edifícios e muros de contenção e compartimentação”.
O preçário do Xisto de Barrancos (PVP – m²) é o seguinte:
1 – Pedra irregular,  € 10,00
2 – Pedra cortada 30x15 – 20x10 – 30x7,5 - € 15,00
3 – Pedra irregular 30x30 -  € 20,00
4 – Pedra irregular 30xaproveitamento -  € 23,00
5 – Irregular, para rodapé de alçados licenciados pela Câmara Municipal - € 10,00
Os preços acima indicados são acrescidos do IVA – 23%.
Preços em Barrancos – transporte por conta do cliente. 
Fonte: Ata da CMB de 13/12/2012 (Deliberação nº 194/12)
Xisto de Barrancos - aplicação em soco de parede. Fotos: eB, 30jan2013