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quarta-feira, 20 de julho de 2022

População de Aroche/Cortegana e vale do Chanza contestam projeto mineiro de Valdegrama

Pelo Observatório Ibérico de Energia, que o António Eloy vem dinamizando há anos, ficamos a saber que há mais um "fantasma que ensombra as nossas terras, a dehesa (o montado), o matorral, as ribeiras vivas e os rios, também nossos,...". Falamos do projeto mineiro de Valdegrama, que a Junta de Andaluzia pretende concessionar à emrpesa Geoland Services, SI, que as populações da Rivera de la Alcalaboza, que abrange Aroche, Cortegana e Almonaster, entre outras, contestam, porque ameaça  zona do sistema de rega do Chanza-Piedras.

De acordo com o Diário de Huelva, que faz eco das reclamações das populações afetadas, renunidas numa Plataforma de Ciudadanos, "el proyecto minero de Valdegrama que busca grafito, mineral esencial para la industria bélica y un sinfín de aplicaciones industriales, pone en alerta a ganaderos, propietarios y regantes, que temen la contaminación de las fuentes del Chanza."
mapa da zona afetada
ato de fundação da Plataforma Alcalaboza Viva
(Fonte/fotos: Diário de Huelva)

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Fechadas desde 1975, minas de Apariz em Barrancos são alvo de nova prospeção

Iniciaram-se os trabalhos de prospeção para avaliar o potencial remanescente da antiga mina de Aparis, em Barrancos. Cobre e prata podem ser os recursos.

As minas de Apariz, em Barrancos, fecharam em 1975. Foram descobertas no século XIX. Depois de passarem por capitais britânicos chegaram às mãos públicas, tornando-se num ícone mineiro precisamente por serem das poucas integralmente exploradas pelo Estado. Em 1975 foram retirados os últimos minérios de cobre.

A Indice Crucial garantiu em 2020 o direito de prospeção e pesquisa da mina Apariz por cinco anos, tendo agora arrancado os trabalhos no terreno, explicou ao Observador o gerente da operadora Goldplay, José Mário Castelo-Branco.

"Neste momento com a nova gerência arrancou a campanha de sondagens”, explicou ao Observador, acrescentando que estarão a ser procurados minérios de cobre, e subsidiariamente de prata. Mas será o cobre o principal elemento no subsolo desta área, perto de Barrancos, podendo analisar uma área de cerca de 73 quilómetros. Será, assim, avaliado o potencial do remanescente da antiga mina.

As sondagens começaram agora, passando-se depois para o estudo, amostragem, esperando-se os primeiros resultados em cerca de mês e meio. Só mais tarde no processo é que a empresa vai aferir se existe potencial para fazer o pedido para a concessão de exploração

A importância destas prospeções e os procedimentos da atribuição de direitos de prospeção, pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), incluindo a celebração do contrato em 2020, já foi aqui e aqui analisada. 

(Fonte: Goldplay)

(Fonte: Texto/Imagem: Observador, 13-11-2021)

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

A propósito da nova prospeção de minério da Godolphin Mining Services

Os trabalhos que a empresa se propõe realizar - (pesquisa e prospeção de cobre e chumbo) - "não têm qualquer implicação na saúde de pessoas e animais".  A afirmação surge no oficio da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), datado de 02/01/2018 (ver abaixo), enviado a pedido do eB, no âmbito da consulta pública da proposta de concessão de direitos de prospeção e pesquisa de depósitos minerais de cobre, chumbo e outros minerais associados, aqui divulgado
No esclarecimento, a DGEG, para além de reafirmar a "não perigosidade para a saúde", pormenoriza os trabalhos a realizar pela empresa concessionária no território do município de Barrancos. Ainda segundo a DGEG, os "trabalhos a desenvolver estão sujeitos à aprovação (pela DG) de um programa de trabalhos  (sic) onde serão implantadas as sondagens a realizar".
Ainda em complemento ao esclarecimento, a DGEG remeteu ao eB um novo mapa de "implantação da área objeto do pedido de prospeção e pesquisa". Nesta planta são identificadas as zona prioritárias para pesquisa e prospeção: a mina de Apariz, a Defesa das Mercês  e uma outra área a norte da Vila (junto à fronteira) não identificada, que poderia ser a antiga mina da Umbrias das Ferrarias, registada em 1990.
Entretanto, segundo o presidente da câmara de Barrancos, J. Serranito Nunes, ouvido pela Rádio Campanário, o interesse na prospeção mineira “é uma boa notícia para o concelho, que é fértil em ocorrências minerais". Ainda na mesma entrevista, quando questionado sobre a possibilidade de criação de postos de trabalho, alerta para não se criarem "expetativas muito grande, porque precisamos que se confirme no terreno o aparecimento em qualidade e em quantidade para haver uma exploração rentável”.
(extratos do oficio de 02/01/2018 da DGEG e  nova planta de pesquisas)

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

A vila de Barrancos pode estar situada sobre depósitos minerais de cobre e chumbo

A empresa Godolphin Mining Services LLC, pretende atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de depósitos minerais de cobre, chumbo e outros minerais associados, numa área com 73,195 km2, denominada “Barrancos”, localizado nos municípios de Barrancos e Moura (parcela residual).
Segundo a planta abaixo publicada, que integra o processo, a prospeção e pesquisa de minério, cobre e chumbo, inclui a própria Vila de Barrancos. Para a empresa que requereu os direitos de prospeção, temos uma mina de cobre e chumbo sob os nossos pés!
O pedido de atribuição consta do aviso nº 14360/2017, publicado no Diário da República, do passado dia 29 de novembro, que refere ainda que o processo se encontra para consulta na Direção-Geral de Energia e Geologia, em Lisboa.
Sobre a importância das minas em Barrancos, vejam-se os artigos publicados no eB, aqui e aqui.
Mapa nº 337/DSAGR/2017 - (DGEG)
Adenda em 21/02/2018:
O aviso nº 14360/2017, foi retificado pela Dec.-Retificação nº 131/2018, de 20/2.