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sábado, 20 de fevereiro de 2016

Conferência sobre "150 anos da passagem do General Juan Prim por Barrancos" ...

... que decorreu ontem à tarde, 18h00-20h00, encheu o salão Nobre dos Paços do Município de Barrancos. 
Para a semana falaremos aqui um pouco sobre a conferência, e tentaremos explicar como uma população com 2300 almas (20/01/1866), conseguiu dar guarida (pernoita) e alimentar o contingente militar comandado pelo General Juan Prim, de cerca de mil homens, e mais de 600 cavalos.
Nota pessoal:
O sucesso da conferência, que vamos ouvir falar por muito tempo, deve-se aos conferencistas, mas também à excelente equipa de técnicas do Museu Municipal de Arqueologia e Etnografia de Barrancos (CMB/UASC), que a idealizou, planeou e organizou: Domingas Segão, lic. em História/Património Cutural, Lídia Segão, Arqueóloga e Antónia Oliveira (Toninha), técnica de conservação/restauro. Estiveram excelentes. Obrigado às três.
António Tereno, presidente da CMB, ladeado pelos conferêncistas, Dulce Simões e Matos Coelho,
pormenor da assistência
(Fotos: eB, 19-02-2016)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Faz hoje 150 anos da passagem do general Prim por Barrancos

Há 150 anos, num dia como este, estaria a decorrer no cerro do Calvário a devolução ao governo espanhol, representado por D. Juan Pozuelo y Salcedo, comandante dos carabineiros de Huelva, do material de guerra trazido pelos militares revoltosos do exército espanhol, comandados pelo general Prim, que tinha sido entregues no dia anterior ao administrador do concelho, Manuel Cláudio Pulido.
O general Prim teria entrado em Barrancos, perseguido pelas tropas féis ao governo espanhol, no dia 20 de janeiro de 1866, e aqui pernoitado na casa de José Jerónimo Vasquez, abastado proprietário rural de origem andaluza.
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Em Lisboa, o acontecimento ficou registado na sessão de 26 de Janeiro de 1866, da Câmara dos Digníssimos Pares do Reino, através de uma notícia publicada na Gazeta de Madrid de 23 de Janeiro[1].
Gazeta de Madrid 23 de Janeiro de 1866
Lê-se na Gaceta de Madrid, de 23:
"'O ministro de Espanha em Lisboa participa ao Ministro dos Negócios Estrangeiros, em telegrama de 22 que o governo português acabara de receber um despacho telegráfico do governador civil de Beja, comunicando que o general Juan Prim (Conde de Réus e Marquês de los Castillejos) se tinha apresentado às autoridades de Barrancos com o seu Estado Maior e uma força proximamente de 600 cavalos, “declarando estar disposto a fazer entrega dos mesmos e mais do armamento e equipamento à pessoa que para esse fim fosse comissionada pelo governo espanhol, e que para o mais aguardava as ordens do governo de Sua Majestade as quais cumpriria pontualmente.”
- Ministério de Guerra – “As divisões comandadas pelos generais Zavala e Echague estão em marcha de regresso para Madrid."'
- Lê-se na Correspondência de España, de 23:
“Hontem dissemos que as partidas de Tarragona estavam quase dispersas. O governo de sua majestade recebeu hoje um despacho em que se refere a completa derrota dos sublevados.
“ Eis aqui o despacho:
 Tarragona, 23 de janeiro"
 Diário da Câmara dos Digníssimos Pares do Reino, Sessão nº 13, 26-1-1866, p. 259.


[1] O ministro de Espanha em Lisboa participa ao Ministro dos Negócios Estrangeiros, em telegrama de 22 que o governo português acabara de receber um despacho telegráfico do governador civil de Beja, comunicando que o general Juan Prim Conde de Réus e Marquês de los Castillejos tinha-se apresentado às autoridades de Barrancos com o seu Estado Maior e uma força proximamente de 600 cavalos, “declarando estar disposto a fazer entrega dos mesmos e mais do armamento e equipamento à pessoa que para esse fim fosse comissionada pelo governo espanhol, e que para o mais aguardava as ordens do governo de Sua Majestade as quais cumpriria pontualmente.” Diário da Câmara dos Digníssimos Pares do Reino, Sessão nº 13, 26-1-1866, p. 259.
 Diário da Câmara dos Digníssimos Pares do Reino, Sessão nº 13, 26-1-1866, p. 259.
cerro do Calvário, Barrancos, local da entrega do material de guerra
 Foto: 
eB, 18-08-2015

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Lugares de Barrancos com História - O Cerro do Calvário

O Cerro do Calvário, Barrancos, um local onde o General Prim, que já aqui tínhamos falado, fugido das tropas espanholas, entregou as armas, cavalos e arreios ao Administrador do Concelho de Barrancos, Manuel Cláudio Pulido, em 21 de Janeiro de 1866.
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Quando passou por Barrancos liderava um grupo de militares espanhóis revoltosos, perseguidos por um regimento do exército fiel a "sua magestade católica, reis de Espanha".  Depois desta data chega a Madrid, vindo de França onde se tinha exilado, sendo eleito pelo congresso dos deputados presidente do governo espanhol, que liderou até à sua morte em 30 de Dezembro de 1870, três dias depois do atentado sofrido na calle del Turco, "debido a la complicacion infecciosa de las heridas sufridas". 
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Joan Prim i Prats (em castelhano Juan Prim y Prats), nasceu em Reus, Catalunha, Espanha, em 16/12/18145 e morreu em Madrid, em 30/12/1870.
cerro do Calvário, Barrancos. Foto: eB, 18-08-2015

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O general Prim - afinal morreu do quê?

Já aqui e aqui falamos da passagem do General Prim por Barrancos, em 21 de janeiro de 1866, para entregar o  espólio de guerra do exército espanhol ao nosso administrador do concelho. Agora, médicos forenses espanhóis tentam explicar como morreu há 150 anos: das balas do atentado da noite de 27 de dezembro de 1870 ou de má prática médica, alguns dias depois!?
Múmia do General Prim no hospital de Reus, Catalunha