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quinta-feira, 9 de outubro de 2014
sábado, 23 de agosto de 2014
Criado o/a "enfermeiro/a de família"
O Decreto-Lei nº 118/2014, de 5 de Agosto, define o
enfermeiro de família como sendo «o profissional de enfermagem que, integrado na
equipa multiprofissional de saúde, assume a responsabilidade pela prestação de
cuidados de enfermagem globais a famílias, em todas as fases da vida e em todos
os contextos da comunidade».
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A atividade do enfermeiro de família será implementada através de experiências piloto a realizar em cada Administração Regional de Saúde, no segundo semestre de 2014
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Regulador obriga os centros de saúde a atender doentes no dia
A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) tomou a decisão de notificar os serviços e centros de saúde para "eliminarem, de forma imediata, quaisquer procedimentos que, direta ou indiretamente, impliquem o estabelecimento ou predeterminação de um número máximo de atendimentos não programados por motivo relacionado com doença aguda, vulgo “vagas do dia”.
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Em síntese, a ERS veio dizer que os centros de saúde devem cumpram a sua função: "atender os doentes". A decisão da ERS, que peca por tardia, é muito importante para milhares de utentes (doentes) dos centros de saúde, que passam horas e horas nas filas para "apanhar senha" e depois não têm vagas! Se esta decisão for cumprida, as urgências hospitalares ficarão mais libertas e os cuidados de saúde primários cumprem a sua função. Mas, para que isso possa acontecer haverá também, em muitos casos, que reforçar o pessoal médico e de enfermagem, que esta política de cortes e mais cortes
não prevê.
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Informação complementar: o caso de Barrancos
Como é sabido, os utentes do centro de saúde de Barrancos há anos que não são sujeitos à vexação de levantar-se de madrugada (todos conhecemos relatos destes) para "apanhar senha".
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O utente de Barrancos tem senha para o dia; o "nosso" centro de saúde não tem serviço de urgências, mas o "doente urgente que peça consulta" é sempre atendido no próprio dia, quando não no momento; o centro de saúde de Barrancos aceita a marcação de consultas por telefone (incluindo o próprio dia); a renovação de receituário é feita no dia, com a presença do doente ou de familiares; o centro de saúde de Barrancos não faz exames complementares de diagnóstico, mas apoia o doente (ou familiar) na sua marcação.
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O centro de saúde de Barrancos só tem uma médica, mas os doentes de Barrancos têm dois médicos à "sua disposição": dias úteis, das 8h30 às 17h30, e aos fins-de-semana das 14h00 de sábado às 14h00 de domingo. Nesse intervalo, sobra-nos Encinasola, (quase) sempre disponível e o 112 (BVB), com Beja a 110 km, porque Moura é para esquecer...
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A "saúde" em Barrancos não estará bem. Provavelmente haja falhas, faltas ou lacunas. O alargamento do horário do centro de saúde, pelo menos até às 22 horas, será uma delas; as diferentes interpretações e os constrangimentos sobre o conceito de "doente esporádico" ou "utente esporádico" (não registado), ainda não resolvidas pelo ministério da saúde, será outra. Um segundo médico(a) para assegurar as faltas por doença e férias da médica residente, idem; etc;. Mas, perguntem aos nossos conterrâneos residentes na zona da grande Lisboa, "se têm médico de família?" ou "quanto tempo demoram para ter uma consulta?" ou ainda "como renovam as receitas?", entre outras, e depois comparemos.
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No texto sobre Barrancos, onde se lê "saúde", poderão também ler "enfermagem" e "fisioterapia". As três valências do centro de saúde local, que estão bem e recomendam-se. Outros serviços de saúde seguissem o exemplo e não seria necessário a recomendação da ERS.
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Numa altura em que continuamos a falar mal dos serviços públicos - porque está na moda ou para justficar a sua extinção -, vale a pena reparar nos bons exemplos.
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Numa altura em que continuamos a falar mal dos serviços públicos - porque está na moda ou para justficar a sua extinção -, vale a pena reparar nos bons exemplos.
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| extrato do DN on line de 20/06/2014 |
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