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sexta-feira, 8 de outubro de 2021

A Bula “Inter gravissimas” do Papa Gregório XIII - A mudança do calendário juliano (antigo) para o calendário gregoriano (moderno)

A Bula “Inter gravissimas” do Papa Gregório XIII, determina que do dia 4 de outubro de 1582 se passe para o dia 15, para acerto do calendário.

A mudança do calendário juliano (antigo) para o calendário gregoriano (moderno) não teve lugar ao mesmo tempo em todos os países, o que causa uma certa confusão na harmonização de datas e na datação de eventos entre os séculos XVI e XX.

Em 1582, o Papa Gregório XIII, aconselhado pelos astrónomos, decretou que quinta-feira, 4 de outubro desse mesmo ano, seria imediatamente seguida de sexta-feira 15 de outubro, para compensar a diferença acumulada ao longo se séculos entre os calendário juliano e as efemérides astronómicas.
Aprovado pelo Papa Gregório XIII e adotado pelos turcos no estado católico, o calendário gregoriano foi imediatamente adotado na Espanha, Itália, Portugal e Polónia. Em França, Henrique III decreta o ajuste dos dias em dezembro desse mesmo ano de 1582. Já na Grã-Bretanha e nos países protestantes o mesmo só veio a ser adaptado já durante o século XVIII. Segundo o astrónomo Johannes Kepler: «preferiam estar em desacordo com o Sol a estar de acordo com o Papa».
Nos países de tradição ortodoxa, o calendário gregoriano só seria adaptado no inicio do século XX. Na Rússia, só após a “Revolução Outubro” de 1917, é que o mesmo foi adaptado.
Com a adaptação do calendário gregoriano, corrigia-se a mediação do ano solar, o ano gregoriano dura em média 365 dias, 5 horas, 49 minutos e 12 segundos, ou seja mais 27 segundos do que um ano “trópico” ou “Solar”. O ano civil baseia-se no ano trópico, que tem uma duração de 165 dias, 5 horas e 48 minutos. Como o ano “trópico” não tem uma quantidade exata de dias, torna-se necessário introduzir correções periódicas e regulares no ano civil, para que este se mantenha sincronizado com as estações.
Os egípcios, aparentemente, faziam uso de um ano de 12 meses de 30 dias, posteriormente acrescentavam mais cinco dias no final do ano, perfazendo um total de 365 dias por ano.
O ano romano, após sofrer várias modificações, foi organizado pelo sábio Sosígenes de Alexandria, no ano 46 a.C., ficando conhecido como o calendário juliano, por ter sido estabelecido por Júlio César, na altura pontífice máximo da República Romana.

domingo, 6 de março de 2016

Os 10 dias que desapareceram do calendário (em 1582)

A propósito do ano bissexto, que aqui falámos, vale a pena ler a reportagem de Anabela Natário, no Expresso, on line, sob o título em epígrafe, que explica como foram cortados 10 dias do calendário (4 a 15 de outubro de 1582).
Os calendários juliano e gregoriano em confronto, pela mão de Tobias Conrad Lotter, que também é conhecido pelos seus mapas. Esta gravura de cobre, concebida cerca de 1750, em Augsburgo, com as dimensões de 49.5 x 57 cm, encontra-se à venda por 400 euros num antiquário situado em http://www.pahor.de