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segunda-feira, 21 de março de 2016

No Dia Mundial da Poesia....

Uma pequena homenagem do eB a três dos nossos poetas populares:

Do Lely (Manuel Gomes Mendes) (s/data)

Ida a Sevilha  (excertos)

Me dá um dia a tontada,
De dizer às minhas filhas:
Não querem ir este ano,
A ver a fêra de Sevilha?

E tive ainda a coragem,
De dizer, duma assentada:
Pois eu, vos pago a viagem, 
A pensão e a tourada!
(...)
Chegado agora ao hotel,
E com a calma necessária.
Le perguntê al gerente:
Quanto custa la diária?

Me respondeu, o sacana:
Ciento e cinquenta pesetas.
Rapazes, me deram ganas,
De manda-lo à punheta!
(...)

Do António Cumbrenho
 (s/data, Estudiantinas, anos 1960)
(exertos)

Barrancos

Barrancos não é o mesmo
Em tudo faz diferença.
Tem a floresta criada,
E a ligação já está feita.

Iluminação, com fartura.
As ruas todas calçadas.
E também a planta feita,
Para a água (en)canalizada

E para termos o mercado
Nos tem faltado o lugar
Agora já está marcado
Para ser feito na central.

Mas agora, está ocupado.
Essa culpa não é nossa.
Está servindo de armazém,
Da farinha da bolota.
(...)

Da Antónia Bergano, 21/02/2016

Brindemos à nossa amizade

Não sei se foi sonho ou ilusão,
hoje acordei inspirada
e com tanta inspiração,
estou sonhando acordada!

Mas é um sonho verdadeiro,
que vivo no dia a dia,
de me lembrar dos meus Amigos,
sempre com muita simpatia.

São para vocês estes versos,
carregados de emoção,
daquele Amor/Amizade,
que brota em meu coração!

Um Amor desinteressado,
um Amor por condição,
que nasce espontaneamente,
p'ra todos... que meus Amigos são!

Brindemos à nossa Amizade,
com afectos e dedicação,
os Amigos são para a vida,
como a boca é para o pão!.

Do Xico Mendes, 21/02/2016
O sabor da poesia, 
Quero beber na alma da poesia
Saciar a minha fome de ilusão
Sentir o travo doce da magia
No verso que me sai do coração

Quero saborear sem pressas o poema
Quero beber as palavras que escrevi
Quero sentir que sonhar valeu a pena
Porque no sonho de poeta renasci!
.
Depois…encherei a alma de confiança
Brindarei à poesia que vai nascer…
E vou embriagar a alma de emoção
.
Da poesia vou fazer uma esperança
Vou levar exaltação a quem a ler…
Vou fazer do meu poema uma paixão!


domingo, 1 de novembro de 2015

A "Vida" - num poema que fala do nascimento, da dor, do parto, do amor... dos afetos

Vida
I
Foi em maio, à tardinha 
Numa casinha singela
Que nascia uma menina 
Duma maneira tão bela! 
II
Não havia parto sem dor...
Era tudo ao natural
Com a ajuda da Parteira, 
Não havia epidural!
III
A tia Eulália, a parteira, 
Ajudava sem condição... 
Ia aparando os bebés 
Sem qualquer remuneração! 

Com sua mãe aprendera, 
Aquela arte, afinal... 
E a todas as mães ajudava,
Era uma mulher especial! 
IV
E sem partos programados, 
Os bebés iam nascendo... 
Esperava-se nove meses, 
Sem o seu sexo sabendo!
V
Fui a terceira, de três
Era um desejo de mãe... 
Dar à luz uma menina, 
Para juntar aos irmãos 
VI
E naquela casa singela
Mesmo à entrada de Barrancos, 
Fomos todos nascendo, 
Com tia Eulália ajudando! 
VII
Eram tempos difíceis... 
Mas, isso não condicionava, 
Que os filhos fossem nascendo, 
Mal os pais se descuidavam! 
VIII
Agradeço aos meus pais, 
Todo o Amor que me deram, 
Sempre fiz por retribuir, 
E para sempre os venero!
-
ass) Antónia Bergano, 31-10-2015
.
(in Antónia Bergano, blogue que a partir de hoje pode consultar na 
Lista de Sugestões do eB, coluna à direita)