Estamos quase no Carnaval. Época de chilhadêro.
A esta hora, há vinte anos atrás, para não ir mais longe, já estavam formados os grupos de jovens que, em Sº Bento, no Cantinho, no Cerro, no Baldio, ou nas Bicas, se preparavam para chilhar de porta-em-porta, onde houvesse menina.
O chilhadêro é uma das manifestações populares desta época que, apesar dalgum esforço na sua divulgação e reconstituição - por parte da Câmara, da escola ou da Associação de Reformados - , temos vindo a perder. O chilhar, que em Barrancos assumiu-se como ritual masculino, constitui uma espécie de passagem da puberdade para a adolescência, onde o rapaz, normalmente em grupo, "chamava" (chilha) à rapariga para que espreite à porta ou saia à rua.
Esta algazarra nocturna de juventude, que andava de rua em rua, ou porta-em-porta, só terminava no sábado, vésperas de Carnaval.